Economia

Combustíveis ameaçam incendiar a estabilidade social em São Tomé e Príncipe

O Primeiro-ministro e Chefe do Governo, Patrice Trovoada não conseguiu esconder alguma preocupação em relação a mais do que provável subida do preço dos combustíveis. A maior organização sindical do país, já avisou que se a subida dos combustíveis acontecer, os salários deverão evoluir no mesmo sentido.

Desde Julho de 2008 que o preço dos combustíveis mantiveram-se estáveis em São Tomé e Príncipe, apesar da constante subida registada no mercado internacional, entre 2008 e 2009. Era necessário passar alguns anos, para se compreender a importância da parceria estratégica encetada pelo anterior executivo de Rafael Branco, sobretudo com Angola, o único e principal fornecedor de combustíveis a São Tomé e Príncipe.

O preço dos combustíveis que agitou o mercado internacional nos anos 2008 e 2009, não afectou São Tomé e Príncipe. A parceria estratégica com Angola várias vezes anunciada, pelo anterior executivo, terá dado também sustentação ao preço dos combustíveis no mercado são-tomense.

O novo executivo de Patrice Trovoada nascido em Agosto de 2010, pôs fim as parcerias estratégicas. Colocou todos os parceiros de cooperação ao mesmo nível. Posição defendida pelo próprio Chefe do Governo, em entrevista a imprensa nacional.

O fim da parceria estratégica, com o único fornecedor de combustíveis do país, poderá ter consequências complicadas a muito curto prazo. Desde finais de 2010, que a empresa dos combustíveis a ENCO, dominada em mais de 80% pela petrolífera angolana Sonangol, informou ao governo sobre a necessidade de se actualizar o preço dos combustíveis.

As projecções para a subida dos combustíveis estão acima dos 50% em relação ao preço actual. Numa altura em que o custo de vida já é insuportável para a maioria da população, a subida dos combustíveis, vai ser “um autêntico desastre”, declarou João Tavares Secretário Geral da maior Organização Sindical do país, a ONTSTP.

O líder sindical, já advertiu ao governo sobre a necessidade de se aumentar os salários em caso de uma actualização do preço dos combustíveis.

Confrontado com a especulação sobre o aumento dos combustíveis, o Primeiro-ministro, confirmou a recepção da proposta de aumento dos combustíveis. «A ENCO como é habitual faz propostas de aumento do preço que vai ao governo e é negociado. Há mais de 3 anos que não houve aumento de combustíveis no nosso país. É verdade que a ENCO fez a proposta, que está a ser analisada pelo governo», declarou Patrice Trovoada.

A subida do preço dos combustíveis está garantida, falta apenas a definição da percentagem. «É muito provável que temos que fazer ajustes no preço dos combustíveis. Se tivesse sido feito paulatinamente ao longo dos últimos 3 anos, quase que não se sentiria, mas conhecendo a desvalorização da dobra e ao aumento do preço de combustíveis no mercado internacional, é normal que haja algum ajuste. Qual vai ser a amplitude do ajuste, isto vai depender da decisão do governo, tomando em conta a necessidade da empresa fornecedora em termos de equilíbrio financeiro, e tomando em conta também a situação em que se encontra a população», acrescentou o Primeiro-ministro.

O Governo que decidiu tomar medidas para conter o défice público, elevando a arrecadação de receitas para os cofres do estado, admite a possibilidade de baixar as taxas da importação dos combustíveis para que o aumento do preço não seja muito alto. «Alguns mecanismos que queremos utilizar de modo a aliviar a pressão sobre a população dependerão da possibilidade que temos de mexer com algumas taxas. Por isso vamos introduzir um pedido de autorização legislativa a Assembleia de modo a termos todos os mecanismos para fazer o melhor e o possível protegendo os mais fracos», referiu o Chefe do Governo.

No fundo para aliviar a pressão do preço final dos combustíveis sobre a população, o governo pretende cortar nas receitas que arrecada com os impostos sobre os combustíveis.

Resta saber se terá margem de manobra para tal, e sobretudo se será suficiente para evitar que os combustíveis incendeiem a estabilidade social no país.

