Sociedade

ELE TINHA UMA BUCHA

Quando S. Tomé e Príncipe tinha poucos filhos fora com recursos suficientes para fazer chegar bens alimentares ou outros ao país e a liberalização do mercado nacional não era contemplada pela linha política, a natureza aproveitou a oportunidade para nos mostrar que mesmo possuindo dinheiro também se podia passar muita fome. Ela usou simplesmente uma seca em 1983.

Digressionando seriamente sobre a ficção

Esgotaram-se os alimentos habituais, inventaram-se novos e foram descobertos os mastigáveis que não fossem venenosos.

Guardei a frase de um dos nossos velhos:

_ `Ném qué mu, ganhá cumé fezón! (Minha gente a galinha comeu feijão) – Poucas são as vezes em que vejo a tradução a transmitir a forte expressividade da língua são-tomense. Peço que me desculpem por, também, não ter conseguido.

Guardei também na memória a imagem dum aluno meu.

Dava aulas numa escola primária naquela altura em que os professores mais correctos, avessos à recepção de ofertas acabavam por desejar que um aluno entrasse pela sala a oferecer uma galinha, uns frutos, o que quer que fosse.

A mãe do Júlio Esperto vendia pão. O fornecimento do pão a essa senhora tinha contornos muito duvidosos em relação ao que seria considerada boa conduta para a época. Mas ela vendia pão e tinha que ser tratada bem nas palminhas por toda a gente, até pelos que se diziam ser bons costumes. Ela aproveitava para fazer os discursos que lhe viesse à cabeça, insultar quem bem quisesse e afirmar quem eram os que não estavam nas suas boas graças antes de abrir o saco. Vingava-se por tudo e por nada não vendendo pão aos que caíssem na sua fácil antipatia.

Dessa adversidade social, ainda sorrio quando me lembro do Júlio Esperto que nos intervalos das aulas aparecia à distância calculada com uma bucha agarrada com as duas mãos, comendo a um ritmo lento de quem sente que terá atenção mais prolongada de todos, por mais tempo que durar o seu pão.

Se num tempo sem a chamada crise, um pão de uma dobra levava a que muitos meninos cercassem de mão estendida o afortunado e infeliz comprador, imaginem o que não seria o sucesso de quem aparecesse a comer sozinho uma bucha – pão de duas dobras e meia!

O Júlio sabia que os intervalos eram os seus momentos de glória. Ele era uma estrela. Adorada ou não era uma estrela, inclusive os professores queriam estar no seu lugar naquele momento porque ele tinha uma bucha.

O nosso Esperto não estudou. Simplesmente enveredou pelo mundo onde se consegue obter sempre buchas e bens que suscitem a atenção. Pensando bem, o saber é muito lento e demasiado selectivo para captar a atenção dos outros.

Como a determinação do rumo e força do querer nos levam sempre a algum lugar, o Júlio prosperou economicamente e foi se sentindo sempre acima dos que enveredaram pelos caminhos diferentes dos seus, mormente os que tiveram a infelicidade de estudar – como se o conhecimento fosse dinheiro! Com dinheiro até se compra quem estudou!

Vi o meu antigo aluno de passagem por Portugal. Cumprimentamo-nos e ele perguntou quando iria eu de férias para que me mostrasse a sua casa porque ele “estava bem na vida”. Pouco pudemos falar porque quem ele é foi algo descurado por si próprio. Vale agora pelo que ele tem. Não aguardo ansiosamente pelo reencontro porque vou encontrar um país com gente a sobreviver diariamente e o Júlio Esperto adulto mantendo a mesma sensibilidade de quando era o único que tinha uma bucha.

Mais: o Júlio confidenciou-me que muitos o admiram e que ao fim de 5 anos irá se candidatar à Presidência da República e foi acrescentando que agora é fácil porque com as dificuldades reinantes na terra, um “banho” bem dado resolve tudo. Perguntei-lhe se não era necessário pensar na construção do país e numa vida equilibrada para todos. Pela sua resposta entendi que um dos futuros candidatos à presidência do meu país,  pensa que se a população começar a viver bem “já não liga às pessoas”. Ele vê a conveniência na manutenção das dificuldades para se manter poderoso. Ficará o poder pessoal realizado em detrimento do esperado PODER DA NAÇÃO.

Perguntei-me se alguma vez esteve nas minhas mãos como Professor evitar o descalabro que é o  surgimento dessas aberrações sociais.

É fácil adivinharmos que:

– em vez de termos um presidente apostado no equilíbrio social, aconselhando ao parlamento a adopção de medidas contra a corrupção; direccionamento dos recursos para projectos de construção potenciando novos postos de emprego que gerarão mais trabalhos e mais empregos; orientação dos produtores nacionais para comercialização rentável dos seus produtos com países interessados; protecção da beleza do país e criação de condições de segurança para consolidação do turismo que muito poderá beneficiar os artistas e todos os outros elementos da população através do efeito bola de neve, etc., etc.

– podemos ter um presidente que queira sentir o mundo despido e faminto para gozar a sensação de ser o único com uma bucha.

Que bom seria ver que, apesar de pouco estudo, o Júlio desenvolvesse um espírito ético no sentido de aproveitar a suas capacidades negociais para construção do país em vez da aposta no “banho” para manter a sua bucha.

