“Votar com cara tapada” , outra vez ?

À luz das próximas eleições legislativas, autárquicas e regionais que se avizinham, achei pertinente enaltecer alguns aspectos para todos reflectirmos profundamente sobre a discrepância predominante entre os objectivos do eleitorado santomense e os interesses de grupos que usam o Estado para enriquecerem, seus associados nomeadamente homens de negócio de natureza diversa à procura de imunidade parlamentar e pessoas sem alternativas senão andar, consoante as circunstâncias, à volta dos chefes dos partidos políticos mais endinheirados e poderosos à procura de um lugar ao Sol nos
Ministérios, Embaixadas e outros.
Este artigo é um contributo para todos procurarmos o aprofundamento da democracia através da participação efectiva dos eleitores na escolha dos representantes mais devotos à causa nacional, regional ou local, ou cidadãos com legitimidade conferida pelos eleitores para serem Deputados, Presidentes das Câmaras Municipais e respectivos Vereadores.
Num sentido figurativo, optamos por usar o termo “votar com cara tapada” para ilustrar o cenário actual no qual o eleitor vota nos partidos políticos, desconhecendo por completo aquele que vai decidir sobre a sua vida, a justiça e o desenvolvimento do país. “Votar de cara tapada” significa a inexistência de qualquer compromisso com o povo, depois de o mais “endinheirado” ou o grupo dos mais influentes do partido “vencedor” seleccionar novos dirigentes.
Os eleitores apenas votam para criar espaços para cada partido, sem conhecer a cara das pessoas em quem votam. Isto muito se assemelha a uma antiga brincadeira infantil da cultura santomense intitulada “jogo de cabra-cega”, onde os meninos de quintal proporcionam exercícios difíceis com a cara tapada para “apanharem” colegas menos espertos e se rirem um pouco. Do mesmo modo e, por analogia, pode-se ironicamente apelidar o cenário da votação legislativa actual de “Votar com Cara Tapada” uma vez que o eleitor continua a não ser decisor, movido pela consciência própria.
Ao longo do processo da criação do Estado de STP a partir de 1975, reforçado com a adopção do sistema de votação multipartidária nos anos 90, várias eleições legislativas tiveram lugar neste país. Todas apresentavam o propósito de seleccionar os melhores, entre os indivíduos credíveis, para desempenharem o papel de legisladores e representantes do povo. Mas nunca se pronunciaram sobre os “candidatos” exceptuando o caso das eleições presidenciais após a implantação do regime democrático, em 1991.
Aos deputados incumbe discutir, auditar, opinar e defender políticas, legislando sobre matérias que constituem preocupações do povo, tanto ao nível nacional como também das suas zonas regionais, cidades e distritos. Protegidos pela Constituição da República, o âmbito desse direito de representatividade outorgado pelos partidos políticos, se expande ao nível nacional, sem distinção partidária, embora que individualmente ainda possa também exprimir política partidária.
Em contrapartida, os deputados beneficiam de protecção incluindo imunidade parlamentar (direito de não ser julgado sem autorização da Assembleia), além de remuneração condigna, passaporte 2 diplomático, subsídios de viagens e outras regalias de representação inerentes ao órgão de soberania, plasmado na Constituição da República. Os “ainda-mais-afortunados” chegam a ser membros do Conselho de Administração de Empresas Públicas ou com capitais do Estado.
Porém, o sistema de votação actualmente aplicado em STP ainda não protege cabalmente as aspirações do povo, nem tão pouco ajuda a proceder mudanças qualitativas dos seus representantes. O mesmo sistema conduz eleitores a votar nos partidos e não na qualidade dos candidatos. A título de exemplo, uma votação legislativa pode neste momento produzir como resultado as seguintes percentagens de votos, que serão depois transformadas em números de deputados ganhos: partido A= 10%, B=15%, C=25% e partido D = 50% dos 55 lugares estabelecidos para deputados na Assembleia.
Não seria melhor proporcionar ao eleitor de cada localidade ou círculo eleitoral condições para conhecer pormenorizadamente o seu candidato (a), para indicar a pessoa da sua confiança quem o vai representar na Assembleia? Quando um eleitor (a) não detém informações sobre os candidatos constitui uma grandiosa discrepância de resultado no sistema em relação às suas intenções.