Abel Veiga

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    31 comentários

31 comentários

  1. CELSIO JUNQUEIRA

    31 de Janeiro de 2011 as 16:03

    Meus Caros,

    Agora sim vamos ver a capacidade do Governo de gestionar situações complicadas e que mexe directamente com o bolso dos Santomenses.

    A inflação este ano (previsional) estará comprometida. Subiram os preços de transportes privados, devido ao desaparecimento da empresa pública (mal gerida). Agora temos a subida do preço do combustivel, mais um factor a complicar a vida dos transportes e das empresas.

    Advinham-se tempos dificeis!!!

    Pior de todas as intervenções é a dos Sindicatos (então o aumento dos ordenados, não tem que ver com a produtividade do trabalhador ou da massa laboral?).

    Melhor a intervenção do PM PT, muito ponderado, equilibrado, disponivel e responsavel.

    Abraços,

    • Tiberio

      17 de Fevereiro de 2011 as 13:19

      Acho muito estranho que a notícia da proposta da ENCO se tenha tornado pública. Sempre que houve aumento do preço do combustível em STP, a ENCO como a empresa que importa e fornece esse bem essencial, faz a sua proposta (e sempre alta para ter margens de negociação) ao Governo que, sempre foi negociada. Nunca no nosso país a população ficou a saber das propostas da ENCO. POR QUE SERÁ QUE DESTA VEZ ESTA PROPOSTA TORNOU-SE PUBLICA?
      Santomenses!
      Andamos a brincar com coisas sérias! Não é pelo facto de o partido MLSTP estar na oposição, e por mérito próprio, que lhes é conferido o direito de tentar criar instabilidade no País. O que quer o MLSTP afinal de contas? Um País bem gerido, que funciona e que pode finalmente conhecer o crescimento económico e o consequente desenvolvimento, ou um País sempre adiado pela constante má gestão dos sucessivos Governos. O papel da oposição construtiva é de contribuir com o Governo eleito pelo povo, para uma boa governação e não provocar instabilidades fictícias de forma a causar quedas do Governo, e criar caminho para o seu regresso ao poder. O povo foi bem claro! Deu um cartão vermelho ao MLSTP/PSD, ao PCD/GR e ao MDFM/PL pelo facto de já estar farto das consecutivas governações desastrosas e promoção da delapidação da coisa pública pelos seus militantes directos (porque os outros coitados são sempre enganados. Lutam e defendem os seus partidos, dão a cara, mas os benefícios são inexistentes para estes). Os partidos de oposição deveriam aproveitar essa leva para reestruturar os seus partidos, afastar esses elementos corruptos que provêem desde a primeira república (que são sempre iguais e usam somente cores partidárias diferentes publicamente), que muito mal já fizeram a esta terra e que ainda continuam com muita má fé e agindo de forma a prejudicar o povo Santomense, e simplesmente a resolver os seus problemas pessoais com a maior cara de pau e com um egoísmo excêntrico. Esses indivíduos fazem parte de uma rede transversal entre partidos de corrupção activa.
      Já está na hora desses indivíduos, de que já estamos cansados de os ver e de ouvi-los a falar, de arrumarem as botas e deixar gente nova, intelectuais e técnicos, que estudaram e aprenderam, e que ainda continuam a estudar e a aprender, a desenvolver as suas capacidades intelectuais no âmbito do mundo moderno. Os “coroas” já não sabem quais são as suas profissões. Todos viraram políticos, quer eu dizer politiqueiros, que só sabem gritar e berrar para resolver os seus interesses pessoais com politiquices. O que eles sabem muito bem e que ninguém lhes engana, é a capacidade de manipulação e camuflagem dos actos ilícitos e corruptos que constantemente continuam a perpetuar.
      BASTA!!
      Um à parte: o PM PT fez muito bem em acabar com parcerias estratégicas que somente serviam para beneficiar àqueles ditos indivíduos. A parceria estratégica deve ser estabelecida pontualmente com países ou instituições que trazem benefícios reais para ambas as partes. Quais os benefícios que as parcerias com Angola e Portugal têm realmente trazido ao Povo de STP? O que é que os Angolanos já fizeram de bom para STP? Quantas infra-estruturas estão hipotecadas aos Angolanos e se encontram abandonadas? E a EMAE? Qual será a razão da desgraça da EMAE? E Portugal? Quais são as empresas que mais asfixiam a população e a economia de STP? Eu posso citar: A CST, a TAP! E a própria Embaixada de Portugal em STP?
      Povo de STP e os verdadeiros intelectuais! Vamos pensar no país e sobre o país de forma mais equilibrada, realista, isenta das viroses políticas! Vamos agir como Santomenses patriotas, que amamos a nossa terra e que queremos que o Pais seja viável. STP tem um grande potencial! STP pode muito bem se desenvolver! Mas terá de ser com trabalho honesto e profissional! Cada um faz a sua parte, mas de forma bem-feita. De que todos possam sair beneficiados de acordo com o tempo investido e o esforço imposto.
      VIVA SÃO TOME E PRÍNCIPE!

