Greve paralisa aeroporto Internacional

Publicado em 18 Fev 2010
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aero.jpgOs trabalhadores da empresa nacional de administração e segurança aérea (ENASA) entraram esta manhã em greve e por um período de 5 dias. Toda ligação aérea com o arquipélago está cancelada. O Sindicato anunciou que esta manhã o voo semanal da companhia equato-guinieense, foi cancelado.

 É a segunda vez num espaço de 30 dias que os trabalhadores da ENASA paralisam os serviços do aeroporto internacional de São Tomé. A principal reivindicação é o reajuste salarial. O sindicato diz que a recente actualização dos salários impôs injustiça. «Soubemos que as pessoas do conselho de administração ganham mais de 50 milhões de dobras depois vêm os chefes de secção departamento e de secções com cerca de 20 a 30 milhões, enquanto os trabalhadores de terreno ganham cerca de 2 milhões de dobras. O que estamos a exigir é apenas um pouco de justiça salarial», explicou Aureliano Castro, na qualidade de Vice-Presidente do Sindicato.

O sindicato que reclama o aumento do salário dos trabalhadores, diz que o entendimento alcançado com o governo a quando da greve de Janeiro último, não está a ser respeitado. Por isso a decisão da greve que começou na manhã de quinta-feira e que vai prolongar por 5 dias. As consequências são graves para a navegação aérea e já começaram a fazer sentir. «Hoje tivemos a CEBA que não se realizou. É a companhia que liga São Tomé a Malabo e Libreville. Amanhã teremos o voo de Angola mas se não houver entendimento o voo de Angola não vai aterrar», garantiu Aureliano Castro.

O impacto da greve da ENASA será maior caso não haja entendimento antes do fim-de-semana. «Na sexta-feira temos o voo da TAP e no sábado o voo da STP-Airways. Se não houver entendimento esses voos, não vão ser realizados. Estão agora em Stand Bay», avisou a liderança do sindicato.

Questão salarial na origem de mais uma paralisação dos serviços no aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe. A ENASA é uma empresa do estado são-tomense. O sindicato exige intervenção do governo para resolver a situação.

Abel Veiga