Gana, juntou-se no dia 29 de maio ao grupo de países africanos que resistem ao fenómeno LGBT+.
O parlamento ganense aprovou uma lei anti ‑LGBT+ que foi considerada por alguns países europeus como a mais repressiva da África. A lei que deverá ser promulgada pelo presidente John Mahama para entrar em vigor prevê até três anos de prisão para qualquer pessoa, que tenha mantido relações homossexuais, e entre três e cinco anos para os que promovem, patrocinam e apoiam intencionalmente as actividades LGBT+.
No país vizinho de São Tomé e Príncipe, as relações entre homem com homem ou mulher com mulher são proibidas, por uma lei em vigor desde a era colonial.
Informações postas a circular indicam que o actual Presidente do Gana, John Mahama, prometeu durante a campanha eleitoral e depois de ter sido eleito, apoiar a nova lei que proíbe as relações sexuais, e a convivência marital entre pessoas do mesmo sexo.
País onde o cristianismo é a religião maioritária, Gana junta-se ao Senegal de maioria islâmica que recentemente endureceu a lei contra o LGBT+.
Outros países africanos como o Sudão, a Tanzânia, a Serra Leoa, ou o Quénia impuseram leis em que os homossexuais são punidos com penas de prisão de 10 anos, e inclui também a prisão perpétua.
Já no Uganda, Mauritânia e Somália, homem que relaciona com homem, ou mulher que relaciona com mulher é punido com a pena de morte.
Abel Veiga