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STP ratifica acordo de Paris sobre o clima antes da COP22 de Marraquexe

Em Nova York, o Primeiro-ministro Patrice Trovoada que participou na Assembleia Geral das Nações Unidas, que teve a questão das mudanças climáticas como ponto de reflexão, anunciou que São Tomé e Príncipe iria ratificar o acordo mundial sobre o clima conseguido na vigésima primeira conferência das partes que decorreu em Paris- França de Novembro à Dezembro de 2015.

Na sessão plenária da Assembleia Nacional realizada na última semana, o Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Afonso Varela, alertou os deputados para a necessidade de ratificar a Convenção COP21, sustentado pelo acordo de Paris.

Uma convenção que segundo o ministro, «vai lidar com um conjunto de medidas que são necessárias para permitir a redução dos gases com efeito estufa que são responsáveis pelo aquecimento global, vai permitir a transferência de tecnologias aos países mais pobres e de recursos para lidar com os efeitos das mudanças climáticas que conhecemos aqui como a erosão costeira, a alteração dos ciclos de chuva etc», declarou o ministro.

A questão das mudanças climáticas está no centro da agenda mundial. O continente africano emite para a atmosfera cerca de 4% dos gases com efeito estufa. No entanto é uma das regiões do mundo que mais sofre, com as consequências que tais gases provocam ao mundo, as mudanças do clima.

Chuvas irregulares e que se escasseiam cada vez mais, comprometem a produção agrícola, solos que se degradam, ondas gigantes que ameaçam populações costeiras, como tem acontecido em algumas regiões das ilhas de São Tomé e do Príncipe. Projecções da COP21 indicam que se a situação climática mundial, persistir até 2030, o continente africano só terá capacidade para alimentar 30% da sua actual população.

O Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, disse aos deputados que a ratificação da CP21, vai «ajudar-nos a adaptar a essa situação que provoca chuvas descontroladas, ondas do mar descontroladas, altera o regime de chuvas que tem impacto grande na agricultura e no próprio clima».

Por isso urge ratificar a vigésima primeira convenção das partes, a luz da conferência de Paris. «É urgente ratificar-se esta convenção porque não parece correcto que sendo São Tomé e Príncipe um país que até padece desses efeitos possa apresentar-se na outra conferência a COP 22 sem a ter ratificado», precisou o ministro Afonso Varela.

Pelas palavras do Ministro Afonso Varela, São Tomé e Príncipe vai tomar parte activa na COP22 que vai decorrer em Novembro na cidade Marroquina de Marraquexe. Evento em que o mundo deverá agir para implementar as acções previstas no acordo de Paris de 2015, que dentre outros aspectos visa nos próximos anos reduzir a temperatura mundial em 2 graus centígrados.

Abel Veiga

 

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    Ralph Responder

    Parabéns a STP. São as nações pequenas que vão beneficiar o melhor de medidas como esta. Ainda mais, são os países pequenos e sub-desenvolvidos que estarão numa posição que permitirá a implementação das medidas necessárias para cumprir.

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