Sociedade

Memorando de entendimento assinado entre São Tomé e Príncipe e a Sonangol para modernização do Porto de Ana Chaves começa a ser implementado

enaport.jpgDesde Janeiro de 2009, que o Governo de Rafael branco assinou com a petrolífera angolana, a Sonangol, um memorando de entendimento com vista a modernização do porto de São Tomé localizado na baía de Ana Chaves, mas sem ter havido qualquer acção concreta. O incêndio das duas gruas do porto, obrigou o Primeiro-ministro a pedir socorro a Luanda, que reagiu de imediato.

A reacção da Sonangol, foi rápida e com peso. Uma grua com capacidade para 160 toneladas já está no porto de São Tomé para garantir a descarga e carregamento dos navios. Um equipamento de segunda mão, com preço avaliado em 90 mil dólares, mas nunca antes visto no país e que mereceu elogios do Primeiro-ministro durante a última sessão parlamentar. «Graças a amizade e cooperação que temos com Angola, hoje temos uma grua como nunca tivemos em toda a nossa vida independente», disse Rafael Branco na tribuna do parlamento.

Para além da grua a Sonangol colocou no porto de Ana Chaves, uma máquina nova para desembarque e transporte de contentores.  A ampliadora que tem capacidade para carregar contentores com o máximo de 45 toneladas, custou 750 mil dólares. «Temos um equipamento para desembarcar contentores do mais avançado que há», precisou o Primeiro Ministro no hemiciclo parlamentar.

Dois geradores de electricidade e dois tractores portuários fazem parte da lista de equipamentos, ofertados pela Sonangol ao porto de São Tomé, no âmbito do memorando de entendimento assinado em Janeiro de 2009, mas também como resposta ao grito de socorro do governo.

Segundo a administração da empresa que administra o porto de São Tomé, a ENAPORT, os novos meios disponibilizados pelo parceiro estratégico escolhido pelo Governo de Rafael Branco, começam a operar a partir de 1 de Janeiro. «Estamos em condições de entregar as mercadorias mais rapidamente do que antes. Vai aumentar a operacionalidade do porto e melhorar qualidade dos serviços», assegurou Manuel Diogo, Presidente do Conselho de Administração da ENAPORT.

Note-se que na ilha do Príncipe a única grua que garantia o desembarque das mercadorias, fez-se ao mar a cerca de 30 dias, numa altura em que a máquina já cansada tentava carregar uma carga pesada num barco que estava atracado no cais da cidade de Santo António.

Abel Veiga

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