CODO propõe amplo movimento de renascimento nacional para 2009

Publicado em 31 Dez 2008
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O partido sem assentoneves-e-silva.jpg parlamentar, decidiu quebrar o silêncio no fecho de 2008, para propor unidade nacional em 2009, o ano considerado pelo líder Neves e Silva(na foto) como sendo de combate político intenso. É o ano pré-eleitoral e o CODO pretende galvanizar um movimento de renascimento nacional para tirar o país do marasmo económico e social. O esclerecimento do caso GGA, é uma das questões quentes de 2009.

Segundo o líder do partido CODO, se em 2009 a justiça não for feita ao caso GGA, o assunto chegará as instâncias internacionais. «Ou os ex-primeiros ministros e ministros que são mandantes do crime têm que ser efectivamente presos, ou então ninguém irá para cadeia. Se isso não acontecer, o CODO, tomará iniciativa no âmbito do interesse público, e vai usar todos os mecanismos precisos internos e internacionais para meter esses bandidos criminosos na cadeia», assegurou o Presidente Neves e Silva.

Segundo o CODO é tempo de se por fim ao conceito herdado por «alguns senhores», de que a independência «foi para meia dúzia e não para o povo de São Tomé e Príncipe», acrescentou.

Um movimento para o renascimento nacional, é a proposta lançada por Neves e Silva numa conferência de imprensa que serviu também para fazer o balanço do ano que termina. Para o CODO o actual governo de coligação não tem saídas para o país.

Neves e Silva reconhece o empenho do Chefe do Governo Rafael Branco, na tentativa de encontrar soluções para os problemas nacionais com destaque para a aposta feita na dinamização do sector agrícola, mas considera que há erros do passado com implicações graves no presente, e que têm que ser resolvidos. «Hoje se a situação financeira é muito grave, se queremos regressar a agricultura temos que corrigir os erros., ou seja regularizar os erros cometidos pelos anteriores governos, assim como os governos do chamado regime plural», declarou a respeito do fundo de reconstrução nacional criado logo após a nacionalização das roças, ainda na década de 70.

Por isso mesmo o novo ano vai ser de grande combate político. «2009 vai ser um ano de combate. Estamos disponíveis com o MLSTP, com outros partidos, com a juventude, de fazer nascer um movimento dinâmico, tecnicamente elaborado, cientificamente concebido para dizer que mar é riqueza, agricultura é riqueza e a mente humana é das maiores riquezas que há no mundo», frisou.

O combate a corrupção é fundamental, por isso mesmo o funcionamento dos tribunais tem que mudar, diz o CODO. «Existem corruptos e corruptores, que teimam eternamente em massacrar, este povo que resistiu ao regime colonial. Hoje o tribunal que existe funciona como membro de uma instituição política porque não dignifica o império da lei. Na Assembleia Nacional cada um faz o casamento político como quiser, mas para defender o interesse de tachos, e isso tem que ser posto nu e cru, numa intervenção política de fundo, para que o mar crie riquezas, para que a terra dê comida, para que possamos ter um futuro diferente», concluiu.

Ano novo, combate político renhido porque as eleições estão a porta. As autárquicas e regionais, deverão acontecer em 2009, as legislativas estão previstas para 2010.

Abel Veiga