Política

Jovem de Caué deu exemplo de como o clientelismo político tem corroído a sociedade são-tomense

No quadro do tema do Diálogo Nacional, referente a promoção da democracia e  do desenvolvimento económico e social do país, um jovem de Caué, formado em Direito deu exemplo prático de como é importante o país sentar e dialogar para extirpar do seu seio males que o enfermam mortalmente.

Baltazar Quaresma, jovem habitante da cidade de Angolares no sul da ilha de São Tomé, formou em direito na Universidade Lusíada de São Tomé. Conseguiu a formação com apoio do ex-Presidente Fradique de Menezes.

Não confessou publicamente, mas nas suas palavras deixou claro que é militante do partido de Fradique de Menezes o MDFM. Na sua intervenção na reunião com o Presidente da República na cidade de Angolares, disse que tentou trabalhar na Câmara distrital de Caué, mas não teve hipóteses, mas numa segunda tentativa conseguiu ser enquadrado na autarquia local.

No entanto antes disso, soube que a Assembleia Nacional, estava a recrutar estagiários para os seus serviços. Importante é o facto de na sua proposta de candidatura para estagiários, o parlamento ter dado preferência aos jovens dos distritos de Lembá e Caué. «Inscrevo para o estágio, e os documentos do Baltazar chegam as mãos do Presidente da Assembleia Nacional. Este liga para alguém no distrito de Caué e pergunta… Baltazar é de que partido? E dizem olha o Baltazar é do MDFM, é o homem do MDFM, mas ele apoia esse partido porque gente do MDFM, ajudou-lhe bastante.  No entanto o Presidente da Assembleia Nacional, liga para outro indivíduo do MLSTP no distrito que o diz….. olha aquele não, aquele não serve para nós… , e pronto a minha hipótese de estagiar caiu por terra, ….como é que se pode falar de democracia nestas situações?», interrogou.

O jovem disse que «alguns de nós somos políticos falsos». Condenou o clientelismo político, e considerou que a semelhança de muitos jovens e não só, foi alvo de exclusão. Uma situação que choca com a necessidade de união para o país progredir.

Contestou o facto de as pessoas terem acesso ao emprego e outras oportunidades, não pela competência técnica ou profissional, mas apenas pela coloração política.

O caso de Baltazar Quaresma é um exemplo prático, da importância do Diálogo Nacional e dos temas nele inscrito. A sociedade são-tomense está enferma de vícios, clientelismo, rancores e outros males cujo tratamento só pode ser encontrado com diálogo e na concertação.

Abel Veiga

    13 comentários

13 comentários

  1. Nossa gente

    4 de Março de 2014 as 1:01

    De facto, o maior problema de STP centra-se na questão política. Já não se fala de mérito nos concursos públicos, pois o clientilismos político está a cima de tudo, francamente. Mas isso vai ter que acabar nem que seja pela violência, eu pessoalmente estou pronto para efeito.

  2. Original

    4 de Março de 2014 as 7:33

    Na nossa sociedade há uma lista infindável
    de Baltazar.

    • angustiado esperancoso

      10 de Março de 2014 as 16:24

      ESte Baltazar nem chegou a mostrar a sua competencia interesse no progresso do Pais e da sua vida pessoal.Sendo ele jovem cheio de dinamismo.Muitos Baltazares, que estiveram sobretudo na direcao de certos servicos e gabimetes deste pais e que desempenharam as suas funcoes com proficionalismo chegando a causar impactos positivos e visivel a nivel internacional o que fizeram deles? Foram atirados de forma mais brutais e substituidos por incompetentes, desses ja acima referido que nem sabem fazer um relatorio. SO Porque sao do partido no poder.E o PAIS QUE TEMOS. So com cristo!

  3. Eterno Madiba

    4 de Março de 2014 as 7:51

    Este país só dá para isto. Montes de individuos, logo pela manhã, sentadinhos como se não tivessem mais que fazer. Que vão criar cabra, porcos, plantar bananeiras, não seria um bom começo de diálogo nacional?

  4. Mé pó Feladu

    4 de Março de 2014 as 8:30

    a começar do presidente da republica olha para o seu gabinete, ele quer união como se Baltazar tivesse concorrido um estagio a nível palácio também lhe seria negado pq não é da familia

  5. Maria silva

    4 de Março de 2014 as 9:29

    O pior é que tds sabemos destas atrocidades, uma terra que nao existe concurso publico, o engraçado é que estes pilantras ( governantes ) estao sempre com dialogo de demagogia e a falar de desenvolvimentos. So sei que com esta maneira de governaçao vamos estar sentados e ver progresso e desenvolvimento á passar ao lado bem longe de nós!
    Fico revoltadissima!!!
    Senhor /senhora nossa gente concordo consigo, no seu ultimo paragrafo.

