Política

Os fundamentos da proposta do Presidente da República para diálogo nacional

Na reunião com os partidos com assento parlamentar, o Presidente da República apresentou os fundamentos da sua iniciativa de promover um amplo diálogo nacional que envolva as forças políticas e a sociedade civil. Os argumentos de Pinto da Costa convenceram os partidos com representação parlamentar, apesar de alguma contestação da ADI. 

INTERVENÇÃO DO PR NA REUNIÃO COM OS 4 PARTIDOS

“Queria, em primeiro lugar, começar por agradecer a vossa presença e a resposta positiva ao meu convite para esta reunião alargada entre todos os partidos com assento parlamentar.

Como referi sucintamente no convite que enderecei às diferentes direcções partidárias aqui representadas este convite resulta da constatação da existência de uma “convergência das forças políticas, sociais e económicas sobre a necessidade de promover os consensos necessários a vencer os principais constrangimentos ao desenvolvimento do país”

Desta constatação resultou a minha firme convicção de que é necessário realizar uma iniciativa que promova, através do diálogo, os consensos necessários para que se realizem as reformas estruturais que o país precisa para dar o salto qualitativo rumo a um desenvolvimento acelerado ao serviço da melhoria das condições de vida de todos os Santomenses, sobretudo dos mais desfavorecidos e que vivem diariamente o flagelo da pobreza.

Recordo a este propósito o que afirmei na minha tomada de posse em 2011:

“Encontrar o caminho do desenvolvimento e do crescimento económico de modo a vencer a pobreza é o grande desígnio que quero lançar à nação santomense, desde o primeiro momento do meu mandato.

É um desígnio que a todos deve envolver e que não deve ser visto como assunto partidário ou do governo – trata-se do verdadeiro desígnio nacional.

É necessário estabelecer prioridades e consensos para que cada um, em cada sector de actividade, se sinta motivado para esta luta e este combate que, todos têm que estar conscientes, será longo e muito duro”.

Esta continua a ser e será sempre uma das principais prioridades no exercício das minhas funções.

É por isso que, no âmbito da magistratura de influência que cabe ao Presidente da República desenvolver e dando resposta aos sucessivos apelos à intervenção do Presidente da República formulados ao longo destes pouco mais de dois anos de mandato, quer por todos os partidos políticos, sem excepção, quer, em geral, pelos representantes das organizações da chamada sociedade civil, decidi propor e promover um “diálogo nacional sobre o futuro do país” de modo a que, através deste, como repetidamente tenho afirmado, se procure encontrar soluções consensuais com um horizonte que ultrapasse os ciclos eleitorais.

É minha convicção que o diálogo é um instrumento fundamental para que, no quadro do regime democrático e no legítimo confronto de ideias que o caracteriza, se encontre, de uma vez por todas, um núcleo fundamental de consensos que permita ao país realizar as reformas estruturais indispensáveis para São Tomé e Príncipe entrar definitivamente no caminho do progresso, independentemente de quem exerce o poder em nome da soberania do povo cuja vontade se irá expressar nas urnas em 2014.

É meu entendimento que os partidos políticos como pilares essenciais do regime democrático, cujo aprofundamento e aperfeiçoamento, deve ser, em nome do superior interesse nacional, uma prioridade permanente e constante, devem desempenhar um papel central na organização e no modelo a seguir para a concretização deste “diálogo nacional sobre o futuro do país”, no pressuposto de que o diálogo e a procura de consensos, em democracia e seja qual for a conjuntura, nunca é uma perda de tempo.

Antes pelo contrário, o diálogo e a expressão em concreto, do que chamaria um máximo denominador comum para o progresso, serão importantes contributos para credibilizar a classe política, valorizando as naturais diferenças entre cada um, promover o debate de ideias e mobilizar os cidadãos para os actos eleitorais que se aproximam.

Um diálogo que deverá ser franco e aberto, sem assuntos tabus, virado para o futuro evitando os erros do passado, e orientado para a resolução em concreto dos reais problemas das pessoas.

Nesta primeira reunião gostaria de ouvir, desde já, a vossa posição, sugestões e opiniões sobre as modalidades possíveis para a realização desta iniciativa, nomeadamente quanto à constituição de uma comissão encarregue da sua promoção e concretização”.

    12 comentários

12 comentários

  1. Santidade

    2 de Dezembro de 2013 as 11:25

    Muito bem Senhor Presidente.
    Verdadeira posição de um Homem de Estado em Democracia.

  2. homem honesto

    2 de Dezembro de 2013 as 11:28

    Não foi isso que foi dito no encontro.
    Como é que vamos criar uma linha mestre para acabar com a probreza com um governo que não foi legitimado pelo povo.
    Esse governo não tem compromisso com o povo é por isso que estamos como estamos.
    O melhor é marcar as eleições depois dos resultados das eleições e governo legítimo ter esses encontros para o melhor servir o Páis.

  3. Me Zemé

    2 de Dezembro de 2013 as 12:01

    Com muito respeito que tenho para o sr presidente, o que tenho a dizer que essas iniciativas não produzem nenhum efeito prático, e pela experiência acumulada já devia saber. São coisas para passar o tempo.