Que bom seria ver os que optaram pela via de estudo marcarem uma postura diferente da do Júlio, no que toca a construção do país e não na aposta no “banho” com objectivo de manter ou arranjar para si buchas.

Entretanto, pus-me a pensar no significado do tão usual “banho”.

– será uma forma de lavar, por pouco tempo,  o corpo a um povo coberto de miséria?

– será uma tentativa de lavagem de memória visando o esquecimento das sucessivas dificuldades?

Seja que significado tenha, é lamentável:

– que haja candidatos proclamando acabar com a corrupção enveredarem pelo caminho de compra ou tentativa de compra de consciência e de caça ao voto sem qualquer escrúpulo!

– que haja indivíduos que no meio da adversidade vivida no país, aguardam ansiosos pelo momento de colaborarem nessas supostas compras a despeito do que virá a suceder pós eleição!

– que haja pessoas que passando por misérias e/ou vendo amigos e familiares acabando sem saída, aceitem com alegria serem “banhados” em vez de exigir um comportamento mais coerente com o cargo a que os candidatos se propõem exercer!

– que as autoridades não percebam das consequência de tais actos nas gerações vindouras que ao verem tais actos, crescerão com a ideia de que com dinheiro se pode comprar qualquer coisa, pessoas até mesmo o cargo de Presidente da Republica.

Que se pode esperar de candidatos que por esses caminhos palmilham?

Que se pode esperar do país se não tivermos coragem para dizer basta. Não queremos este caminho.

BASTA!

    34 comentários

34 comentários

  1. realidade

    11 de Julho de 2011 as 18:02

    Da mesma forma que o Julio devorava a sua bucha, muitos devoram a jaca, mesmo não contribuindo para trepar, temendo a queda.

  2. Anca

    11 de Julho de 2011 as 18:26

    Aqui vos deixo, este acontecimento, para que amenos se comovam, e mudem de comportamento, rumo a moral e ética, uma vez que o tema tratado aqui, fala da pobreza, da fome.

    Pois esta mudança de comportamento tem que começar no povo,na juventude, pois é a classe etária que compõem mais de 100% da população, pois é ela quem mais sofre com a pobreza.

    Mais de 50% da nossa população vive na pobreza extrema.

    Altura para mudar de atitudes, pensamentos e comportamentos.

    Nesta altura de eleições andamos muito voltados apolítizados para o banho esquecemos o dia que vem amanhã.

    Pois atentem e lêem este acontecimento;

    Corno de África
    “Esta é a pior tragédia humanitária do mundo”

    “A maior seca dos últimos 60 anos afecta a Somália, o Quénia, a Etiópia, o Uganda e o Djibuti. “Há décadas que não vimos nada assim”, contam os responsáveis das ONG no terreno.”

    “Sainab Yusuf Mohamed partiu com os filhos e calcorreou centenas de quilómetros à procura de ajuda. “Não tínhamos nada para comer”. Quando chegou a Bardhere, no Sul da Somália, contou à Reuters que um dos seus filhos não resistiu. “Depois, quando estávamos a enterrar o seu corpo, o meu segundo filho também morreu”. Não tinha nada, perdeu tudo à procura de alguma coisa.”

    “Fatuma também deixou a Somália, caminhou um mês com os quatro filhos, de três a dez anos, para tentar chegar a um campo no Quénia. Fez mais de 400 quilómetros e até levou as suas 15 cabras, mas viu-as morrer pelo caminho, uma a uma. “Estava muito calor, havia poucos abrigos”, contou a um activista da Save the Children, que depois repetiu a história ao diário britânico Independent. “Deixei o meu marido, não sei se o volto a ver.””

    “Sainab Mohamed e Fatuma arriscaram tudo para chegar a Dadaab, no Norte do Quénia, um campo preparado para receber 90 mil pessoas. Agora é o maior campo de refugiados do mundo, vivem lá 382 mil pessoas e a hemorragia está longe de estancar. Mais de 54 mil atravessaram a fronteira na Somália para procurar ajuda, só em Junho. Por cada dia chegam ao campo de Dadaab pelo menos 1400 pessoas, e outras 1700 pedem ajuda no campo de Dolo Ado, na Etiópia. Mais de metade das crianças que chegam estão subnutridas. Num só campo, escreveu ontem o Independent, estão a morrer 60 bebés por dia.”

    “Dos 7,5 milhões de habitantes da Somália há 2,8 milhões a precisar de ajuda urgente, segundo a ONU. A seca não é uma realidade estranha no Corno de África, mas este ano as chuvas de Abril e Maio chegaram tarde e foram um terço do habitual. É a pior seca das últimas seis décadas: afecta a Somália, Quénia, Etiópia, Uganda e Djibuti, 12 milhões de pessoas segundo as estimativas de organizações humanitárias, mais do que toda a população de Portugal. Os alimentos são poucos e o preço dos que existem disparou. Volta a falar-se de fome, muita fome.”

    “Tragédia inimaginável”

    “”É uma tragédia humanitária de proporções inimagináveis”, disse o responsável do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, que na sexta-feira visitou um campo de refugiados somali na Etiópia. “Esta é hoje a pior tragédia humanitária do mundo.””

    “”Há décadas que não vimos nada assim. Funcionários endurecidos por anos de trabalho choram perante o que vêem”, afirmou ao Independent Louise Paterson, directora da organização não governamental britânica Merlin na Somália e no Quénia.”

