Membros do conselho nacional do MDFM-PL negam que tivessem recebido proposta financeira de uma força política para abandonar a família liberal

Publicado em 16 Jan 2009
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Os 11 membros do conselho nacional do MDFM-PL, que pediram o afastamento definitivo do partido, reagem as declaraçõemdfm.jpg do coordenador do partido João Costa Alegre, segundo as quais teriam sido comprados por uma força política. João Costa anunciou que os militantes teriam recebido uma proposta de 3 a 5 mil dólares para deixar o MDFM. Os 11 coordenadores negam tudo, e dizem que a proposta foi apresentada por eles ao MDFM.

Segundo o porta-voz do grupo, Marcelino Narciso da Graça, após 6 horas de uma reunião desgastante convocada pela comissão de gestão do MDFM-PL, liderada por João Costa Alegre, o grupo de 11 membros do conselho nacional que decidiu abandonar a força política, apresentou uma proposta ao MDFM para pagamento da dívida resultante de vários anos de trabalho a favor do partido. «A verdade é que no encontro com o senhor João Costa Alegre na sede do MDFM lançamos uma proposta ao MDFM que corresponde o valor de 3 a 5 mil dólares. Isto se o MDFM assumisse pagar, estaria a pagar a dívida que o partido tem connosco. Pelo facto de termos dedicado muito ao MDFM», explicou o porta-voz do grupo, desmentindo assim as declarações de João Costa Alegre ao Téla Nón, segundo as quais um partido político são-tomense teria avançado tal proposta aos seus militantes para abandonar a família liberal.

Marcelino Narciso da Graça, acrescentou ainda que no passado o grupo de coordenadores enviou ao Presidente Honorário do partido uma carta a suscitar algum apoio financeiro tendo em conta as suas actividades no terreno durante as campanhas eleitorais de 2006. Uma carta que nunca teve resposta.

Os 11 coordenadores deixaram claro que o regresso as fileiras do MDFM, está fora de questão. «Não vamos regressar ao partido porque o MDFM está a manchar a nossa imagem, dizendo que recebemos valores», frisou.

O grupo reafirma que abandonou o MDFM de livre e espontânea vontade porque «não temos mais confiança em alguns dirigentes do partido principalmente o secretário distrital de Água Grande o senhor Olinto Neves, bem como o senhor João Costa Alegre mediador da actual contenda no MDFM, mas que saiu de vários partidos, nomeadamente ADI e UDD para depois chegar ao MDFM. Este sim é que entrou no MDFM de bandeja, e depois vem dizer que fomos comprados?», interroga o grupo de coordenadores do MDFM para o distrito de Água Grande.

Em declarações exclusivas ao Téla Nón, os dissidentes dizem que já estão a ser contactados por uma força política mas ainda não decidiram aderir a mesma. «Mas se tudo der certo poderemos ingressar noutra força política, se calhar ser coordenador da outra força política, e ser também membro do conselho nacional», concluiu.

Pelo que o Téla Nón apurou, o partido MDFM-PL, teme que a decisão dos coordenadores de Água Grande funcione como uma bola de neve, levando adiante os coordenadores de outros distritos.

Abel Veiga