Sociedade

Apagões só diminuirão em Maio

Geradores a beira de darem o último berro, por falta de manutenção desde 2011, mais de um ano de dívida para com uma empresa privada italiana que gere a central de Bôbô – Fôrro, são razões da nova crise no fornecimento de energia no país.

No último fim-de-semana o país conheceu um grande apagão. O Ministro das Obras Públicas, que visitou a central térmica de bobô – Fôrro na segunda – feira, disse que o apagão teve a ver com a suspensão das atividades daquela  central térmica, gerida por um grupo privado italiano. Há mais de 1 ano que a empresa estatal de electricidade, EMAE  não paga ao grupo privado pela energia que é fornecida a rede nacional de electricidade pertença da EMAE.

Por causa da dívida acumulada nos últimos 12 meses, as empresas privadas que administram a central de Bobô Fôrro, decidiram retirar o fornecimento de energia a rede nacional. Por isso o apagão quase geral no país. « São questões que foram ultrapassadas esta manhã(segunda feira), e neste momento temos a central em funcionamento pleno, com 2 megawats e com a possibilidade de na hora de ponta aumentar para 2, 5 megawats», assegurou o ministro das obras públicas e infra-estruturas.

No entanto os cortes de energia vão continuar. Segundo o ministro Osvaldo Abreu, pelo menos até Maio. Tudo porque a Central de Bobô Fôrro tem grupos de geradores em manutenção, o mesmo acontece com a central térmica de São Tomé, onde nos últimos 2 anos, os geradores foram forçados a trabalhar várias horas sem a devida manutenção, estando algumas máquinas em vias de dar o berro. Por sua vez a nova central térmic de Santo Amaro, também está em manutenção. « Dentro de 15 dias a central de Santo Amaro termina a sua fase mais crítica de manutenção. Com 7 geradores poderá pôr em funcionamento mais 2, ou seja, teremos em Santo Amaro qualquer coisa como 3 ou 3,5 megawatts. Achamos que dentro de 15 a 20 dias o problema de cortes será minimamente diminuído», prometeu o ministro.

Com as três centrais térmicas em actividade, a produção de energia eléctrica ultrapassa o nível de procura nacional. No entanto a falta de manutençã verificada desde o ano 2011 colocou as máquinas sobre forte pressão, acrescentou o ministro. Agota têm que ser desactivadas para a devida manuteção, ou então é o fim total. «A capacidade instalada é muito superior ao que nós demandamos, mas tem havido falhas graves no que toca a manutenção das máquinas. A central de Santo Amaro por ser gerida pelos nossos parceiros taiwaneses, tem a sua manutenção regular e em dia, e neste momento está a decorrer a manutenção naquela central. Já na central de São Tomé e de Bobô – Fôrro não tiveram manutenção nem em 2011 nem em 2012. Devido a falta de manutenção os geradores foram abaixo. Por isso estamos a viver uma conjugação de falhas do passado», concluiu o ministro Osvaldo Abreu.

Abel Veiga

    18 comentários

18 comentários

  1. para rir ou chorar

    23 de Abril de 2013 as 14:57

    O quê RAUL CRAVID ainda está fazendo aí na EMAE?

  2. The Politics

    23 de Abril de 2013 as 15:42

    Isto é um carnival de fornecimento de energia. Uma central grupo tiwanes, outra Italiano e EMAE dentro de pouco aparecera Nigeriano. E cada dicide quanta energia fornecer, quando fornecer energia. PALHACADA.

    • Barão de Água Ize

      24 de Abril de 2013 as 10:04

      É bem pior que palhaçada! Um País pode considerar-se Independente se não tem energia estável (doméstica e industrial)?
      Como pode STP ter uma Economia de crescimento sem energia? Bem pior que palhaçada, só desgraça para o povo Sãotomense.

  3. des

    23 de Abril de 2013 as 17:18

    A gestão dos recursos de energia é hoje um dos principais desafios que, a nível mundial, a sociedade moderna enfrenta.

