Enviado da ONU reage ao novo impasse político na Guiné-Bissau

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Miguel Trovoada apela ao respeito da lei após nomeação do novo chefe do governo ter sido declarada inconstitucional; declaração do representante do secretário-geral teve lugar num encontro com jornalistas em Bissau.

 

Miguel Trovoada. Foto: ONU/Yubi Hoffmann

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

O chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, disse esta sexta-feira que espera que a situação do impasse político não perdure no país.

A reação de Miguel Trovoada ocorreu numa conferência de imprensa em Bissau,  na sequência da demissão do recém-nomeado primeiro-ministro Baciro Djá.

Nomeação

A medida seguiu-se ao acórdão do Supremo Tribunal guineense que declarou inconstitucional o decreto da sua nomeação como chefe do governo.

“A Constituição diz que nomeia-se o primeiro-ministro tomando em conta os resultados eleitorais e trata-se das últimas eleições legislativas que tiveram lugar em 2014. Portanto, é esta a orientação mestra do presidente da República na designação do primeiro-ministro”.

Consequências

Trovoada apelou ao respeito pela legalidade constitucional na nomeação do novo chefe do governo e qualificou de incidente de percurso o atual momento político.  O  representante disse que o importante é que tais incidentes não levem a situações irreversíveis com consequências desastrosas.

Para Miguel Trovoada esta é uma fase de crescimento, maturação e aprofundamento da democracia no país. Ele apontou a constituição, as leis, o diálogo e o consenso como vias de resolver a crise.

Acórdão 01/2015

Baciro Djá foi nomeado através do decreto 6/2015, em substituição de Domingos Simões Pereira, que chefiava o governo demitido pelo presidente José Mário Vaz em agosto.

O país está sem um governo há um mês, facto que preocupa o também representante do secretário-geral da ONU. Trovoada disse esperar que a situação seja ultrapassada o mais rápido possível, minimizando o impacto no país e nas populações.

Consequências

“Espera-se que essa situação não perdure porque ela poderá ter danos muito importantes para o povo da Guiné-Bissau. Que se encontre rapidamente uma solução que faça restabelecer a estabilidade a ordem para que o país prossiga o seu processo de desenvolvimento”.

O presidente da Guiné-Bissau participa este sábado numa cimeira da Comunidade dos Estados da África Ocidental,  Cedeao, em Dakar, Senegal. A situação política guineense e a continuidade da missão militar do bloco regional estarão em debate na cimeira.

De acordo com as autoridades guineenses, assim que regressar José Mário Vaz inicia démarches para nomear um novo primeiro-ministro.

Leia Mais:

Na ONU, líder parlamentar da Guiné-Bissau faz diplomacia para explicar crise

Em África, chefe da diplomacia brasileira deve acompanhar crise em Bissau

Exclusiva: Trovoada fala da ONU e a crise na Guiné-Bissau 

 

Notícias relacionadas

  1. img
    Manuel Penhor Responder

    Com respeito a situacao de Guine Bissau ou qualquer outro pais que a Democracia é renado da constituicao,partido vencedor com naioria absoluta é patrao de poder governativo até o fim do mandato.
    Nao é necessario conhencer nenhum artigo para ignorar esta lei.
    Alguns presidentes da Africa ainda reagem na marge da ditatura que deixou de ter presenca neste seculo em que estamos,fazendo de poder da sua propriedade e ignorar a vontade popular.
    Dialogo é a solucao de qualquer problema.

  2. img
    Original Responder

    O artista que está a representar ONU em Guiné Bissau demitiu Governo democráticamente eleito no seu País de origem e deu apoio morar a outras quedas mesmo não sendo Presidente através do seu clone Fradique.Logo,não deveria estranhar com atitude do atual Presidente porque quer um ou outro,são farinha do mesmo tacho.

    Verdade ou mentira?

  3. img
    Miss Mundo Responder

    Abel Veiga,neste momento preciso posso de facto confirmar,que actualmente o seu papel mudou categoricamente…estimo-lhe menos credível,alias,somos muitos a constatar da sua mudança de posição. Não creio que faça falta na paisagem jornalística,pois que o CAMALEÃO é pouco (direi mesmo “nada”),apreciado. Hoje você posicionou-se deste lado “bon vent…”.
    Sei que nao vai publicar este comentário,como tem feito…ontem enviei um sobre a mediocredade dos propósitos do Miguel Trovoada,e o A. Veiga nao publicou…é estranho!
    Mas tenho a certeza que há uma razão…que saberemos um dia.
    Que decepção,AV (mesma inicial que o Afonso Varela).!!!

  4. img
    Nitócris da Silva Responder

    Bom dia Povo,

    «O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz deverá aceitar o nome indicado pelo PAIGC, partido maioritário do Parlamento, para o cargo de primeiro-ministro depois de ter demitido, nesta quinta-feira, 10, Baciro Djá.»
    Em São Tomé, no passado exibiram uma novela como essa na quadratura política da TVS.
    Sabem qual o nome que a maioria apresentou na altura?
    Perante uma situação tão crítica como a que se vivi na Guiné, os Santomenses deveriam aprender com que diplomacia os nossos irmão estão a resolver a coisa; aqui não há birra de menino mimado.
    Em vez de andarmos a criticar, devíamos estar orgulhosos por ter um patriota nosso(Miguel Trovoada) a frente da resolução de um problema social tão frágil, e que mal conduzido poderia voltar a colocar os nossos irmãos Guineenses de armas nas mão, sofrendo crianças, mulheres e idosos.
    Os que fomentam a guerra são os primeiros a fugir para a Europa, ajudando as fábricas de armas a faturarem milhões a custa de vidas de milhões de inocentes.
    O mundo não precisa de mais guerra, basta os Sírios, os Libaneses, Iraquianos, Ucranianos, República do Congo, …..

    Cumprimentos,

    Ao amigo Patrice.

Deixe um comentario

*