São Tomé e Príncipe décimo terceiro dia sem as emissões da Rádio Nacional

A Rádio Nacional está a bater recorde em termos de duração de greves em São Tomé e Príncipe. Nunca antes uma instituição pública, ficou paralisada por tanto tempo. A única Rádio Pública do país, está de rastos. Falta tudo. Para esta tarde está marcada uma reunião entre o Ministro Secretário do Governo e os trabalhadores.

Numa das reuniões dos trabalhadores com enviados do Governo, ficou patente o Estado degradante da Rádio Nacional. Não havia cadeiras para as pessoas sentarem. A sala tinha apenas duas cadeiras. A chuva que tem irrigado o solo são-tomense nos últimos dias, escorre também para o interior da Rádio, porque as paredes estão em ruínas.

O Téla Nón apurou que a Rádio que cobre todo o território nacional, recebe cerca de 5 milhões de dobras, (204 euros), para garantir a compra de combustíveis para 30 dias. Combustível para o gerador instalado na estação de Rádio e para as viaturas. No entanto dados avançados ao Téla Nón indicam que alguns antigos funcionários públicos já reformados, têm como uma das regalias, cerca de 10 milhões de dobras mensais, dos cofres do Estado, para abastecer as suas viaturas, também concedidas pelo Estado. A pensão de reforma que recebem, é superior ao valor que o Estado são-tomense gasta mensalmente em salário, para os 40 trabalhadores da Rádio Nacional.

Uma situação crítica que provocou a greve por tempo indeterminado. Uma greve que pelas recentes declarações do governo, está a ser politizada.

Indiferentes a politização das suas reivindicações, os trabalhadores da Rádio Nacional, garantem que há mecanismos para dar resposta as mesmas. Afinal de contas, em consequência da instalação da base de retransmissão da Voz de América para África Central em São Tomé,  o Estado recebe algumas centenas de dólares, que podem segundo a comissão dos trabalhadores, contribuir para a melhoria das condições laborais e financeiras na Rádio Nacional. «Podemos sim ir buscar subsídios na Voz da América», declarou Alfredo Medeiros.

As possíveis fontes de renda não se esgotam na Voz de América. «RFI, RTP-África e RDP-África, são estações estrangeiras que há alguns anos emitem para São Tomé e Príncipe em sinal aberto. Pode-se através da cobrança da taxa radiofónica, ou radiotelevisiva, angariar fundos para ajudar a Rádio Nacional e a Comunicação Social Estatal em geral. Há várias formas de financiar as nossas reivindicações», precisou Alfredo Medeiros.

Greve sem fim a vista na Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

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    luisó Responder

    … ficou patente a degradação da rádio…
    mas é só na rádio nacional?
    e a energia, as estradas, o porto, o aeroporto, o mercado, e as condições do povo?
    são tomé não tem recursos, esse é o problema, e quem dava já não pode dar mais pois a vida custa a todos…
    mas se também houvesse petróleo a dar dinheiro seria bem pior porque então os senhores não saíam mais do poder e as diferenças entre os santomenses seriam maiores, vejam o caso do gabão, da guiné equatorial, de angola, nigéria, etc.
    ou será que não tenho razão?

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    NINA Responder

    MAU SINAL

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    Caçô Vadjim Responder

    Você tem alguma coisa contra os reformados? Só eles que estão a comer bossalmente a pitanga do cofre do estado? Se bem que alguns deles têm pensões e mordomias de vários lados (dos seus serviços;como combatentes de não sei quê, etc., etc.). Porém,vejam quanto ganham algumas e alguns como as directoras dos impostos (cerca de 90 milhões) das Alfândegas e os seus mais próximos que tapam as coisas e, por favor, não se esqueçam do que está a passar na TVS (comer dinheiro é…/…Sr. Procurador da República, Srs. Juízes, onde é que o srs. estão… tentem fazer averiguações e verão, se bem que não dará em nada, pois o director da TVS é Kota do PT). Por isso e outras, é que eles não apoiaram a greve dos da Rádio Nacional (os parentes pobres). Será que existem dois países:um para os abastados e outro para os miseráveis. Disse kákáôô

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    Fála sétu! Responder

    De facto a prolongação do tempo de greve que se vive na RNSTP é um sinal: é sinal da pouca importancia que a emissora pública tem nos nossos dias. A RNSTP, como se sabe perdeu a radiodifusão no pais; ja la foi o tempo em que a suspensão da emissão da RNSTP significava silencio total nas casas. Hoje quem segue as notícias vai obtê-las nas radios internacionais que emitem emsinal livre, nomeadamente a RDP Africa, a RFI e a Voz d’América. A RDP Africa ainda tem por vezes o mérito de noticiar informações nacionais mais completas do que a RNSTP; sem contar que a TVS nos seus telejornais apresentam as mesmas notícias documentadas com imagem. Assim sendo, pergunta-se: Quem de facto precisa da RNSTP para se informar???
    Outra valia que a RNSTP perdeu foi a de passar a música que abrilhantava as nossas casas. Hoje,temos a RDP Africa e a Radio Viva, Radio Jubilar e a Radio Tropicana que nos dão as músicas da actualidade e no caso de tropicana que mata a nostalgia dos “vungus di nôs-tempu”.
    Tudo isso para dizer que, independentemente da justeza dos funcionários da RNSTP em desejar salários condignos, estes devem reflectir sobre o que de facto têm dado à RNSTP. A RNSTP é certanmente a instituição do estado que mais “come” os meios rolantes postos à sua disposição. E isto não é de hoje!
    Aconselho os funcionários da RNSTP em recomeçar imediatamente as suas actividades pois ao prolongarem a sua greve a sociedade vai acabar por constatar que finalmente a ausência de emissões da Radio não criou nenhum constrangimento e por isso, poderão se interrogar: Mas porque será que precisamos da RNSTP?

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    Anca Responder

    Mais produtividade, menos cacofonia, mais empenho no trabalho.

    Vamos trabalhar,

    Mais unidade, mais disciplina, mais trabalho, para aumentar a produtividade nacional.

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    NINA Responder

    EFEITO RETROACTIVO A PARTIR DE 1 DE JANEIRO DE 2012

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    ESMERALDA Responder

    Concordo com a Nina.

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