Política

“Está a chegar a hora da partida”

Declaração do Presidente da República, Chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas, Fradique de Menezes(na foto – Juramento de bandeira no ano 2002), na despedida aos militares na parada do Quartel-general das Forças Armadas. Fradique de Menezes denunciou que o golpe militar de 2003 tinha mãos políticas.

O mandato de Fradique de Menezes, como Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas, termina este sábado, 3 de Setembro.

Foi despedir-se das forças armadas que comandou nos últimos 10 anos. Mas nem tudo foi mar de rosas nas relações com os militares. Em 2003 os militares pegaram em armas contra o poder instituído. Pela primeira Fradique de Menezes, denuncia manipulação política por detrás do golpe de 2003. «A manipulação política também chegou a esta instituição. Alguns militares esqueceram-se da isenção a que estavam obrigados. Violaram os sacrossantos princípios da instituição militar e praticaram actos registados vergonhosamente no princípio desta instituição. Tivemos que agir rápida e excepcionalmente para resgatar esta instituição indispensável da nossa soberania, as nossas forças armadas», declarou o Presidente da República cessante.

Fradique de Menezes fez questão de homenagear verbalmente, duas figuras que tiveram papel determinante na reposição do mando nas fileiras do exército, e na evolução do processo de reestruturação da instituição militar ainda em curso. «Neste esforço colectivo destacaram-se duas figuras. O Tenente-coronel Oscar Sousa ministro da defesa de então e o actual comandante do exército o Tenente-coronel Idalécio Pachire, com esforço e abnegação em prol da causa das forças armadas. Não poderia deixar de render uma homenagem particular a estas duas personalidades, por tudo o que incansavelmente fizeram», frisou.

Apesar do momento difícil e atribulado que o país viveu em 2003, Fradique de Menezes deixou uma marca diferente nas relações com os militares. Não houve vingança, nem perseguição contra os militares que se envolveram na intentona golpista. «Mas não ficaram rancores. Retomamos as relações e cá estamos hoje para este último aperto de mãos. Para este último abraço», pontuou.

Na sua última revista as tropas em parada no quartel-general, o ainda comandante Supremo das Forças armadas, destacou o bom relacionamento que manteve com a instituição militar, tendo sido o promotor da presença pela primeira vez na história do país, de mulheres nas fileiras do exército. «Deixarei no próximo dia 3 de Setembro as funções de Presidente da República. Durante 10 anos fui o vosso comandante em chefe. Não poderia ir-me embora sem despedir-me de vós», concluiu.

Inauguração de mais uma infra-estrutura social para os militares. Uma lavandaria financiada pela cooperação portuguesa, marca a despedida de Fradique de Menezes como comandante supremo das Forças Armadas de STP.

Abel Veiga

    9 comentários

9 comentários

  1. Mario da Costa

    30 de Agosto de 2011 as 13:47

    Fradique amigo o povo está contigo!!

  2. Valentim Cravid

    31 de Agosto de 2011 as 6:47

    Xé, só a farda do Fradique.

  3. MALDINHA

    31 de Agosto de 2011 as 10:24

    ISTO NÃO SERÁ UM ADEUS, MAS SIM ATÉ BREVE FRADIGUE ESTAMOS CONSIGO UM ABRAÇO

  4. imparcial

    31 de Agosto de 2011 as 13:56

    já podia ter ido a bué. Adeus VIAJANTE.

  5. Esperanças Renovadas

    31 de Agosto de 2011 as 16:51

    Caro(as) Senhor(as) e amigos(as),
    Não resistindo a tentação desta notícia enchi-me de alegria pela positiva para aplaudir estas duas inicitivas.É de louvar este gesto e há que dar o mérito a atitude do Presidente da República cessante, na hora da partida num acto público desta dimansão, pelo menos no que se refere o seu lado humano e a forma como soube gerir este conflicto de interesses que, infelizmente oposeram os militares contra os alguns orgãos de soberania, nomeadamente a questão de golpe estado em 2003. É a minha convicção de que,na vida como na política não pode haver lugar para ódios nem rancores.Por outro lado,a ajuntar todas estas mobilizações de meios e das vontades praticadas pelo PR que vai embora,leva-me a concluir que tem sido para o inquelino do Palácio côr-de-rosa um tremendo contra-relógio para deixar alguma imagem de marca e de saudades na sua qualidade de gestor das instituições democraticas que vai ficar na fotográfia.Por outro lado, quero focar a minha analise a propósito da forma como se tem multiplicado as intensas apariçoes públicas de Fradique de Menezes,naquilo a que se pode chamar de ultimas e os dados a reter ao longo da sua trajectória é de que, na hora de Adeus, tudo serve de pretexto para agradar os mais destraídos e isto faz subir adrenalina e aumentar anciedade para sair em grande.Convem aquí referir que,estas qualidades são próprias de qualquer ser humano e a história da humanidade já o demonstrou.O meu apelo vai no sentido de que o novo morador da casa que é de todos nós, venha com a alma lavada, o espírito aberto com sentido de estado para dar um outro rumo ao País.
    Outrssim,espero que mandato seja coroado de exitos e que marque a diferênça ou seja,eu explico:Já é um dado adquirido que o Pais precisa de um PR, que exerça uma magistratura de influência sem pôr de lado as suas competências e atribuições de um chefe de estado,despido práticas de populismo exagerado, apenas e só de um homem vestido de vontade de servir e que transporta consigo uma farda de guardião da democrácia,de provedor,de moderador,de um orgão unipessoal e sobretudo de uma figura de consenso e actuante na busca de soluções credíveis que possam permitir “SOMAR”,trazendo valores acrescentados e inicitivas de acordo com a emplementação de projectos e medidas que visam promover o desenvolvimento e melhorar a vida das populações mais desfavorecidas e vulneráveis do País em consonancia com o executivo que está em funções e com os partidos políticos com assento parlamentar,a Assembleia Nacional,bem como,todos os orgãos de soberania e a sociedade Cívil e não “SUBTRAÌ-LAS”,apesar dos constragimentos e das limitações que a nossa Constituição da República lhe coloca, de modo a não defraldar as expectativas do eleitorado que nele apostou.Acredito que é possivel e penso que o novo inquelino preenche os requisitos de um verdadeiro estadista.Ao terminar este meu modesto comentário, gostaria de deixar aquí esta nota e uma palavra de reconhecimento a todos quantos tornaram possível a edificação de mais uma infra-estrutura de caracter social no País na certeza de que esta tarefa não se limita apenas ao estado,mas sim, a todas as forças vivas da nação. E para que saibamos fazer o seu o bom uso,eis o conselho e a mensagem de hoje:”Vamos criar valores para dignificar o homem Sao-Tomense. Estão de parabens o Ministário da Educação de STP, a comunidade estudantil de Ensino Secundário do distrito de Mé-Zochi pela aquisição deste espaço,cujo papel é a educação e formação da sociedade”.Um bem haja p/STP.Cordeais saudações!E.R.

  6. D.João, Quinto nome da tabela real

    1 de Setembro de 2011 as 12:28

    Já devia ter sido à cinco anos atrás, era menos cinco de retrocesso.

  7. LEGUÉ PÉ SÓN!!!

    2 de Setembro de 2011 as 8:24

    Felicidade e boa sorte SR.PR

  8. LEGUÉ PÉ SÓN!!!

    2 de Setembro de 2011 as 8:24

    Felicidade e boa sorte SR.PR

  9. LEGUÉ PÉ SÓN!!!

    2 de Setembro de 2011 as 8:24

    Felicidade e boa sorte SR.PR

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