  4. socolomesso

    2 de Dezembro de 2013 as 14:37

    Não consegui ver qualquer fundamentação válida para o consenso nacional, mas sim dizeres que dos quais estamos cansados. Pensei que se falaria em nos portos de acordo com relação aos grandes desígnios nacionais, como democracia, sistema de governo, tolerância política, política inclusiva dos partidos k vierem a ganhar as eleições, ponto em primeiro plano a competência, desenvolvimento econômico, que vias e opções, projetos extruturantes que ser executados independente de governo estiver no poder, há tantas coisas a tratar, que só será possível se todos formos chamados sem qualquer discriminação.

  5. Justiça

    2 de Dezembro de 2013 as 15:18

    Esses fundamentos são infundados! Qualquer acordo deve ser depois das eleições! Sr PR, com o devido respeito, a sua magistratura de influência não tem qualquer sentido neste momento político. Talvez há um ano teria tido espaço. Haverá outro momento, se calhar,mas agora não!

    • Como?

      3 de Dezembro de 2013 as 8:49

      Seria há um ano quando havia um primeiro ministro que não ouvia ninguém.

    • conobia cumé izé

      3 de Dezembro de 2013 as 10:19

      Tenho certeza que as forças vivas da nação não pode esgotar-se apenas nos partidos do banho representado na Assembleia nacional, de gentes altamente corruptos. Não podemos esqueçer das confissões religiosas,comunidades agrìcolas e pescatórias, quadros nacionais, santomenses na diáspora, e outros organizações da sociadade civil como os sindicatos,partidos sem assento e outros, teem que necessariamente emitir uma opinião vinculativa sobre o futuro colectivo do país. PR Pinto da Costa em 1989 fez a conferencia nacional que trouxe o regime multipartidário e democrático. A democracia não pode nem deve aceitar grupos altamente perneciosos e organizados em aves de rapina. Este desígnio é nacional. Precisamos repensar em conjunto STP. Força PRESID.PINTO DA COSTA, o Povo de STP agradece… Fui

  6. António Menezes

    3 de Dezembro de 2013 as 10:02

    Sabem de uma coisa, antigamente , nas escolas fazia -se analise dos discursos do presidente, ora ele diz e esta escrito no seu discurso, passo a citar,” Recordo a este propósito o que afirmei na minha tomada de posse em 2011:

    “Encontrar o caminho do desenvolvimento e do crescimento económico de modo a vencer a pobreza é o grande desígnio que quero lançar à nação santomense, desde o primeiro momento do meu mandato.”
    Essas palavras estão tão vazias, pois o que passa na realidade não é assim. Vejamos, vencer a pobreza é arranjar tachos para os do MLSTP e PCD. Será que isso é desenvolver o Pais? Sera que temos de ir todos para o MLSTP?
    Não acredito , depois de todos esses anos, deslapidando o Pais, como podem essas mesmas pessoas salvar o Pais? Nada… estão a enganar as pessoas.

  7. Kuá flogá

    4 de Dezembro de 2013 as 11:01

    Esses lacaios do A.D.I. pensam que S.Tomé e Príncipe é do pai do Patrice, que é só deles por isso eles querem estar sozinhos para depois vender o país aos estrangeiros como ele. O homem diz que quer eliminar todos os comerciantes santomense para ser dono da política santomense, por isso tem enviado estrangeiros com grandes poderes económico para abafar os nacionais. Os nacionais em sua terra não teem direito, afinal nascemos aqui! nossos pais, avós, bisavós morreram escravizados, acorrentados, chicoteados para que hoje fossemos livres, porém alguns gatos pintados querem vender o nosso país de novo, “a scá kiá lato maji nén quessé cuma lato cá lentlinén mala fono lopa lóló, bila cumé inén dedo suzu, pena sá anju Dessu.” Terra e Povo está cansado de pessoas sem pudor, de terrorista,traficante, e ditador, Senhores, poupem S.Tomé e Príncipe e o seu Povo.

    • socolomesso

      5 de Dezembro de 2013 as 18:51

      Enfim. Como um comentário deste seio de ódio pode passar. Isto é apelo ao ódio, o Sr deve ser extrema esquerda. S. Tome e Príncipe é de todos que a querem bem. Abaixo o ódio.

      • socolomesso

        5 de Dezembro de 2013 as 18:52

        “cheio “

    • Eterno Madiba

      17 de Dezembro de 2013 as 12:38

      Eu não pertenço qualquer família Trovoada. Mas pautemos pela verdade. O senhor escreve num tom xenófobo que não deve dar coisas de S.T.P aos estrangeiros! Então vejam o estado da cervejeira ROSEMA. Está nas mãos dos santomenses. Hoje uma cerveja na praça custa 25.000 dobras. Mais de 1€.Há quatro anos qual era o preço de uma cerveja? É a situação que os santomenses que o senhor teima em defender querem colocar S.T.P. E não duvido que o senhor faça também parte deste grupo de roedores, por isso tem que os defenser. Cuidado, o peixe morre pela boca. E há momentos em que deviamos estar calados. E para o seu caso perdeu uma bela oportunidade!

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