População de Santa Cruz pede intervenção das autoridades competentes para prevenir tiroteios com armas de guerra na zona

guardas.jpgA população de Santa Cruz e arredores, considera que após a invasão no passado domingo do terreno do deputado António Quintas, o sossego característico da zona, foi substituído por rajadas de armas automáticas AK-47, sobretudo na última terça – feira. O tiroteio aconteceu na noite de terça – feira, mas não causou vítimas.

Santa Cruz, que sempre viveu santa paz, passou nos últimos dias segundo os habitantes por situação difícil. Após o tiroteio de domingo passado, quando os moradores invadiram o terreno do deputado António Quintas, na terça-feira o poder de fogo aumentou.

Jacques Amaral Lima, que reside mesmo na entrada da antiga Roça Pedra Maria, sendo um dos vizinhos do deputado António Quintas, disse ao Téla Nón que na noite da última terça – feira, enquanto decorria a transmissão televisiva do jogo de futebol do campeonato português entre o Benfica e Sporting, a zona de Santa Cruz e arredores, foi sacudida por forte rajada de AK-47. «O senhor António Quintas e o Senhor Adelino Isidro mais os seus seguranças, andam a fazer tiroteios a partir das 18 horas, não dentro da sua propriedade mas na via pública. Ele com AK, com pistolas e caçadeiras a amedrontar a população. Pedimos a quem de direito para por cobro a esta situação, pelo menos em termos de tiroteio. Porque um dia a população poderá responder a esse tiroteio, seja com catana ou com o que tiver nas mãos. Para depois não termos um final infeliz aqui», afirmou Jacques Amaral Lima na qualidade de representante da população de Santa Cruz.

Contactado pelo Téla Nón o deputado António Quintas e o seu colega Adelino Isidro desmentiram as acusações da população de Santa Cruz. António Quintas, disse que «é tudo mentira. Eu vivo aqui e não ouvi nenhum disparo».

No entanto na Vila da Madalena, cerca de 600 metros de distância de Santa Cruz, alguns habitantes garantiram ao Téla Nón que na noite de terça – feira várias rajadas de AK-47 foram ouvidas na direcção de Santa Cruz, e que os disparos ao que tudo indica, com munições incendiárias, deixavam um rasto de fogo no céu de Madalena.  

Sem provas materiais (invólucros), de que as rajadas foram feitas a partir da zona do terreno em litígio, a população de Santa Cruz, exige que as autoridades competentes, nomeadamente o sector da administração interna, tome medidas preventivas para evitar que a zona que sempre foi tranquila, se transforme num lugar de carreira de tiro, tirando sossego e paz aos habitantes.

Abel Veiga 

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    HUGOLBOSS Responder

    Como filho da terra concretamente de vila de Madalena.
    Gostaria apenas de solicitar em que pé ficou a situação? Apesar da distancias tenho lá os meus familiares que não gostaria de saber.Que deixaram de viver em paz por causa do António Quintas e Senhor Adelino Isidro.

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    HUGO LIMA Responder

    Isto é só o príncipio muitas cenas como essa. Irá acontecer nesse vosso, nosso país, até houver sangue.

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