    “Nos campos geridos pela ONU há cada vez mais dificuldades em garantir os apoios mais essenciais, como o acesso à água e a condições sanitárias. “Inúmeras pessoas” nem chegam aos campos porque morrem pelo caminho, segundo o ACNUR, e ao alerta de Guterres juntam-se os de diversas outras organizações humanitárias.”

    “Num comunicado conjunto, o Fundo da Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Alimentar Mundial e a ONG Oxfam apelaram a um maior apoio para colmatar os efeitos da seca “que expõe milhões de homens, mulheres e crianças à devastação da fome e da subnutrição”. “Mais de 50 por cento das crianças que chegam aos campos da Etiópia estão num estado crítico de subnutrição e temos cada vez mais informações de crianças que morrem de fome no trajecto”, disse a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming. Outras chegam tão fracas que acabam por morrer nas primeiras 24 horas.”

    “Há zonas da Etiópia em que o preço do milho duplicou desde Maio, e na Somália chega a pagar-se mais 240 por cento pelo sorgo vermelho.”

    In Público

    • loucura total-10

      11 de Julho de 2011 as 20:43

      fiquei muito sentido ao ler isso.

      é só pra vermos que nao obstante os lideres mundiais que nao cumprem o papel que recebem, a idolatria humana pelas pessoas mediaticas tambem é causa disso.

      porque os desportistas por exemplo e politicos, recebem balurdio de dinheiro e já nem sabem o que fazer com o dinheiro, enquanto isso, o mundo está como está e as pessoas endiosam a esses individuos. que pena!!! quanta miséria! mas isso só cumpre profecias claras que estao na Biblia!

  3. Anca

    11 de Julho de 2011 as 18:39

    Pois será, que caminha-mos a passos largos para esta situação?

    Naqueles países, é a natureza que dispõem,o clima, a secas.

    Existem países tal como o nosso, em que o comportamento desumanos de alguns, condicionam a vidas e condenam a pobreza e míseria à muitos, sem dó nem piedade.

    Mudemos de pensamentos e comportamentos, mudemos de atitude perante a pobreza que assola mais de 50% da nossa população, que é essencialmente crianças e jovem.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    um dia a todos

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    • Anca

      13 de Julho de 2011 as 0:20

      Quis dizer,crianças e jovens.

      Bem haja.

  4. Digno de Respeito

    12 de Julho de 2011 as 2:12

    Caro Will,

    Mais uma vez o seu texto narra a vivência típica do passado na nossa escola Preparatória quando em momentos de intervalo os nossos olhos apenas direccionavam para o “PÃO COM SELADO” e à saída da escola lá íamos nós em direcção a padaria Miguel Bernardo em busca das últimas “carcaças” do dia que embora já frio “matava” o apetite do “PÃO QUENTE” do senhor Carmona ou do velho moçambicano que ali trabalhava.

    O texto é o retrato do passado recente das sucessivas crises “habituais” e circunstanciais alias, que caminha para o normal da vivência do povo santomense. Tudo para dizer que a palavra “normal” sempre o foi considerado o normal para algumas mentes da nossa praça. Mesmo que em situação anómala, o normal ocupava/ocupou/ocupa o espaço do “leve-leve” para que ninguém se dê ao trabalho de levantar a voz contra os malefícios da sociedade com o medo de perder a “BUCHA” da padaria Miguel Bernardo. Lembro era daquelas buchas (pão grande) que se ontem fosse hoje mataria fome à muita gente na corrida contra o tempo em busca de falsidade pela pobreza de espírito Tudo porque privilegiam o momento presente e não salvaguardam o amanhã dos nossos filhos.

    Para quem tem medo de perder a sua bucha, a fome é ingrata por isso, dificilmente disponibiza um segundo do seu tempo para reflectir na dificuldade dos outros. Antes pelo contrario, é daqueles que por vezes se diverte com a dor do outro. Só assim, continuará a reinar.

  5. GIZELO ASSUNCAO

    12 de Julho de 2011 as 7:43

    Obrigado meu irmao, Deus lhe abencoe.
    Quao bom seria se todos tivessemos a mesma coragem de dizer BASTA …
    Pois a terra esta corrompida por causa dos seus moradores,exibindo ou nao as nossas BUCHAS, dando ou recebendo BANHO, brevemente todos havemos de comparecer diante do tribunal de Cristo para acerto de contas.
    Boa sorte a todos.

  6. GIZELO ASSUNCAO

    12 de Julho de 2011 as 8:15

    Por favor, facam um levantamento de todo capital investido nesse famoso banho e imaginem…
    Se fossem todos bem direccionados, quantas obras sociais seriam erguidas a favor dos que nao tem buchas?
    Quem sabe, o inicio da construcao de uma barragem dando assim a EMAE a capacidade de fornecer a energia mais barata e mais constante aos que nao tem buchas…
    Quem sabe,a construcao de mais lavandarias nos bairos, onde ha escasses de agua;
    Quem sabe, quantos baldes de tinta seriam comprados para mudar o rosto das nossas cidades…
    Quem sabe, quantos centros de saude seriam construidos nos bairros para o descongestionamento do hospital Ayres de Menezes;
    Quem sabe; quantos burracos seriam tapados nas estradas e nos passeios;
    Quem sabe; quantas latrinas seriam construidas;
    Quem sabe, as nossas praias seriam mais tratadas e atraiam mais turistas para o nosso pais..
    Enfim, muitas coisa ciosas bonitas seriam feitas para o bem da nossa terra.
    Tenhamos esperanca, um dia viveremos numa terra firme, onde jamais teremos essas injusticas.
    Deus connosco.

