Miguel Trovoada lembra responsabilidades para avanços na Guiné-Bissau

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Enviado da ONU destaca interesse popular e do governo guineense; Parlamento faz apreciação do governo anunciado em outubro; representante assegura continuação de apoio às reformas dos setores da defesa e segurança.

 

Miguel Trovoada no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau disse que cabe aos guineenses criar as condições para o avanço do país.

Miguel Trovoada fez as declarações à Rádio ONU, de Bissau, a dois meses do fim do mandato do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Estabilização do país, Uniogbis. A 28 de fevereiro cessa a atuação da entidade.

Interesses

“Não somos nós as Nações Unidas ou a comunidade internacional que irá trazer a paz na Guiné-Bissau. É o povo guineense, são os seus dirigentes que devem perceber que é primeiro do interesse deles criar as condições de desenvolvimento em relação à Guiné”.

Trovoada lembrou que o Parlamento está para avaliar o programa do novo governo, que foi nomeado dois meses depois da crise política. A tensão teve início a 12 de agosto com a demissão do então primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

Impacto

A medida do presidente José Mário Vaz levantou preocupações da comunidade internacional. Trovoada mencionou o impacto das tensões nas atividades da Uniogbis.

“Nós conhecemos alguma dificuldade por falta de interlocutores. Não só as Nações Unidas mas também a comunidade internacional, que não encontrava interlocutores para poder dinamizar os programas que tinham sido agendados no princípio do ano. Os resultados de Bruxelas foram muito encorajadores mas a verdade é que o governo também não teve tempo para criar as estruturas de seguimento e de implementação.”

Após o afastamento do governo de Domingos Simões Pereira foi designado Baciro Djá para liderar o executivo, que entretanto se demitiu.

Prioridades

Neste momento, Trovoada disse que uma das prioridades é alinhar objetivos da comunidade internacional com os do governo e continuar a dar apoio às reformas dos setores da defesa e segurança. A ONU apoia o diálogo nacional e a comissão para a revisão da constituição da Guiné-Bissau.

A assistência prestada às instituições guineenses e aos direitos humanos também faz parte do mandato do escritório da ONU, no país que registou vários golpes de Estado e violência devido às tensões políticas.

Leia Mais:

Enviados da ONU citam falta de “estabilidade duradoura” na Guiné-Bissau

Desconhecimento de direitos humanos leva a abusos na Guiné-Bissau

 

Notícias relacionadas

  1. img
    piti Responder

    Este homem que está na fotografia desgraçou este país de torta a direita. Derrubou mais de 10 governos e é considerado como rei da instabilidade e agora aparece como tábua de salvação para unificação em Guiné Bissau. Só com Cristo. Até nas organizações internacionais existe corrupção.

    Esse homem é um monstro, olha para cara dele. Um cínico doirado, autentico filho. Tal pai, tal filho!

    Mas um dia vcs haverão de pagar….

  2. img
    Augusto Vila Nova Responder

    Vejá só o que disse o O conselheiro do Presidente da Republica da Guiné-Bissau a respeito de Miguel Trovoada, e passo a citar:
    “O conselheiro do Presidente da Republica, foi ainda mais longe em afirmar que o representante do Secretario Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, o santomense Miguel Trovoada não têm lições de moral para dar ao Domingos Simões Pereira porque segundo António Cabral, esse também envolveu nas crises sem precedentes no seu país”.
    António Adelino Cabral, participava no sábado 27 de Junho, 2015, num debate na rádio Bombolom FM, em Bissau.

  3. img
    Augusto Vila Nova Responder

    Tal pai. Tal filho.
    Gostaria de ver o Patrice Trovoada a efectuar uma visita oficial à França.
    Este rapaz tem como estratégia propagandista, 40 anos depois.
    Porque não se refere, 40 anos depois a frança fechou a sua embaixada em S.T.P. Porquê a TVS/ADI e a RNSTP/ADI não investiguem para informar melhor.
    Em 40 anos da nossa independência Patrice Trovooada tem responsabilidade de 24. Pois chegou à S.Tomé pobre, pobre sem roupas de qualidade. A partir de 1991, exterioriza riquezas sem ter trabalhado.
    E para continuar a ganhar dinheiro vai enganado este povo. Compra Jaguar par mulher, residência de mais de 4 milhões de euros em Portugal e em S.T.P., hoje comer o arroz de 13 contos só para gente de ADI.

  4. img
    Maria Susana Responder

    Enquanto o senhor piti irá morrer de trombose pelo ódio cego, o homenzinho vai avançando com reconhecimento internacional e dando a sua contribuição internacional e pondo o nome de S.Tomé e Príncipe no alto.
    O ódio mata
    Tenha calma amigo
    Bem Haja Miguel
    Maria

    • img
      Santola Responder

      Pondo o nome de S.Tomé e Príncipe no alto? es mais uma alienada por P.T.

  5. img
    mlstpdigital Responder

    É uma autentica vergonha, este senhor não tem moral para representar as nações unidas nesta matéria, ele e o filho são protagonistas de instabilidades em s.tomé, um exemplo claro agora são as forças armadas, transformadas num barril de pólvora, os oficiais, sargentos e praças estão descontentes com a maneira como estão a ser tratados, tudo na base de odio e vingança, abrir feridas já saradas, dois pesos duas medidas, que deus esteja connosco, porque se não isso pode sacudir.

  6. img
    Ze Critico Responder

    Tenha feito mal, tenha feito bem a única verdade é que o homem saiu da presidência mas continua a dar o seu contributo para algo útil. O mesmo não se poderá dizer do atual que so soube, comer, dormir, “quatorzinhas” e depois aparecer mascarado em escritor, para regressar a presidencia

Deixe um comentario

*