Opinião

Arroz podre, a contra prenda do 38º aniversário de 12 de Julho

O arroz dos despachos governamentais e de propaganda da oposição devia ser de grão longo, branco e indiano. Chegou as ilhas, tão perto do mercado de compra, o arroz curto, amarelo, nojento e camaronês, trazendo a praça pública o resultado das análises laboratoriais do CIAT, Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica, datado de 6 de Junho que nos esclarece textualmente;

«Resultados ou observações:

Presença de larvas e diversas partes do corpo de adulto de coleóptero, o que justifica que o arroz já foi infestado e provavelmente fumigado. Registou-se também a presença de Temnochila sp e de Tenebroides sp.

Este último é notável predador de lagartas de traças e larvas de insectos, mas por outro lado é também considerado bastante prejudicial a géneros armazenados, nomeadamente cereais.

Nesta amostra a percentagem de grãos partidos é de 38,1% e a de grãos com vestígios de ataque de insectos é de 61,9%

O arroz em São Tomé e Príncipe já foi até a pik numa encenação grotesca de que um barco transportando o produto teria caído aos fundos dos mares desconhecidos e o dinheiro do Estado evaporado nas ilhas desconhecidas. Ninguém foi responsabilizado para o mal da nossa democracia.

Ao baile da nossa democracia e depois dos vários casos e STP-Trading incluído, com produtos deteriorados comprados com o dinheiro de empréstimo do Brasil ao Governo de São Tomé e Príncipe, surge-nos uma vez mais Delfim Neves, vice-presidente e deputado do PCD na sua vida política consagrada nas eleições de 2011 pelo povo faminto de São Tomé e Príncipe no lugar de terceiro candidato mais votado e empresário na sua diligência profissional.

Quem anda nessas batidas de convenção social são-tomense a volta das endemias políticas que grassam ao país com bónus de uns e de outros, conforme conveniências, na busca das respostas a mente doentia e medíocre daqueles, possíveis, os mais sérios para dirigirem aos nossos projectos de fuga aos números negativos de desenvolvimento embate no sentido obrigatório e doutrinário da ausência de mãos duras para com os que matam ao povo das ilhas do meio do mundo.

Não nos basta ao banho introduzido na ementa do povo de São e Príncipe para escolher sem consciência aos seus governantes. Não bastam os vários casos de desvios públicos para enriquecimento fácil de alguns aos olhos de todos. Junta-se a nós o arroz impróprio para o consumo humano importado pela Modelo Alimentação de Delfim Neves, encomendado e pago pelo Governo de Gabriel Costa, na pessoa do ministro do Comércio, Indústria e Turismo representando o PCD na coligação governamental, o senhor Demóstenes Vasconcelos Pires dos Santos.

É impossível resistir a burrice em que todos fomos submetidos por Delfim Neves! Como não é possível consentir mumo a burrice que Delfim Neves entende gozar do direito sufragado pelo terceiro lugar do banho em troca com os seus famintos eleitores que lhe confiaram em 2011. Os são-tomenses não sabem traduzir um francês corrente?

O Governo em defesa do seu deputado que também já foi ministro em dois governos da República para o gosto do Presidente Fradique de Menezes – na maré de negócios tudo vale, o país estava aos saldos e abaixo de 50% do valor real – vem dizer que a CIAT, instituição vocacionada para vigiar e autenticar tudo que os são-tomenses consomem para a energia do dia-a-dia, descredibilizando o Estado que, enquanto gestor de políticas sociais e económicas devia fazer o contrário. Enviou o arroz para autoridades especializadas e tecnicamente apetrechadas no estrangeiro dizerem aos são-tomenses que o arroz é podre e já contém bichinhos nocivos a saúde pública.

Nos corredores são-tomenses já é quase que confirmado e o contrário não se espera pela demora num caso ao olho vivo de que a contra análise portuguesa já está na mesa do Primeiro-Ministro, Gabriel Costa. Que por lá continue!

Delfim Neves na aparição pública de última 4ª feira na TVS não deixou de chamar-nos a todos os seus famintos para conseguir a isenção da directora das alfândegas de Camarões no pagamento das taxas alfandegárias, distraindo-se por completo que nem todos os são-tomenses são os seus famintos do banho. Trocou a fome do banho pela fome negocial de lucro fácil.