    • Ogimaykel da Costa

      12 de Julho de 2011 as 22:18

      Grandiosa reflexão!
      Não só no banho, como também gastam nosso dinheiro com cantores estrangeiros e mais coisas dessas.
      Dinheiro há e sempre houve; agora o que falta é a vontade, espírito patriótico, vergonha na cara, amor aos próximos…
      O pior disso é que todo esse desperdício é financiado directa ou indirectamente com meu, teu, nosso dinheiro

  7. J. Maria Cardoso

    12 de Julho de 2011 as 9:25

    Anca,
    Mais uma vez é na nossa África onde escreve-se no discurso pessoal e directo a maior crise humanitária.
    Lá em cima na Líbia, ainda na África, são os ocidentais que matam o povo líbio em nome da Democracia.
    Aqueles que duvidavam das intenções do ocidente creio, já ouviram o ministro francês mudar do discurso e pretender o diálogo entre os beligerantes.
    Antes mesmo de matarem o Kadhafi já destruiram a Líbia, o seu petróleo e o projecto de uma África unitária e desenvolvida prometida pelo dirigente líbio.
    Não tenho dúvidas de que a esta altura desta crise humanitária que, mais uma vez, dizima a nossa África, Kadhafi já teria enviado um ou mais cargueiros alimentares em socorro aos campos de refugiados.
    Quanto ao tema “banho” do nosso Will, esperemos que o(a) eleito(a) pelo povo santomense possa aplicar o choque com estrondo necessário e propício aos nossos ouvidos até então surdos, para que a ética e a moral possam direccionarmos ao desenvolvimento.
    Todavia, sendo hoje o nosso dia, o maior dos nossos dias, no seu 36º aniversário acredito num amanhã de felicidade aos são-tomenses.
    A nossa pequenez, a nossa beleza, a nossa humildade e a nossa abençoada chuva possam encher-nos de orgulho de sermos são-tomenses e disponíveis a chegarmos todos ao bom porto.
    12 de Julho, mais do que a data é a meta da partida, de reflexão e de orgulho!
    Parabéns Will!

  8. Celsio Junqueira

    12 de Julho de 2011 as 9:35

    Carissimo H. Will,

    Muito obrigado.

    Com tão belas palavras reflexivas consegui viajar no tempo e entender melhor a decada oitenta e o que é feito dos colegas que escolheram outros caminhos.

    Mais uma vez obrigado, vou imprimir este artigo e ler no sofá (mais descansadamente e deliciar de uma boa escrita).

    Saudações amigas,

    • ninguém!

      12 de Julho de 2011 as 17:45

      aadmiro-te a ti celso junqueira, ao senhor will e ao senhor josé maria cardoso.

      sao 3 pessoas que qualquer um que le nesse espaco denota que teem educacao, cultura e sabem expressar-se, mesmo quando tem criticas a fazer.
      de um jovem de 30 anos, mas que nem sendo velho nem novo, trata de respeitar tambem os demais.

      obrigado pelos vossos artigos e comentários, senhores, celso junqueira, horacio will e josé maria cardoso.

  9. GIZELO ASSUNCAO

    12 de Julho de 2011 as 11:11

    Desculpem-me pela falta de acentos nas palavras. Estou treinando agora com o meu teclado ingles, e quem sabe, nos meus futuros comentarios…

  10. lino

    12 de Julho de 2011 as 11:27

    a história do júlio aqui contada, faz-me pensar no delfin neves.
    verdade ou mentira?
    analisem bem.
    esse tb não estudou. ajeitou-se de outra maneira.
    agora compra tudo….até um diploma de doutor.
    vrgonhoso e corrupto.

    • Horácio Will

      12 de Julho de 2011 as 14:34

      Espero que os que se formaram e fazem a campanha em busca do bem pessoal passem a ver na construção a forma mais segura de se viver num país e de se orgulhar pelos feitos nessa vida que é efémera.
      Aos que são portadores de boa conta bancária, tendo estudado como não, espero que amem STP e saibam se envolver na construção, melhorando a vida de todos sem perder o seu capital económico.
      Que não percamos nunca o que cada um dos nossos irmãos possa ter de bom.
      Não façamos exclusões de ninguém. Façamos antes uma força, todos unidos, para que cada um reconheça que o empenhamento de todos é sentido único para o desenvolvimento