  2. De Longe

    31 de Janeiro de 2011 as 16:05

    Esperemos que a haver um incêndio à estabilidade do país, seja esse incêndio justo: não seja pelo aumento do preço do combustível, mas pelo nível de desrespeito que o país vem sofrendo em função dos moldes com que é feita a nossa política.
    A casa mal acabada sofrerá diante de qualquer intempérie.
    Façam qualquer coisa séria e cativem investimentos e apoios dos cidadãos que estão dentro e fora do país. Permitam que que possamos todos acreditar de modo a que mudemos todos o rumo das coisas.
    Tenhamos gosto.

  3. Tela

    31 de Janeiro de 2011 as 17:30

    Agora que vamos ver ser o Patrice é mesmo um Lider, mal tinha ganha as eleições, quis por todos os países em pé de igualdade em relação aos outros ao nível de cooperação bilateral, agora aí está, os politicos fazem politicas e esquecem do País, será que o Patrice não sabe que Angola detem o monopolio de Fornecimento de Combustivel para Sao-Tomé atrávez da Sonangol, ha pois sabia.. mas prefereriu cutucar onsa com vara curta, olha nao acho nada agradável essa ideia de monopolio da Enco, será que nao está na altura de Sr. Primeiro Ministro, fazer jus ao seu contacto que tem com a Libia, Nigéria e outros Países e acabar de uma vez por toda com esse factor depencia-Angolana em STP, acho uma vergonha, Angola so faz isso porque quem está no governo é ADI, eu sou do MLSTP, mas o País não precisa de Dependencia do Outro, para se sobreviver, por mais dura que seje está é a verdade Angola consegue instalizar politicamente o Estado Santomense com esse duro acertos de conta até,tudo porque detem o mopolio de fornecimento de combustivel.
    Até Quando…

    • Combustível

      31 de Janeiro de 2011 as 22:06

      Até o teu país ter capacidade financeira para comprar combustível seja de quem for. Achas que STP tem capacidade para comprar qualquer quantidade combustível? Sabes a capacidade de armazenagem do país!?
      As coisas no teu país são feitas de qualquer maneira e para piorar gostam de estender a mão aos outros.
      Essa tensão social vai ser inevitável.

      • Tela

        1 de Fevereiro de 2011 as 19:54

        E qual parte de terminar com o monopolio de fornecimento de combustivel que nao entendeste,ou nao sabes ler, ja deu pra ver que nao es Santomense, porque falas de STP na segunda pessoa, não precisamos de estrangeira para nos ensinar a dirigir o país…

    • kwatela

      31 de Janeiro de 2011 as 23:30

      qdo tivermos dinheiro para comprar entao acabara o monopolio

  4. Arlindo Tavares Pereira

    31 de Janeiro de 2011 as 19:34

    Os ajustes no preço de combustivel, é de esperar, é a regra do mercado.O governo agora, deverá utilizar mecanismos ao seu alcançe para conter impactos negativos na actividade economica e social. Considero que o governo, deveria autorizar os ajustes, na medida em que irá buscar mais receitas fiscais e com a receitas provenientes, utilizar-se-a para atenuar impactos negativos nos mais pobres.Por outro lado, mesmo com preços elevados nos combustiveis, existerá pessoas com poder de compra, em que o consumo não irá diminuir. Como temos um Estado social, em que o mesmo precisa de dinheiros para fazer face aos seus compromissos, é nessa e outras situações que vai buscar mais recursos (dinheiro). Por ultimo,o Governo não pode constituir um obstaclo para um bom funcionamento da economia, caso contrario, não terá recursos para as suas despesas.

