“Infelizmente muito que disse sobre o Rei Amador na conferência na CACAU em 17 de Janeiro não foi reproduzido correctamente”

É a reacção de Gerhard Seibert, em relação ao artigo publicado no Téla Nón sobre a conferência do Rei Amador, que acabou por gerar polémica com mais de 70 comentários referentes ao artigo.

Eu expliquei que Amador, um escravo nascido em S.Tomé, foi líder da grande revolta dos escravos em 1595 que ocorreu de 9 a 29 de Julho. Disse que sobre a revolta existiam apenas dois documentos históricos, considerados fontes primárias.

O primeiro documento encontra-se no Arquivo do Vaticano e foi publicado em 1953 por António Brásio na Monumenta Missionária Africana (MMA). O segundo relatório da revolta está incluído no famoso manuscrito do são-tomense padre Manuel do Rosário Pinto (1734) que se encontra na Biblioteca de Ajuda em Lisboa. Este manuscrito foi publicado pela primeira vez por António Ambrósio em 1970.

Em 2006 o historiador Arlindo Caldeira publicou uma re-edição do manuscrito de Rosário Pinto, com uma introdução e muitas notas explicativas. Esta re-edição também inclui o texto do documento do Vaticano.

Quem está interessado na verdadeira história do Rei Amador deve ler este livro de Arlindo Caldeira, Relação do Descobrimento da Ilha de São Tomé – Manuel do Rosário Pinto, Lisboa: Universidade Nova de Lisboa-Centro de História de Além-Mar 2006. Na p.73 deste livro Arlindo Caldeira escreve que “A tantas vezes repetida lenda de Amador como chefe angolar não tem, portanto, qualquer fundamento”. Já em 1972 o historiador norte-americano Robert Garfield chegou a mesma conclusão.
Quanto à data da morte de Amador, o documento do Vaticano, uma das duas fontes primárias, diz 14 de Agosto de 1595. No início do séc. XIX, duzentos e tal anos depois da revolta, o militar Raimundo José da Cunha Matos afirma num livro a data de 4 de Janeiro de 1596, contudo não dá nenhuma fonte para esta afirmação.

Na conferência disse que para um investigador a fonte primária é mais credível do que a literatura secundário sobre o evento.
Concluindo, eu não fiz nenhuma investigação sobre Amador e a história da sua revolta, mas repeti apenas o que outros investigadores da história de São Tomé já dizem sobre o tema desde muitos anos. Todos estão de acordo que a revolta do escravo Amador em 1595 foi uma das maiores revoltas de escravos da história.

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    João Pedro Responder

    O sr. o que disse, segundo a imprensa, é que AMADOR NUNCA FOI REI. É o que todo o mundo leu e ouviu nos jornais. E o que se discute é se foi ou não.

    A discussão entre a foi primária ou secundária é para ser tida entre o sr. Seibert e os colegas de STP (historiadores e áreas afins). Ao leigo não interessa essa discussão. Vcs discutem, e quando se tiverem certeza histórica dos factos, então, virão cá para fora, falar.

    Mas a culpa não tanta do Seibert. É sim de um bando de pessoas ditas doutores e historiadores que se limitou ao silêncio perante esta nova versão dos factos. Sinceramente…

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      Dayanne Responder

      O sr. merece ser julgado pelo tribunal santomense pelo transtorno causado,falo principalmente por mim, eu cheguei até a imaginar uma cobra preta a morde-lo onde o sr. esta hospedado. Quando ouvi que alguem esta a pôr em causa o rei amador, não me preocupei, mas quando vi a sua nacionalidade eu sai do serio,e nao entendo o que é que o sr ainda esta a fazer em Sao Tomé,esses tipos de amigo STP não quer.

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    João Pedro Responder

    Quis dizer: “a discussão entre a fonte primária ou secundária..”

    E “… a culpa não é tanta…”
    Obrigado.

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      edy Responder

      nao preocupa com a correcao eles intenderao.

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    Drª . Margarida Bragança Responder

    Professor Gerhard Seibert, o senhor como antropólogo bastante experimentado, tem que ter a noção que o registo pseudo primário do António Brásio e Vaticano a que senhor se refere ou cita no seu argumento, foram produzidos numa época de legitimação colonial, tinha como objectivo fundamental asfixiar e exaltar a arrogância eurocêntrica. Estes documentos não garantem nada, não têm fundamento espistemológico. Pois estão contaminados por subjectividade neo-colonial.
    Os documentos, só pelo facto de terem sido escritos pelos europeus, contêm verdades absolutas.
    Como é que o senhor pode pegar em documentos produzidos num contexto histórico e político caótico e fazer dos mesmos verdade absoluta? Como é que o senhor pode nos provar que o Rei Amador foi um mito?

    Professor Gerhard Seibert, não se esqueça dos epistemólogos Karl Popper e Thomas Kuhn.
    Popper dizia que a ciência, longe de ser exacta, não passava apenas de conjecturas e que podemos acreditar que uma coisa é verdadeira se se puder provar que ela é falsa.
    O filósofo americano Kuhn dizia que a pesquisa científica não é objectiva, pois, ela depende do seu enquadramento histórico.

    Mas a culpa não é sua, mas sim dos são-tomenses que se deixam asfixiar por discursos neo-colonialistas.

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      Massacre Responder

      Ahahahahah, isto mesmo Sr. Seibert os santomenses têm maninha de muitos Doutores, mas as Ilhas estao uma lastima desde que os “Doutores” assumiram-nas. Nem futuro temos. Essa Doutora ai ate fala e escreve bem… que bonito, mas na pratica nada. Risos.
      Por isto que a historia do batep’a ate hoje nao se pode concluir, porque os nativos sao mesmo aldraboes, comeram dinheiro de brancos e dps nao quiseram trabalhar, entao o gorgulho foi obrigado a dar pau nestes senhores Doutores de sao tome e principe… rsrsrs,
      Deixa o investigador fazer o seu trabalho. A investigaçao, como disse o Alamao toma se em conta a versao mais cientifica. Que os nativos tb vao a luta se tb sao Doutores…. rsrrsr desgrados e desgraçadas que deixaram tdas infraestruturas do tempo colonial em estado obsuleto, desgraçaodos srs Doutores do “tanas”

      Agora tb querem fazer corrupçao com a historia. nao , nao e nao …… ja basta os males q os Drs fizeram a este pais.

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        De Longe Responder

        Sr. Massacre, o massacre foi penoso e as vítimas foram num número elevado segundo relatos de vários são-tomenses que vivenciaram a situação. Se foi apenas por causa do dinheiro que os doutores comeram, seria necessário tantos “não doutores” passarem por tudo quanto se fez? Tenho dificuldades de pensar que o sr. esteja a se exprimir de ânimo leve referindo-se a uma memória tão pesada.

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        no escuro Responder

        só podes ser um portugués louco e até que por acidente sabe ler (sorte tua). criticares os doctores que depauperam o país é uma coisa e falares dessa maneira dum “todo que abarca o pais desde a era colonial, deve ser doenca tua, porque és amante da escravidao.

        pelo menos já nao somos escravos.

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      Januário Apresentação Responder

      Senhora Drª Margarida Bragança

      Se é verdade, como a senhora diz, que os documentos, só pelo facto de terem sido escrito pelos europeus não contêm verdades absolutas; esqueceu-se, no entanto, de concluir, que este absolutismo também não existe em Ciência, só pelo facto de, ao contrário, terem sido os nacionais a apresentarem ou defenderem uma tese contrária, maximizadora do feitos históricos deste personagem para enriquecer o nosso património histórico-cultural. A senhora, do ponto de vista da argumentação não pode utilizar dois pesos e duas medidas. Ou seja, não pode recorrer a Popper para rebater um argumento e, ao mesmo tempo, defender a tese contrária que peca pelos defeitos piores.
      Januário D´Apresentação

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      Gerhard Seibert Responder

      Cara Margarida Bragança,

      Repito que eu nunca disse que o Rei Amador era apenas um mito!