Os chineses que nos ensinaram a comer o arroz, diga-se de passagem, infelizmente para o nosso desnorte, com eles esquecemo-nos de aprender ao ditado, “se é para passar fome hoje, para amanhã termos fartura, que sujeitemos todos a fome”. Só assim o dragão reapareceu ao mundo, pondo de sentinela aos ocidentais. Desde o Presidente Pinto da Costa ao mais bernabé do cidadão são-tomense, devíamos seguir a lógica chinesa. Não nos basta somente comer o arroz asiático.

O Presidente da República não deve sujeitar-se a carta de Delfim Neves a uma autoridade estrangeira a chamar-lhe de faminto no seu Palácio de Mouro da Trindade e ao seu povo. Faltou-lhe ao respeito. Democracia tem leis e limites.

A ADI na sua fiscalização pública e depois da entrega de uma denúncia na Procuradoria-Geral da República, em finais de Maio, alegando a adjudicação ilícita e a condição nojenta do arroz chegado ao país, um mês depois saiu as ruas da capital encoberto na manifestação da sociedade civil a gritar credo arroz! Mais! Exigiu as esfomeadas eleições quanto cedo do possível. Cumpriu ao seu papel político em utilizar mais um instrumento cívico da democracia atacando o poder na sua fragilidade, agora com o executivo e o deputado Delfim Neves intentando contra a saúde dos são-tomenses.

Não foi preciso cair ao extremo de caos. Nem até então ouviu-se uma palavra dirigida ao fornecedor (vendedor). Será que o comprador, Delfim Neves, não se sente lesado com a perca de milhões num negócio em que o produto, supostamente, veio de Camarões deteriorado e impróprio para o consumo humano? O Estado que, segundo o comprador, é dono do produto, dono da divisa disponibilizada para o negócio, já pediu de volta o dinheiro ao Tesouro Público?

O Governo duplicou os avisos para a suspensão do arroz podre no mercado, ameaçou mãos duras aos infractores que continuam a castigar o povo com os bichinhos de arroz e começou, na última quinta-feira, um mês depois de este ter entrado no circuito comercial, a armazenar o resto do produto ainda não giratório no sangue dos são-tomenses. Tarde demais!

Mais de um mês para ver aquilo que todos os são-tomenses viram aos olhos nus num caso sanitário e de higiene alimentar!? Quais os danos colaterais dos bichinhos já entrados na nutrição dos são-tomenses? Nem temos ante corpos tradicionais da manha continental de deixar a carne ao castigo do tempo e só depois levá-la a cozinha. Outra montanha.

A quem os comerciantes irão exigir aos danos financeiros causados pelo arroz camaronês de Delfim Neves? O arroz mesmo podre não terá sofrido manobras de custo, inflacionando aos números, coisa normal na enciclopédia de negociatas, daí não se ter matéria para notificar ao vendedor camaronês? Não somos autoridade judicial.

Delfim Neves atingido na sua moral disse no seu interrogatório televisivo de que a Acção Democrática Independente pretende tão e somente aniquilá-lo politicamente como um adversário a temer, óbvio, ficou colado a Evaristo Carvalho do partido ADI nas presidenciais de 2011.

A ladainha anda na praça por lado de Acção Democrática Independente acusando constantemente aos adversários e a opinião pública de pretenderem o mesmo com o seu presidente. Um alvo a abater até na proposta de lei do PCD em mexer a constituição da República, impossibilitando aos condenados em casos contra o povo de concorrem ao pleito eleitoral.

Numa semana em que completamos trinta e oito anos de independência nacional, deveríamos estar aqui a dar brilho ao país, as contas públicas, as políticas socioecónomicas e a continuidade do exercício democrático no rumo certo ou no mínimo desprendermos energias com brincadeiras de enganar ao tempo.

Questionarmos ao miúdo roto de família humilde de Madalena, jovem comerciante, governante e deputado da democracia e, ao seu adversário, filho do antigo Presidente da República que quer fazer história do temporal trazer bonança com barcos de arroz que rondam as ilhas desde 1990 sem ainda atracarem no nosso porto, aonde teriam estado na noite em que a Bandeira dos sonhos de São Tomé e Príncipe subiu ao mastro da República em substituição da Bandeira colonial.

O Procurador-Geral da República Frederique Samba com mãos duras que a Bíblia constitucional lhe sujeita em democracia, tem matéria suficiente para mandar aos juízes o dossier podre do arroz de Delfim Neves sem necessidade de lupas estrangeiras.

O Primeiro-Ministro Gabriel Costa com juramento a Bandeira e a República, tem arroz podre de Delfim Neves para remediar aos danos no seu Governo presidencial, devolver segurança alimentar aos são-tomenses investindo em meios técnicos para o CIAT funcionar em pleno e, não só.