  5. Carlos Ceita

    31 de Janeiro de 2011 as 19:46

    Meu caros Celso Junqueira esta situação de subida de combustível só deixa surpreendido que estiver muito distraído. Felizmente não é o seu caso e muito saotomenses atentos ao que vai neste mundo fora. Todos sabemos que a energia é cara sobretudo para países que não produzem petróleo. O que é que temos feito para tentar minimizar os custos com compra de combustível desde a muito tempo a esta parte. Infelizmente nada. Quando o actual PM Patrice Trovoada esteve de visita a C.Verde visitou uma parque eólico e manifestou a intenção de seguir o exemplo Caboverdiano. Oxalá ainda esteja ainda no seu pensamento esse desejo. Aplaudi a iniciativa deste governo sobre os computadores Magalhães e espero vir a aplaudir se os desejos do PM se concretizar.
    Acabei de visitar a página de Cabo Verde e eles já vão em 4 parques eólicos. Temos é de falar com eles saber como conseguiram. Deixo já agora uma pergunta quiçá uma sugestão porque é que o estado em parceria com os investidores ou operadores turísticos que além de hotéis não investem em simultâneo na construção energias renováveis.

  6. J. Maria Cardoso

    31 de Janeiro de 2011 as 20:08

    Se a política não fosse o k fosse, verdade na oposição só pode ser mentira no poder e vice-versa, numa situação em k vive o Mundo com o preço de barril do petróleo, infelizmente, a comandar e ditar diariamente as regras do mercado, um político sério, se houvesse, aquando da campanha eleitoral, a acreditar na victória eleitoral, devia dizer ao seu povo de k quando assumisse o poder, inevitavelmente teria de aumentar o preço dos combustíveis, na medida de k o seu rival no poder há anos k vem fazendo “jogo de batota” em não acompanhar o mercado internacional com a subida do preço do crude.
    Dizia mais, não sendo amigo do fornecedor do petróleo, em cadeia tudo teria de subir de preço, caso não encontrasse solidariedade dos seus amigos k substituissem o amigo do outro.
    Hoje, ninguém distraído da realidade ou simplesmente para fazer inglês ver ou ainda fazer ver o cego k não vê, estaria aqui a acusar este ou aquele país em vingar-se disto ou daquilo perante mais este sacríficio que os santomenses são chamados a confrontar. Ainda bem k as nossas vozes não chegam a Deus no céu.
    Numa economia débil como a nossa, o Governo não dispõe de grandes margens de manobra e não vejo como cortar nos impostos com a importação.
    Com a crise no Magreb, o preço do barril de petróleo ultrapassou, hoje, os 100 USD. Desde 2008 que o valor não chegava tão longe.
    No entanto, há k ser optimista e acreditar k o Governo consiga minimizar os efeitos de mais um golpe na sua esperança de uma vida melhor.
    O país não é uma mente miúda, mas sim uma miúda com mente!
    Um bem-haja!

  7. Buter teatro esquecido

    31 de Janeiro de 2011 as 23:43

    De conformidade a está situação, pretendo lamentar a posição suja dos políticos Angolanos em parceria com os elementos do MLSTP que mais uma vez usa o monopolio da ENCO para sacrificar o povo de S.Tomé e Príncipe em beneficio dos seus interesses.
    Na minha opinião, o Governo deveria criar uma outra empresa e quebrar o monopólio da ENCO para o bem dos Santomenses.

  8. A. Silva

    1 de Fevereiro de 2011 as 5:56

    É preferivel actualizar os preços que subsidiar.
    Os custos serão elevados, e consequentemente estaremos a desviar fundos que poderiam ser aplicados no crescimento e desenvolvimento economico.
    É tempo de tomarmos decisoes, de fazermos alguma coisa, e deixar de boleia.
    Temos de viver de acordo com as nossas possibilidades.
    Até quando continuaremos a hipotecar o destino do país??? Somos um país democrático ou uma província???