    • Conde de Monte Cristo

      13 de Julho de 2011 as 11:00

      Como obra literaria acho que esse artigo do Dr. Peregrino e de alto nivel intelectual.Pela subtileza do seu retrato, da sua linguagem, da sua imagem, dos seus valores estilisticos e ate mesmo culturai. Mas pena que o Senhor utiliza isso para denegrir a imagem daquele que podera vir a ser o futuro PR.de STP.Isso e um golpe baixo e covarde contra o teu aluno e amigo Julio D. Neves! Porque o tal Julio que eu tambem conheci, nao e porque ele foi aluno burro e que tinha so os olhos postos simplesmente naquela bucha! Nao!Julio sempre foi aluno inteligente! So que a bolsa de estudo que ele tinha direito os Senhores entregaram aos Vossos filhos! Voces pejudicaram grande parte de bons e melhores alunos desta terra porque eram filhos de pessoas pobres, para formarem os Vosssos filhos para que so eles podessem vir a ser dirigentes nesta terra como actualmente a maioria os sao!
      Mas ficam a saber que ha coisas que os Homens poderao desfazer, mas a natureza encarregar-se a de por cada coisa no seu devido lugar! Se o dinheiro nao e tudo, so o saber tambem nao e tudo! Alias esse vosso saber demais, esse vosso saber feito para servir-se e nao para servir, e o que esta na origem do grande caos em que o pais se ve mergulhado! O Julio lutou com as armas que tinha e conseguiu! E vai conseguir mais!Vamos dar-lhe o seu veradeiro merito. De apesar de ter feito o percurso mais longo e mais dificil, quase mesmo impossivel, prepara-se para entrar em Roma! Todo caminho vai a Roma!
      Forca Julio! Usa as suas armas!” Home na ca lega bodon pe son toma queda fa!”
      Lembre-se dissso!
      Nao da ouvidos a esses Bande de foy…!

      • Horácio Will

        13 de Julho de 2011 as 15:42

        “Como obra literaria acho que esse artigo do Dr. Peregrino e de alto nivel intelectual.Pela subtileza do seu retrato, da sua linguagem, da sua imagem, dos seus valores estilisticos e ate mesmo culturai.”
        Pelas essas palavras senti algum orgulho porque sempre gostei da literatura e tenho admiração pelos escritores. Mesmo sendo eu uma miniatura de o que o senhor diz de mim, torna agradável ler.
        Sempre disse que apreciava os projectos dos candidatos em função do bem que esses mesmos pudessem trazer para a população que se encontra com graves problemas. Se ler este ou outros artigos meus, vai reconhecer que eu não defendo riquezas culturais, religiosas, económicas ou outras. Defendo sim o carácter do HOMEM -a ética. Li George Orwell no seu livro intitulado 1984 onde ele dizia que uma boa formação académica não é garantia de boa capacidade de gestão de causas sociais. Por isso, avalio o Homem pelo seu desempenho e não por mais NADA.
        Pode verificar que em resposta a um comentarista que achou que eu referia ao Delfim Neves, eu falei de o que espero de qualquer que seja o nosso próximo presidente independentemente de quem quer que seja. Lembre-se de que não quis frisar o nível cultural, mas a moralidade do Júlio. Porquê que pensa que tinha que ser ataque ao Delfim?
        O Delfim foi meu colega com um ano menos que eu na Escola da Madalena e eu nunca mais soube do seu percurso e julgo que ao querer fazer sugestões de o que possa ser bom para o país, a proximidade (sendo da Madalena) poderá conduzir a um diálogo fácil consoante amoralidade que ele tenha.
        Veja na resposta que dei ao senhor Lino e numas partes do meu artigo: NÃO PERCAMOS OS VALORES QUE QUALQUER UM POSSA TER para a construção de o que é de nos todos.
        Sabia que eu fiquei anos a espera para fazer um curso e fiz um curso que eu nunca tinha sonhado e nunca quis. Não tenho rancores nem estou triste. As pessoas que atendo gostam do homem que eu tenho conseguido ser. Só quero dizer que sou também imagem de sofrimento provocado pelo sistema. MUDEMOS O SISTEMA COM POBRES RICOS DOUTORES E ILETRADOS para o bem de todos. Nunca sabemos quem o virá mudar.
        Defendamos sempre os princípios éticos.

        • Horácio Will

          13 de Julho de 2011 as 15:59

          “a moralidade” em vez de “amoralidade”

  11. Truqui Sun Dêçú

    12 de Julho de 2011 as 18:19

    O que o Ocidente está a fazer na Líbia é profundamente errado, embora digam que estão a proteger uma parte do povo Líbio, da tirania e até de massacres, que o próprio lider Kadhafi está a cometer. Mas sempre que há catástrofes humanitárias (fomes, secas,doenças e outras calamidades ), os malvados do Ocidente e os imperialistas Americanos, são sempre os primeiros a ajudar. E os países Africanos e Árabes? O que fazem para socorrer os seus irmãos ? Onde está a ajuda da Arábia Saudita, Kwait, Abu Dabi, Emiratos Árabes Unidos, Irão, Angola, Nigéria, África do Sul, etc,etc,etc ??? E o que dizer dos senhores da guerra, que na Etiópia, Sudão e Somália, impedem a passagem da ajuda humanitária, além de saquearem e roubarem estes bens e matarem os trabalhadores das ONG,S,que prestam serviço nestes países ?? Eu sei que são sempre os mesmos ( colonialistas Ocidentais e imperialsitas Americanos ), os maus da fita. Os outros irmãos ( africanos e árabes ) é que são os bons, pois estão sempre a ajudar. Não é verdade ????

  12. Ogimaykel da Costa

    12 de Julho de 2011 as 23:07

    É de louvar esse honroso e sublime contributo que muitos têm dado, escrevendo artigos riquíssimos que nos ajudam a reflectir com grande clareza sobre o estado da nação.
    Que essa era seja uma era de reflexão, uma era de diálogo e de debates, uma era de compartilhar conhecimento.
    Que as nossas conversações sejam também desses temas, dessa nossa vergonhosa situação.
    Que tomemos iniciativas que melhorem o nosso bem estar.
    Viva geração em alerta!

