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A nascente do rio Malanza ainda é desconhecida, para os habitantes da localidade. A água abundante que criou a floresta densa, e abriu caminho no meio das plantas para desaguar no mar, não tem origem determinada, explicou o guarda da praia Malanza, e coordenador da visita ao interior do rio.
Da foz para o interior tem cerca de 2 quilómetros de leito navegável para as canoas a remo. Várias espécies de peixes, acompanham o movimento da canoa a remo. O silêncio no seio dos visitantes é fundamental, para apreciar as piruetas dos peixes, para escutar a música ritmada do canto dos pássaros, uns verdes, outros pretos, uns amarelos, outros castanhos, uns grandes, outros pequenos, cada um a sua maneira ganha vida na floresta, ao som da sua música.
Maria João, cidadã portuguesa, médica de profissão não confessa o encanto proporcionado pela música dos pássaros do rio 
Quando a maré está alta, o caudal do rio Malanza aumenta. Na canoa a remo dá a sensação que o curso do caudal mudou. O movimento da água parece ser da foz em direcção ao interior do rio.
Ao mesmo tempo Falcões vão fazendo manobras no ar, descendo lentamente para pescar no leito do Malanza. O movimento do remo da canoa de António Jordão, remador da Vila Malanza, que sabiamente conduz a embarcação no meio da floresta densa, combina com o som dos mergulhos dos peixes, que se escondem por causa da aproximação da canoa. No ar o falcão grita, talvez reclamando pela presa que fugiu devido ao avanço da canoa.
Orlando Garcia, cidadão português, sociólogo de profissão não consegue esconder o encanto. «É fantástico, é lindíssimo. V
António Jordão, Pescador da Vila Malanza, uma comunidade piscatória localizada na foz do rio, reconheceu que o rendimento da sua família e de outros pescadores da zona, está a melhorar como consequência da actividade do transporte dos turistas para o interior do rio. «Apenas de 15 em 15 dias aparecem turistas para fazer visita. Mas está a melhorar o nosso rendimento familiar», disse o pescador que ganha extra quando rema no Malanza para os estrangeiros desfrutarem da natureza pura e virgem.
António Jordão, acrescentou que no final da tarde, por volta das 17 horas, é habitual os macacos, descerem o rio em busca de peixe e frutos silvestres para o jantar. Empoleiram-se no mangrove e esperam pela oportunidade.
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Mesmo no meio do seu coração, Rio Malanza, criou uma pequena ilha. Faz-se uma grande volta, agora com a floresta mais densa, o rio mais manso, o canto dos pássaros mais intenso, a força da natureza mais poderosa, e o homem sentado na canoa a remo, sente-se impotente rendimento ao poder da natureza e compreende que ele é apenas uma parte deste sistema, ou ecossistema, não o dono e senhor.
Abel Veiga