  9. USSA KU LEVA

    1 de Fevereiro de 2011 as 6:06

    Tela, gostei do teu comentario.Apesar de ser de MLSTP,
    Sr.PM mostra o povo o que es capaz(durante estas viagens o que fizeste) caso contrario os velhaguardas(Rafa,Pinto,Nino,etc… sem gestao vededores do bem do povo vao rir.E ao mesmo tempo chamar ADI fraco .Este e o momento de agir e criar um contigency plan. Fazer o teu povo acreditar em ti…
    kida leuuuuuu MLSTP deixa sao tome em paz.

  10. Mimi

    1 de Fevereiro de 2011 as 8:06

    Acho que este facto e a conjuntura actual do mundo nao ajudam EM NADA o desempenho do poder actual em S. Tome e Príncipe. O preço do petróleo ultrapassou ontem os $100.00. Qual vai ser a saída? O que de bom ou razoável nos oferece 2011?

  11. A vila condenada

    1 de Fevereiro de 2011 as 8:20

    Eu acredito na inteligencia do Patrice Trovoada, mas o que mais me dói é que não podemos continuar a ser refém do MLSTP/PSD toda uma vida, esta é a via que encontraram para desinstabilizar o país? O sangue que corre na minha veia é de um revolucionário, temos que acabar com tudo isso, temos que defender a nossa identidade. Ha paises que estão ha 50 anos baixo bloqueio da SUPER-POTENCIA, mas têm resistido e não aceitam abusos como esse, nós tambem podemos. Se eles (Os Angolanos) dizem ser nossos irmãos, como podem contribuir para empurarar-os ao abismo?
    Um abraço

  12. SPC

    1 de Fevereiro de 2011 as 8:52

    Meus caros,
    O aumento dos preços dos combustiveis terão, como já sabemos, impactos sociais a todos os niveis. Sinceramente o que espero do Governo é que encontre mecanismos suficientes para minimizar estes impactos junto a população. Não sei se ainda lembra do “Povo põe, povo tira” de 1994? Pois é tb teve alguma ligação com aumento de custo de vida para a população!!!
    Sr. PM o seu sucesso neste caso será a minha tranquilidade em STP, por isso BOa SORTE para todos nós.
    Que Deus abençõe STP

  13. Adriano Málé Bobo

    1 de Fevereiro de 2011 as 8:54

    Este comentário, merece muito respeito da parte da pessoa que comentou, Stp, não é colonia de Angola, temos que acabar com este dependencia, Angola Chantageia qualquer Governo no poder com essa historia de combustivel,

  14. guedes

    1 de Fevereiro de 2011 as 12:10

    Tmos que acabar com todos os monopolios existente no nosso país porque só está a dificultar o desenvolvimento, deve-se instalar no mercado nacional a verdadeira competência, para melhorar a qualidade do produto oferecido. Ja é momento para temos outro Emp de Comunicação, de fornecimento de combustivel……………..
    Deus abençoa STP

  15. Sundi

    1 de Fevereiro de 2011 as 12:21

    o novo governo deverá procurar parceiros alternativos à Enco p o fornecimento de combustivel. angola, sonangol, jose eduardo dos santos querem ditar as regras da democracia em STP.
    a venda da enco à Sonangol foi uma pretalhada e vai funcionar à bicharada.

  16. Jucilene

    1 de Fevereiro de 2011 as 13:10

    Será o primeiro teste forte ao governo.

  17. Lévé-Léngue

    1 de Fevereiro de 2011 as 14:31

    Os desafios de governação são cada vez maiores e intensos, o custo de vida agrava-se a cada dia, e necessário se torna olhar para o cenário real do país sem adulterar as informações estatísticas.

    Este não é um problema isolado, pois advém de uma conjuntura internacional bastante complexa e de difícil resolução. Está claro que o aumento do preço de combustíveis é inevitável, mx devem ser avaliadas todas as medidas que minimizem o seu impacto na vida das populações, sobretudo quando estamos na dita “era de contenção”, agravada com o desaparecimento dos transportes públicos, baixo nível de produção nacional, etc.

    Alguns assuntos do país têm merecido um tratamento meramente político, através de decisões e declarações mal planeadas (sem estratégia), cujos impactos nem sempre são revestidos de sorte. Os nossos políticos conduzem os destinos deste país, como se estivessem numa “casa de renda”, supondo que a qualquer momento podem ser expulsos daí.