A outra discrepância também absurda surge depois das eleições. Verifique que depois das campanhas e das
eleições, os partidos ganham em percentagem ou número de deputados, mas ainda não ficou explicito ao eleitor quem são seus novos deputados.
Afinal quem vai definir aquele ou aquela que se torna deputado ou deputada dentro da percentagem ganha por cada partido? Terá o eleitor participação? Não, não sejam intrometidos, camaradas! Cabe aos barões influentes de cada partido decidir quem fica deputado na lista vencedora e mediante critérios pouco transparentes. O mesmo acontece com o cargo de Primeiro Ministro. O povo tem  votado no candidato ao PM? Ou pelo menos a Assembleia tem votado no futuro Primeiro Ministro?
Não, Não, Não. Essas decisões ficam sempre no segredo dos Deuses dentro de cada partido, sem quaisquer participação popular ou da militância partidária. Portanto, na fase decisiva para exprimir a genuína vontade popular, o sonho dos eleitores torna-se irrelevante, senão desrespeitada ou ignorada pela elite escudada dentro dos partidos.
Com o seu precioso voto, o povo eleitor delega ingenuamente o seu direito de escolha para mãos desconhecidas que, após as eleições, podem manipular misteriosamente a configuração da lista de pessoas que lhe vão representar. Isto funciona como se o eleitor tivesse passado um “cheque em branco” ao partido, que por sua vez se afigura altamente influenciado por interesses de grupos elitistas, querelas ideológicas ou, melhor, monetárias, entre outras enfermidades sociais de que sofre a frágil sociedade de famílias santomenses – infelizmente muito aquém da verdadeira aspiração à mudança
amplamente reclamada durante a campanha.
Consequentemente, muito longe de produzir a mudança almejada, as eleições legislativas e autárquicas continuam sendo oportunidades de disfarces dos mais espertos para legitimar e manter “compadres” e “comadres” de agrado partidário no cerne do poder como a melhor forma para reter melhores empregos, regalias (passaporte diplomático para viagens pessoais) e cargos públicos. Em vez das eleições possibilitarem renovação e mudança de rostos, assistimos à evolução crescente para o estatuto de “dinossauros políticos” (deputados com várias décadas de legislatura) ou deputados sem afinidades 3 com algum círculo eleitoral, sem profissionalismo nem espírito inovador.

Assim sendo, o sistema actual matou a esperança para fazer mudar o rosto da Assembleia através das eleições.
Voltamos ao cerne da questão. Vota-se sem conhecer o candidato, o que por analogia significa “votar com cara tapada”. Vocês não acham que já chegou a hora de abrir a cara do povo? E se melhorássemos a apresentação da lista de nomes proveniente dos partidos?
É bom que os nomes apareçam nas listas dos partidos políticos, mas seria ainda melhor com as fotografias dos mesmos publicadas para que o eleitor conheça bem o candidato. Seria elegante e transparente se todos os partidos tomassem essa necessidade em consideração para as próximas eleições. Também existem casos em que alguns nomes chegam a aparecer como “isca”, apenas para estimular a obtenção de votos para o partido. Depois das eleições, muitos desses nomes permanecerão como deputados suplentes, sem hipótese alguma de virem a ser titulares da bancada parlamentar até ao
fim da legislatura. Na verdade, no sistema actual existem inúmeras possibilidades para os partidos ocultarem verdades, ou mesmo utilizarem abusivamente a boa reputação de alguns indivíduos credíveis nas suas zonas, explorando a integridade de pessoas apenas para “cassação” de votos para o partido.

