Comando do Exército confirma morte de dois soldados após tiroteio no Palácio do Governo

Publicado em 02 Abr 2009
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O segundo soldado acabou por en  militares.jpgcontrar a morte por volta das 13 horas, após intervenção cirúrgica no Hospital Ayres de Menezes. O primeiro morreu imediatamente, ao que tudo indica após um contra-ataque, lançado pelo segundo soldado que tinha sido alvejado na região torácica pelo seu colega de armas. O Comando do Exército lamenta o sucedido.

 

Num comunicado assinado pelo Major Acácio Viegas, director de gabinete do Comandante do Exército, lê-se que a instituição militar «comunica as autoridades nacionais e a população em geral, sobre o triste incidente ocorrido hoje dia 2 de Abril de 2009, pelas 6 horas e 10 minutos, nas instalações do gabinete de sua excelência o senhor Primeiro Ministro com disparos de arma de fogo, por homicídio involuntário, em que foram vítimas dois soldados, tendo um encontrado a morte imediata, vindo o outro a falecer mais tarde após a intervenção cirúrgica no centro hospitalar de São Tomé», frisa o documento.

 

O comando das forças armadas, lamenta o sucedido e manifesta sentimentos de pêsames as famílias das vítimas.

 

Relatos recolhidos pelo Téla Nón na morgue do hospital Ayres de Menezes, indicam que os dois soldados eram amigos, e viviam na mesma localidade, vila da Ribeira Afonso. Uma zanga terá empurrado os dois para o perigo, ou seja, utilização do material de trabalho que receberam desde que ingressaram nas fileiras das forças armadas.

 

Um material letal, que faz muitos estragos, o AK-47. Isso mesmo ficou provado no Palácio do Governo. Paredes furadas pelas balas que circularam chegaram a atingir alguns aparelhos de ar condicionado instalados no edifício.

 

Sorte, muita sorte mesmo é o facto do tiroteio ter acontecido as 6 horas da manhã, altura em que pouca gente circula na praça Yon Gato, onde se situa a sede do governo. Sorte também para os funcionários do palácio e o Chefe do Governo, que normalmente entram no edifício depois das 7 horas da manhã.

 

Abel Veiga