OMS lança primeiro registro global de resposta a desastres

Parceria – Téla Nón / Rádio ONU

Base de dados fornecerá ajuda apropriada a governos afetados por emergências de larga escala; equipes internacionais poderão se registrar no programa e serão acionadas no caso de um desastre natural, por exemplo.

 

Segundo a OMS, registro global deve dar aos países pobres a confiança de investir em programas de saúde. Foto: ONU/Olivier Chassot

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou esta quarta-feira o primeiro registro para equipes que ajudam na resposta a desastres naturais. Segundo os especialistas da agência, é necessária uma “nova abordagem radical” para salvar mais vidas em situações de emergência.

A base de dados que será coordenada pela OMS busca fornecer o “nível mais apropriado de ajuda de equipes médicas internacionais qualificadas”. Essa ajuda será dada a governos de países que forem atingidos por emergências de larga escala.

Caos

Em Genebra, a OMS afirmou que busca evitar o “caos causado por centenas de voluntários bem-intencionados, que chegam em países em crise, onde há risco dessas pessoas serem mais um fardo do que uma ajuda”.

Por exemplo, quando o Haiti foi atingido por um terremoto em 2010, centenas de voluntários chegaram à ilha para oferecer ajuda. O problema é que em meio ao caos no país, foi quase impossível coordenar as operações iniciais.

Agora, a OMS quer que todas as organizações internacionais se registrem para que os alertas possam ser coordenados de forma mais eficiente no futuro.

Tsunamis e Ciclones

Segundo um dos coordenadores do projeto de dados globais da agência da ONU, Ian Norton, a organização busca fornecer um processo de resposta às populações afetadas por tsunamis, ciclones, enchentes ou epidemias de ebola e cólera.

A OMS espera que 150 agências de ajuda se inscrevam imediatamente e outras 400 façam o mesmo nos próximos anos. De acordo com o novo sistema, apenas as organizações pré-registradas vão receber autorização para entrar no país que necessite de ajuda.

A agência explica que o registro global de agências de ajuda vai dar aos países pobres mais propensos a desastres naturais a confiança de investir em programas de saúde em vez de aplicar recursos em equipes de assistência a desastres, que podem não ser necessários por décadas.

*Apresentação: Edgard Júnior.

 

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