    • Pavão

      4 de Março de 2014 as 14:03

      Há muitos exemplos de Baltazares no nosso país. Basta ver para dezenas de Baltazares do ADI que estão só a espera que Patrice Trovoada chegue ao país para lhes dar um tacho. Não são capazes de reagir, estão sentadinhos em casa a receber mesada de Patrice Trovoada, esperando que ele mal chegue ao país lhes dê um tacho como ministro, como director, como chefe de serviço, como conselheiro. Basta olharmos para nossa volta aqui na cidade de S.Tomé. Alguns até passam a vida nos computadores a participar nos fóruns de faceboock. São estes os nossos Batatazares. O MLSTP também tem os seus Baltazares. O MDFM também tem os seus Baltasares. O PCD também tem os seus Baltasares. Como é que o país pode avançar assim? Estes jovens não podem fazer outra coisa para o país senão ficaram a espera do Patrice Trovoada e de outos líderes partidários para poderem ter alguma ocupação?

  6. zeme Almeida

    4 de Março de 2014 as 13:16

    É este partido,o {MLSTP/PSD que pensam ser os dono de STP!O presidente Pinto da Costa foi claro consigo mesmo e acertou nas suas palavras em afirmar que o seu proprio partido leva na mente que STP sao suas propriedades.Ninguém tem duvidas disto?Haver vamos

  7. Barão de Água Izé

    4 de Março de 2014 as 18:18

    Caro Baltazar: Pena no seu curso não lhe terem dito que não compete ao Estado promover emprego.
    Baltazar devia lançar-se na advocacia privada com profissional liberal e não ser mais um a pensar que o Estado tem que criar empregos para toda a gente.

  8. manuel soares

    4 de Março de 2014 as 20:30

    Baltazar foste infeliz trabalha rapaz cresce e apareça, não vai por este caminho, trilha o caminho de privado e não fies muito nesta gente(os políticos) mostra a sua valência sem ser boys e defender job for the boys

  9. Seabra

    5 de Março de 2014 as 2:08

    De facto…éis o grande mal na nossa África. Éy claro, que STP não escapa à este mal que ruína as: política, à sociedade e ataca às nossas sociedades, cuja à CORRUPÇÃO faz parte integrante do nosso decadente sistema ! O clientalismo ,é à consequência deste péssimo funcionamento que orienta os partidos políticos… DEMOCRACIA, é 1 palavra vã, sem sentido , empregada à TOA, utilizada sobretudo pelos + viciados e perversos do sistema. À política levada por esses indivíduos , é sem dúvida “narcissique”, pessoal, perigosa, injusta…é uma verdadeira paralisia para o desenvolvimento do país , um mal estar para o povo…enfim ! É o que faz claudicar , à vida política e social de um país, seja ele pequeno ou grande. Cada um vai tirando brasa para o proveito individual , à seguir , do partido, sem nunca assumir à catástrofe provocada…à desgraça.

  10. augusta quaresma

    5 de Março de 2014 as 8:21

    Pois,o Baltazar por não ser filho desta terra terá de ir cultivar a roça?O nosso país está condenado devido a esta política desses políticos. Falsos concursos públicos.O coitado gasta dinheiro para juntar os documentos que vão todos ao lixo.Todos nós sabemos qual o mal do qual padesse o nosso país.Gente com formada e com competência subordinada a chefes que nem redigir um documento sabe.Isto não tem fim, e se deste diálogo resultar decisões vinculativas, será o fim da nossa sociedade. Porque se primeiramente não houver leis sérias para revolucionar a política de concursos públicos e nomeações, nada feito.Só com trabalho sério dentro de cada setor, sem segregações, com a valorização da competência é que se poderá posteriormente falar de diálogo de reconciliação. Nenhum diálogo resultará enquanto vigorar a INJUSTIÇA NESTE PAÌS.

  11. Aventureiro da Ilha

    5 de Março de 2014 as 16:38

    Ó caro amigo, isto que aconteceu contigo não é uma gota de água no oceano. Antes de ti, coisa idêntica já aconteceu, também com alguns técnicos formados. Se tu não fores do MLSTP, não tens direito nesse país, embora tenhas lá nascido,embora os teus avós tenham sofrido no outrora, para que este país conquistasse a sua liberdade. Eu não sabia, que quem não fosse deste partido, mesmo tenha nascido, e vivido nesse país, mesmo com a formação não tem direito à um trabalho. Coisa mais caricata! Afinal, tomamos a independência somente para aqueles que são do MLSTP? Isto não foi dito no Acordo de Argel. Até porque naquela altura não existia o MLSTP. O que existia era o CLSTP (Comité para Libertação de S.Tomé e Príncipe). O Aventureiro da Ilha não pertence nenhum partido. Mas, é a pessoa que sofreu e sofre na pele, depois de dar toda a sua vida em benefício desta terra. Um conselho amigo: Trabalhemos com consciência, porque Deus proverá. Não devemos construir riqueza no telhado de vidro e gozar com os outros.Boa Sorte para todos que pensam que são donos absolutos deste país. Jesus fará justiça.

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