Economia

Inflação atinge nível histórico em 2013

Há mais de 20 anos, que o Banco Central de São Tomé e Príncipe, não registava uma acentuada baixa da inflação no país. A Governadora do Banco Central que fez o balanço económico do ano 2013, anunciou que a inflação se situa nos 6%. Um valor histórico.

Apesar de todas as contrariedades económicas e financeiras que o mundo vive, e com impacto grave sobre a economia são-tomense, o arquipélago conseguiu reforçar o equilíbrio macroeconómico.  Quem anunciou isso mesmo foi a Governadora do Banco Central, Maria do Carmo Trovoada. «Ao nível das Finanças Públicas os esforços de consolidação orçamental, permitiram que os saldos se situassem em linha com os objectivos», afirmou a Governadora.

Maria do Camo Silveira, acrescentou que « Registou-se com satisfação a desaceleração da inflação de 11% em 2012 para cerca de 6% este ano», confirmou a Governadora do Banco Central.

A inflação baixou e as reservas externas aumentaram. Outro indicador importante para o equilíbrio macro-económico do país. «Apesar da relativa escassez do financiamento externo, registou-se um substancial reforço das reservas cambiais que alcançaram um nível próximo de 6 meses de importações, o mais elevado nos últimos 3 anos. Este fortalecimento das reservas merece especial destaque, dada a importância que desempenha na consolidação do regime cambial da taxa fixa ao euro», realçou a Governadora do Banco Central.

Baixa histórica da inflação, subida significativa de reservas cambiais, que no entanto não atenuam fragilidades estruturais da economia nacional. Fragilidades que Maria do Carmo Silveira, considerou como sendo «profundas».

A crise financeira internacional, provoca retracção do investimento externo, por isso segundo o Banco Central, a actividade económica em 2013, foi moderada. O Produto Interno Bruto, cresceu apenas 4%, valor igual ao registado em 2012.

2014 é o nome das eleições. O banco central promete agir, para evitar desequilíbrios macroeconómicos. «Os anos de eleições costumam ser difíceis em termos de manutenção dos principais equilíbrios macroeconómicos», advertiu, tendo prometido medidas que aumentam o potencial de crescimento, a implementação do microcrédito, aprimoramento da central de risco de crédito, dentre outras.

Abel Veiga

    21 comentários

21 comentários

  1. Barão de Água Izé

    31 de Dezembro de 2013 as 8:35

    Uma das principais causas da inflação em STP é a ausência de moeda (metálica, em papel ou elect.) de pequeno valor.
    Os preços sobem em degraus de 5, 10, 20, 50, 100. Por exemplo, um produto que poderia ser vendido por STD 13 450.00, passa para 15 000.00.
    Parece que os técnicos do B. Central desconhecem a importância da existência de moeda “pequena”.
    Também por que não retirar um “zero” ao valor nominal da moeda versus câmbio? A STD passa a valer 2 450.00 e não as 24 500.00. O que aqui aponto não iria ajudar a combater a inflação defendendo a população que tem baixos níveis de rendimento? Pensem, Sra. e Srs. Governadores do BC.

    • Ano Velho

      31 de Dezembro de 2013 as 9:43

      Esse não sabe o que está a dizer!!!ahahahhaha

    • Barão de Água Izé

      31 de Dezembro de 2013 as 12:39

      Caro Velho; demonstre onde está(ão) o(s) erro(s). O Sr. até parece perceber muito de politica monetária.

    • BangaoSaotomense

      2 de Janeiro de 2014 as 8:19

      Concordo com o Barão de agua Ize.Penso k deveria denominar a moeda, como Angola fez a uns tantos anos.Cortaram os zeros do Kz reajustado, chamado tb Kwanza Burro e tornaram mais real a moeda com poucos zeros e mais real.Depois tomaram as mesmas medidas k em tempos vem aplicando o Banco Central e com resultados.E de certeza k nesta altura a economia dos gajos(angolanos) nesta altura êh o resultado tb daquelas medidas corajosas tomadas a uns anos atras. Se deu resultado lá, pk n estudar e refletir sobre isso?