      Muito ao contrário, confirmei que, segundo os documentos históricos disponíveis, Amador era um escravo e o líder da grande revolta de escravos de 9 a 29 de Julho de 1595 que mobilizou 5 mil escravos, cerca a metade da população escrava em S.Tomé naqueles tempos.

      Um dos dois documentos sobre a grande revolta de Amador é o famoso manuscrito de Manuel do Rosário Pinto (1669-1738?), um padre negro santomense, pessoa proeminente da sua época. Esta crónica de São Tomé de 1471 a 1734 foi publicado pela primeira vez em 1970 pelo Pe. António Ambrósio. Este manuscrito integra um relatório da revolta que é aparentente mais antigo do que o manuscrito (1734).

      A história faz-se na base dos documentos disponíveis e não guiado por especulações e desejos. Não existe verdade absoluta, mas sim história baseada em fontes documentais.

      Além disso, existe uma diferença entre fontes primárias e literatura secundária sobre um acontecimento qualquer.

      Mais ainda, existe uma diferença entre mitos e história.

      Neste contexto disse que, segundo os documentos históricos, Amador nunca foi o rei dos angolares (escravos fugitivos), mas muito mais: Rei de S.Tomé, de toda a ilha.

      Esta análise é partilhada por todos os historiadores, incluindo santomenses. Veja o livro “São Tomé et Príncipe de 1485 à 1755: Une Société Coloniale du Blanc au Noir” do historiador santomense Izequiel Batista de Sousa, radicado na ilha de Reunião. Na p.167 da sua obra Batista de Sousa escreve que “Contrairement à ce qu’affirme l’historiographie de São Tomé, Amador n’est pas issu de la communauté des macambos ni angolar d’origine.”

      Aliás, quando o Banco Nacional são-tomense emitiu as primeiras notas bancárias com a imagem de Amador, em 1976, e quando a Assembleia Nacional criou o feriado em homenagem a Amador, em 2004, não associaram o líder da revolta dos escravos aos angolares, mas se basearam da sua verdadeira história como chefe da revolta e auto-procamado Rei de S.Tomé.

      Gerhard Seibert

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      Mé-Zochi Responder

      Cara Senhora

      Embora concorde consigo em alguns aspectos, é necessário e importante verificar que factos são factos. E mais antes de comentar coisas usando filosofias baratas deve-se conhecer de certeza a história para não passar por situações ridiculas.
      Não existe mentiras em documentos escritos, a não ser que eles venham a ser provados pr pesquisas, que pelos vistos é o que falta sobre a história do Rei amador e de outros que nós santomenses nem lembramos mais.
      Exemplo é o famoso Zé Cangolo, existiu ou foi um mito.
      Nós não podemos estar apenas a acreditar, apenas porque já vem sendo assim desde sempre. Já não vivemos na idade da pedra.
      Pesquise um pouco mais sobre o assunto e depois volte a fazer o comentário e não use termos faxistas, nem racistas porque sei que a senhora não é assim

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      CELSIO JUNQUEIRA Responder

      Minha Cara Drª Margarida Bragança,

      Com o seu post, a Drª não terá feito o “ter como objectivo fundamental asfixiar e exaltar a arrogância AFROcêntrica”?

      Calma pessoal, se o Padre Manuel Rosario Pinto, Santomense, em 1700 e algo não sabia a verdade, a não ser o que ouviu dos outros, nós por mais que debatemos não iremos muito longe.

      Podemos e devemos consensualizar com meios modernos de investigação e intercâmbio de conhecimento, chegar a uma verdade “plausivel”, ou seja, mais proxima da verdade.

      Vamos aprofundar a investigação e alargar a base do debate com participação activa, mas civilizada. Ofensa gratuita é argumento dos que não têm argumento válido.

      Bem haja e muita ponderação,

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        ovumabissu Responder

        Se bem percebi, este fórum não está interessado na verdade científica. Interessa apenas a verdade que dá jeito, aquela não deixe uns quantos órfãos de heróis. Se os brancos falsificam a história então tb temos direito a fazer o mesmo, ainda que seja errado. É esse o “drive” da discussão.
        O curioso é que a personagem do Pde. Manuel Rosário Pinto, por sinal bem mais interessante que a do Amador, nem tem direito a qualquer referência. Daquilo que li dele (o Celsio enquanto “militante” do yahoo também deve ter tido acesso ao que sobre ele existe) vem demonstrar que havia negros bem posicionados na política dita colonial e com grande influência na sociedade de então, pessoas sem as quais o “colonialismo” não teria sobrevivido tanto tempo ( o que explica o ostracismo a que estão votadas). Para os nossos “patrioteiros” pessoas como Manuel Rosário Pinto não são heróis, são vilões!
        Não há interesse pela história, mas tão e somente por um ideário de uma suposta resistência aos invasores, argumento que no caso de STP é um disparate pegado.

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          CELSIO JUNQUEIRA Responder

          Meu Caro,

          Possuo o livro que o Seibert cita de Arlindo Caldeira, Relação do Descobrimento da Ilha de São Tomé – Manuel do Rosário Pinto.

          Sinceramente, a desilusão é grande, esperava mais do meu povo, ser “bairrista” e “fanatico” defensor de ideias feitas, é mesmo triste.

          Acho melhor tentarem cultivar e investigar melhor a nossa história. Sem parcialidade e/ou preconceitos. Uma perspectiva aberta e dinâmica com mistério a mistura.

          Abraços entristecidos,

          PS – discordar do Seibert é natural e até saudavel, agora adjectiva-lo em tom indecoroso, roça a incivilidade.

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      Humilde Responder

      Essa Dr. só quer aparecer, ninguém precisava saber se és doutora ou não, é isso que nos mata, sempre querendo exibir o titulo…

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    J. Maria Cardoso Responder

    A ver vamos!
    É bom k esta clarificação chegue a todos quantos embandeirados de nacionalistas exacerbados e, óbvio, apressados em salvarem a Pátria esquecida dos seus historiadores e investigadores, possam entender as várias versões da História e a amplitude das suas palavras.
    Por mais k vasculhemos os documentos coloniais e do Vaticano jamais vamos dar com um Rei (proveniente de escravos) k açoitou os fazendeiros europeus em pleno crescente da economia agrícola e escrava das ilhas de STP.
    Amador, é o nosso Rei!
    A nossa incompreensão, é a prova da baixa leitura ao nosso alcance dos poucos livros k ainda nos vão dizendo k as ilhas existiram, existem e existirão aos olhos daqueles (vindos de além-mar ou não)empenhados em não deixar morrer as mais belas ilhas adormecidas no meio do Mundo.
    Sr. Gerhard Seibert,
    Os k vêm alimentando de conhecimentos através dos seus estudos e investigações em salvaguardar o k vai documentar a História de STP, são-lhe diagnosticamente gratos.
    Bem-haja!

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    no escuro Responder

    ok, mas deixe tal como está e nao influencia a que se deturpe mais as coisas. seja lá como for, o homem foi e é herói nos coracoes de muitos ou quase todos nascidos naquelas ilhas e queremos que assim continue sendo. capiche senhor Seibehrt?!

    e positivo a sua explanacao mais alargada e consequente retratacao. mas deixe a nossa história tal como está! investigue lá se o dito sudário de Jesus que está em Turim é verdadeiro.( eu já sei que nao é).

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    no escuro Responder

    correcao: nao influencie.

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    ovumabissu Responder

    Seibert,

    Não vale a pena tentar explicar.
    Mesmo que o Amador aparecesse em carne e osso a explicar que ele era só um gajo porreiro que estava a fazer pela vida, limpou o sebo a quantos branquelas, a minha gente nem assim acreditaria que Amador não foi rei, menos ainda dos angolares.
    Fazer o quê? É o país que estamos com ele.

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    edy Responder

    Retiro o meu anterior comentario. Agora tudo fica como era. Continuo com a minha fe e o meu REI, deixa me viver nessa alegoria e na metaforas ki descrevemos o REI amador, uma vez dizendo ki ele nunca existiu e ki era um besta nao vai deixa stp mais rico, antes pelo contrario mais pobre.