  13. marcos

    13 de Julho de 2011 as 9:02

    Meus senhores, convenhamos

    Agradeço imenso a reflexao trazida pelo escritor da bucha,mas é verdade, um artista sem espetador, não vale nada, por isso, julio não era culpado, é que julio sentia-se valorizado pelos proprios colegas. Se o julio não tivesse sentido rodeado pelos colegas, ele não faria isso. è mesmo coisa como um bobo de danço, quanto mais sentir-se rodeado de espectador, mais bobo faz. Por isso, que deixe cada um com a sua bucha. Única forma, é ganhar a consciencia e unir-mos numa força unica, quem sabe, talvez o julio terá outra mentalidade. Note, o que está acontecendo, nas campanhas, quem está a promover a titude como a de julio? São pessoas lucidas. Não a exclusão, todo mundo é útil, nós devemos contribuir para mudança da mentalidade, devemos ajudar o julio mudar, é isso que precisamos. Porque cada um de nós, é fruto da nossa árvore, isso não é facil mudar, é preciso tempo e muita ciencia, usemos as tecnicas para mudar o julio, como enxertia, aporquia, quem sabem o julio mudara. Pais é de todos. Pois todos devemos contribuir, sem excepção. Deixemos de ver o mundo neste sentido. Respeitemos uns a outros. Fazemos de S.T.P, de um edificio, onde cada qual tem a sua quota parte.
    Obrigado

    • Horácio Will

      13 de Julho de 2011 as 16:48

      Quando falei da ética, no artigo anterior, critiquei mormente as pessoas que tiveram mais oportunidades para melhrarem a sua vião social. Talvez seja essas pessoas a quem o Marcos considera lúcidas. A habilitação por si só não é lucidez, salvo em campos muito específicos. Assim, o baixo nível acadêmico não poderá significar por si só falta de lucidez. Culpei antes aos formados pela falta de ética, incluindo a mim próprio. Falo agora da hipotética falta de ética em pessoas que estão bem nas vertentes não académicas. Não há propósito de atingir ninguém por inveja ou desdém. Lembre que falo da nossa pequenez (tanto de uns como de outros) quando não investimos em causas sociais.
      Quanto à exclusão, há neste artigo e em comentários meus, passagens que permitem ao Marcos entender que os nossos pontos de vista são muito próximos e, pontualmente, deveras coincindentes.
      Quando falou em mudar o Júlio, tocou-me fundo no coração. Só escrevo os meus artigos por acreditar que poderá ser uma contribuição para a mudança dos elementos do povo a que eu pertenço. Foi inexplicavelmente agradável saber que não sou o único a acreditar que as pessoas podem e devem ser mudadas.
      Por mais aborrecido que estivesse comigo, se me não respondesse, não teria o prazer de me sentir tão acompanhado nas minhas convicções.
      Muito Obrigao e até sempre.

  14. Afonso de agua Telha

    13 de Julho de 2011 as 12:05

    Meu caro H. Will
    Não acho delicado neste espaço tecer criticas aos demais colegas, pelo facto de terem isto ou aquilo. Cada um deve procurar com honestidade viver a sua vida.
    Creio pela função que exerce, enfermeiro devia acautelar-se, assim as pessoas podem sentir fobia de lhe pedir um tratamento, embora deontologia seja de respeitar. Se alguém lhe convidar a Casa, vai ou não, mas vem ao jornal desferir ataques. Só Deus sabe a razão, ficares lá pelos confins de Portugal(Guarda), Deus é Pai.
    Cada um com a sua sorte. Veja o Editor deste jornal foi seu aluno, apenas um exemplo.
    “O Mundo é Bémba”

    • Horácio Will

      13 de Julho de 2011 as 15:33

      Fiz um texto de FICÇÃO que pode indicar problemas de moralidade a que devemos estar atentos. Só moralidade. Quanto ao bem dos outros só posso dizer que a terra melhora mais depressa se as pessoas que tenham bem contribuirem com esse mesmo bem para criar empregos e estruturas do que se fôssemos todos pobres.
      Prestem atenção ao apelo ao humanismo e à honestidade que tenho feito visando o bem de todos, sem nunca excluir ninguém.
      Não ataquei pessoas, falo de coisas que podem melhorar. O exemplo do meu aluno foi ficção. Nenhum Júlio comia bucha que eu me lembre. Só quero que pensemos todos e saibamos lembrar aos candidatos que apoiamos que quando eles ganharem, o fazer bem ao povo deverá ser a bandeira.
      Se puderem analisem com calma antes de se irritarem e verão que eu estou do lado de o que todos querem: O BEM.
      Grande abraço, vizinho

  15. Petroleo bruto

    13 de Julho de 2011 as 16:53

    Agora, O Will ja fez uma meia culpa e reflexão. Ninguem pode ser despertado por aquilo que não está na aurora do seu pensamento.
    Agora ja lembraste das perseguições no tempo de comite de zona?
    “As goiabas e limão, qua vagin, praga deli”
    A pintura das casas novas, posto, escola, correios deu problema e prisão de gente como, Zeca Cabral falecido.
    Não brinques!!

