Política

AFRICOM não terá bases em África

O comando das forças armadas dos Estados Unidos para África não terá bases no continente negro, mas sim continuará a funcionar a partir de Estugarda-Alemanha. O anúncio foi feito na última semana pelo número 2 do comando unificado do exército americano em África, baseado em Estugarda. A instalação do comando das forças norte americanas no território africano, gerou muita polémica nos últimos tempos. Potências africanas como a Nigéria e a África do Sul rejeitaram tal projecto.

Em declarações a RFI, o embaixador Antony Holmes adjunto civil do general William Ward  que comanda a AFRICOM, disse que o comando baseado em Estugarda vai lá ficar e por tempo indeterminado.

Criado em 2007, há muito tempo que os Estados Unidos desenvolviam uma forte ofensiva diplomática no continente africano para permitir a instalação do seu comando no solo africano. Segundo a RFI, países como a Libéria, Etiópia e o Senegal, manifestaram interesse em ser a sede do Estado Maior General das forças americanas em África.

Por outro lado potências militares e económicas de África como a Nigéria e a África do Sul, reagiram contra temendo uma presença efectiva e duradoura do exército americano em África.

O projecto de transferência do comando americano instalado em Estugarda para um dos países africanos, acaba por ser substituído por outra acção prioritária na política externa americana para o continente africano. Trata-se da realização de programas de cooperação militar.

Neste programa o destaque vai para a luta contra as bases da Al Qaida no Magreb Árabe, e a luta contra a pirataria no golfo d´Aden e no Golfo da Guiné.

Os Estados Unidos têm apenas uma base militar no continente africano, mais concretamente no Djibouti.

Note-se que São Tomé e Príncipe, é um dos países alvos da cooperação americana. É o principal parceiro na construção da unidade da guarda costeira. Também transformou São Tomé e Príncipe no centro de vigilância marítima da zona do golfo da Guiné. Para isso os Estados unidos instalaram no arquipélago três sistemas de radares de ponta, que permitem o controlo de toda a movimentação de navios tanto no golfo como na zona económica exclusiva do arquipélago.

Abel Veiga

    1 comentário

1 comentário

  1. Pensador

    24 de Maio de 2010 as 11:38

    que abram os olhos com estes americanos…antes que formem mais um guantamo em sao tome

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