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    Fla von von Responder

    Aqui vamos nós! Concerteza obras mais importantes do cotidiano em prol do desenvolvimento socio-cultural Urgente estão sem uma linha no jornal STP deviam ganhar tamanha atenção.
    Alguém sabe relatar como está a situação da População do Ilheus das Rolas?
    Alguem que tenha Gravador, câmera fotográfica, que saiba escrever. Viagem pra
    la a passeio e nos contem.
    Temos coisas Urgentes pra tratar.

    Esse Individuo assim como demais já percebeu nossa fraquesa.
    Eles querem nos manter ocupado com coisas banais.
    É a nova forma de colonizar.
    Será que um apelo a todos que foram ouvir o DR naquele dia, preocupariam
    tanto assim como pessoas que estão viva-morta de fome no interior do País?
    Sabiam que tem dezenas de velhos que recebem 50 mil dobras mensal de aposentadoria ou Raios Partão Macacos me mordam em(Cantagalo)Santana e
    estão morrendo de fome? Morrendo físicamente. Baicar. Ir pro Saco, Ralo, ser enterrado por fome. Já la foi São Tomé e Príncipe.
    Considerada a última Nação no mundo por Óbitos em causa alimentícia, ocupada
    o topo.
    Coisas urgentes a se tratar inem nguê ké mwê.

    Parem com essa palhaçada.

    O Rei é nosso e Pronto.
    Será que alguém aqui sentir-se-a inferiorizado com tamanha bobagem?

    Deixem esse tipo de coisas pro nosso governo que matou 3 de Fevereiro e Fernão dias(certo) por um Porto de águas profundas( Duvidoso)

    O Caso de São DEUS LIMA não tem mais matéria?

    Nós São-Tomense somos como Dragão cheio de poder( Bilá Cabá) mas temos que começar a pensar que contrariedade não significa
    inimizade. Bater de frente com esse Professor só desgastará nossa energia pra
    causa mais justa.

    Viva Sao Tomé e Príncipe e todos que nos bastidores do interior do país
    faz chegar comida pra cidade.

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      pensando Responder

      Flá Von Von
      Focou aspectos bastantes interessantes para reter. Como isso não invalida outras reflexões, acho que o melhor seria apresentar tais factos, urgentemente, num suplemento para ser analisado por todos de forma mais pertinente.
      Grande abraço de outro sofredor.

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    A. Fortes Responder

    Caro Seibert, como já deveis ter percebido, este facto que dizeis ser, por mais verdadeiro que seja, era de prever não ser aceite facilmente por um povo pelo qual já tem tão pouco de cultural para acreditar. A história de Amador ou Rei Amador é como espelho aos olhos de cego para nós santomenses, é água que nos refresca em tempo de calor e seca, desde que acreditemos que existiu, é suficiente. Não importa as várias versões sobre a história ou vida de Amador, seja verdadeira ou falsa. Tudo que vem de além mar é óbvio não ser aceite por nós, principalmente no que se trata de alterar algo que já está enraizado entre nós. Se percebi bem, o Sr. simplesmente foi um nuncio dessa questão, foi a boca que pronunciou mais alto essa história ao povo santomense, facto que eu pessoalmente agradeço, e informo ainda que já sabia dessa questão a muito tempo (quando o senhor falou sobre isso no Yahoo groups). A história em primeira mão já foi ela publicada a anos como o sr, refere no seu argumento, citou as fontes, e de facto essas fontes creio ser de fácil e livre acesso. Por isso em remate final, acho que o povo (pelo menos os mais cultos) deviam agradecer-vos, isso prova que há muita verdade ou mentira por descobrir sobre a história do nosso país e a apressada independência e constituição desta “Pátria”. O sr. que é estrangeiro tem feito por nós o que os nossos (quem de direito) jamais farão. Bem haja a si, encorajo-vos a prosseguir com a investigação ou busca de esclarecimento sobre a história do meu país porque para além dos de contra, o Sr. tem um grande público a favor.

    A. Fortes

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      no escuro Responder

      belissimo comentário o seu. ponderado e integral face a actual polémica.

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      Lentlá piá Responder

      Você por acaso também não quer vender o país para esse gringo? Acha que nós todos, santomenses, somos uns ignorantes, que não sabemos separa o joio do trigo, que o africano não sabe pensar, só porque você foi estudar no estrangeiro já está a se sentir o tal. Não caias nessas, mas tu sabes que não és culpado disso tudo, acontece que os nossos historiadores ao invés de se deidicarem a questões de cunho investigativo, estão sim mais interessados em se fazerem politicamente, relegando a história para estrangeiros a tratarem a seu bel prazer.

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    Ramos Neto Responder

    Segundo o investigador Alemão Gerhard Seibert, a proclamação do Rei dos Angolares, foi uma história inventada… numa palestra de apresentação dos resultados da sua investigação garantiu que nunca existiu rei dos angolares em são Tomé e Príncipe. Pois, bem Sr. Investigador Gerhard Seibert, com muito respeito, gostaria de dizê-lo, que se o Rei Amador não existiu, é a sua realidade, é sua visão (particular) não a dos santomenses (universal). Se o Rei Amador não existiu, então é uma mentira e para uma mentira atingir a profundidade tem que trazer de mistura qualquer coisa de verdade, então o Rei Amador existiu. Como disse a Dr.ª Margarida Bragança e muito bem «… estão contaminados por subjectividade neo-colonial». Quero aqui vos dizer estimados leitores do Téla Nón, que na terra dos subjectivistas quem aparenta ter uma verdade é o dono de toda a verdade e não caiam neste erro. De um contexto histórico encontrado no documento do Vaticano escrito por António Brásio na Monumenta Missionária Africana (MMA), o Sr. Gerhard Seibert não deve tirar o pretexto de que o Rei Amador não existiu, isto é, de um contexto não se tira o pretexto. Com os meus melhores cumprimentos me subscrevo. Obrigado
    Verres Ramos Neto.

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      Gerhard Seibert Responder

      Caro Ramos Neto,

      Todos os historiadores estão de acordo que Amador não foi rei dos angolares, incluindo o santomense Ezequiel Batista da Sousa.

      O Rei Amador foi o líder da grande revolta de escravos de 1595 que mobilizou 5 mil escravos.

      Os angolares (escravos fujões) também tinham o seu chefe, mas, conforme os documentos, não era Amador.

      O mito colonial de Amador como rei dos angolares serve para ignorar a grande revolta dos escravos de 1595.

      Além disso, este mito colonial reduz o auto-proclamado Rei de São Tomé em apenas rei dos angolares, um grupo de fugitivos no interior da ilha.

      Gerhard Seibert

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        Ramos Neto Responder

        Prezado Gerhard Seibert!
        A questão em causa é a de o Sr. Gerhard ter afirmado categoricamente que o Rei amador não existiu e que foi uma história inventada… como vem na primeira publicação do Téla Non. O sr. Gerhard tentou nos esclarecer de algo que os historiadores da terra não o fez, contudo foi longe com as suas afirmações de que o Rei amador não existiu e que foi uma história inventada… Os angolares como disse o muito bem que tinham o seu chefe, mas, conforme os documentos, não era Amador. Quem era? Porque não se pode falar do que não existe, do nada não pode existir o nada. Se fala do nada, então o nada existe. Ela é alguma coisa. Obrigado.
        Verres Ramos Batista de Almeida Neto

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    José Manuel Triste Vencedor Responder

    Seibert. Deixa-nos com o o nosso Rei. Aliáz qundo escreveu sobre “companheiros camaradas e compadres” escreveu sobre os nossos ” Cornos”. Naquela altura já devia ter recebido um correctivo. Por isso a culpa não é sua. Cada Pais tem os cornudos que merece. Tem infieis que merece.São recursos nacionais. Volte menos vezes se puder. Obrigado tchau.

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    Venâncio Responder

    Mais como temos muitos ridículos como comentadores deste jornal é triste e vergonhoso ler os que certos comentadores escrevem, só pode ser acumulo do ridículo.

    O que fazer?????????????????