O Presidente Pinto da Costa tem palavras a dizer a Nação no próximo dia 12 de Julho que não tem poderes para fazer muito mais, nem fôlego para mandar queimar o arroz podre e responsabilizar Delfim Neves, mas, enquanto o mais alto magistrado, merece-lhe a moral para devolver dignidade, esperança e saúde física-mental aos são-tomenses.

O que do mais os políticos da República necessitam para reconhecer que o país já vem roçando no fundo? Até quando o choque nacional para a tão necessária consciência nacional?

A defesa do nosso ambiente natural mobilizou recentemente a sociedade civil são-tomense, encontrou eco nas instituições estrangeiras, porque a Terra, enquanto habitat ainda é pertença de todos nós. Do nosso cantinho no Equador até qualquer dos hemisférios gelados. Do pulmão de Amazonas aos Himalaias. Dos confins da pobreza aos cálices de champanhe.

Penosamente, não faltou quem na defesa dos seus argumentos lançar fisgas contra a Quercus, acusando de meter o nariz onde não é chamada, como que na questão da nossa lindíssima Natureza de proveito turístico, só os são-tomenses deviam ter palavras.

Se da sociedade civil são-tomense ainda respiramos e bebemos da sua inaugural iniciativa em levantar vozes na defesa de um bem da Humanidade – despertou as instituições do Estado a ir ao terreno e “in loco” detectar erros e exageros no desbravamento sem piedade – no sentido contrário, dos nossos políticos envenenamos a esperança num dia melhor com danos sociais e económicos longes da responsabilização judicial.

Da sociedade civil com prós e contras do pensamento democrático, recebemos a prenda antecipada do trigésimo oitavo aniversário da Festa Grande. Dos políticos, o nojento arroz para não diferenciar da agenda empanturrada com que nos vão ofertando a festa.

A geração de Santa Isabel despede-se e a de gente nova, assumindo ao lugar de coordenação da economia e da política não mostra o norte para o país, porque a cassete danificada ainda assim toca e retoma a cantiga.

Recuemos a República e a cantiga nos primórdios da democracia aquando da demora na publicação do Livro Branco (kú da ditadura) e na tentativa do plural pensamento moralizar a classe política são-tomense pedindo contas aos executivos do PCD que em três anos já tinham pegado no dinheiro do Estado e falido a instituição financeira com a distribuição aos seus amigos e simpatizantes, calhando a Delfim Neves uma soma considerável sem retorno a proveniência.

Na discussão parlamentar Sebastião Santos, licenciado, então líder da bancada do PCD no poder, o ainda seu dirigente, partido formado na sua génese em 1990, aquando da abertura democrática, por jovens intelectuais, senhores doutores, responsáveis administrativos e dissidentes do partido único, avisou:

«Se quiserem, vamos ver publicamente as listas nominais das pessoas envolvidas no caso da Ecomin/Ecomex. São tantos os nomes, que poucos são os dirigentes daquela altura (ditadura) que escaparão. Quem tem janelas de vidro (MLSTP) não atira pedradas ao vizinho (PCD).» Estavamos em 1994.

Até quando? Senhor Primeiro-Ministro despache-se! Até ao fim da legislatura? Não! Mais poderes a um pendura? Comer nas mãos de 12% dos eleitores? Não!

Valem na democracia, mas não deviam decidir o rumo de um país amarrado aos ditames do endividamento. A crise financeira e económica já vai longe demais descarregando na crise social. Mais cambalhotas com crises políticas no congestionado sofrimento do povo. Não se deixe aprisionar nas trafulhices de Paulo Portas!

Ah! Nisto de palcos de crispação política, o mundo de negócios a impor e esfregar as mãos, o dito por não dito institucional, assumir e o não assumir nos actos de governação e de estratégias e, as chantagens dos políticos em nome do povo dão-nos voltas aos figurantes.

Já que saltamos a água, nada de mal darmos um olho no Egipto onde o golpe militar de última quarta-feira destituindo ao presidente Mohamed Mursi eleito democraticamente há sensivelmente um ano, encontrou solidariedade internacional, porque os militares cumpriram ao desejo popular de não virar o país ao extremo de uma ideologia contrária aos princípios democráticos ocidentais. Foi um golpe militar democrático, reagiram as nações democratas do mundo.

