Banco Central prevê crescimento económico entre 4 a 5% em 2010

Publicado em 30 Dez 2009
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governador-banco-central.jpgLuís de Sousa, Governador do Banco Central, anunciou com optimismo as perspectivas económicas para 2010, a luz dos sinais de melhoria que começam a marcar as grandes economias mundiais. O governador do Banco central, exigiu maior equilíbrio orçamental em 2010, para controlar a liquidez e manter nível sólido de reservas externas. A entrada já no próximo dia 1 de Janeiro do acordo de convertibilidade da moeda nacional a dobra em relação ao Euro, é um dos grandes desafios de São Tomé e Príncipe no ano novo.

A entrada em vigor do acordo de cooperação económica entre São Tomé e  Príncipe e Portugal, é uma das principais acções anunciadas pelo Banco central para o ano 2010. O Governador Luís de Sousa, avisou que a determinação do valor a assumir pela taxa de câmbio fixa entre a dobra e o euro, será feita através de uma nota oficial do Banco central a ser publicada nos primeiros dias de Janeiro de 2010. «No âmbito cambial entrará em vigor já no dia 1 de Janeiro de 2010 o acordo de cooperação económica assinado entre os tesouros são-tomense e português, a fim de garantir a convertibilidade da dobra, através de uma paridade fixa face ao euro, como forma de conceder maior confiança, estabilidade e oportunidades a economia são-tomense», declarou Luís de Sousa no habitual balanço económico do fim do ano.

Outro grande desafio para o próximo ano, é a garantia do nível de crescimento económico e a baixa da inflação. «A instituição continuará a pautar, por uma supervisão e política monetária, que contribua para os objectivos da política macroeconómica definidos pelo governo que prevê um crescimento económico entre os 4 e 5%, uma redução da inflação anual para níveis de 10 e 11%, assim como de manter as reservas internacionais num mínimo de 4 meses de importações de bens e serviços», explicou, o governador do Banco Central.

Apesar do contexto internacional marcado pela crise financeira, o governador do Banco Central, considera que o país conheceu em 2009 crescimento económico moderado de 4,5 %. 

Introdução de meios modernos de pagamento no mercado financeiro, nomeadamente a instalação de caixas automáticas é uma promessa habitual do Banco central, no balanço de cada ano económico, no entanto até agora sem aplicação prática.

Desta vez Luís de Sousa, indicou primeiro trimestres de 2010, como meta para a introdução dos novos sistemas de pagamento.

Abel Veiga