Economia

Falta de hábito de poupança provoca desperdício de novas ofertas de seguros

São largas centenas de pessoas, principalmente pescadores e palaiês que não contribuem para a segurança social e por isso mesmo ficam desprovidas da pensão de reforma na velhice. A SAT INSURANCE lançou o seguro “Futuro Tranquilo”, mas por falta de hábito de poupança, a grande maioria da população alvo não tem reagido.

Aguinaldo Vicente, Director de Agência da seguradora SAT INSURANCE, diz que dos três serviços lançados pela primeira vez no mercado financeiro, nomeadamente Seguro de Vida, Seguro Educação Escolar, e Futuro Tranquilo, tem um vasto mercado em São Tomé e Príncipe.

Os profissionais liberais, principalmente os pescadores, as palaiês(vendedoras de peixe e de outros produtos no mercado), e também agricultores, correm maior risco de ter a velhice comprometida. Tudo porque durante a vida activa não contribuem para a segurança social, consequentemente não beneficiam da reforma merecida.

Através do “Seguro Futuro Tranquilo”, a SAT pretende dar a essa grande franja da população são-tomense a oportunidade de poupar para garantir a sua reforma. «Em termos de aceitação o produto é algo, que muita gente precisa. No entanto para investir no futuro é preciso fazer poupança. Pessoas manifestam muito interesse mas no momento de pagamento…..», afirmou.

O Director, justifica a situação com a falta de hábito de poupança. «O produto não é caro, mas como não temos hábito de poupança, nunca o dinheiro é suficiente para investir no Seguro.  Esse é o grande constrangimento», acrescentou.

Há mais de um mês que a SAT INSURANCE lançou 3 novos produtos no mercado financeiro. Aguinaldo Vicente diz que apesar da falta de hábito de poupança a reacção do público é boa. «A receptividade é boa, mas o problema de sempre é a condição financeira do país», pontuou.

“Água mole pedra dura, bate até que fura”, seguindo esse ditado popular, a SAT, promete actuar junto as comunidades no sentido de mudar a mentalidade das populações. Despertar a consciência das famílias para a necessidade de poupança para garantir o futuro. « São pessoas que não contribuem para a segurança social. A ideia com o lançamento deste produto(Futuro Tranquilo) é atingir os palaiês, pescadores etc que não contribuem para a segurança social e que por esta via teriam uma forma de poupar para o seu futuro», concluiu.

SAT INSURANCE é uma companhia de seguros de direito Santomense, com um capital de um milhão de euros, regida pela Licença n.º LAS/RG N.º 001/2001, concedida pelo Banco Central de São Tomé e Príncipe no dia 16 de Novembro de 2001.

Integra o grupo SAAR que conta com 10 companhias de seguros no continente Africano, nomeadamente SAAR e SAAR_VIE nos Camarões, SAFAR no Chade, SAT em São Tomé, EGICO S.A. na Guiné Equatorial, SAARB no Benin, ROYALE Assurances na República Democrática do Congo, SAAR-VIE no Senegal, SAARL na Libéria, e a SAAR na Guiné Conakry.

A SAT INSURANCE, tem suporte do Banco  Afriland First Bank, também de capital maioritário camaronês, baseado em vários países africanos, assim como em França e na República Popular da China.

Resseguradoras de renome internacional, dão cobertura a SAT INSURANCE, nomeadamente a MUNICH-RE de Alemanha, SCOR-RE de França, SUIÇO-RE da Suíça CICA-RE dos Camarões, e  ÁFRICA-RE  da Costa do Marfim.

Téla Nón

    16 comentários

16 comentários

  1. ceita pontes

    4 de Abril de 2014 as 3:20

    eu vou fazer este seguro!

  2. Piter Bota

    4 de Abril de 2014 as 8:45

    A SAT Insurance tem seguro de VIDA?
    Me parece que, a Licença apresentada não concedem este direito.
    Onde andam os responsáveis de Supervisão do Banco Central de São Tomé e Príncipe?
    Estão a dormir?
    Acordem.
    Consultem o site do BCSTP.
    Obrigado, o atento

    • Patriota

      10 de Abril de 2014 as 1:04

      Respondo:
      A SAT tem licença de seguro de vida sim.
      Agora, em relação a esses produtos novos, depende muito da poupança sim, mas depende muito mais da cultura das nossas populações.
      Portanto, mesmo,aqueles que tem alguma poupança, se não estiverem bem informados para entenderem os benefícios desses seguros, não vão subscrever esses seguros. Porconseguinte, acho que não só a SAT, como o próprio Governo, devem encontrar formas de ensinar o povo a utilizar os seguros. As pessoas não nascem sabidas.
      Fui!