Do outro lado do nosso Atlântico, seis países americanos uniram-se e num comunicado criticaram e ameaçaram Espanha, Itália, Portugal e França de intentarem contra a vida de Evo Morales, o presidente da Bolívia. No seu regresso de Rússia, o avião em que na última terça-feira, viajava o Chefe de Estado boliviano, viu-se na necessidade de uma escala de urgência.

As capitais europeias recusaram ao SOS do aparelho presidencial porque, supostamente, transportava um fugitivo dos Estados Unidos da América. Edward Snowden, um antigo consultor da CIA acusado de espionagem contra os EUA por ter revelado a existência de escutas dos Estados Unidos as instituições e embaixadas europeias é procurado pelos Estados Unidos e tudo indica de que está na Rússia.

As reacções sul americanas não se fizeram esperar e num comunicado conjunto dos presidentes de seis países membros da União das Nações da América do Sul, a UNASUL, nomeadamente Bolívia, Venezuela, Equador, Argentina, Suriname e Uruguai não só deram puxões de orelhas aos embaixadores dos países implicados na decisão que podia vitimar ao presidente boliviano como prometeram rever os tratados de cooperação com os países que impediram a aterragem presidencial ou ao sobrevoo do seu espaço aéreo.

Quando mataram o coronel Kadhafi que, com os seus erros pagos ao ocidente acendia uma nova chama na África, os dirigentes africanos, mesmos os beneficiados do dinheiro do então líder líbio, cuspiram no prato em que comeram dando cobertura ao assassinato do governante africano, dos seus colaboradores e da sua família.

Enfim!

José Maria Cardoso

08.07.2013

    28 comentários

28 comentários

  1. Nety

    8 de Julho de 2013 as 9:35

    Esta sim, podemos chamar de uma matéria séria, feita por um colunista totalamente isente e com uma visão real das coisas.Embora, exautiva, é interessante de princípio ao fim.Bem-haja à todos os que não querem calar-se perante tantas atrocidades reinantes no país.

  2. zeme Almeida

    8 de Julho de 2013 as 9:44

    Desta vez o seu artigo está de parabens,o senhor mostrou ser um bom patriota e defender o nosso povo e contra todos aqueles que só sabem pensar nos seus bolsos e os outros que se lixem.Obrigado

    • Ha ha

      9 de Julho de 2013 as 8:26

      o Zeme Almeida que é um bom comentarista devia manifestar também esse patriotismo em vez de defesa tão acérrima e permanente de um dos lados da sujeira que enferma a política do país.

  3. Faminto XXI

    8 de Julho de 2013 as 10:21

    Como foi possível o Abel ter deixado passar está opinião do Cardoso. Epa o homem está a começar a ficar sério e isento. Só a começar, porque no seu texto ele ainda tenta fazer algumas gincanas com as palavras para não ferir muito o poder ora instalado.
    Mas valeu pela tentativa de viragem aos interesses do povo “faminto de S. Tomé e Príncipe”.

  4. homem honesto

    8 de Julho de 2013 as 10:23

    Estou a espera do resultado da análise que o Governo mandou a ASAE fazer, já se encontra no País e o 1º. Ministro não tem coragem de falar a População.
    Senhor Presidente da República por favor dá uma prenda a esta Nação. Deixa passar a festa de 12 de Julho, deixa Assembleia Nacional caír e marca as eleições para que o povo deixe de sofrer.

    • Antero

      8 de Julho de 2013 as 11:39

      Tenho de discordar dos comentaristas anteriores. O texto não é nada especial, nem na forma nem no conteúdo. Blá, blá, blá, blá, blá, blá… arroz podre, blá, blá, blá, arroz podre. Blá, blá, blá, arroz podre.
      Desculpem lá. É isto que é um bom texto. Francamente! O autor poderia pegar na peça “arroz podre” como lhe chamou e trata-la de forma séria, argumentada e fundamentada. Para fazer isto que fez acho que qualquer um pode fazer.
      Peço desculpas se ofendi alguém mas não era esta a minha intenção. É mais uma critica construtiva porque já vi este rapaz escrever umas coisas interessantes. Mas isto que cá está, desculpem-me, não é nada. Parece-me várias peças coladas, umas atrás das outras, sem fundamento estruturado.
      Peço desculpas mais uma vez se ofendi alguém.
      Antero

    • UDRA

      8 de Julho de 2013 as 11:49

      Peço desculpas por dizer o contrário dos outros. Artigo muiot pobre, meus senhores. Eu não vejo nada especial neste artigo, senhor Zé Maria Cardoso. Tente investigar mais. Fui

  5. Lévé-Léngue

    8 de Julho de 2013 as 12:17

    Sr. Primeiro-Ministro, afinal quem é o maior vendedor de sonhos ao povo de STP?
    Nada mais desagradável do que viver um hoje ruin e mais desconfortável ainda sem planos para pelo menos manter o amanhã, quando tanto reclamámos do ontem que já estava mal.
    Faça-nos o grande favor de aparecer e rever-se nas suas impensadas declarações públicas porque o período de graça já se manifesta expirado.

