Relator considera “séria ameaça” exigência para fechar Al-Jazeera

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Lista de 13 condições teria sido apresentada ao Catar por países da região; relator especial da ONU sobre Liberdade de Opinião e Expressão, David Kaye, defende que área já sofreu severas restrições.

David Kaye, relator especial da ONU sobre o direito à liberdade de opinião e expressão. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Um especialista independente da ONU disse que a exigência de vários países para que o Catar feche a rede de televisão Al-Jazeera em troca da suspensão de sanções seria um duro golpe contra a diversidade dos meios de comunicação.

O relator especial das Nações Unidas sobre Liberdade de Opinião e Expressão, David Kaye, defendeu que “a região já sofreu severas restrições à imprensa e à mídia de todos os tipos”.

Crise

Em nota publicada esta quarta-feira, Kaye disse que essa condição é uma “séria ameaça à liberdade de imprensa se os Estados, sob pretexto de uma crise diplomática, tomarem medidas para forçar o desmantelamento da Al-Jazeera”.

O comunicado cita o fechamento da rede de comunicação como um dos pontos de uma lista de 13 exigências apresentadas ao Catar pelos governos da Arábia Saudita, do Barein, do Egito e dos Emirados Árabes Unidos. O grupo impôs um bloqueio econômico ao Catar.

Segundo Kaye, essa lista “não foi anunciada publicamente pelos quatro países, mas várias agências de notícias tiveram acesso e fontes do Catar confirmaram sua autenticidade.”

Liberdade

A Al-Jazeera teria 10 dias para cumprir a exigência numa medida que “também afeta seus canais afiliados, incluindo a Árabe 21, o Novo Árabe, Sharq e o Oriente Médio”.

Para Kaye, o direito de todas as pessoas a ter acesso à informação é profundamente afetado quando a segurança e a liberdade de imprensa não estão assegurados.

Ele quer que a comunidade internacional peça a esses governos para não insistir nessa exigência contra o Catar, a resistir à tomada de medidas para censurar a imprensa e a incentivar o apoio à mídia independente no Oriente Médio.

 

 

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