    Sr. Primeiro Ministro, antes de político, deve aqui evidenciar o seu potencial académico e técnico, pois sabemos que reúne competências necessárias para o efeito, tal como grande parte dos membros do seu governo. Força!

  18. E.Santos

    1 de Fevereiro de 2011 as 14:34

    Meus caros…uma coisa é informação, outra é desinformação.

    A subida dos preços do combustível, que de facto vão afectar e bastante a vida das populações (que já não é fácil) em nada tem a ver com parcerias estratégicas ou não estratégicas com Angola.

    Aliás, fez-se tanta polémica a volta desta afirmação do PM, mas de facto, o que me lembro de ter percebido da declaração feita era que não existiam países mais ou menos estratégicos para STP mas sim, interesses mais ou menos estratégico para com cada um deles que teria de ser identificados por nós. O que me parece lógico. Porque para nós coitados, que temos pouco a dar e mais a pedir, todos os países são estratégicos naquilo que nos interessa.

    E esta subida não tem tanto a ver com isto que em Angola o Governo Angolano anunciou que vai nos próximos anos deixar de subvencionar os combustíveis no país, de tal forma que em Agosto último já procedeu ao aumento do preço combustíveis e vai continuar fazê-lo gradualmente nos próximos anos.

    Será Angola pouco estratégico para o Governo Angolano, ou nós é que somos mais estratégicos para Angola que eles mesmos?

    O mesmo se poderá dizer de Moçambique segundo o qual, de acordo com notícias da OJE “O Governo moçambicano decidiu manter até Março o congelamento dos preços de bens essenciais, cujos aumentos provocaram tumultos em Maputo, mas prevê subir os combustíveis e criar novas instituições “imprescindíveis” para alcançar os objectivos em 2011″.

    A Nãção de Cabo Verde em 07/12/2010 anunciava “A nova tabela de preços de combustíveis para o período de dois meses entra em vigor a partir das zero horas de amanhã, 8 de Dezembro.”

    E o mesmo se passa um pouco por toda parte.

    STP pode ser uma ilha, mas não me parece que viva num mundo a parte dos outros todos…convenhamos.

    Como disse o Celcio acima, este será um desafio para o Governo de PT e estamos cá para ver a sua capacidade de tomar as melhores decisões para o país e o povo.

    Mas não vamos aproveitar-nos disto para mais uma vez vir enaltecer RB porque o executivo anterior previlegiava a parceria e que por isso Angola não subiu o preço.

    PT foi recebido em Angola com honras de estado e pelo próprio JES, coisa à que RB não teve direito.

    Por isso não me venham com histórias de falta de parceria estratégica que por si só esteja a causar a subida do preço dos combustíveis.

    Analisem as coisas a luz da conjuntura internacional e não, mais uma vez, mesquinhamente a nossa medida.

    • Tagarela

      1 de Fevereiro de 2011 as 16:56

      Finalmente leio um comentário inteligênte, isento, desapaixonado e sem politiquices.
      Concordo “ipsis verbis” consigo. Viva STP!!!

  19. Bili wé

    1 de Fevereiro de 2011 as 20:27

    Gostei da subida dos preços de combustivel, quero ver se os nossos governantes serao inteligentes de superar esses obstaculos, esse é uma prova k temos k superar, Patrici Trovoada diceste na campanha k tens pareceiros internacionais, quero ver essa parcearia a funcionar,vamos deixar de teoria e passar a pratica, essa é hora de trabalho, entao vamos unir e trabalhar nosso país ta pobre, preço de alimento estao num nivel lastimavel, tudo aumentou preço no país, Santomenes nao vivem subrivivem,estamos a viver numa pobresa estrema, populaçao ta sofrendo espero k promessas feitos na campnha sejam concretisadas agora…. Patricie Trovoada esta na hora de quebrar o monopolio em Sào Tomé e Prinçipe, começando pelo presidente Fradique de Menezes k tem monopolio de cimento, acaba com monopolio de telecomunicação ( C.S.T), monopolio de agua e eletricidade ( E.M.A.E), monopolio de combustivel, temos k apostar em agricultura, pescado, pecuaria, turismo, industria, todos os sectores de desenvolvimento nacional estao parados…. Estamos no tempo novo, entao vamos trabalhar…. Deus abencõe Santomé e Prinçipe