  16. Horácio Will

    14 de Julho de 2011 as 8:23

    Petróleo bruto
    Eu quero pensar e promover o hábito de pensamento racional entre são-tomenses, para que possamos valorizar as razões contrárias às nossas, como forma de refinarmos os nossos próprios raciocínios e chegarmos a um patamar mais alto da mentalidade humana e social. Só conseguimos isso com conversas sinceras e orientadas, sem tendências de atingimentos pessoais soltos, mal estruturados e propositados.
    Vamos pensar que queremos ir a algum lugar juntos e abrir-mo-nos numa sinceridade, compreensão mútua e dedicação à causa comum.

    • Celsio Junqueira

      15 de Julho de 2011 as 9:26

      Meu caro prepara o seu livro, que ponho-me na fila para ler.

      Adorei a sua resposta, temos Santomenses com qualidade e produção mental digna de respeito pelos seus pares.

      Obrigado por tudo e sobretudo pela dedicação a causa Santomense.

      Um Grande Abraço,

  17. marcos

    14 de Julho de 2011 as 10:14

    Bravo, Horacio Wil

    É isso que nos falta, se todos começarmos a pensar e agir deste modo, de certeza, teriamos uma sociedade diferente a esta. Cada um de nós, é útil para STP. seja a sua proveniencia, social, economica e financeira. Seja o seu nivel, academico, porque uma casa constroi de ferro, areia, barro, cimento, pedra, pedreiro, enginheiro,operário qualificado e sem qualificação, etc… Mas é verdade, que nada pode impedir a ambição alheia. O que é necessário, é que essas ambições devem ser regradas e com criterios bem definidos, senão a casa pode cair. Por misso, se me permita, para terminar, vou extrair de si esta expressão ” Vamos pensar que queremos ir a algum lugar juntos e abrir-mo-nos numa sinceridade, compreensão mútua e dedicação à causa comum “-Horacio Wil

    Unidos todos pelo objectivo comum

  18. petroleo Bruto

    14 de Julho de 2011 as 17:18

    O petroleo bruto, não compreende as tuas tomadas de posição. Umas vezes pensa-se que tem uma paixão com o passado, a guisa de conclusão,mas vale o passado que o presente. Nada mais falso, eu vivo aqui, sei as condições de vida de muita gente, mesmo, Senhor Marcos, começou a dizer os tramites de construção, diferente de 99% de gente de STP, que constroi casas.
    As são de 4 paus, quer caue e cantagalo lemba, sem as minimas condiçoes, ainda o estado promove a construção de latrinas, hoje em 2011.
    Ja esqueceu do senhor “Domingos Dolò”?
    Ja falecido!
    Como sei bem do nosso passado, meio atrapalhado com o regime, nunca esperei de si comentarios abonatorios em relação ao passado. Mas eu estou enganado. Contei consigo, mas pelos vistos… tem amor ao passado, essa é a minha interpretação.
    No passado a sua postura era muito interventiva, com acções, concretas dignas de merito, mas hoje faz um recuo. Mundam-se os tempos mudam-se as vontades.
    Muito boa sorte.

  19. Madalena Cidade ou Luchan

    14 de Julho de 2011 as 17:28

    Eu natural de uma vila de nome Madalena, acho que o petroleo Bruto também é!! Certo? Mas tenho estado atento ao desenvolvimento desta linda vila. MAs creio é uma das vilas em que nada foi feito em termos de obras entre 1975 a 2000. Mas nada. Ora vejamos:
    Correios, posto medico, escola, casa nova! lavandaria, etc são obras coloniais!!
    Não exite um recinto para pratica do desporto, nem um polidesportivo coberto, nem descoberto,não tem um cine club, não tem paços de freguesia, nao tem jardin de infancia o dito ATL, nada de nada. De que desenvolvimento Horacio Will e Outros apoiantes de candidaturas antigas de velhas, estão a falar?
    tenham pudor, ´´e preciso um choque geracional e de mentalidade.
    Abraços e carinhos

  20. Marta Costa

    15 de Julho de 2011 as 5:08

    Adorei o artigo, parabéns Horacio Will!

    Meu caro, quanto mais observo as diversas sociedades espalhadas pelo mundo, mais verifico que o instinto animal está a ganhar terreno no cérebro de cada um…Acima de tudo somos animais e esquecemos que o que nos diferencia dos animais é sermos racionais…A fome, guerra, família, tudo serve como desculpa para enveredarmos pelo caminho mais fácil, que é comportamento animal, de sobrevivência reativa…costumo dizer, que com tanta terra abandonada e com tanto quintal, não há mesmo necessidade da presente corrupção humana…Como mudar isso? Bela questão…Qual é a solução?…O povo já está habituado a esse tipo de politica, qd se aproxima as eleições ja vibram com os possiveis banhos que vêm a caminho…Adoraria é que o povo desse um basta de uma forma como nunca se viu em São Tomé e Príncipe, banhavam-se a vontade e depois ao votar, votavam em branco e faziam uma manifestação do BASTA ao BANHO, heheh h hehe…Isso sim, iria marcar a diferença, porque os políticos iriam ver que por mais banho que haja, ninguém conseguia controlar e manipular os seus corações…Isso sim, me faria ficar deveras de contente…Seria muito mau internacionalmente?!?!? Não sei…No mínimo seria noticia e todos iriam se lembrar das Ilhas de São Tomé e Príncipe, e nunca mais me confundiriam com cabo-verdiana ou outra coisa qualquer…

    • Conde de Monte Cristo

      15 de Julho de 2011 as 12:11

      Querida Marta!
      O povo e um homem preso! Por ter cao ou por nao te-lo!Portanto com o banho ou sem banho, porque nao banho? O banho nao compra consciencia a ninguem!E a miseria, a fome, o desemprego que leva o Homem a deshonra e perda da dignidade!
      Eu pergunto quem mais ganha com o banho?
      Quem da ou quem recebe? Se quem da, da apenas uma migalha! Quem fica no fim com a pescina?
      O serne da questao nao esta no banho! Esta em muito pouca agua em que banhamos para vender a nossa consciencia!