Na verdade, ele ou ela nunca seria deputado caso não pertença ao ciclo de “compadres” onde coincidem grandes jogos de interesse. Se o objectivo da votação é procurar caras mais credíveis e actualizadas para fincar novas ideias, cada
partido concorrente poderia apresentar transparentemente a lista dos seus candidatos claramente definidos com sua região do país e com as suas fotografias. Entre os candidatos e os partidos ficariam estabelecidos compromissos e garantias jurídicas de que, se fossem eleitos os candidatos teriam que ser eles mesmos a vir representar o povo por dever e direito adquirido nas urnas, com a obrigação de reunir periodicamente com a população do seu ciclo eleitoral, mantendo o povo informado sobre a situação do país.
Compatriotas!
Quando todos os partidos e candidatos independentes da sociedade civil facilitarem informações e respeitarem escrupulosamente cada vencedor como legitimo Representante Nacional por mérito, poderemos então regozijar a chegada da mudança genuína para o País e o rosto da Assembleia Nacional. Poderemos então dizer que “o povo de STP manda nas urnas”, pois ele está informado e agora já “vota com cara aberta”. Em suma, a voz do eleitor é prioridade.
Não se pretende que a Assembleia seja uma casa de santos, nem de pessoas perfeitas, mas todos devemos dedicar o nosso melhor, para que ela seja uma casa onde gente de boa reputação ilibada se torna requisito fundamental.
Jorge Coelho
Agosto 22, 2014
Diáspora Santomense, Estados Unidos de América

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    bintoudjalo Responder

    O senhor está a pôr questoes “espinhosas”, sobre os votos…votar pra quem (individuo, carisma, integridade…ou colectivo, digo por um partido) ? Quais São os programas propostos? Quais os objectivos para a sociedade civil, para o país? Quais São as prioridades? Quais são os meios adaptados para obter resultados concretos, à curto ou à longo termo? Etc….o povo deve implicar-se, afinal é ele quem decide de votar para eleger tal homem politico e não um Outro. Devemos admitir que o povo tem também gente corrupta, que é facilmente comprado com o banho, por alguns miseros tostoes, no meio desse povo todo há muita gente falsa, ignorante, oportunista. Diz-se “cada povo tem os dirigentes que merece”. Num pequeno país como STP toda a gente se conhece, o povo sabe muito bem quem é quem. Mas no país vota-se tambem.muito, por simpatia, por conhecimento , por parentesco, mas muito mais por corrupção , segundo o BANHO ! Enquanto existir esta monstruosa corrupção,nada avançara, nos anos vão passando e nada mudará. Não é preciso fazer um grande “speach”,porque é desnecessário, porque é de uma evidencia infantil. Maus governantes para maus “votadores”, infelizmente.

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    Deodato Capela Responder

    Caro Jorge, como elemento da sociedade civil santomense
    Felicito teu esforço em contribuir com este artigo para ajudar a nossa cidadania no “bili wuê” no sentido de voto.

    Apesar de tudo acredito que a essência deste artigo é um Despertar do Eleitor para a importância do VOTO no exercício de sua CIDADANIA, aguçando a sua capacidade de DISCERNIMENTO para não se deixar enganar no momento de escolher os seus representantes para A.Nacional, Regional e autarquias; tem de desconfiar de tudo e de todos; todas as possibilidades têm que ser levadas em consideração.

    O eleitor antes de decidir em quem vai votar, deve analisar, questionar, comparar, tirar as suas conclusões, mas com base no que sente e no que vê, do que naquilo que escuta “no ditado popular, não emprenha pelos ouvidos”, isto em relação aos deveres do Estado para com o Povo, nas áreas de: Saúde, Saneamento, Educação, Segurança, Justiça, Estradas, Transportes, Habitação, Assistência Social, Trabalho e Rendimentos, etc. comparando quais dos gestores foi melhor ou pior, quanto a: transparência, moralidade, uso correto do erário público, se houve escândalos ou não nos seus governos, corrupção, e se cumpre ou não com as promessas de campanha, analisa e compara os respetivos programas de governo, etc.

    |>**|

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    Gilberto Responder

    Excelente reflexao e um bom instrumento para servir de base para materializacao da tao almejada reforma do sistema politico do nosso Pais. Resta-nos aguardar pela reaccao dos Partidos Politicos.