  3. Eterno Madiba

    4 de Abril de 2014 as 9:23

    «Falta de hábitos de poupança». Quem não tem não pode poupar!

  4. Nunha QN

    4 de Abril de 2014 as 10:27

    Que tal promoverem workshops e seminários endereçados aos pescadores e palaiês? Poderia ser uma forma de explicar as condições do seguro e tirar todas as dúvidas que essas pessoas provavelmente têm. É preciso confiar num seguro para poder aderir.

  5. Lede di alami

    4 de Abril de 2014 as 11:46

    SAT Bandi, segura e depois larga, quem tem segura…porque nao investir nas pesca ou na agricultura, assim podia dar empregos a muitos pequenos, ao inves de querer tirar do povo o pouco que tem.

    • Patriota

      12 de Abril de 2014 as 6:14

      Credo!
      Deus todo poderoso perdoa a tua santa ignorância.
      És mais um que deve participar em workshops e seminários para saber o que é seguro, para que serve e que benefício ele traz aos segurados.
      Não é pecado perguntar. Faz perguntas e esclarece-te.
      Seu ignorante!

  6. Libertador

    4 de Abril de 2014 as 11:56

    Como Diretor da Capitania que coordena essa classe de pescadores vamos dar início a uma grande campanha de recenseamento da população precatória e isso poderá nos ser muito útil no trabalho de sensibilização.
    Estamos aberto para mais esclarecimentos

  7. arelitex

    5 de Abril de 2014 as 18:15

    senhor Aguinaldo Vicente . existem pessoas que se enganam na porta da sua casa . mas o seu engano nem têm medida . .o senhor enganou-se no país .em STP a maior percentagem das famílias vive no limite .ou seja com muitas dificuldades . quase que o dinheiro nâo dá para comer ,quanto mais para poupar . os produtos podem ser os mais interessantes deste mundo . mas acaba por nâo ter interesse num país com salários muito baixos .

  8. Zosé Lové

    7 de Abril de 2014 as 9:55

    Algumas vezes, devemos parar para reflectir, o porquê que o nosso vizinho está a enriquecer e nós não…
    Na verdade, ele que você diz que nunca lhe viu na festa nem nas cervejas, sabe o porquê, e conhece o que realmente é importante para ele.Se a nossa família realmente é a coisa mais preciosa que temos, ainda que apertássemos o cinto, devemos poupar pensando no futuro.
    Por isso acho que embora estando em S.Tomé, devemos incentivar as pessoas para ter uma cultura de poupança.

    • Miguel Sousa

      15 de Maio de 2014 as 11:40

      o vizinho esta enriquecer porque e deputado e rouba,essas seguradoras so sabem roubar. Pagas agora e na altura que precisas eles sempre tem desculpas para nao pagar.Quem anda pendurado e sem cinto nao pode apertar nada.

  9. H20 - anedota de Bocage

    7 de Abril de 2014 as 10:06

    o dinheiro que a maioria ganha, da apenas para fazer seguro de morte. Criem este ramo de seguro e os frustrados farão rapidamente este seguro, já que são a maioria da população.

  10. catia

    7 de Abril de 2014 as 15:44

    este pais e mesmmo de ***** querem q eles poupem sabendo q nem lhes dao o merecido valor,querem e por as maos no guito dles e coitados que nem tem.

    • Patriota

      12 de Abril de 2014 as 6:19

      Querida Caty,
      Presta atenção: os pobres, podendo fazer seguro, em caso de sinistro, sentirá muito mais benefício do seguro do que os ricos. Para além disso, seguro não é coisa de rico, mas sim de qualquer pessoa que pensa no futuro.

  11. eugenio da mata

    13 de Maio de 2014 as 9:56

    Eu até faria esse seguro, mas só de saber que alguns socios desta empresa já eram ou são governantes de S.Tomé me desencoraja.

  12. Vargas Cardoso

    29 de Julho de 2014 as 15:25

    Põe lá o dinheiro, mais tarde aquilo abre falência e lá se foi o investimento. A ideia é esta.
    Cambada de malandros.

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