      • Marta Costa

        16 de Julho de 2011 as 10:16

        Senhor Conde de Monte Cristo,

        Não sei em quê que contraria o meu comentário, com o seu…Estou fora do país mas sei muito bem de tudo o que disse no comentário. E antes do seu comentário, já tinha percebido a profundidade do famoso BANHO. Independentemente do tipo ou alvo do BANHO, a minha resposta é a mesma. Não percebo o que não entendeu. Dirijo-me especificamente ao Povo, porque este sim tem a força que desconhece para poder mudar alguma coisa no país, visto que a corrupção dos outros, já é muito misturada com outras características que menos dignificam do que o próprio BANHO que dão…

        Espero que me entenda, e que não continuemos em mais “neste monólogo”, em que em nada nos leva a um diálogo…

  21. Horácio Will

    15 de Julho de 2011 as 14:02

    Afonso de Água-Telha, Marcos, Conde de Monte Cristo, Petróleo Bruto, Madalena Cidade ou Luchan,
    Pelas vossas exposições subentendi que só o Conde de Monte Cristo não me conhece.
    Agrada-me ouvir alguém falar-me do passado. Sinto uma certa familiaridade. No vosso caso o que mais me custa é não saber quem me dirige palavras e essas pessoas saberem com quem estão a falar. Porquê que não conversam comigo em vez de me atingirem ou simplesmente atirarem palavras? As nossas ligações antigas foram tão insuficientes para nos entendermos?
    Assim, vão continuar sem saber o que penso ou sinto e mesmo não sabendo vão fazendo afirmações acerca da minha pessoa.
    O meu artigo de opinião foi uma criatividade (talvez de muito pouco valor artístico) e não uma fotografia. Os pormenores ajuntados foram todos observados em diferentes pessoas da nossa sociedade. Usei-o para fazermos reflexão sobre novas posturas na vida são-tomense; apresentei pormenores que possam estar na génese da nossa nova forma de estar que muito tem prejudicado o país e falei da necessidade de fazermos parar o que estiver mal.
    Porquê que eu falei da falta da ética dos intelectuais e muitos intelectuais agradeceram e falo da ética com um exemplo de crescimento não intelectual e as pessoas insurgem contra? Não tenhamos complexos porque a sociedade precisa de todos.
    1. Eu vi um miúdo que comia buchas em tempos difíceis, quando eu era professor. Ele não prosperou.
    2. Vi pessoas que enriqueceram sem terem estudado. Isto é um sinal bonito de capacidade de adaptação humana.
    3. Vi um indivíduo que me disse que gostaria de se candidatar à presidência nas eleições a seguir às próximas. Fiquei satisfeito por conhecer as qualidades humanas e garanti com sinceridade que seria uma sorte para o país. Como viram, o artigo foi somente criatividade.
    O texto não é sobre ninguém em especial nem é de apoio nem de desprezo por ninguém, é mais um convite à sociedade para reflexão acerca da ética e o desenvolvimento.
    Considero assim, que mesmo à distância, estou a ser interventivo. Tenho evitado tomar atitudes abertas na campanha porque estou muito longe e, também, porque conforme anda o país, se não trabalharmos a consciência social, podemos estar a fazer sair um presidente para colocar outro que seja do nosso agrado e tudo continuar na mesma. Não fiz recuos. Estou a agir conforme as limitações que a distância me impõe.
    Já disse que gostaria de saber o que cada candidato pretende e, pelo Téla Nón, foi o Dr. Filinto quem tinha falado mais ao pormenor sobre problemas sociais o que eu também tenho feito (embora sem interesse pessoal) e acho necessário.
    Nunca deixei de dizer quem eu apoiaria se os problemas do país tivessem que ser resolvidos por amizades.
    Na realidade não estou a apoiar ninguém porque não sei o que cada um tem dito ou feito neste momento no país.
    Quanto ao livro do Dr. Pinto da Costa, fiz um comentário positivo porque teve nível quanto às preocupações com a globalidade e incertezas no futuro. Só falei do livro. Nunca falei em apoiar o Dr. Manuel Pinto da Costa e afirmei que o que se escreve pode não reflectir o que se quer fazer. Mais: conheço apenas a minha sinceridade e de algumas pessoas muito próximas.
    Julgo ter-me dirigido a pessoas que muito estimo e espero que um dia possamos falar e vocês verão porquê que eu já penso de outra forma e considero que querendo bem devemos procurar o bem em todos sem nunca excluirmos ninguém.
    SOMOS TODOS NECESSÁRIOS PARA A CONSTRUÇÃO DE O QUE É DE TODOS. Procuremos o melhor de cada um.
    Espero que entendam que não voltarei a responder aos comentários que me são dirigidos de forma pessoal por pessoas que não se identificam verdadeiramente, devido à desagradável sensação que isso me causa.
    Sempre
    Horácio

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