    O desenvolvimento económico prevalecente nas últimas décadas, caracterizou-se pela utilização muito intensa de energia produzida a partir de recursos de origem fóssil. A natureza finita desses recursos naturais, e o impacto ambiental da sua produção e consumo, alertaram o mundo para a necessidade de mudança dessas premissas de suporte ao modelo de desenvolvimento. Aliada a esta realidade surgiram ainda as evidências da globalização que hoje nos demonstram a interdependência de fatores até há pouco olhados como independentes, tais como o acesso e a utilização de energia e o desenvolvimento económico, o combate à pobreza e as preocupações ambientais e climáticas, entre outros.

    Novos caminhos têm que ser encontrados para viabilizar a manutenção dos padrões de vida das sociedades desenvolvidas e as justas aspirações dos países em desenvolvimento, sem contudo comprometer o futuro das gerações vindouras.

    O desafio é enorme e a solução de longo prazo está longe de ser conhecida mas, no curto e médio prazo, a ação tem de passar pela procura de fontes alternativas de energia, com ênfase especial para as renováveis, e pelo aumento da eficiência na utilização das energias disponíveis.

    O desafio que se coloca aos governos, às instituições e às empresas não se pode limitar à identificação de uma necessidade de mudança de rumo no paradigma energético. Ele tem necessariamente de passar pela definição do modo como essa mudança pode e deve ser realizada, garantindo o progresso social, o equilíbrio ambiental e o sucesso económico.

    A maneira como utilizamos a energia de que dispomos é uma questão chave neste processo e por isso o aumento da eficiência energética das operações nas empresas é imprescindível para se atingirem os objetivos do novo modelo de desenvolvimento, tanto pela diminuição da intensidade energética global, como pelo aumento dos correspondentes resultados económicos.

    A eficiência energética constitui-se como uma valiosa oportunidade para as organizações, mais uma vez, se afirmarem como parte da solução, com criação de valor real para a atividade e simultaneamente para a sociedade e para o ambiente.

    Esperamos que este trabalho contribua para alavancar de forma vigorosa a adoção generalizada pela organização do conjunto de medidas de eficiência energética já disponíveis, trilhando de forma pragmática o caminho do desenvolvimento sustentável, isto é, produzindo mais com menos impacto, numa cultura de eco-eficiência, com os consequentes resultados positivos a nível económico, social e ambiental.

  4. Lupuye

    23 de Abril de 2013 as 17:20

    Nao entendo porque e que as centrais tem que trabalhar nos seus grupos geradores ao mesmo tempo. Porque e que nao se entendem entre elas e fazem esse tipo de manutencao em momentos diferentes para nao criar caos no pais? Realmente so mesmo em STP. Alguem tem que controlar essas mini centrais que andam por ai para que coisas deste tipo nao volte a acontecer. Que miseria!

    • Tentado a ler

      24 de Abril de 2013 as 4:58

      Imagina a bela da ideia que foi a sua se os grupos fossem todos do mesmo fabricante?

  5. advogado

    23 de Abril de 2013 as 18:47

    Gostava de informar os meus compatriotas que aquilo que esta empresa está a fazer ao nível dos contadores pré-pagos é uma fraude financeira, pois estes senhores da EMAE, na pessoa do seu presidente, cobram dinheiro antecipado aos seus consumidores por energia que não lhes fornecem depois, dados os constantes cortes e que nem sequer estão em condições de garantir o seu fornecimento, conforme relata a notícia.

    Isto é sem dúvida matéria de foro criminal, pois as pessoas estão a ser enganadas e burladas, dado que em nenhuma circunstância esta energia pode falhar, quanto muito a dos contadores pós pagos, pois as pessoas neste caso só pagam depois de consumirem a energia.

    • Mario Vaz

      23 de Abril de 2013 as 21:24

      Realmente é uma coisa muito grave isso que a EMAE está a fazer com a energia pré-paga pelas pessoas, que depois não fornece.

      Eu sou um desses clientes. Como posso apresentar uma queixa crime ?

