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Ministro do Comércio denuncia mais um escândalo financeiro no Gabinete de Gestão das Ajudas e diz que o director da instituição fugiu para o estrangeiro

Celestino Ancelestino-andrade.jpgdrade, chamou a imprensa para reagir as informações segundo as quais o governo teria vendido ao público óleo alimentar, ofertado pela Itália. A ajuda alimentar da Itália devia ser distribuída gratuitamente as populações mais carenciadas. Celestino Andrade reconheceu que o executivo vendeu parte do óleo alimentar, tendo suspendido o negócio, devido a reclamação do governo italiano. No entanto após a decisão do governo em suspender a venda do produto, o Director do GGA, Demétrio Salvaterra terá desviado e vendido grande quantidade da ajuda alimentar ofertada pela Itália. O insólito é que o director que está a ser investigado pela Justiça, e que por isso mesmo estava proibido de ausentar-se do país, viajou para Portugal.O Ministro do Comércio, garante que vai pressionar o governo e as autoridades competentes para que Demétrio Salvaterra, considerado pelo ministro como fugitivo da justiça seja extraditado para São Tomé e Príncipe de forma a esclarecer o desvio da ajuda alimentar da Itália. «O governo deve utilizar todos os mecanismos a sua disposição para que este fugitivo regresse ao país, para que esse assunto fique esclarecido», declarou Celestino Andrade.

Um assunto, que não é nada mais nada menos que mais um escândalo financeiro no Gabinete de Gestão das Ajudas. Segundo o Ministro, o director do GGA, Demétrio Salvaterra, desrespeitou a decisão do governo em suspender a venda da ajuda alimentar da Itália. «Depois da decisão o governo em não vender os produtos, temos consciência que o produto foi vendido em benefício de um grupo de gente, que funcionava como uma rede. No final da sindicância mandada realizar pela ministra do plano e finanças teremos a quantidade exacta do produto desviado e o valor em falta», acrescentou.

O ministro do comércio, explicou ainda que as mercadorias que saiam do GGA, sob orientação de Demétrio Salvaterra, não tinham qualquer suporte documental. «Os documentos eram adulterados pelo próprio responsável do GGA. Estamos perante um crime crasso». Reforçou.

Um crime que o estado são-tomense não tem conseguido sancionar. O país já perdeu a conta dos casos de desvio de fundos no gabinete de gestão das ajudas. Demétrio Salvaterra que há vários meses estava a ser investigado pela justiça, estava proibido de ausentar-se do país, apurou o Téla Nón.

Para o espanto de todos, o director do GGA viajou para Portugal. País de onde segundo o Ministro do Comércio, o alegado fugitivo da justiça conseguiu na qualidade de fonte de notícia, conseguiu lançar grande suspeição contra o governo.

Celestino Andrade jura que foi Demétrio Salvaterra, quem colocou na imprensa a informação segundo a qual o governo teria vendido produtos ofertados pela Itália para serem distribuídos gratuitamente as populações mais carenciadas.

O ministro precisou, que resultado da primeira venda do óleo alimentar ofertado, foram depositados 70 mil euros numa conta aberta pelo governo. Insatisfeitas com a atitude do estado são-tomense em vender a ajuda alimentar, as autoridades italianas exigiram a suspensão do negócio, coisa que segundo o ministro foi feita de imediato.

O governo tem procedido a distribuição gratuita do óleo alimentar ofertado, sobretudo para as organizações caritativas. É nesse espaço de tempo conclui Celestino Andrade, que o director do GGA decidiu prosseguir com a venda ilegal da ajuda alimentar.

Abel Veiga

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