Política

Presidente da República ausente nas celebrações de Alda Graça Espírito Santo

Considerada como expoente máximo do nacionalismo são-tomense, poetisa, professora que instruiu várias gerações de são-tomenses a partir de 1975, e ajudou no combate ao analfabetismo dominante no país até a data da independência nacional, Alda do Espírito Santo combateu o colonialismo ao lado de figuras emblemáticas de África como Amílcar Cabral.

O hino nacional entoado em todos os momentos solenes, foi escrito pela poetisa, que faleceu em março de 2010. Abril é o mês da cultura em São Tomé e Príncipe em honra ao nascimento de Alda Graça do Espírito Santo a 30 de abril de 1926.

No ano passado, a sociedade civil são-tomense organizou a primeira conferência nacional sobre Alda do Espírito Santo. Nacionalistas são-tomenses como Filinto Costa Alegre, participaram no evento com testemunhos do que foi Alda Graça, e como o seu legado pode contribuir para a reconstrução da nação são-tomense. O Presidente da República Carlos Vila Nova não esteve presente na primeira conferência nacional sobre Alda Graça.

Em 2026 no programa de celebração do centenário de Alda Graça do Espírito Santo, o Presidente Carlos Vila Nova liderava a lista das autoridades nacionais, que deveriam participar numa sessão solene na Assembleia Nacional, no dia 30 de abril para homenagear a mulher que deu tudo pela construção da nação são-tomense.

Com os avisos sobre a sessão solene a circularem nos meios de comunicação social, de repente, tudo foi cancelado. Segundo informações postas a circular, o Presidente da Assembleia Nacional Abnildo Oliveira e o vice-Presidente Arlindo Barbosa ausentaram-se do país, a ministra da educação e cultura Isabel de Abreu também, e por isso mesmo o Presidente da República não pôde estar presente numa sessão parlamentar que tinha sido cancelada.

Téla Nón considera que como Presidente da República e Chefe de Estado, Carlos Vila Nova deveria homenagear a matriarca da nação são-tomense, num outro palco. Por exemplo nas actividades sobre “Alda nas Escolas” em que foram lançadas novas sementes para a perpetuação do legado nacionalista são-tomense.

Abel Veiga   

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