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Unicef quer mais investimentos para salvar vidas de crianças pobres

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Agência da ONU alertou que se nada for feito quase 70 milhões de crianças irão morrer antes de completar cinco anos até 2030.

Foto: Unicef/UN066838/Hubbard

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que investimentos feitos em relação à saúde das crianças mais pobres e em suas comunidades podem ajudar a salvar vidas.

A conclusão consta do relatório “Reduzindo as Lacunas: O Poder do Investimento nas Crianças mais Pobres” divulgado esta quarta-feira pela agência da ONU.

70 milhões

O Unicef alerta que se a comunidade internacional não fizer nada para reduzir a mortalidade infantil, em 2030 aproximadamente 70 milhões de crianças morrerão antes de completar cinco anos.

O relatório coletou dados de 51 países onde ocorrem atualmente 80% das mortes que vão desde os recém-nascidos até os cinco anos.

O estudo concluiu que das mais de 1 milhão de vidas de crianças salvas nesses países, 85% eram pobres.

Os especialistas disseram que para cada US$ 1 milhão investidos no setor de saúde de países pobres e ricos, é possível salvar quase o dobro de vidas de crianças nas regiões mais pobres em comparação com as áreas mais ricas.

O acesso a sistemas de saúde e nutrição melhorou mais rapidamente entre as comunidades mais necessitadas, consequentemente, a redução das mortes de crianças menores de cinco anos foi quase três vezes maior entre os grupos mais pobres.

Intervenções

O documento apresenta seis intervenções de saúde que podem ajudar a melhorar a situação, são elas: o uso de mosquiteiros com inseticidas, incentivo à amamentação, cuidado pré-natal e vacinação.

Além disso, o Unicef cita também a presença de um especialista ou uma parteira durante o nascimento do bebê e a busca de tratamento para crianças com diarreia, febre e pneumonia.

O chefe do Unicef, Anthony Lake, disse que “as provas são contundentes. O investimento em crianças pobres não é correto apenas em princípio, mas também é uma prática correta”.

Lake afirmou que isso é fundamental para os governos que trabalham para acabar com as mortes que poderiam ser evitadas. Ele declarou que uma criança saudável tem mais chance de aprender mais na escola e de receber salários melhores quando adulto.

O relatório mostra que Afeganistão, Bangladesh e Malauí estão entre os países com os índices mais altos de mortes de crianças menores de cinco anos.

Mas os investimentos feitos em regiões mais pobres entre 1990 e 2015, levaram a mortalidade diminuir pela metade no Afeganistão e em mais de 70% em Bangladesh e Malauí.

 

 

    1 comentário

1 comentário

  1. Brasileiro

    29 de Junho de 2017 as 13:28

    Vidas sempre deveriam ser prioridades para a humanidade…

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