  20. N.C

    1 de Fevereiro de 2011 as 21:34

    Meus Srs,essa questao de aumento de preco de combustivel e uma questao internacional.Em todos os paises,mesmos as grandes potencias mundias sofrem com o aumento de combustivel.Infelizmente somos dependentes do petroleo em todos os sentidos.O pais nao produz e como fazer face a esses aumentos?Nao culpabilizemos Angola por esses aumentos,Sabem quantos euros esta um litro de combustivel na europa?se fizerem a conversao em dobras quantos darao?Sejamos realistas e nao atribuamos culpas a os outros.A nossa desgraca e culpa da ma gestao e desonestidade dos nossos politicos

  21. lino

    1 de Fevereiro de 2011 as 22:25

    Se os dirigentes forem sérios quanto a gestão da coisa publica e não olharem para os seus umbigos…..com desvios e roubos dos valores que os nossos amigos estrangeiros pontualmente nos dão…..de certeza que tudo será equilibrado.
    Mesmo havendo lugar a acertos relativamente ao preço do combustível……teria algum remanescente para ajustar o aumento salarial quando esssas coisas acontecem.
    Mas como a vida dos compadres é ganância e tudo a ver quem mais rouba….por isso a desgraça vai continuar.
    É só chorar.

  22. Isidoro Porto

    2 de Fevereiro de 2011 as 6:31

    Como compreender que numa altura em que o uso de energias renováveis é cada vez mais evidente aos olhos de todos, ainda estejamos a apostar em geradores a diesel, como foi o caso da Central Térmica de Santo Amaro? Menos mal. Os 15 milhões de dolares, se fossem investidos em energias renováveis (solar ou eólica) teriamos tido menos Megawatts de energia, mas os valores poupados em combustíveis serviriam para aumentar a sua capacidade nos próximos 2 a 3 anos e assim sucessivamente.

    São Tomé e Príncipe tem que começar a caminhar com seus próprios pés, paulatinamente. Ē preciso explicar isso ao povo, pois foi ele quem elegeu este governo nas urnas. Apesar de ter havido “banho” nas eleições de 2010, o povo foi suficientemete adulto e responsável e por isso não deve deixar-se abater por esta tempestade. O povo deve compreender isso. E preciso ser forte e encontrar soluções. A solução é CADA UM PENSAR SAO TOME E PRINCIPE.

    6 PROPOSTAS DE BAIXO CUSTO E DE APLICAÇÃO RÁPIDA, PARA MINIZAR OS EFEITOS DESTA HIPOTĒTICA TEMPESTADE.

    1 – Se os autocarros importados do Brasil e abandonados no porto ainda não foram vendidos, o Governo deve colocá-los a disposição da população distribuindo-os 1 por cada distrito com bilhetes sem alteração dos preços. Há que encontrar mecanismos próprios de boa gestão dos mesmos.

    2 – Obtenção de crédito bancário (a nível interno – temos 6 Bancos no país) para importação imediata de autocarros para transportes colectivos (pelo menos dois por cada distrito) com bilhetes sem alteração dos preços. Ē preciso recorrer a recursos internos neste caso de emergência. Os valores arrecadados devem servir para amortizar o crédito bancário contraido para o efeito. Bem geridos, em 4 a 5 anos estes valores serão totalmente amortizados.

    3 – a. Renegociar com o Japão, a doação do arroz e direcionar este valor (mais de dois milhões de dólares) para compra de 60 (sessenta) carros elétricos (Nissan ZERO), diretamente do fabricante NISSAN – sendo 30 para o governo e os restantes 30 para serem distribuídos aos distritos (6 para cada distrito) para os serviços de táxis.
    b. Negociar com Portugal a instalação de 1 posto de recarga rápidas de baterias dos respectivos Nissan ZEROs em cada sede distrital e pelo menos 3 na capital do pais.
    Com esses táxis, não havendo gastos com os combustíveis, os custos das passagens poderiam ser reduzidas em 30 porcento em relação aos atuais, para conter o aumento de outros produtos essenciais no mercado nacional.
    Os valores arrecadados por esses táxis e poupados pelo governo por não comprar combustível para estes vehículos seriam encaminhados paulatinamente repôr a compra do arroz do Japão. Em 3 a 4 anos teremos o retormo total do investimento feito e após este periodo, os vehículos serviriam para produzir recursos para aquisição de outros novos.