    • F.B

      8 de Julho de 2013 as 12:28

      Concordo com UDRA. Texto muiot pobre. Não vejo nada de bem construido neste texto. Zé Maria Cardoso não me leve a mal. Estou a dizer o que acho. Podes fazer melhor. Continue a trabalhar.

    • Bingo

      8 de Julho de 2013 as 13:46

      Leve-Lengue é um cómico, com todo o respeito. Período de graça? Qual período de graça se o governo nem sequer é reconhecido pelo ADI? Período de graça é coisa que o governo de Gabriel Costa nunca teve. Francamente….período de graça! essa é boa!

  6. zeme Almeida

    8 de Julho de 2013 as 12:22

    Obrigado Jose Maria Cardoso por nos ter brindado com este artigo.Um jornalista deve ser assim insento, defender o povo,se as coisas vao mal,sao voces os nossos transmissores. Adorei e siga em frente meu caro jornalista.Obrigado Abel Veigas por teres deixado passar este artigo,sem as censuras.

  7. Gente da Terra!!!

    8 de Julho de 2013 as 12:36

    Tenho uma tremenda vontade de vomitar, não sei se pelo arroz ou se pelo sensacionalismo que alguns em STP buscam utilizando assuntos que no meu entender deveria ser unicamente da responsabilidade da justiça.
    Disse!!!

  8. não devo favor a ninguém

    8 de Julho de 2013 as 13:27

    criticar o jornalista todos querem mas Fazer algo que presta como por exemplo não votar em canalhas para o governo ninguém quer né. É por isso que o país esta um autentico deposito de imbecilidade governativa. esse país só muda quando Deus decidir mandar os atuais donos do poder e do país para outro mundo e esse povinho que fala muito mas basta receber um tostão pra se matarem pra votar de novo nos canalhas de sempre. O pais não precisa de críticos do português precisa é de cidadãos com espirito de honestidade o povo santomense não sabe o poder que tem sobre os governantes mas um dia despertarão para isso

  9. Bom Samaritano

    8 de Julho de 2013 as 14:44

    Sou grato por mais uma noticia que tem muita lógica para o povo STP! Povo pequeno tem que está atento o resultado de arroz, essa vai ser a prenda para todo são tomense para 12 de julho, espero receber mais noticia dessa eu compatriota, vamos junto lutar para um país melhor e uma democracia com confiança. foi

  10. rui

    8 de Julho de 2013 as 14:51

    se tivéssemos em são tomé magistrados a altura, teríamos evitado toda essa situaçao

  11. morcego

    8 de Julho de 2013 as 14:52

    que escaparão, ou que escaparam ?

  12. inteligência

    8 de Julho de 2013 as 14:55

    Anos antes de ser eleito presidente da República de São Tomé e Príncipe, o Dr. Manuel Pinto da Costa dizia na altura que São Tomé e Príncipe estava “sobre barril de pólvora”. Sabendo o efeito da” pólvora” a preocupação tomava conta de muitos porque independentemente da expressão em si, ela vinha de um cidadão que tinha sido O primeiro Presidente da República.
    Meses depois de ser eleito numa das declarações a imprensa estrangeira, Ele disse: – “Há muita gente com rabo-de-palha em São Tomé”
    Depois de escutar uns tantos discursos de sua Excelência, demostrando o conhecimento do país, “que está sobre barril de pólvora e gentes com rabo-de-palha”, acreditamos ainda que o povo são-tomense possa lhe perdoar nas atitudes demonstrados até então.
    Não foi o senhor quem pediu apoio dessas “gentes de São Tomé” para ser eleito presidente de todos são-tomenses.
    A responsabilidade deve ser com o povo e não com gentes…
    Para que o espírito da falecida “…” não fique triste também consigo e atribuir-lhe toda a responsabilidade das atrocidades perpetuada pelos pseudo e comerciantes políticos, colocando este povo em situação em que se encontra, o senhor terá que ….