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    Reflexão Responder

    TB gostei. mas isso para funcionar tem de ser legislado. E são os beneficiarios do actual sistema de governação que irão fazer de tudo para que uma possível lei dessa natureza não passe. De qualquer forma obrigado por este conteúdo esclarecedor

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    Cosme Capela Responder

    Em primeiro lugar gostaria de felicitar ao Caro Jorge Coelho pelo profundo testamento de analise.
    Em seguida gostaria de dizer que se ainda existessem os Deuses, nao haveria duvida de que o melhor Presidente da Republica ou Governo Nacional seria aquele que fosse escolhido pela sorte. Mas os Deuses nao mais existem. Foram escorracados ha muito tempo pela razao humana controlada pelo Demonio. E essa mesma razao levou o homem a maquinar outras tecnicas para a escolha do governantes.Dentre essas tecnicas, sobressai a das eleicoes diretas. No mesmo tempo em que se desenvolveu a ideia de ordem soberania popular, descobriu-se, ou inventou-se a tecnica da “representacao politica”. O povo politicamente ativo, vale dizer, o eleitorado, escolhe seus representantes que por determinado periodo deveriam governar em seu interesse. E uma especia de Gestao de Negocios ” onde o representante eleito democraticamente sem outros tipos de accoes enganosas durante atos eleitoras atua em nome proprio, mas no interesse do povo em geral.Tambem quero com esta mensagem dizer que o ” Dever ELEITORAL DEVE SER RESPEITADA DURANTE A LEGISLACAO” – o dever de ir a urna e ali depositar o cartao de eleitoral- e que esta a raiz da democracia e nao a destruicao da sociedade pela sua crenca e historia.

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    Eugenio Costa Responder

    Bom trabalho digamos que boa
    Contribuicao dada a nacao e ja
    Agora aproveito o momento para
    Felicitar-lhe Pela forma clara
    Como inundou-nos este artigo
    Com verdade e e isto que interessa.
    Sempre tive a sensacao que as
    Nossas eleicoes foram sempre
    Uma farsa.
    Digo isto porque vejamos a constituicao da nossa Assembleia
    E a soma de varias escumalhas a
    Dividir por 4 cujo o produto esta
    Patente.
    E o mais agravante e que todos
    Esses escumalhas estao por de tras das mascaras aproveitando
    da fragil lei eleitoar porque
    nao ha nada que os penalizam pelo
    contrario passa a dar-lhes um
    premio quando deviam ser castigados de que maneira.
    os deputados indisciplinados
    pedofilos negociatas enganador
    ministros sem etica sem moral
    sem dignidade por vezes nem
    chegam a ter nocao do cargo que
    ocupam enquanto filho desse povo
    vamos continuando a ser envergonhado ate um dia que a
    mascara cair por si.
    E enquanto isso os senhores
    chamados ministros assim que
    forem empossados vao a refeitorio
    de engorda
    Catorzinha,trezinha quinzinha
    E o fundanental esta quieto.
    Nenhuma democracia funciona sem
    Um tribunal serio como por um isntrumento regulador do mesmo
    Os jovens que podiam dar um impulso nessas eleicoes estao
    Descapitalizados sao os primeiros
    A estenderem as maos transformados nuns lambe botas
    Que nem teem pena do seu futuro
    Ou seja amanha e outro dia
    Muito obrigado.

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    Aurelio Jacinto Loureiro Responder

    ja basta a vida politica do M L S T P, ESTE Grupo Politica deve ser extinguido dentro da sociedade da Republica Democratica de S.Tome y Principe, porque estes elementos sao falsos, so destroiem jovens que tem ideias frutiferas para desenvolvimento da Nacao Santomense, somos milhares espalhado pelo mundo sem teto a procura de uma luz, parapoderregressar a nossa Patria, sem a presenca destes Politicos corruptos, obrigado .

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    Daytisa Conceição Responder

    É fato o que diz meu caro,esperemos que o povo santomense não se deixe enganar mais uma vez…….