    4. Proibição de entrada de lampadas incandescentes no país e incentivar os operadores comerciais a importar apenas lampadas económicas, embora um pouco mais caras . Estas lampadas por consumirem menos energia, diminuirão os consumos dos geradores da EDEL.

    5. Substituição paulatina de todas lampadas da iluminação pública e dos edifícios estatais por económicas para que a EDEL poupe no consumo de combustíveis.

    6. Promoção do uso de interruptores elétricos automáticos a base de sensores de movimentos. Isto evitaria o desperdício de energia e proporcionaria uma melhor distribuição da mesma a população.

    Estas políticas facilitarão a vida ao presente Governo e os seus sucessores agradeder-lhe-ão, daqui a 4 ou 8 anos.

    O Governo e o povo devem estar preparados para possível corte de fornecimento regular de combustíveis daquí a alguns anos, por falta de pagamento (cada Estado é soberano para tomar as medidas que mais lhe convier).

    Estas são as minhas singelas propostas/ideias (que podem ser melhoradas por outros intervenientes) para miminizarmos o mais rápido possível os efeitos desta hipotética tempestade, com os recursos ao nosso alcance e começarmos a dar passos para o STP do amanhã.

    02.Fev.2011

  23. Teodoro Menezes

    2 de Fevereiro de 2011 as 7:40

    Acho que deveriamos encarrar esta situação com um certo realismo; já viram quanto é que o Estado arrecada com impostos desta Empresa?Será que o Estado iria por um ponto final nisto sabendo das consequências do impacto das receitas fiscais cobradas e que tem efeitos imediatos para orçamento de Estado?É claro que O Estado exige a Enco que cumpra com as suas obrigações fiscais e por sua vez Enco diz que para cumprir deve fazer ajustes do preço praticado ao nível do mercado.Mesmo se formos ao outro mercado,se calhar o nosso problama não ficará resolvido porque sabemos que hoje em dia mesmo países com algum potencial está apostar em energia heólica e nós com uma economia desgraçada ainda estamos a apostar em combustivel que está a contribuir para desgraçar a vida das populações.Na nossa situação actual cuja a dependência é apenas combustível,nem este Governo nem outro que vier não consegue dar um passo se não mudar de estratégia e passar a apostar noutra forma de fornecimento de energia.Agora estar a culpar a,b sem arranjar solução alternativa não nos leva ao lado nenhum.
    Nós é que temos que criar soluções e não estar a culpar outro.Obrigado

  24. boca calada

    2 de Fevereiro de 2011 as 9:55

    magi kêkúa cu nóm devê, cu nóm sané saca pagaxiê inem sun cu sa uê papelu ?

  25. Isidoro Porto

    2 de Fevereiro de 2011 as 17:55

    Correcao: onde se le EDEL deve-se ler EMAE. As minhas sinceras desculpas.

  26. luciano campos

    12 de Fevereiro de 2011 as 19:52

    Um governo eleito democraticamente deve de dedicar de seu tempo para aqueles que o elegeram e depositaram sobre ele sua vontade de que seus valores(como povo-estado)devem de estar acima de qualquer ambiçao.infelizmente observamos o contrario,o povo esta sempre em ultimo lugar e os interesses pessoais e de alguns a frente.africa nao pode continuar a espera de messias que venham para fazer aquilo a que o povo ja sabe o que deve veradeiramente ser feito.a comunicaçao global e todo este leque de aparatos servem para nos dizer que estamos cada vez mais unidos em nossos ideais de liberdade e é por esta liberdade que desejamos que os governantes cuidem e preservem, é vergonhoso ver a riquesa santomemse exportada e vendida a outros quando o povo que deveria usufruir do resultado desta riquesa passa por necessidades e mazelas.nao é justo que isso siga acontecendo em pleno seculo 21 e que observemos pouca mudança.

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