  6. Zé Zé

    23 de Abril de 2013 as 20:19

    Raul, fora da EMAE. O sr. já não do ADI?
    Por ser cunhado do actual Ministro das Obras Públicas, este não quer por o sr. no olho da rua. O sr. foi para EMAE para alguns meses. Mas já lá está mais de ano. Que mudanças houve? Luxo, má gestão, apagões, prejuízos para os utentes, enfim um sem números de situações desagradáveis para os santomenses.
    Sr. misitro actua: abaixo o nepotismo.

  7. Zé Zé

    23 de Abril de 2013 as 20:29

    Dizia: “o sr. já não é do ADI”?
    EMAE – Uma empresa deficitária, em que os seus mandões ostentam riquezas: brutos carros e salários chorudos. Quem paga? Os utentes, através de aldrabices nas facturas e muitas alfacatruas feitas pelos senhores todo poderoso da EMAE. Por isso, querem acabar com a forma pré-pago porque não lhes permite roubar os consumidores.
    Faça uma verdadeira auditoria a EMAE e saberá.

  8. Danilo Salvaterra

    24 de Abril de 2013 as 4:08

    Terça-feira, 25 de Julho de 2006
    DETALHES DE GOVERNAÇÃO – Versão Confuciana

    Um sábio evita dizer ou fazer o que não sabe. Se os nomes não condizem com as coisas, há confusão de linguagem e as tarefas não se executam. Se as tarefas não se executam, o bem-estar e a harmonia são negligenciados. Sendo estes negligenciados, os suplícios e demais castigos não são proporcionais às faltas, o povo não sabe mais o que fazer.

    (…) Suponhamos que um homem aprenda as trezentas odes de Chen King e que, em seguida, se fosse encarregado de uma parte da administração, mostrasse pouca habilidade; se fosse enviado em missão a países estrangeiros, mostrasse incapacidade para resolver por si mesmo; de que lhe teria servido toda a sua literatura?

    (…) Se o próprio príncipe é virtuoso, o povo cumprirá os seus deveres sem que lhe ordene; se o próprio príncipe não é virtuoso, pouco importa que dê ordens; o povo não as seguirá.

    Estes detalhes de governação, justificam o descalabro de S.Tomé e Príncipe.

    Ministros, presidentes, etc, propõem resolver problemas em semanas, sem antes terem meditado, uns porque leram uns livros, julgam saberem o suficiente, gentinhas arrogantes a liderarem ou quererem dar ordem, e tudo mais, acaba em desordem.

    Moral da história, é preciso que os santomenses se debrucem, e disponibilizem a encontrarem soluções e gentes mais capazes de levarem o barco a bom porto.

    O barco já há muito anda a deriva, com o mar turbulento, tudo pode piorar.

    Jornal Diário Digital a propósito do problema energético

    “Vai ser instalada aqui em São Tomé e tem uma capacidade de 20 megawatts. Vai trabalhar numa primeira fase a fuel, e quando tivermos capacidade para armazenar gás, trabalhará a gás. Dentro de sensivelmente 12 meses teremos energia garantida para muitos anos” Diário digital

    Comentário 1: A falta de energia em STP têm muito há ver com o transporte, instalações arbitrárias e desordenadas, a avançada idade da própria rede, a pouca manutenção das mesmas, não a produção em si.

    Comentário2 – Será que vamos ter gás em tão curto espaço de tempo, e nesta altura se verificarmos não ser vantajoso, ou caso não funcione correctamente o sistema a gás a quem será apontada responsabilidades?

    Conclusão: A ponderação também é virtude.

    Danilo Salvaterra

    25 Junho 2006

    • Bendê Panú

      24 de Abril de 2013 as 16:06

      Muito boa a sua reflexa.

