Príncipe celebrou 92 anos sobre a comprovação da teoria da relatividade

Roça Sundy localizada no norte da ilha do Príncipe, foi palco dos 92 anos sobre a comprovação da teoria da relatividade. No dia 29 de Maio de 1919 durante o eclipse total do sol, que demorou mais de 5 minutos, o astrónomo inglês Arthur Eddington comprovou na Roça Sundy, a teoria da relatividade de Albert Eisntein.

A teoria da relatividade proposta por Albert Eisnteis em 1915 foi comprovada em simultâneo na Roça Sundy no Príncipe e na cidade de Sobral no Brasil, durante o eclipse total do sol no dia 29 de Maio de 1919. O astrónomo inglês Arthur Eddington, foi o autor da comprovação científica que colocou a Roça Sundy na história da investigação científica.

No acto central das festividades, que decorreu no quintal da Roça Sundy, Natália Umbelina, Secretária do Governo Regional, para assuntos sociais, realçou a importância do evento para a afirmação da ilha do Príncipe no mundo da ciência. «Partindo daquele distante eclipse solar trazer uma crescente visibilidade uma maior iluminação a nossa ilha do Príncipe. Fazer deste local com ajuda de amigos e parceiros um lugar de peregrinação de físicos e astrónomos, de visitantes, de estudiosos, de investigadores, universitários mecenas, de turistas. Que tragam-nos a sua solidariedade, que partilhem connosco o seu conhecimento a sua mestria, para que a ilha do Príncipe e  os seus habitantes possam  incluir-se digitalmente rumo ao desenvolvimento», referiu a secretária do Governo Regional.

As autoridades são-tomenses, procuram capitalizar a história científica que Sundy foi protagonista para conquistar o desenvolvimento. O Ministro da Educação Cultura e Formação, em representação do Governo Central, desafiou os são-tomenses a estudarem cada vez mais. «O governo está empenhado em desenvolver o espírito de investigação científica, por isso este ano criamos o centro de ciências sociais, estamos a envidar esforços para a implementação de uma universidade pública de São Tomé e Príncipe. Tendo em conta as oportunidades que se avizinham para São Tomé e  Príncipe, quero deixar uma recomendação a todo o cidadão são-tomense, que é de estudar, estudar, estudar porque o conhecimento é o caminho para o desenvolvimento», pontuou.

O Governo regional do Príncipe aproveitou os festejos do nonagésimo segundo aniversário da comprovação da teoria da relatividade, para celebrar também a concessão da Roça Sundy, ao grupo privado sul-africano HBD.

Segundo o projecto, o património arquitectónico da Roça, vai ser reconstruído, para potencializar a agricultura, e alimentar o turismo cultural e ecológico. O Presidente do Governo Regional, garantiu que o momento que se viveu este fim-de-semana na Roça Sundy é tão histórico como o que a roça conheceu em 1919, quando o astrónomo inglês comprovou a teoria da relatividade.

Abel Veiga

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    Nando Vaz (Roça Agostinho Neto) Responder

    Espero que o discurso do nosso ministro de educação, não fique só na teoria mais sim queremos a prática!… Pelo discurso principalmente “O governo está empenhado em desenvolver o espírito de investigação científica, por isso este ano criamos o centro de ciências sociais, estamos a envidar esforços para a implementação de uma universidade pública de São Tomé e Príncipe.” Nota 10!..

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    Espero que o pais saiba tirar partido deste facto cientifico. Aqui sim, deviam tirar “proveito”, de modo a potencializar o turismo e não. Como não dá para criar projecto, os ditos “ministros” não investem. Não há lucro, nada a fazer…

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    STP Responder

    Caríssimos compatriotas,

    Tanto a mensagem da Sua Exceleência a Secretaria Regional como a da Sua Excelência o Sr. Ministro de Educações têm um significado muito importante. A primeira relaciona o efeito a uma oportunidade de criar valor para os envolventes. A segunda remete a neces-
    sidade de aprender fazer, ser e estar. Hoje, muito mais do que isso fazer melhor(vantagem competitiva). Não estamos
    longe destas conquistas. A verdade é que muito mais do que criar as estrutura temos que lançar bases para a formação
    do homem são-tomense, identificando-o com esses fenómenos, desde os primeiros anos escolares.
    Estamos sempre a falar sobre as possibilidades de criar valores para São Tome e Príncipe com base nessa teoria sem antes envolver os são-tomenses. Isso faz-me lembrar a última feira de livros em São Tome, no Liceu nacional, onde comprei
    um livrinho que falava do Autor e da teoria. Este livrinho é acessível
    à alunos primários.
    Acredito que não precisamos de grandes estruturas para criar cientista,
    e nem tão pouco esperar por avultados montantes para despertar interesse
    nesse área. Existem, acredito, meios com custos baixos e fáceis para o fazer.
    O mais importante é começarmos e dentro das nossas possibilidades,com pequenas coisas, como:
    Despertar o interesse pela área desde os mais novos são-tomenses possível;
    Motivar professores e alunos na área, com prémios de mérito na área, bolsas de estudo na área a todos níveis de ensino;
    Criação e a valorização de Doutorados e Pós – Doutorados na área;
    Primiar e incentivar publicações;
    Criação de fórum para discussão do fenómeno, entre outras iniciativas.
    Não vamos esperar pela universidade pública ou de um possível investidor
    estrangeiro. Assim iremos adiar, para sempre, esta oportunidade de criar
    valores a partir deste efeito.

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