Unctad cita “grande oportunidade” para novas tecnologias em países lusófonos

Especialista da agência destaca que deve ser aproveitada a experiência acumulada por Brasil e Portugal; uma em cada seis pessoas está conectada à internet em países como Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Unctad ressalta que países lusófonos podem cooperar para evitar aumento da brecha digital. Foto: ONU

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O espaço da lusofonia oferece grande oportunidade de expansão de novas tecnologias, segundo o chefe da Sessão dos Países Menos Avançados na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Rolf Traeger disse à ONU News, de Genebra, que as nações do bloco devem explorar as oportunidades de criar parcerias no setor. A conversa foi na sequência do lançamento do Relatório sobre a Economia da Informação 2017.

Brasil e Portugal 

“O Brasil que é o quarto país em termos do número de pessoas conectadas à internet e, por outro lado, nós temos Portugal que é um dos países desenvolvidos, onde o uso de novas tecnologias, de redes sociais e do comércio eletrónico é muito mais avançado que nos Palop (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Há uma grande possibilidade que as empresas dos demais países lusófonos façam alianças e aproveitam da experiência já acumuladas de países como Portugal e o Brasil para utilizar essas novas tecnologias.”

Traeger disse que é preciso parcerias para expandir a rede de internet apesar dos avanços na telefonia móvel. Os alvos seriam países menos avançados como Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, onde segundo o estudo somente uma em cada seis pessoas tem acesso à internet.

Países lusófonos 

“Um dos fatores que se ressaltam no relatório é a importância de fatores culturais, linguísticos etc. Então aí há um grande potencial para cooperação internacional entre os países lusófonos, para justamente evitar que esta brecha digital aumente. Como se pode fazer isso? Através da cooperação internacional e do estabelecimento de joint ventures entre empresas de diferentes países para aumentar o acesso ao mercado e para fazer a transferência da tecnologia de operação das novas tecnologias.”

Para a Unctad, as novas realidades de mercado de novas tecnologias são acompanhadas por riscos onde empresas as primeiras empresas a operar na área podem crescer mais rapidamente,  ditar as regras e ter domínio de mercado.

Traeger defende que isso  pode marginalizar os já menos favorecidos de áreas rurais de países mais pobres e alargar as brechas digitais.

Os maiores riscos são corridos pelas pequenas e médias empresas recém criadas em  continentes como África e América Latina,  que podem ficar à margem das novas realidades na economia e na tecnologia a nível global.

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    Leopoldo costa Responder

    O que vale tudo isto de novas tecnilogias para STP se oa bons quadros do pais sao votados ao abandono se nao forem da cor politica do ADI.
    Bas ver que a tituli de ezemplo, tres dos melhores jornalistas santomenaes que aprenderam tudo quanto e modernidade da radio e televisao na radio dewthe welle na alemanha, nimeadamente jucenal rodrigues, adelino lucas e adelino da costa foram ignorados e marginalizados pelo ADI.?
    Isto, pelo que se sabe ate ja e do conhecimento do novo embaixador da alemanha e esta simples questao pode ser entendida como uma grande questao e comprometer todo um programa de formacao.

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    Aurora da Trindade Responder

    Ja que se referiu a quadros da comunicacao social marginalizados, apraz.me lantar uma situacao fw que nos ultimos tres anos a radio nacional beneficiou de apenas tres estagios para seus quadros e todas as tres oportunidades de estagio foram usurpadas pelo dito diretor da radio nacional bracanan santos um verdadeiro zero a esquerda naquelas entrevistas encomendadas por patrice trovoada. Uma vergonha!

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    Ralph Responder

    O anúncio recente da chegada do cabo de fíbra óptica deveria ajudar muito com isto. Não haverá nenhuma desculpa que o país não tenha uma conexão boa ao resto do múndo. Vai ficar um assunto de se ou não o governo poder criar as oportunidades necessárias para crescimento económico.

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