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Aurélio Martins eleito figura do ano 2008 em São Tomé e Príncipe

Publicado em 09 Jan 2009
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Pela seguamatins.jpgnda vez consecutiva, o empresário e deputado do MLSTP/PSD Aurélio Martins, é escolhido pela maioria dos são-tomenses que participou num concurso radiofónico como sendo a figura principal do ano. Foi assim em 2007 e volta a acontecer em 2008. Segundo a avaliação dos são-tomenses a sua empresa designada GIBELA, também é muito popular, tendo sido eleita como a instituição do ano 2008. A fama é tanta que um cantor nacional de renome já veio dizer numa letra musical interpretada no crioulo fôrro que Aurélio Martins e a sua empresa vão tirar os são-tomenses deste “PANZÚ .. PANZÚ SÉ CÚ NÓN SÁ NÊ”, ou seja, deste marasmo, deste chove e não molha em que o país se encontra.

478 cidadãos são-tomenses de vários estratos sociais, participaram no concurso telefónico produzido pela rádio nacional, para eleição da figura do ano.  Um programa realizado todos os anos e que destaca também a melhor instituição do ano, a melhor música nacional e estrangeira, e o cantor do ano.

Mais de metade dos participantes, escolheu Aurélio Martins como sendo a figura do ano 2008, com um total de 294 votos, deixando para trás o primeiro ministro Rafael Branco com 45 votos, o cidadão Osvaldo Vaz com 31 e por fim o Presidente da República Fradique de Menezes com apenas 15 votos.  Um teste importante da popularidade de Aurélio Martins deputado do MLSTP/PSD eleito no círculo de Lobata.

Membro da comissão política do MLSTP/PSD, o empresário está satisfeito com a distinção popular. «Claro que me sinto satisfeito com esta distinção. Ela representa o reconhecimento do trabalho modesto que temos vindo a fazer, ao nível do sector privado, proporcionando o emprego há mais de mil famílias são-tomenses, e as realizações sociais que pudemos concretizar um pouco por todo o país», afirmou a figura número 1 do ano 2008 em São Tomé e Príncipe.

Uma distinção popular que faz aumentar a responsabilidade do empresário e político. «Com muita responsabilidade porque estou consciente que a nossa população precisa de muito mais», reforçou.

Aurélio Martins que foi jornalista na rádio nacional de Angola, acredita que a pobreza que aflige a maioria da população são-tomense, pode ser minimizada. Daí a importância das acções que a sua empresa GIBELA tem implementado com vista ao desenvolvimento do país. O grupo empresarial que nasceu em Angola e estendeu as suas raízes para São Tomé e Príncipe há cerca de 3 anos, também foi distinguido pelos são-tomenses como sendo a melhor instituição do arquipélago em 2008, com 222 votos.

A intervenção do grupo Gibela no sector do desporto com a realização da segunda edição do torneio Gira-Ilhas, em que foram atribuídos prémios monetários na ordem dos 15 mil dólares para a equipa vencedora e mais de 10 mil dólares para o clube que ficou na segunda posição, animou a massa juvenil são-tomense de Caué à Região Autónoma do Príncipe. Outra acção de impacto popular, foi a construção de um campo de futebol na cidade de Neves no norte de São Tomé, a par da distribuição de materiais e equipamentos desportivos em todo o país.

Aurélio Martins, apontou o sector da cultura como outro ponto de intervenção. A promoção dos valores culturais do arquipélago, acabou por ser reconhecida pelo público. «Apoiamos a publicação do livro do escritor Francisco Costa Alegre, e os músicos Kalú Mendes, Os Descendentes, Gilberto Umbelina, Tonecas, Felipe Santos, Pêpê Lima, Aylton Dias, Sebastiana, e Ely Trindade. Patrocinamos ainda o concurso MISS São Tomé e Príncipe, 2008/2009, com a atribuição de uma viatura a vencedora», explicou.

Balanço positivo das intervenções sociais de uma empresa, que investe na construção civil, na segurança privada, e a nível hoteleiro. O dinheiro da GIBELA, foi aplicado também em acções de solidariedade a favor dos idosos, crianças e jovens em várias localidades do país.

Tudo isto justifica o crescimento da popularidade da empresa e do seu Presidente, que rejeita as críticas que são feitas por muitas pessoas sobre o excessivo esbanjamento de capital. «Eu acho que estas pessoas não conhecem a verdadeira realidade do nosso país. Não sabem como é que os nossos concidadãos vivem no meio rural, não sabem que há pessoas que dormem com fome, porque não têm dinheiro para comprar comida. Nós não estamos a esbanjar dinheiro», assegurou Aurélio Martins, tendo acrescentado que o dinheiro que o seu grupo gasta em São Tomé e Príncipe, provém unicamente do trabalho da empresa. «A Gibela Construção Civil, Limitada, existe em Angola há mais de 10 anos, tem uma carteira de obras que lhe confere prestígio no quadro dos esforços de reconstrução nacional daquele país. E é esta a sustentação que me leva a investir no meu país, a partilhar um pouco daquilo que tenho com os outros que não tiveram as mesmas oportunidades. E isto para mim e para e muitas outras pessoas não é esbanjamento. É um acto de solidariedade e irmandade», sublinhou.

Com política a fervilhar no sangue, Aurélio Martins, vai mais longe e critica os dirigentes e políticos são-tomenses, que tomam contacto com acções de sucesso no exterior do país e não fazem nada nas ilhas verdes. Nem se quer sabem copiar o que vêem noutras partes do mundo. «Porque é que não criam empresas e proporcionam empregos aos nossos conterrâneos ao invés de passarem o tempo com discursos amargurados tentando enganar o nosso povo com demagogia?», interrogou.

Para já só deus sabe até onde Aurélio Martins e o seu Grupo GIBELA pretende chegar. As iniciativaaurelio.jpgs financeiras são muitas. O músico são-tomense Pêpê Lima, já cantou que Sun Aurélio e  o Grupo dele vai tirar o país deste Panzú..Panzú cú non Sá nê(marasmo, retrocesso), mas o próprio  empresário e político ainda não consegue dizer qual é a sua meta. Ele deixa tudo nas mãos do povo são-tomense. «Não é um homem quem decide se vai ser político. Quem o escolhe é o povo. Estou a agir como um homem sensível aos problemas. Se tenho que dizer onde quero chegar, eu digo de consciência tranquila; quero ver o nosso povo feliz. Isso é possível e farei o que for preciso para concretizar este meu sonho», desabafou Aurélio Martins, numa entrevista dada a rádio nacional de São Tomé e Príncipe.

Para 2009, os objectivos do empresário de 42 anos que tem a vida partilhada entre a vila da Madalena no centro de São Tomé, o bairro de São João da Vargem na capital são-tomense, e Angola, são mais ambiciosos. Aurélio Martins diz que quer contribuir para valorizar e consolidar as famílias são-tomenses.

Um barco para ligar as duas ilhas, é a prenda prometida pela GIBELA desde o ano 2008, e que vai singrar o mar entre as duas ilhas ainda no primeiro trimestre de 2009. Uma empresa com um nome (GIBELA), que no crioulo fôrro significa algibeira.

Para progresso de São Tomé e Príncipe o patrão Aurélio Martins não se cansa de meter as mãos na algibeira, tendo caído nas graças da população e se transformou já na figura mais popular do arquipélago. Num país sem meios de sondagens de opinião, os programas de concurso da rádio nacional para eleição de figuras acabam por ser um barómetro a ter-se em conta. É o órgão de comunicação social que tem maior audiência e cobre todo o território nacional.  

Abel Veiga