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    arelitex Responder

    senhor Jorge coelho ,costuma-se dizer que depois da casa roubada ,trancamos a porta . no meu entender ,aconteceram dois terríveis acontecimentos no nosso país .o primeiro foi separar-se de Portugal sem olhar para nada ,o nosso país nâo estava preparado para essa separaçâo ( se tal nâo acontecesse a esta hora a própria União Europeia já tinha feito de STP um país prospero ). o segundo acontecimento foi meia dúzia de tristes sâotomenses ( que foram para a uniâo sovietica e cuba ) e vieram implantar em STP ideologias comunistas em decadência ( como seja nacionalizar as roças ). o país foi destruído em tudo . agora estamos lixados . nâo temos políticos sérios ,nâo temos directores sérios ,nâo temos economia , andamos nas mâos de incompetentes ,ladrôes e corruptos . para se encontrar um caminho para o nosso desenvolvimento .têm que haver uma escolha de pessoas sérias ,nâo importa o partido . quase como uma junta de salvaçâo nacional com pessoas certas para cada ministério , dispostas a trabalhar para o povo . ainda tenho esperanças que alguém ponha STP na ordem e a desenvolver-se .

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    Eusébio Pinto Responder

    Verdade “nua” e “crua”!

    Eusébio Pinto
    Luanda – Angola

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    ATENCIOSO NA DIASPORA Responder

    grande instrumento para analise e reflexão dos (políticos) santomeses. mas não quer dizer que não sabem, principalmente os políticos….fingem se que não sabem para tirar proveito dos bens do povo…Obrigado Jorge Coelho……
    OBS: era bom também fazer uma reflexão sobre pessoas sem mínima capacidade na governação do Pais…e que em vex de aprender querem so abrir partidos políticos sem um master plan para o bom desenvolvimento do Pais.

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    Maria Guadalupe Responder

    Finalmente chegou alguém que falou uma verdade que afecta toda gente, com respeito e sem insulto. Muito boa análise e rica proposta de solução. Eu também já fui deputado da Assembleia e apoio esse trabalho do dr. Jorge Coelho com toda minha alma. E eu conheço muita gente cá dentro do país, que também apoia esse trabalho. Acho que neste momento todos deviamos utilizar esse trabalho como base partida para praticar transparência agora, ou também para formular uma lei séria para regular as candidaturas na próxima eleição. Nunca e’ tarde, se houver boa vontade e honestidade das pessoas fortes dos partidos. Fico feliz porque cada dia está aparecer gente muito competente e sincera para nosso Sao Tomé e Principe. Esse aritigo levantou muita esperança. Obrigado, dr. Jorge Coelho

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    joão Kibonda Responder

    Felicito-lhe pela forma clara, precisa e concisa da sua reflexão. É pena que o povo ainda não se despertou, para deixar de votar com “a cara tapada”, não fazendo só o jogo de cabra – cega, como também, fazendo o “jogo de faz de conta”, um jogo muito apreciado pela criança, desde da idade da pré primária até a pré adolescência. Este povo deve crescer para aparecer.

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    Lua Quarto Crescente. Responder

    Viva MLSTP/PSD. A vitoria será nossa.

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    Olhos Vivos Responder

    Olhos Vivos-Caros, comentadores residentes e não residentes e os demais.Intervenho-me, apenas e só como um observador atento fui tentado a participar na reflexão neste artigo de opinião da autoria do Protagonista, a quem eu felicito. O que é público e notório merece elogios e a obra está a vista de todos,tendo em conta que é um instrumento de consulta que vem de alguma forma contribuir para promover alteração de comportamentos, despertando a consciência colectiva, reforçando ainda mais o sentido Patriótico e elevar o exercício de Cidadania.Mais, importa salientar “Jorge Coelho”, que a culpa está nos dois lados nos dignos representantes e representados nas vésperas das eleições.É preciso incutirmos em nós um compromisso de Acção Directa, de Apoio Mútuo e uma capacidade de auto-gestão em cidadão eleitor.Não podemos continuar a aceitar passivamente o nosso empobrecimento a todos o níveis, para que uma pequena elite continue a enriquecer-se de forma ilícita.Para o pleito eleitoral que se avizinha acredito no desafio e Oportunidades de todos quantos concorrem estas eleições “mesmo de cara tapada”, na expectativa de que a nossa população já é madura e na hora de votar saberá fazer o melhor julgamento! É possível dizer basta ao fenómeno Banho!Está de parabéns o País, o Drº. Jorge Coelho e bem haja S.Tomé e Principe.

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