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    Mé-Zochi Responder

    A minha mensagem vai para os historiadores que temos neste país, que não fazem pesquisas nenhumas, e andam a falar coisas sem fundamentos.
    E agora vão deixar que um fulano de tal vos contrarie, o que vão fazer. Em vez de estarem a falar sem fundamento, façam pesquisas e não se esqueçam nem sempre precisa de rios de dinheiro pra se fazer pesquisa.
    O que o governo vai fazer, com relação. Não sei se deu conta mais metade da nossa história foi contrariada.

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    Jucilene Responder

    Tanto barulho por causa de um paralítico que se calhar nem existiu. Não temos nada melhor para discutir em STP?

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    Lucumy Responder

    São Tomé e Príncipe é um país soberano.É um país com história e de história, assim sendo, os seu altos representantes, instituição, Embaixada,etc deverá emitir um bolitim oficial”corrigenda” da tese.O páis precisa de gente com dinheiro para criar empresa e ajudá-lo a crescer.

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    Obrigado Tela Non Responder

    Ola Venancio,

    Limita a ler e emitir a tua opiniao se e que tens uma e nao critica.

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    FILHO DA TERRA Responder

    O jornalista que publicou a noticia que diga, se foi ou não isso que o homenzinho disse!!!
    Não vejo o motivo de tanta discussão… por parte de Dr.e Mais Dr. que vez aquilo, porque é assim….!!!
    A verdade é e sempre serra o homenzinho colocou uma minhoca na cabeça de todos os santomenses…
    Pois nós é que temos que saber que nem tudo que é dito ou que foi dito é para se acreditar…
    Quem acredita que o homem foi a lua????´
    Pois só quem quer!!! se formos pesquisar sobre isso encontramos N informações, http://www.afraudedoseculo.com.br/
    O Homenzinho que diga o que quiser…
    pois não vejo um negro que possa investigar a história de Alemanha e dizer que o Adolf Hitler morreu no campo de batalha…. hahahahahahaha isso serão as gargalhadas dos Alemães…
    Ele que apresente provas concretas da sua pesquisa se for isso que o jornalista escreveu, pois alguns gostam de ganhar créditos…

    Ps: FILHO DA TERRA…

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      olinda beja Responder

      Caros amigos, caros compatriotas,
      Tenho seguido atentamente esta discussão em torno da saga de Amador que um tal de Seibert resolveu ir remexer das cinzas para pôr em polvorosa o povo de S. Tomé e Príncipe. Finalmente!!! E digo finalmente porque às vezes é preciso um turbilhão, quase um tsunami, para que o povo acorde, desperte e dê conta de que está a ser usado, maltratado, ultrajado.Pena é só agora ter descoberto isso! Há quanto tempo não enxovalha esse senhor a História de S.Tomé? É curta a memória dos homens, muito curta. Mas é assim, o Sr. Seibert só avançou e chegou onde tem chegado porque sempre o deixaram avançar (é estrangeiro!!! É alemão!!!). Quem leu o seu primeiro livro sabe perfeitamente do que estou a falar. E agora pergunto “Já imaginaram um santomense a esvrever e a publicar um livro que ultrajasse a História da Alemanha e os seus governantes? Já imaginaram um santomense a ler numa conferência, em Berlim,com uma certa arrogância racial,um comunicado que pusesse em causa a vida e a glória de um qualquer herói nacional daquele país??!!
      Pois é, como dizia Tenreiro (que esse tal de Seibert também tenta enxovalhar, mas isso é uma outra história…), acho que não vale a pena correr tanta tinta… Leve, leve como diz o povo que o tempo se encarregará de provar que há historiadores (com h pequeno) que não sabem que a História é feita de mitos e o mito é feito de histórias e de estórias, que não sabem que um povo soberano tem o direito a tecer a sua própria História, que não sabem que em todo o mundo há reis, rainhas, imperadores, magos, génios que nunca o foram nem fizeram os feitos que por vezes lhes são atribuídos, o mito é que os fez! Mas isso… que importa agora? Amador será para o povo das ilhas do cacau, o seu rei e ponto final!
      Já algum Historiador (com H grande) se interessou em saber se foi realmente João de Santarém ou Pero Escobar quem primeiro aportou a S. Tomé? Os escritos da Torre do Tombo não o confirmam mas… como são europeus nem vale a pena mexer muito com eles… E D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal? Por que não deixaram que um grupo de investigadores da História fizesse o ADN ao referido rei uma vez que tinham provas quase irrefutáveis que o mesmo era filho de Egas Moniz e não do Conde D. Henrique? Quem será afinal D. Afonso Henriques?! E isso que importa agora, vai matar a fome a quem tem fome???!
      Por S. Tomé e Príncipe já passaram Homens e Mulheres da História, da Antropologia, da Medicina e que deram o seu contributo válido sem ofender, sem minimizar, sem ridicularizar. Estou a lembrar-me de Paulo Valverde (que infelizmente pagou com a vida o seu amor a S.T.P.), de Paulo Pereira (teatrólogo), de Jorge Paiva (Botânico) de Sacha de Assis Lima (ornitorróloga), de Arlindo Caldeira (Historiador) que souberam e compreenderam a dor e a revolta dos antepassados que viveram nas ilhas, flagelados e sacrificados nas plantações de cana, café, cacau, compreenderam, respeitaram e aprenderam muito conforme alguns afirmam nas suas obras.
      O Sr. Seibert está em STP para ler em público que Amador era “uma besta feroz…” esquecendo-se que, segundo inúmeros Cientistas, África é o berço da Humanidade… portanto…
      Incito os jovens da terra onde nasci (e onde espero ficar um dia) a estudar, a investigar, a aprofundar (mesmo fazendo sacrifícios) pois só desta forma poderão refutar as opiniões vindas de outros e afirmar assim a sua santomensidão.
      Felicito os que lembraram (e muito bem) que há problemas bem mais graves a serem debatidos – por exemplo a miséria que assola quem vive em roças distantes (e não só) e felicito todos os que – com dignidade – souberam defender o que na realidade faz parte da memória coletiva de um povo que sempre recebeu de braços abertos todos os forasteiros que vão aparecendo fronteiras adentro e que se esquecem que ninguém tem o direito de lhes roubar os símbolos, mesmo que sejam sonhos pois o sonho, como diz o poeta, o SONHO COMANDA A VIDA!!!
      olinda beja

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        Gerhard Seibert Responder

        Olinda Beja,

        Acho muito lamentável que também você confunde arbitrariamente afirmações do jornalista do Téla Nón com o verdadeiro conteúdo da minha conferência sobre o Rei Amador na CACAU.

        É completamente falso que eu tinha posto “em causa a vida e a glória” do Rei Amador, líder da revolta dos escravos de 1595. Se não quer adreditar-me, pergunte o Albertina Bragança, o João Carlos Silva, o Nezó e os tantos outros que assistiram à minha conferência. E muito menos tentei “roubar simbolos” a ninguém. É uma grande mentira sua.

        Nesta conferência não li em público que Amador era “uma besta feroz”. É também mentira. Foi o jornalista do Téla Nón que tirou esta frase de um outro texto meu onde aparece devidamente indicado como citação, cujo texto original foi publicado pelo Pe. António Brásio, na Monumenta Missionária Africana (MMA), p. 524. Consequentemente não são as minhas próprias palavras e muito menos utilizei esta citação em 17 de Janeiro.

        Você sabe muito bem que eu não sou o único estrangeiro que, depois de 1975, publicou sobre a história e cultura de STP. São muito mais, nomeadamente, Pablo Eyzaguirre, Paulo Valverde, Dominique Gallet, Augusto Nascimento, Arlindo Caldeira, Marina Berthet, Isabel Castro Henriques, Robert Garfield, Kathleen Becker, Tony Hodges & Malyn Newitt, Françoise Gründ, Paulo Pereira, Otilina Silva, António Ambrósio, etc.

        No meu caso, qual é a relação com o meu país de origem e os meus trabalhos sobre STP? Esta incitação sua à xenofobia é ridícula, sobretudo quando se sabe que deixei a Alemanha em 1986 e lá nunca fiz nada relacionado com STP.

        De facto, uma boa parte do que disse sobre o Rei Amador vem dos trabalhos do historiador Arlindo Caldeira. Durante a minha conferência na CACAU recomendei aos presentes ler o livro dele sobre o manuscrito do padre Manuel do Rosário Pinto, também para conhecer a história da revolta dos escravos.

        Eu nunca ofendi, minimizei ou ridicularizei nada e ninguém em S.Tomé. Isso é um insulto incrível.

        Quanto aqueles que “souberam e compreenderam a dor e a revolta dos antepassados que viveram nas ilhas” sabe quem publicou o primeiro artigo em português sobre o Massacre de Fevereiro de 1953 em S.Tomé?

        Foi o Seibert em 1996, na portuguesa revista “História”. Posteriormente este artigo meu também foi publicado em francês e inglês.

        Concluindo, o seu comentário é muito triste e lamentável e pouco digno para uma pessoa adulta, portuguesa professora secundária de formação.

        Gerhard Seibert

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    ovumabissu Responder

    Bom, afinal foi só rei de meio São Tomé. Porque a outra metade, pelos vistos, não aderiu à revolta. Eu fico como descendente e representante da outra metade que não aderiu ao “Reino de Canvi” do… Rei Amador. Sou, como já disse a Koffi, um descendente de “house negro”.
    Como representante dessa outra metade exijo respeito pelas pessoas que esse rei de canvi maltratou e dos bens que ele destruiu.
    Para mim, tudo o que for feito para desmascarar essa fantochada de rei de canvi será bem-vinda.
    Abaixo Amador, rei de canvi!
    Viva STP, para TODOS os santomenses!!!

    NOTA: quem não quiser participar neste tema não é obrigado. Mas deve ter o decoro de deixar os que quiserem continuar o assunto a fazê-lo. Que mania!

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    Mina di Célivi Responder

    ahahahaha!
    Isso é pra rir!
    Obrigado Siebert por falar ou tentar mostrar as verdades aos santomenses, porque os nossos “Doutores” não o fazem…já nos enganaram o bastante!
    Olha Siebert, faz-me um favor… escreva um livro intitulado “STP e as histórias inventadas”.
    Viva STP e as verdades!!!

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      olinda beja Responder

      Agradecia Seibert que corrigisse quando diz que sou professora secundária (é injurioso), eu sou professora do ensino secundário o que é totalmente diferente. Você sabe falar corretamente português, sabe o que disse!

      Fico admirada de ter ficado ofendido, eu não ofendi ninguém, você é que está farto de me ofender nas suas mensagens do Yahoo (ou será que se esquece?) que eu vou encontrando no meu blog. Qualquer um pode lá ir ver! Até os meus alunos da Universidade já me falaram nisso quando visitaram o meu blog. E eu aguentei e nunca respondi e já o devia ter feito!

      ´Não é obrigado a gostar da minha poesia nem dos meus romances ou contos mas não tem o direito de falar dela ou de mim uma vez que eu NUNCA, REPITO NUNCA O CRITIQUEI NEM FALEI DE SI nos termos em que fala de mim nas ditas mensagens. Deixe isso para os críticos literários!
      E já agora aproveito para lhe dizer que a poesia não é para gostar, é para ler e SABOREAR!
      Eu não incitei ninguém à xenofobia, tenho a dizer-lhe que vivo na Suiça e contacto com alemães todos os dias, respeitam-me e eu respeito-os, aliás em minha casa (na minha quinta) em Portugal vive um alemão e sua mulher e filha há mais de quinze anos amigo do meu filho e do meu marido! É essa a minha xenofobia! Você é que a faz quando nas suas mensagens Yhaoo anda às voltas com o eu ser portuguesa ou santomense, o que tem você a ver com isso? Já pensou em quantos milhares de santomenses possuem B.I. português? (eu por acaso tenho os dois)
      Já pensou em quantos dos seus amigos santomenses possuem B.I. e Passaporte português? Vai andar às voltas com eles por causa disso?!!! O que lhe interessa a si que eu só tenha regressado aos 37 anos? (vale mais tarde que nunca)!
      Eu é que tenho sido ofendida e nunca abri a boca!!!
      olinda beja

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        Gerhard Seibert Responder

        Olinda Beja,

        Confesso que pensei que professora secundária é igual a professora do ensino secundário. Lamento o meu erro.

        A verdade é que eu nunca disse nada sobre a sua produção poética. Nunca me pronunciou sobre um livro seu. Todo o mundo sabe disso. Isso pode-se facilmente provar, pois todas as mensgens dos Yahoogroups estão arquivadas.

        Possivelmente perguntei-me se a poeta Olinda Beja pode ser considerada autenticamente são-tomense, como são Alda Espírito Santo e São Deus Lima. Contudo, este é uma questão completamente diferente é não tem a ver com a sua poesia. Além disso, estas dúvidas minhas são também partilhadas por amigos meus são-tomenses.

        O facto que vocè acha condenável que um estrangeiro alemão escreve sobre STP revela uma certa ignorância que não se esperava de uma professora do ensino secundário. A verdade é que muitos estrangeiros escrevem sobre países africanos, sobre história política, economia, cultura e desporto. Onde trabalho estão colegas portugueses e outros estrangeiros que escrevem sobre o Gana, Moçambique, Angola, Somalia, Etiópia, Guiné-Bissau, Eritrea, Senegal, Mali etc. Felizmente também há muitos estrangeiros que escrevem sobre a Alemanha e outros países europeus.

        Você fala mal do meu livro sobre STP. Não tenho problemas com isso. A verdade é que este livro foi um sucesso, também em STP. Dezenas de são-tomenses colaboraram no trabalho que está na base deste livro. O livro foi apresentado em S.Tomé pelo ex-ministro Carlos Tiny com a presença da D.Alda Graça Espírito Santo que pesidiu o lançamento que foi assistido por muitas pessoas. Recebi cartas de ex-ministros e de outros são-tomenses que confirmaram a verdade dos factos descritos no livro. Além disso, este livro recebeu várias críticas positivas de africanistas estrangeiros internacionalmente reconhecidos. A Fundação Gulbenkian e o Instituto Português do Livro apoiaram a edição portuguesa deste livro. Uma das tradutoras foi a jornalista e poetisa santomense São Deus Lima.

        Como você pode acusar-me de “arrogância racial” embora não me conheça pessoalmente, nunca tinha qualquer conversa comigo e muito menos conheça a minha vida nem a minha família. É um outro insulto seu.

        Não me lembro de que uma vez na minha vida alguém acusou-me de “arrogância racial”, nem um dos meus colegas e amigos africanos nem um dos meus familiares em Moçambique.

        È uma vergonha que você diz publicamente uma tal acusação contra a minha pessoa, sem que me conheça minimamente.

        Também acho de má fé que você me condena na base da desinformação do artigo do Téla Nón sobre a conferência na CACAU depois de este jornal ter publicado a minha reacção com o esclarecimento. O autor do artigo do Téla Nón não assistiu à minha conferência, mas fez a sua peça na base de uma notícia da TVS. Você sabia perfeitamente que o artigo dele não correspondia à verdade. Mesmo assim você atacou-me e insultou-me com uma série de falsidades e insinuações.

        Gerhard Seibert

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          olinda beja Responder

          Antes de continuar a fazer as suas investigações sobre quem foi quem sempre quero que me explique o que é isso de autenticamente santomense Seibert???? Isso por acaso faz a sua felicidade? O que significa AUTENTICAMENTE SANTOMENSE? O que influencia isso na obra poética de um escrevente? É isso que o leva a escrever melhor? Dá a sensação de que querem fazer barreiras, obstáculos, que aquele é mais giro por ser autenticamente…, que aquele é mais estético por ser autenticamente… que aquele é mais santomense por ser autenticamente… Lembre-se Seibert que a poesia não vive de quezílias nem de guerras, os mortais é que as fazem, não os poetas!
          Eu sei que há pessoas que se eu negasse a mãe negra que orgulhosamente tive e se negasse a terra onde nasci e onde vou sempre que posso,me criticariam asperamente. Como não é esse o caso tentam arrancar-me da terra, criticando o que inventam para criticar. Melhor seria que você Seibert, em vez de andar a perguntar e a insistir com o Xavier para ele lhe responder a perguntas despropositadas onde o meu nome é incessantemente citado, (ao ponto do mesmo lhe pedir por favor que não voltasse a falar no caso da Olinda Beja!!!) melhor seria, repito, que pensasse e analisasse todo o sofrimento que tenho carregado nos ombros pela ausência materna a que me obrigaram. Eu não fui para Portugal ou outro qualquer país como muitos dos seus amigos, eu fui LEVADA COM 3 ANOS o que é bem diferente! Já pensou nesse tema, era um bom tema a tratar, a diferença entre os que foram para terem um melhor nível de vida e os outros, onde estão os AUTENTICAMENTE santomenses afinal? A minha mãe, avós, bisavós esses sim, esses eram autenticamente santomenses pois lá nasceram,nunca saíram e sofreram na pele, e resistiram e ficaram e lá morreram!! Percebeu? Qual o seu problema e preocupação em discutir no Yahoo se eu comecei a escrever aos 40 ou aos 30 ou aos 20 sobre STP? Puro engano seu, aos 16 já eu escrevia e me questionava sobre a minha verdadeira mãe/identidade (sabe o que é ter duas mães??? E uma ser europeia e a outra africana?? Quase todos os meus poemas do livro “Bô Tendê?” são desse tempo.
          Que ridículo o seu desperdício de tempo! Há tanta coisa bonita e útil a fazer por S. Tomé e Príncipe! Agora passar no mês de Julho de 2009 e no mês de Abril de 2010(7,8…) nas suas mensagens Yahoo (com o Xavier) sempre a denegrir a minha imagem! Eu NUNCA falei de si, nem mal, nem bem.
          Você é que está propositadamente a deturpar as minhas palavras e entendeu-as como quis, isso é problema seu e , por favor, poupe-me a comentários sobre ignorância!
          Continuarei, como até agora, quer doa a alguns, quer não, a levar pelo mundo fora a cultura de S. Tomé e Príncipe, com mais estética ou menos estética continuarei(da Austrália ao Brasil) a ler TODOS OS POETAS DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE, A CONTAR AS NOSSAS SOIAS, A MOSTRAR A NOSSA CULTURA!!! Pois é!!!
          Lamento que Amador tenha servido para isto!
          Desculpem-me os leitores assíduos do Tela Non a quem prometo que a saga acaba aqui
          olinda beja

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        Muála Sumbáda Responder

        Quidaléôôô!
        Já começaram….

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        lia Responder

        Cara Olinda,

        Nao vou entrar em discussoes maiores. Tudo ja foi dito por pessoas esclarecidas como você, Koffi, Margarida Bragança e muitos outros que pouseram questoes de ordem epistemologica e outras questoes de fundo, que se indignaram veementemente e justamente com esta tentativa de destabilizaçao da nossa historia apenas com o intuito de nos dividir.
        E como viram, o suposto investigador, nao fez pesquisa nenhuma e so quis levantar polemica, como diz alguém, para existir. E neste aspecto, ele conseguiu os seus objectivos…

        Entretanto, para o cumulo, a conclusao por ele apresentada é a que ja sabiamos e defendemos : Amador foi um HEROI e um REI. Nao ha, de facto, nenhuma nova versao de factos. Rei angolar ou escravo que tornou-se Rei, ele foi Rei e acabou. Esta escrito e ninguém tem o direito de o desacralizar…. E, as duas hipoteses (angolar ou escravo) podem existir sem que isso pertube o desencadear da Historia santomense. Ha casos muito mais problematicos na Historia universal como muitos ja citaram.

        Dito isto, resta-me uma questao a proposito da polemica que ele levanta em relaçao a sua identidade e sobretudo a do Tenreiro, GRANDE ESCRITOR e INVESTIGADOR SAOTOMENSE : Qual é esta obsessao em querer estipular quem é santomense é quem nao é ? E quem é mais saotomense que outro ? Nao sera nenhuma reminiscência da cultura nazi alema, que em nome de uma pretendida superioridade racial, de “raça pura” estabeleceram critérios para exterminar milhares de individuos e este exterminio começou em Africa com os Hereros no principio do século XX ? Querera, ele, agora estabelecer criterios para a identificaçao dos santomenses ? Sera ele que vem agora estabelecer quem é “autenticamente” ou nao santomense ? Quê isso ? Com que objectivo, com que proposito ? Mas, que atrevimento ! é, ele, algum porta-voz do que dizem os santomenses ? Que tipo de investigaçoes pratica ele ? e qual é o objectivo final dessas supostas investigaçes ?
        Bili ué, nê kê mum

        Lia

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          olinda beja Responder

          Obrigada Lia pelas suas palavras.
          Há muita coisa que eu também ainda não percebi mas também já não me interessa perceber. Cumpro o que prometi a minha mãe quando ela soube que eu estava a escrever livros sobre S. Tomé. Farei isso enquanto me sentir intelectualmente com forças, farei isso e muito mais. Há na terra quem saiba o que faço em prol dalgumas ONGs que tratam de crianças com dificuldades sócio-económicas. Isso para mim é um bálsamo!
          Quanto ao autenticamente santomense eu penso que sei o que ele pretende mas isso é uma outra história… E também não é preciso ir para a universidade para se saber!!!!!
          Quanto ao Amador, Rei ou não rei, angolar ou não angolar, o que eu tentei e tento dizer é que não se pode destruir de um dia para o outro o mito que um povo criou, mesmo que seja só metade desse povo a acreditar! Temos tão poucos na nossa História! Poucos poetas, poucos cientistas, poucos historiadores,… porquê agora roubar um sonho? Tudo se pode dizer, depende é da forma como se diz!
          Como se diz na terra “Bô flogá ku xindja, bá pê mon ni blaza”, foi o que aconteceu mas… O SONHO COMANDA A VIDA E A POESIA DE SAO TOME E PRINCIPE ESTÁ VIVA!!! Mesmo com aqueles que não são AUTENTICAMENTE SANTOMENSES (isto é só para rir!)
          Um abraço poético
          olinda beja
          O que eu quis dizer é que

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            olinda beja

            Lia, a frase depois da minha assinatura não tem qualquer valor, não sei o que se passou, é para esquecer.
            Talvez o computador ainda esteja mais autenticamente maluco que eu!!!
            um abraço
            olinda beja

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    jaka doxi Responder

    Foram precisos 35 anos e a opinião de um estudioso estrangeiro para alguns
    São-tomenses começaraem a debater a verdade ou a mentira de coisas que nos foram impostas por um bando de ignorantes.
    Obrigado Seibert.O povo humilde de São Tomé e Príncipe agradece.
    Fui.

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    jaka doxi Responder

    quis dizer “começarem”.

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    NGola Responder

    Caros Santomeneses pelo que se verifica até este momento que transcrevo o meu parecer relativamente ao assunto em análise (Amador Rei ou não?), digo que é de louvar e de exaltar todas as intervensões até então verificadas, ao mesmo tempo que concluo dizendo aos Santomenses que realmente amam a vossa terra. O assunto em discussão faz-nos pensar e tenho quase a certeza que todos os Santomenses já questionaram alguma vez p´lo menos sobre a veracidade da questão.
    Ficou claro por algumas intervenções que será difícil demover a ideia de Amador ter sido Rei para alguns Santomenses, mesmo sabendo que foi líder de um grupo de escravos, que por muitos motivos de outrora tentavam proteger esta Terra.
    Muito embora o assunto não esteja ligado directamente a fome em S.Tomé e Principe, não esteja ligado as estradas não osfaltadas de S.Tomé e Príncipe, não esteja ligado aos patrimónios degradados e abandonados por ausência da capacidade reactiva dos nacionais, questiono, se não é por falta destes conhecimentos culturais (porque afinal, está em causa o conhecimento de uma das muitas questões culturais de S.Tomé e Príncipe), a razão também do quase inexistente desenvolvimento desta Terra??
    É importante que se fale da fome, da miséria no País,da ausência de uma Política séria e incrementada cujo o objectivo seria um bem estar do Povo Santomense, mas não se pode descurar da possibilidade de existência de todo um conjunto de situações (por exemplo a cultura) que poderá ser a chave de um bom desenvolvimento do País. Sendo assim julgo ser importante que todos contribuam para o enriquecimento dos nossos conhecimentos independentemente de esta pessoa ou aquela ser ou não santomente. Assim como um Alemão fala de S.Tomé com base em dados credíveis, presentes neste momento sobre o assunto em causa, (pelo o que eu percebi muitos dos intervinientes confirmam a existência destes dados) julgo também ser possível um Santomense com base em estudos fidedígnos falar de Alemanha, Portugal ou de outros Países. Meus senhores estamos na presença de um assunto de estrema importância que carece de esclarecimento. Sendo assim, julgo ser inevitável a presença dos Historiadores Santomenses que de forma clara e precisa sem receio de pequenas interlocuções mais tempestuosas que poderão surgir, ou até parecer por em causa a naturaliade ou os conhecimentos académicos dos Historiadores intervinientes, abordarem o assunto para que possamos de forma mais harmoniosa, percebermos o que e passa a volta do Rei Amador. Senhores Historiadores, Curiosos pela história de um País ou os senhores presentes no Simpósio ou Conferência realizada no CACAU, têm que argumentar perante os dados até este momento reais e credíveis apresentados pelo senhor Gerhard Seibert.
    Não se está a pedir que nos digam o contrário do que disse o sr.Seibert, mas, que nos falem da História ou deste ramal da História de S.Tomé e Príncipe.

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    Rosário Responder

    Caros compatriotas
    Não podia ficar isente dessa discussão. Começo a minha análise por dar alguma razão a Dr Margarida apesar de linguagem um pouco dura utilizada pela mesma. A minha experiência da vida faz-me questionar alguns aspectos:
    A minha avó só foi registada após a sua morte no ano 2004. Será que ela não existiu? Ou eu não existo?! Infelizmente na nossa história muita coisa ficou por registar devido elevado nível de analfabetismo de outrora. Outra questão que deixo no ar é sobre o nosso crioulo! Que eu saiba também não era escrito, conheci os nossos antepassados a falarem muito bem o nosso crioulo, mais jamais escreviam…. Será que também é falso ou podemos dizer que crioulo é uma língua dos anos 90 visto que salve o erro, só na década recente começou-se a registar ou a escrever em crioulo. Fazendo agora uma análise contabilística da situação, sendo que é meu domínio uma mesma empresa pode ter resultados de auditoria deferente, Um a favor do comprador se auditoria for encomendada por quem quer comprar sub- estimando o valor da empresa e um outro valorizando a empresa se for encomendada por quem quer vender.
    Concluindo: O Sr Gerhard Seibert não pode afirmar categoricamente que o rei amador nunca foi rei ou negar categoricamente a data do seu nascimento. Acho que para um país que todos sabemos que infelizmente não existe informação não devemos somente acreditar na informação dos colonizadores que em muitos casos vem ao benefício do mesmo, é preciso ouvir ainda as histórias contadas por nossos mais velhos ainda em vida e chegar a uma conclusão ao meio termo.
    Espero q não duvidem da existência da minha avó…HAHAHAHA

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      Gerhard Seibert Responder

      Rosário,

      Não vale a pena continuar discutir coisas sobre o Rei Amador que eu nunca disse. É tempo perdido. Já expliquei várias vezes que não afirmei que Amador não teria sido rei. Disse exactamente o contrário. É pena que não assistiu à conferência na CACAU. Aliás, a data de nascimento do Amador é desconhecida.

      G.Seibert

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    Rosário Responder

    Caro leitores:
    Eis mais malgo sobre Rei Amador
    Aos historiadores espero q envestiguem mais: http://www.afrocentricite.com/2009/07/le-%C2%AB-roi-amador-%C2%BB-de-sao-tome-un-precurseur-de-l%E2%80%99abolitionnisme-africain/

    Le « Roi Amador » de São Tome, précurseur de l’abolitionnisme africain
    La guerre perdue du Roi Amador contre le système esclavagiste saotoméen, à la toute fin du XVIè siècle, est l’une des premières de cette importance jamais entreprise en Afrique contre l’économie négrière transatlantique. Il est donc ahurissant qu’elle soit passée sous silence par Olivier Petré-Grenouilleau, dans un ouvrage prétendument « d’essai d’histoire globale » qui occulte volontiers les mouvements abolitionnistes négro-africains, jusque y compris le célébrissime cas de la Révolution d’Ayiti qui, elle, a été pourtant couronnée d’un succès militaire éclatant aux dépens de la France[1].Deux catégories sociales ont été particulièrement actives à Sao Tomé, dès le XVIè siècle, dans les luttes anti-esclavagistes. Il s’agit des Mocambos[2] et des Angolares, c’est-à-dire respectivement les captifs africains s’étant enfuis des propriétés esclavagistes ; et une population nègre, probablement originaire de Ngola, vivant dans l’extrême sud de l’île, à l’écart de la société coloniale saotoméenne, ayant ses propres structures et infrastructures sociales autonomes. A partir de 1530, les archives portugaises de la colonisation de Sao Tomé font état, en plusieurs occurrences, de soulèvements d’esclaves nègres fugitifs, qui harcèlent fréquemment les plantations esclavagistes rurales et incendient parfois les agglomérations urbaines. Des milices sont alors constituées et partiellement entretenues par le trésor royal portugais, en vue de combattre cette guérilla des précurseurs des neg mawon antillais[3].

    A la différence des Mocambos, constitués en petites communautés éparses de fugitifs, les Angolares forment une véritable société politique à part entière, fonctionnant selon un modèle homogène d’organisation négro-africain, avec ses forces armées suffisamment nombreuses, dirigées par des chefs de guerre, composées de personnels effectivement spécialisés. En fait, leur monde n’est pas une périphérie de la société coloniale ; c’est un univers autonome, se suffisant à lui-même dans son territoire exclusif, qui progressivement deviendra une société concurrente de celle des colons européens, en vue de l’occupation totale de l’île. En effet, l’expansion à Sao Tomé de l’économie sucrière accroît les surfaces cultivées de champs de canne à sucre, étendant peu à peu l’espace colonial aux confins de celui des Angolares, mettant bientôt les deux entités face à face ; les Mocambos occupant leurs interstices frontalières.

    Les flux de plus en plus volumineux de réfugiés en brousse provoqués par les fréquentes attaques de pirates (français, hollandais, etc.) accentuent la pression sur l’espace vital des Angolares ; lesquels entreprennent d’y réagir à partir de 1574, entrant régulièrement en confrontation avec les troupes coloniales pendant des décennies. La convergence de leur combat avec celui des Mocambos crée des alliances entre ces deux catégories de population ; alliances dont Amador (« esclave né dans l’île, sur le domaine de Bernardo Vieira ») sera la figure emblématique[4].

    Transfuge de la société coloniale, qu’il connaît particulièrement bien pour y être né en servitude, Amador parviendra à rassembler sous son autorité toutes les forces anti-coloniales installées en brousse, dans une structure sociale particulièrement militarisée. Cette armée de Nègres abolitionnistes emprunte son étiquette à l’armée coloniale. Le 11 juillet 1595, toute « la région de Trindade à celle de Pantufo, à 5 km de Sao Tomé, en passant par Guêgue, Santana, Uba-Budo, Praia Preta, Praia Melao » est saccagée et mise à feu. Certains des esclaves ainsi libérés rejoignent les troupes du Roi Amador, d’autres partent vers la ville-capitale. Mais celle-ci est attaquée à son tour, le 14 juillet 1595, par l’armée du Roi Amador répartie en cinq divisions qui prennent d’assaut la ville de Sao Tomé par cinq fronts simultanés :

    Ainsi Amador, descendant de la paroisse de Trindade arrive-t-il par le chemin de Madre Deus qui conduit directement au centre-ville. Sous la responsabilité du capitaine Lazaro, la deuxième division,partie de la paroisse Santana, s’engouffre dans la rue de Santo Antonio. La troisième, dirigée par le capitaine Critovao et composée essentiellement de soldats angolares arrive du sud et passe par Matos dos Bois. Quant à la quatrième, elle emprunte le chemin de Conceiçao. Et enfin, la cinquième division, sous les ordres du terribleDomingo Preto, investit la ville par le nord et regagne la rue Sao Joao, prolongement de la rue d’Espalmador. [5]

    Au bout d’une quinzaine de jours, la surprise des attaques foudroyantes du Roi Amador ayant épuisé ses effets sur les colons, ceux-ci se ressaisissent, organisant une riposte victorieuse qui obligera le Roi Amador et ses troupes à se replier sur leurs bases arrières. Leurs positions retranchées seront harcelées durant tout le XVIIè siècle par les forces coloniales, après avoir éliminé le Roi Amador et la plupart de ses chefs militaires.

    Cependant, ces rudes affrontements débutés en juillet 1595 inciteront de nombreux colons rescapés à fuir Sao Tomé[6]. D’aucuns iront s’établir en métropole, ou dans les autres colonies portugaises d’Afrique, notamment celles qui se créent dans le bassin du fleuve Kongo. D’autres s’établiront au Brésil, où ils emportent leur expérience séculaire de la plantation sucrière, ainsi que plusieurs captifs africains spécialisés dans cette activité : toute cette population transfuge des côtes africaines sera précurseure en Amérique de l’économie négrière de plantation. Le tissu économique négrier de Sao Tomé s’en ressentira vivement, puisque de 60 moulins à sucre vers 1550, l’île n’en comptera plus qu’environ 25 à la fin du mois du juillet 1595.

    De fait, sans éradiquer définitivement le système colonialiste à Sao Tomé, la guerre des Angolares (conjuguée avec d’autres facteurs exogènes, tels que les invasions pirates et l’exode vers l’Amérique) l’aura sévèrement perturbé ; soustrayant l’île à une domination étroite de toute puissance coloniale étrangère. Désormais, son destin politique sera progressivement contrôlé par ses propres habitants, en particulier mulâtres et créoles. En effet, la ruée européenne vers l’eldorado américain, à partir du XVIIè siècle, laisse les colonies insulaires africaines en héritage aux descendants africains de leurs premiers colons blancs. Ces Békés saotoméens vont progressivement se « nigrifier », en raison de la raréfaction d’apport de sang de Blanc dans la formation de la population saotoméenne ultérieure.

    Cette guerre de juillet 1595 et les longues décennies d’affrontements sporadiques qui s’ensuivent, entraînent une bipolarisation antinomique de l’île entre, d’une part les colons et leurs affidés locaux (créoles, mulâtres), d’autre part les Angolares et leurs partisans (créoles, mocambos). La défaite du Roi Amador, ainsi que son décès, scelle définitivement le sort esclavagiste de Sao Tomé, dont l’économie restera toujours dépendante de l’exploitation d’une main d’œuvre servile par ses habitants, quoiqu’eux-mêmes majoritairement descendants d’esclaves nègres.
    L’on doit donc une fière chandelle à Izequiel Batista de Sousa d’avoir exhumé l’épisode crucial du «Roi Amador», ce fameux héros de l’histoire des mouvements abolitionnistes négro-africains, précurseur des Nzumbi de Palmarès, Makandal, Toussaint Louverture et autres Samory Touré : tant de grandes figures de la résistance nègre à la barbarie esclavagiste des Blancs.

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    Rosário Responder

    Caro Dr Albertino Bragança
    Espero que não fique isente desta discussão, visto que salvo o erro foi o senhor que levou a proposta do dia 4 de Janeiro como feriado ao parlamento. Acreditando que a V.Exª tem uma razão muito forte pela tal afirmação agradeceria que esclarecesse um pouco ao povo santomense a sua razão.
    Felizmente estamos na erra da verdade e não da imposição de ideias dos estrangeiros. Sendo assim acho que essa matéria deve ser muito bem analisada pelos historiadores nacionais, não desprezando qualquer tipo de contribuição, seja ela estrangeira ou não.

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    ET Responder

    Pelos que já foi dito e afirmado neste espaço, há aparentemente um mal entendido. Ou seja, o que o senhor Siebert afirmou e aquilo que foi publicado por este jornal. Se há de facto mal entendido o mesmo deve ser resolvido de forma mas imediata e pare evitar que seja mais sustentado do que devia, correndo o risco de tomar proporções maiores e mais desagradáveis. Se há um mal entendido por parte do jornalista que publicou a peça, acho que o senhor ja deve ter percebido que quem não esteve na conferência só sabe o que foi escrito pela noticia, logo, há uma falha na prática do jornalismo cuja as consequências estão à vista. O senhor Siebert compreenderá também que em parte nenhuma do mundo, fazendo uma afirmação do género, a mesma é aceite com aplausos e ovações. É a cultura, a história e a cima de tudo a identidade de um povo, que se sentiu ofendido! Posto isto, se não é de facto verdade o que foi noticiado por este espaço, eu como leitor, exijo uma nota desculpas por parte do jornal pois induziu muita gente em erro. Ao senhor Siebert sugiro que se dirija à nação de uma forma directa repondo os facto como eles são.

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    SPC Responder

    Meu caro investigador,

    Em certos momentos da nossa vida o silencio vale ouro. Se o Sr. nos brinda-se com o seu silencio ter-nos-ia feito um incalculavel favor. Vá investigar sobre a história do seu país e respeite a dos outros paises.
    O seu livro até que vale a pena, agora querer desconstruir a nossa história, debaixo das vestes de investigador!!!Fala sério…
    S.Tomé e Príncipe é para os santomenses…
    Viva MEU país…
    Viva Rei Amador e Viva o dia 4 de Janeiro…
    Que Deus abençõe S. Tomé e Príncipe

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    STP Responder

    Pra quê discutir Rei Amaror??? O tempo que vcs levam aque a discutir coisas banais, dava para pensar em entrar no mato k há tanto em São Tomé e trabalhar para evitar que o mato toma-se conta de Água Grande. Como o contributo do Sr Seibert n é dinheiro, vcs estão revoltados e a falar lixo…contributo dele deu para abrir vista desses que se acham ser Dr e Historiadores que ao mesmo tempo nada sabem ou nada fazem. O nosso mal é n admitir que os outros nos ensinam, por isso é que os sãotomense morrem ignorante.
    Obrigado!

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    STP Responder

    “Rei Amador”

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    ze cabra Responder

    este pais esta inundado por bandos de ignorantes com mania de espertos

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    Virtual Responder

    Sr. Albertino Bragança onde está a sua versão!?
    Agora nenhum são-tomense com fama de “Historiador” aparece para dar seu contributo. O vosso silêncio diz tudo!

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    Nguê Téla Responder

    Julgo eu que o assunto é sério.
    Todos os povos têm os seus mitos e nós não fugimos a regra.
    Por muito respeito que tenho ao senhor G. Seibert, por muito respeito que tenho à ciencia e mais ainda àqueles que se dão ao trabalho de investigação científica, acho despropositada a entrada em cena de “ilustre” visitante após 35 anos de historia da nossa República.
    O senhor G. Seibert tem vindo de tempos em tempos pondo em causa figuras marcantes da nossa história com o unnici proposito de nos deixar sem referencia, sem passado, a troco de quê, só Deus sabe.
    O ilustre investigador sabe quanto muito de nós, que há verdades que decontextualizadas incomodam, são incovenientes,causam danos etc..
    Por favor não matem os nossos mitos porque deles precisamos.
    Obrigado.

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    dato Responder

    o senhor G. Seibrt nao deveria estar lucido quando disse e escreveu isso….

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    Wilsa Mendes Responder

    Historia deste pais, ficou para passado porque povo ja percebeu que tal dito dourados deste pais nao sabem estar presente num acto de responsabilidade para esclarecer a verdade ao povo.Mas Sao geitosos para pedir no estrangeuro em nome do povo para construir suasion furtunas.Para este caso temos ate demais.

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    Wilsa Mendes Responder

    Gostaria retificar(nao dorado,mas simDOTORADOS e nao suasion mas sim SUAS).Obrigada

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