MLSTP/PSD e PCD apoiam decisão do estado em deter preventivamente os elementos do partido FDC

Publicado em 16 Fev 2009
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O MLSTP/PSD partido qumlstp.jpge lidera o governo de coligação no poder em São Tomé e Príncipe exige que as pessoas envolvidas na preparação do golpe de estado, sejam punidas pela justiça. Por sua vez o partido PCD, também integrante do executivo, acredita que há sectores e personalidades políticas por detrás da alegada tentativa de golpe de estado.

Para o PCD, os projectos estruturantes que o actual governo de coligação está a implementar, poderá ter atiçado o desejo de determinados círculos políticos em travar as acções de progresso económico e social.

Albertino Bragança, Presidente do PCD, salientou o lançamento do projecto de construção do porto em águas profundas e a criação da zona franca no norte de São Tomé pela Sonangol, como sendo projectos do governo que poderão consumir muita mão de obra nacional. «Estou em crer que a implantação desses projectos leva a que determinados sectores e determinadas personalidades podem não estar de acordo ou pelo menos ver que o seu impacto político ir-se ia esbater na medida em que esses projectos fossem alcançados», referiu o Presidente do PCD.

O PCD considera que o governo de que faz parte nunca poderia tomar a decisão de deter preventivamente os alegados actores da tentativa de golpe de estado, sem ter provas suficientes. Caso contrário estaria o próprio executivo a pôr em causa a execução dos seus projectos, uma vez que para o PCD sem estabilidade não se consegue projectar o desenvolvimento.

Por outro lado o MLSTP/PSD que lidera o governo, foi mais directo na reacção a situação. Pela voz do seu secretário-geral José Viegas, o partido exige a punição dos elementos do partido FDC. «O MLSTP/PSD encoraja o governo a prosseguir nos trâmites legais, de forma a apurar todos os detalhes que estão na base da referida acção e punir os culpados», adiantou o MLSTP/PSD.

O partido liderado por Rafael Branco, diz não ter dúvidas de que estava em curso um plano para inverter a ordem constitucional. «A situação apresentada sobre a existência de munições e treinos evidenciam que estava mesmo em curso uma acção para inverter a ordem pública institucional. Todo o expediente no quadro institucional legal foi respeitado», sublinha o secretário-geral José Viegas. Partidos políticos que sustentam o governo dão assim todo apoio ao executivo de Rafael Branco, no esclarecimento da alegada tentativa de golpe de estado.

Abel Veiga