É o títul
Período de introdução das culturas de cacau e café. Período em que a exploração de tais riquezas em São Tomé, lançou o Marquês de Valle Flor na fortuna, com grande impacto na economia de Portugal. «Nesse aspecto o Marquês de Valle Flor teve o seu contributo. As roças, as sociedades agrícolas de Valle Flor como Bela Vista, Rio do Ouro (actual Agostinho Neto) e Diogo Vaz, eram fundamentais neste processo de produção do café e cacau», precisou o historiador Carlos Neves, que também escreveu alguns capítulos do livro.
Segundo Carlos Neves(na foto), o título do livro tem um significado particular. Foi a partir da fortuna conquistada em São Tomé, que a força do Mar 
Um país que tem a sua história virada para o meio rural, sobretudo as roças. «É uma forma de conhecer um capítulo importante da história de São Tomé e Príncipe, num momento particular, finais do século XIX princípios do século XX, em que café e cacau tiveram uma pujança enorme, e a sua leitura pode contribuir para um conhecimento mais aprofundado daquilo que foi a história económica e social destas ilhas do equador», esclareceu o historiador Carlos Neves.
No acto de lançamento do livro o instituto Marquês de Valle Flôr e o Governo através do Ministério da Educação e Cultura, exibiram o protocolo de cooperação que abre as portas para maior intervenção da ONG portuguesa nas acções de promoção
O secretário de estado da cooperação de Portugal João Cravinho, que tomou parte na cerimónia de lançamento do livro na última quarta-feira, também enalteceu o papel desempenhado pelo Marquês de Valle Flôr no crescimento da economia de Portugal, fruto da exploração por ele das riquezas de cacau e café em São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga