Magistratura de Influência do PR de Cabo Verde apresentada por São Lima

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, lançou na quarta-feira no espaço CACAU em São Tomé, ‘Magistratura de Influência – Por uma Diplomacia ao Serviço do Desenvolvimento’.

O terceiro volume das intervenções do chefe do estado cabo-verdiano, cobrindo o período que vai de Setembro de 2013 a Setembro de 2014.

sao e jorge geralO livro foi apresentado pela jornalista e poetisa são-tomense Conceição de Deus Lima. «Foi uma grande honra o convite para apresentar a obra de um grande estadista que é também um grande intelectual, homem de cultura e poeta. Um patriota e um humanista», afirmou São de Deus Lima, na conversa com o Téla Nón.

“Magistratura de Influência – Por uma Diplomacia ao Serviço do Desenvolvimento’ seguiu-se a ‘Magistratura de Influência – Pelo Reforço da Coesão Social’, agrupando as intervenções de Jorge Carlos Fonseca de 2012 a 2013 e “Magistratura de Influência – Pelo Reforço do Poder Local’ de 2011 a 2012.

Na apresentação da obra política, Conceição Lima começou por destacar as intervenções e iniciativas do Presidente Jorge Carlos Fonseca, nomeadamente os objectivos da diversificação de relações e parcerias, de incremento da cooperação Sul-Sul e o fortalecimento da cooperação económica.

Na nota introdutória ao livro é dito o seguinte: «Dar corpo ao conceito de diplomacia económica, reconfigurando os eixos da nossa política externa e investindo no reforço das capacidades dos nossos diplomatas».

min neg est e jorgeA apresentadora do livro, considerou que ‘’as intervenções sobre os mais candentes problemas do seu país estruturam-se em termos que traduzem um profundo comprometimento com o bom funcionamento das instituições e com o bem-estar geral das populações, com a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, com o aperfeiçoamento do Estado de direito democrático, com a justiça social e a solidariedade.

’São intervenções de um presidente que coloca o dedo na ferida quando julga ser necessário, que elogia quando entende ter razões para elogiar e que, ao apontar erros, distorções, disfunções ou irregularidades, o faz de uma forma pedagógica, exortando e instando à sua superação em nome do bem-comum. ’’

Em declarações ao Téla Nón, São Lima disse ter sido um exercício «muito gratificante e pessoalmente fortalecedor».

saõ e minsitra cvProsseguindo com a apresentação do livro, a poetisa e jornalista são-tomense, destacou que «os princípios e os valores que identifiquei neste terceiro tomo e também nos dois anteriores são os princípios e os valores de uma democracia moderna, são valores de uma cidadania global vigorosamente sustentados. Por isso usei a expressão ‘Presidente-Cidadão».

«Gostaria de citar uma passagem em que Jorge Carlos Fonseca diz que ‘’os cidadãos devem ser informados com verdade não só porque somos há muito tempo um país adulto, mas porque só o conhecimento da realidade nos permite enfrentar os problemas que devem ser resolvidos.»

O livro do Presidente de Cabo Verde, reúne 60 intervenções, nomeadamente ‘ Independência, Democracia e Constituição’, ‘Separação e Interdependência de Poderes’, ‘Poder Local’, ‘Direitos Fundamentais, Cidadania e Sociedade Civil’, ‘Justiça’, ‘Juventude, Educação, Cultura e Desporto’, ‘Economia, Desenvolvimento e Ambiente’, ‘Defesa Nacional, Forças Armadas e Segurança, ‘Política Externa e Relações Internacionais’ e ‘ Mensagens’.

publicoEnquadrado no programa oficial da visita do Chefe de Estado cabo-verdiano a São Tomé e Príncipe que terminou na quinta – feira, o lançamento do livro, contou com a presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Manuel Salvador dos Ramos, do ministro na Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Afonso Varela, da Educação, Cultura e Ciência, Olinto Daio, da Agricultura, Teodorico Campos e da Saúde, Maria de Jesus Trovoada.

Casa cheia, com Haylton Dias a abrir a sessão e momentos de confraternização no final entre o Presidente e a sua delegação e os convidados.

A apresentação de São Lima mereceu um abraço apertado de Jorge Carlos Fonseca à poetisa e jornalista. Todos de pé aplaudiram a apresentação que estimulou curiosidade e interesse do público em ler  o livro do Presidente de Cabo Verde.

Como disse o economista e administrador do BISTP, Acácio Elba Bonfim, o livro permitiu-lhe entender melhor o que é magistratura de influência exercida pelo Presidente da República. Acácio Elba Bonfim, disse também que através do livro, entendeu que no sistema de governação semipresidencialista de pendor parlamentar, como é o caso de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe, o Presidente da República, «tem que agir».

Abel Veiga

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    ANCA Responder

    Uma obra de referência…nos diversos processos da Organização de um Estado, criação de uma identidade, formação de uma sociedade…

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

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      Cleópatra Responder

      Não me surpreende que a SÃO tenha sido aplaudida de pé. Apenas uma pergunta: os ministros deste governo que tenta sistematicamente humilha-la e apaga-la também se puseram de pé? Também aplaudiram? Mundu se tê pezu.

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      Filho da terra Responder

      A escolha da São de Deus Lima para apresentar o livro de um estadista e intelectual da craveira de Jorge Carlos Fonseca, deveria fazer algumas pessoas que estavam na sessão de lançamento reflectir um pouco. Mas há gente que nunca aprende nem aprenderá. Por isso somos a pobreza intelectual que somos. Obrigado ao Presidente Jorge Carlos Fonseca.

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    ANCA Responder

    Este é um exemplo a seguir…

    Na conservação da mémoria futura, passagem de testemunho, partilha de de saber e experiência a gerações futuras…

    Revisão e analise crítica… no evoluir e processos de desenvolimento de uma nação…

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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    Júlio Neto Responder

    Marco Túlio Cícero, filósfo e político romano, disse: “Nenhum dever é mais importante do que a gratidão”. E o fazes com a humildade própria daquelas que têm a consciência de que nada – absolutamente nada! – se constrói sózinho, senão em parceria, em conjunto com o próximo, com sinergia e espírito colectivo.
    O sucesso pelo sucesso nada significa. O sucesso é a consequência, não um objectivo. O sucesso é uma viagem recorrente, não um ponto de destino. É essa filosofia que tem feito da nossa São de Deus Lima que és hoje, uma personalidade voltada para a construcão de relações maduras e duradoiras com o mundo; relações baseada na confianca, respeito e na excelência profissional, nos desígnios da Nacão são-tomense. SãoLima, me permita que assim o chame, amiga, o futuro aí está..!
    O Shakespeare disse certa vez, cito, “sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos”. Ao contrário do que dissera o dramaturgo inglês, quero singelamente, dizer-lhe que temos muitas, mas inúmeras razões, para estarmos felizes e alegres. Porque a São nos dás a alegria plena, completa e incondicional.
    E, saiba amiga, a sociedade tem reconhecido a sua contribuição, na forma diversificada. Somos, por isso, gratos a Deus, que te concedeu força, serenidade, persistência, perseveranca para superar as dificuldades e a fim de continuares fazendo o caminho; e o caminho, como sabemos, faz-se caminhando.
    Apresentastes uma obra célebre, de um calibre perpétuo, graças a esta mesma luta e dedicacão, com percalços e dificuldades próprios do mundo (em que vivemos!), e do meio político adverso, que foste capaz de discernir, mas também com as suas endógenas conquistas e realizacões pessoais, das quais muito o país se orgulha. E, eu, me orgulho também.
    Como dizia o poeta romano Horácio, e cito igualmente, “as adversidades despertam em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas”. E, por seres uma criatura de Deus, envio-lhe, as minhas profundas saudações pela apresentacão desta obra política de um estadista muito especial, um grande intelectual, homem de cultura, poeta e, sobretudo, um patriota e humanista, como afirmastes – Presidente Jorge Carlos Fonseca.
    Parabéns, amiga São de Deus Lima.

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    Gente daqui Responder

    DRA SÃO DE DEUS LIMA, sei que para si, representar bem São Tomé e Príncipe é motivo de orgulho e de satisfação porque ama o seu país e se empenha em o elevar alto. Não por vaidade pessoal. Continue assim, para desgosto dos que a querem humilhar e destruir. Aqueles que realmente têm dimensão e arcaboiço, sabem quem a senhora é e dão-lhe o devido valor. Siga em frente.

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    Judite Responder

    São de Deus Lima és o nosso orgulho.
    Obrigada ao senhor Presidente por ter lançado essa grande obra em são Tomé e Príncipe e espero sinceramente que com essa obra os nossos dirigentes possam aprender a ser melhores dirigentes.

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    Alice Responder

    Antes de felicitar o autor permitam-me felicitar a apresentadora, pois se não fosse a sua consistência e elevação intelectuais as pessoas que assistiram a apresentação não teriam a dimensão da figura, do intectual, do jurista e homem de cultura que é o presidente Jorge Carlos Fonseca, nem tão pouco a qualidade e a profundidade dos seus discursos.

    Nesta matéria o Presidente Pinto da Costa precisa aprender o que é “Magistratura de Influência”, aliás tanto não sabe que nem sequer teve a delicadeza de estar presente, aliás como também não esteve presente na conferência que deu início aos festejos dos 40 anos de Independência Nacional- definitivamente não consegue acertar uma!

    Mas alguém além do Presidente Jorge Carlos Fonseca merece elogios e este alguém é sem dúvida a apresentadora São de Deus Lima.

    Num país em que os políticos todos os dias nos dão motivos para não ter esperança, num país em que todos os dias temos conhecimento de situações que nos envergonham, tu São de Deus Lima, ainda és, a par de algumas poucas coisas boas que temos, alguém que nos dá motivos para nos orgulharmos da nossa santomensidade.

    Que Deus te dê forças para enfrentar todas as adversidades e sobretudo os inimigos, porque eles sabem que és melhor do todos eles juntos, mas também sabem, que és acima de tudo uma fénix-renasces da cinzas e transcendes….

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    São Tomé e Cabo Verde Responder

    Eu estive no lançamento do livro do Presidente Jorge Carlos Fonseca, um grande estadista, um grande intelectual, com uma grande simplicidade.
    Eu vi e ouvi a São de Deus Lima apresentar o livro. Foi magnífica. Todos os são-tomenses se sentiram orgulhosos. Obrigado, Presidente Jorge Carlos Fonseca por nos ensinar com os seus escritos o que é magistratura de influência. Obrigado São de Deus Lima pela forma como apresentou a obra. Bem-hajam.

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    Manu Keta Responder

    Muito obrigado ao Presidente Jorge Carlos Fonseca por ter lançado o seu livro em São Tomé. Estou a ler e posso dizer-vos que os seus discursos e intervenções confirmam o que eu já pensava sobre o seu pensamento, os seus princípios e a forma como age. Uma verdadeira magistratura de influência. Parabéns à São por nos ter dignificado. Mas alguém tinha dúvidas de que assim seria?

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    ola Responder

    Muito bom e fico feliz por ser a conceicao Deus Lima a apesentar o livro ,ja que em STP os grandes que de grandes n tem nada nao dao valor a ela .fui

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    Budu Daua Responder

    Ola, o pior é os tais ‘grandes’ de que falas dão valor a São de Deus Lima e muito. Eles sabem o que ela vale e é por isso que tentam fazer tudo para a apagar e desmoralizar. Fingem que não dão valor, o que é muito diferente. Também fui!

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    Alice Responder

    Não poderia deixar de registar aquí algo que me deixou estupefacta e sei que também terá deixado muita gente no mesmo estado.

    No meu comentário anterior critiquei a ausência do Presidente Pinto da Costa no laçamento do livro do seu homólogo.

    Não é que para o meu espanto o Presidente da República do nosso país, teve a coragem de assistir o espetáculo do Team de Sonho, tendo sido exposto a chacotas do cantor Heavy C?

    Todos os que lá estiveram viram o que eu ví. Agora eu pergunto: O Presidente José Eduardo dos Santos alguma vez assistiu a um espetáculo do Team de Sonho?

    Nada tenho contra os cantores angolanos, alguns dos quais até gosto, mas eu gostaria de perceber porque que critérios norteou o Presidente para decidir participar no espetáculo do Team de Sonho e não nas outras cerimónias (lançamento do livro do seu homólogo e a cerimónia de abertura dos festejos dos 40 anos de independência).

    Não conseguindo encontrar uma justificação plausível, só posso concluir tratar-se de mais uma bajulação vergonhosa aos angolanos.

    Definitivamente o nosso Presidente não acerta uma ou então sabe muito bem o que está a fazer…

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