Economia

São Tomé e Príncipe à beira da Indicação Geográfica do cacau

São Tomé e Príncipe está prestes a conquistar a Indicação Geográfica Protegida para o cacau.

O registo internacional poderá ser atribuído ainda este ano, tornando o país o primeiro em África a beneficiar deste reconhecimento.

Com essa indicação geográfica, os transformadores de cacau em chocolate terão de garantir uma quantidade mínima de cacau de São Tomé e Príncipe nas suas composições”, afirmou Cristino Fonseca, Coordenador do Projeto Transição Verde.

Para os promotores da iniciativa, a certificação permitirá distinguir o cacau são-tomense no mercado internacional, valorizando as suas características únicas e reforçando a competitividade do setor.

Hoje, um chocolateiro pode comprar cacau da Costa do Marfim ou do Brasil e afirmar que o seu chocolate foi produzido com cacau de São Tomé e Príncipe. Com esta indicação, isso deixará de ser possível, pois terá de provar a origem. Assim estaremos a proteger o que é nosso”, sublinhou Cristino Fonseca.

A Indicação Geográfica é um instrumento de grande relevância no domínio da propriedade intelectual.

Abrimos o mercado através do Acordo de Lisboa, que envolve 63 países, e estamos a negociar com outros 39 para registar as sementes de cacau de São Tomé e Príncipe. Isso mexe com a transferência de tecnologia, com a inovação, com a reputação e com a marca do país”, destacou Adérito Bonfim, Diretor-Geral do Serviço Nacional de Propriedade Intelectual e Qualidade.

O anúncio coincide com a recente classificação de seis antigas roças coloniais como Património Mundial da UNESCO, muitas delas historicamente ligadas à produção de cacau, reforçando a projeção internacional de um dos produtos mais emblemáticos de São Tomé e Príncipe.

José Bouças

FAÇA O SEU COMENTARIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top