    • marlene

      2 de Janeiro de 2014 as 15:51

      a directora do banco central em entrevista na tvs, defendeu a necessidade de se eliminar alguns zeros na nossa moeda como forma de controlar os preços (sem falar que a nível internacional é rídiculo o valor nominal da nossa moeda). contudo ela prórpia afirmou que isso acarreta um alto custo financeiro e que de momento não há consições para tal. enfim quem sabe daqui há uns 20 anos.
      o nosso malfadado leve-leve

      • Barão de Água Izé

        2 de Janeiro de 2014 as 21:03

        Cara Marlene; os nossos compatriotas ainda não perceberam que “leve-leve” deveria ser apenas no convívio com amigos, com a família, a saborear uma bebida a olhar para o mar e outras lentidões que amaciam a vida. No trabalho deveria ser “pressa-pressa”, mas para isso seria importante o exemplo de muitos dos nossos políticos.

  2. STP

    31 de Dezembro de 2013 as 9:07

    Desenvolvimento não se vê nos numeros, k os senhores e sehoras sabem muito bem manipular. O DESENVOLVIMENTO TEM K SER VISTO NAS PESSOAS, NO NÍVEL DAS CONDIÇÕES DE VIDA, NA SATISFAÇÃO DAS NECESSIDADES BÁSICAS.

    • Barão de Água Izé

      2 de Janeiro de 2014 as 15:59

      Caro STP; infelizmente ou felizmente os números estão em todo lado. São os números quando honestamente utilizados que provam a realidade. Como se medem as necessidades básicas? Não passa pelo rendimento que as pessoas têm/recebem? O seu salário não são números? Os políticos não gostam de números por que estes não têm conversa fiada.

  3. Libô Mucambú

    31 de Dezembro de 2013 as 9:22

    É uma constatação meramente técnica. Mas se quisermos ter a constatação real, isto é,ir ao mercado e ver como esta redução da inflação reflete na vida de cada cidadão, podemos dizer que é igual a zero! Em nada tem mudado o poder de compra dos cidadãos: os produtos da primeira necessidade cada vez mais caros, o transporte cada vez mais caro, os medicamentos cada vez mais caros, enfim, enfim… São vozes mais do que as próprias nozes: Flamaçon de pixe gôdô manda cama cha n’gamala! Os políticos andam convencidos com os números que muitas vezes são traduzem na prática aquilo que o povo deseja!

  4. Dadán

    31 de Dezembro de 2013 as 10:10

    Concordo plenamente com as ideias do Sr. Barão de Água Izé

  5. carlos alberto

    31 de Dezembro de 2013 as 12:09

    Viva S.Tomé e Príncipe.

  6. Patriota

    31 de Dezembro de 2013 as 12:13

    será que o nosso PIB reflete os recursos financeiros e outros doados pelos nossos parceiros de desenvolvimento? caso for desta maneira está mal contabilizado.o PIB deve ser contabilizado somente a nível do que o país produz internamente ou quem compra essas riquezas. PIB=I+C+G+E-I. gostaria que houvesse debates sobre a matéria.

  7. Dadán

    31 de Dezembro de 2013 as 14:42

    Meu caro Patriota

    Verifique bem a formula do PIB

    Ao invés de PIB=I+C+G+E-I

    PIB deve ser =I+C+G+E-M

    Força ai

    • Patriota

      3 de Janeiro de 2014 as 16:26

      meu caro DADAN muito obrigado, por lapso desse ser E-exportação menos M-importação.vejo que muitos estão atentos.