  9. Estamos atentos!

    24 de Abril de 2013 as 9:56

    O Raul a dizer ao Ministro:
    – Oh que não! levas uma ainda ficas a dever o resto, porque sabes que eu não te gramo…

  10. Barão de Água Ize

    24 de Abril de 2013 as 9:59

    O problema da energia é vergonhoso. Como é possivel tantos anos após a Independência, STP não ter energia estável e potenciadora de investimentos que dela necessitem.
    Qundo as pessoas e Paises se habituam a viver na pobreza,sem condições minimas de qualidade de vida e trabalho, ACHAM normal viver na precaridade permanente.
    Não há dinheiro para manter os geradores, mas há dinheiro para manter Embaixadas; “escritórios” de representação no exterior, e viagens constantes em executiva de governantes que nada trazem de e valor acrescentado para o nosso País. Não é uma vergonha, Sr. Presidente e Sr. Primeiro Ministro?

  11. Setilio Vaz

    24 de Abril de 2013 as 12:17

    A culpa é nossa de lá ter o DIRECTOR GERAL de PLOCÓ MANDJOCA do país, o viracasaca celebre e comedor de dinheiro.
    Enganou o Fradique e Patrice alinhou-se com ele para fazer uma dupla de ataque invencivel nos desvios e cambalachos. Estamos bem servidos meus compatriotas.

  12. Faculdade de Direito de Lisboa

    24 de Abril de 2013 as 13:56

    Infelizmente o fenomino Tacho ainda continua a existir no nosso País , Ora vejamos : Há mais de 10 anos que andamos à lutar para resolver o problema do abastecimento de energia no nosso país, onde todos sabemos que desvio dos fundos para manutenção dos geradores , há acordos ilícitos para favorecer a empresa que vendo o gasoleo à EMAE, por último sem falar de pessoas sem competências que são colocadas à frente de empresas como a EMAE, Em suma , são pessoas que têm o currículo completamente manchado pela gestão danoza que fizeram noutras empresas públicas e que ainda assim , continuam sempre a ser numiadas para chefias empresas do estado , porque não podem ficar sem o tacho e porque fazem parte do site corrupto que se instalou e vive-se até ao presente no nosso pais, pessoas que ainda por cima ,gozam de imensas regalias , mordomias à custa do verdadeiro povo que paga todos os meses valores fora do normal no custo da electricidade para um pais como são Tomé. Tenho o dito , enquanto não forem varridos os actuais políticos da governação de São Tomé e Príncipe , já mais o nosso País conhecerá dias melhores ,mas infelizmente eles sabem do ponto fraco do povo e quando chegam às eleições , o povo esquece e fenómeno continua. Que nunca percamos a esperança e a vontade de lutar pelos nossos ideias e pelo verdadeiro espírito de democracia.

  13. Faculdade de Direito de Lisboa

    24 de Abril de 2013 as 14:00

    Infelizmente o fenómeno Tacho ainda continua a existir no nosso País , Ora vejamos : Há mais de 10 anos que andamos à lutar para resolver o problema do abastecimento de energia no nosso país, onde todos sabemos, que devido aos contantes desvio de fundos para manutenção dos geradores, acordos ilícitos para favorecer empresas que vendem gasóleo à EMAE e , por último sem falar de pessoas sem competências que são colocadas à frente de empresas como a EMAE, Em suma , são pessoas que têm o currículo completamente manchado pela gestão danosa que fizeram noutras empresas públicas e que ainda assim , continuam sempre a ser númidas para chefias empresas do estado , porque não podem ficar sem o tacho e porque fazem parte do site corrupto que se instalou e vive-se até ao presente no nosso pais, pessoas que ainda por cima ,gozam de imensas regalias , mordomias à custa do verdadeiro povo que paga todos os meses valores fora do normal no custo da eletricidade para um pais como são Tomé. Tenho o dito, enquanto não forem varridos os actuais políticos da governação de São Tomé e Príncipe, já mais o nosso País conhecerá dias melhores, mas infelizmente eles sabem do ponto fraco do povo e quando chegam às eleições, o povo esquece e fenómeno continua. Que nunca percamos a esperança e a vontade de lutar pelos nossos ideias e pelo verdadeiro espírito de democracia.

  14. inveja de mim

    25 de Abril de 2013 as 9:53

    Ataques verbais de invejosos que deveriam é estar a trabalhar e não ficarem oito horas no trabalho a escrever disparates nas redes sociais. Parvos!!!

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