  8. feijoada

    31 de Dezembro de 2013 as 15:10

    Atenção a este pequeno paragrafo: ”Baixa histórica da inflação, subida significativa de reservas cambiais, que no entanto não atenuam fragilidades estruturais da economia nacional. Fragilidades que Maria do Carmo Silveira, considerou como sendo «profundas». Fuiiiii

  9. sn London

    31 de Dezembro de 2013 as 16:29

    Atencao que o fraco poder de compra pode reduzir a inflacao, o grosso do povo não tem dinheiro para gastar na economia, logo haverá menos dinheiro em circulação, consequentemente, baixa inflação.
    Obrigado

  10. Fia luxinga

    31 de Dezembro de 2013 as 19:22

    Meus caros compatriotas não façam confusão sem entender, Uma economia é constituída por Macroeconomia e microeconomia, na qual banco Central tem competência para implementar politicas da Macroeconomia que significa grandes agregados e são constituída por varias variáveis na qual posso citar algumas(PIB, Consumo dos particulares, consumos do estado, Investimento, Gastos, Exportações, Importações, Inflação, desemprego, reservas em moeda nacionais, reserva em moeda estrangeira, taxa de juro, taxa de cambio, etc, na qual duas destas variáveis evoluíram positivamente a nossa economia, mas isto não significa que as coisas estão bem temos de trabalhar muito para melhorar as que faltam, para refletir nos preço ainda falta muito, somente médio e longo prazo poderá refletir, isto se inflação não aumentar com as futuras eleições que se avizinha dada abundancia da moeda estrangeira no nosso mercado na qual uma parte são falsas

  11. O. Costa

    1 de Janeiro de 2014 as 14:05

    Meus caros, a comunicação da Governadora do BC não explica suficientemente o estado da economia de STP, não existe recomendação de políticas ao Governo. Fala da queda acentuada da inflação sem indicar os fatores que provocaram esta situação(embora seja uma boa notícia).
    Só para terem uma ideia, quando se fala de inflação, a primeira causa que vem à cabeça é dinheiro em excesso no mercado.Existe entretanto outras causas para o aumento no nível geral de preços. Por isso era bom saber se esta queda no nível geral dos preços teve a ver com escassez de dinheiro na economia ou provocada por outros fatores como a concorrência ou aumento da produtividade mais do que aumento de salário, diminuição nos preços das matérias-primas, etc, no entanto tratando de uma pequeníssima e débil economia como a nossa não me parece que seja nada disso.
    Era bom que as pessoas entendessem pelo menos de forma básica o significado de vários indicadores económicos que fazem parte do nosso dia a dia.
    Em condições normais tudo isso podia ser explicado através da lei da procura e da oferta. Se tem produto suficiente para dar resposta a procura, os preços estabilizam, se começa a faltar por motivos diversos, a procura é maior, a oferta diminui e provoca inflação.
    Quero com isso, apelar as pessoas para se interessarem pela economia, que será sem dúvida uma maneira de ajudarmos o nosso País que bem precisa.

    um bom para todos.

    • Barão de Água Izé

      4 de Janeiro de 2014 as 15:41

      A queda da inflação é sempre uma boa noticia?

  12. Leopaldo

    2 de Janeiro de 2014 as 9:28

    Todos os anos é a mesma coisa….nós os Santomenses já sabemos como ta a nossa economia….não era preciso a governadora vir a comunicação social com essa conversa….por outro lado quero questionar o seguinte: da onde vem o dinheiro no valor de 6 milhões de euro para a construção da vossa futura sede. Sabendo que o BC não produz receitas….

  13. ndie nobre

    16 de Março de 2014 as 12:03

    se delubria a população de tal modo que é de matar. o BC NÃO tem 1 departamento q trabalha a moeda( ex brazil ) atualmente se apresenta dds bonitos pr o FMI , BADE etc mas a situação real é oposta ou seja há um descolamento entre a economia real e a nominal. (
    (não há) circulação de moeda, havera eleições em breve, qm sabe se fara campanha c dolar pela situação atual da moeda no pais. Dps das eleições os preços vao subir tds sabem pk…aumento de inflação
    ai qr ver ql sera o novo preço pr tampa de óleo,caneca de sal,arroz, etc.se brinca de politica monetária nestas ilhas.
    povo pequeno ou morre ou mata…pk classe média já se foi..
    n adianta falar. espero bem q 1 dia qm tiver poder mude o cenário.

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