  13. verdadeiro

    8 de Julho de 2013 as 15:16

    Sr. um dia deste irei aborda-lo com os meus comentários tirado do telanon

  14. Joker Voz do Povo

    8 de Julho de 2013 as 17:27

    José Cardoso, também quero t parabendizar pelo artigo. Mto bem! Dez pontos!
    Agora, esses nossos compatriotas que estão dizendo que o artigo é muito pobre, eu bem lhes entendo, nem todos que estão e vão a net têm a capacidade de entender um artigo como este. Pois, estão habituados a conversas sem nexos, politiquice e nunca coisas com sentido, como é este artigo.
    Lamento muito, pois esses nossos irmãos e compatriotas deveriam começar a ler mais, não apenas o telanon, mas ler outros livros, pois assim seriam bom criticos.
    Valeu!
    Fui!
    Voz do Povo

  15. minus de aguamole

    8 de Julho de 2013 as 20:12

    A desorganizacao muito bem organizada ou a justica injusta? ja nem sei que titulos dar a toda essa enxurrada de diabruras e malabarices que os homens egoistamente ensaiam no seio da gente humilde e aparentemente desprotegidas… qualquer dia destes tenho um enfarte, de tanto ter de aturar esta geracao desumana , enfim, vou assistir civilizadamente ao final deste teatro de horrores, que um dia ira terminar, bem sei que acabara, tal como cantou o general Kanbuengo, de cabinda ao sambila tudo vai melhor, e de facto melhorou… digo de me-zochi a principe tudo vai melhorar tambem, creiam!

  16. RS

    8 de Julho de 2013 as 21:21

    A quanto está a ser vendido o arroz nos mercados de STP?

    • Faminto XXI

      9 de Julho de 2013 as 10:06

      O arroz de “famintos”? pergunta pelo seu preço? “Apenas” Dbs. 18.000,00 (dezoito Mil dobras).É mesmo isto, não está nenhum zero a mais neste número. Isto é arroz mesmo para “famintos como nós”, ouviu? Brincadeira tem hora políticos!!!

  17. justino couto

    9 de Julho de 2013 as 0:52

    Parabéns Zé pelo artigo. O Pinto já deu conta disto e vai nos surpreender no dia 12 de Julho. Quem ainda não acordou ou finge que está a dormir é o tio Gabi. Começou pra ele a contagem decrescente. O relógio não para. Viva Téla -Non, Viva 12 de Julho e Viva São Tomé e Principe.

  18. malebobo

    9 de Julho de 2013 as 7:55

    muito obrigado, sr. josé maria, por ter nos brindados com este belissimo artigo, viva democracia

  19. Edaugusto

    9 de Julho de 2013 as 9:00

    Caro José Cardoso,
    Quero felicitá-lo pelo artigo, que por min tem cabeça tronco e membros, contrariando assim alguns comentários negativos.
    Não basta apenas a recolha do arroz podre de Delfim Neves e do Governo, pessoas já deveriam ser responsabilizadas criminalmente, desde o 1º. Ministro Gabriel Costa, Ministro do Comércio e a sua equipa e o Sr. Delfim Neves. Não me espanta o silêncio do Sr Presidente da República perante tais cenários, ele prefere manter-se mudo e calado como se tudo fosse o mar de maravilhas dentro de um Governo chefiado por ele.Vários sinais de alerta têm sido dados pelo povo e os dirigentes têm feito ouvidos de marcador, vejamos o Egito e outros países em que se pensava que era impossível manifestar-se, o mundo mudou e S.Tomé e Príncipe também mudou, é preciso certas pessoas mudarem a sua mente.

  20. Assuncao

    9 de Julho de 2013 as 9:20

    Dr.Gabriel Costa surpreendeu pela negativa,nao esperava este comportamento tao impavido e sereno,enfim,democrata,jurista,advogacia como profissao,e me est’a a sair nesta figura!!!Porque que nao se demite?!Enfim.Como diz o ditado,kem cala consente.
    Com cumprimentos.

  21. Voz do povo

    9 de Julho de 2013 as 14:43

    Quem vê olhos não vê coração e não se mede a personalidade, o carácter do homem nem a sua competência pelos discursos que faz, mas sim pelas acções! Por isso o dr. Gabriel Costa, o senhor presidente da república nos têm surpreendido com sucessivos erros e actos meramente demagógicos, não ouvindo o povo e coabitando permanentemente com actos de corrupção, como a do recente caso do arroz podre, onde estão claramente envolvidos o ministro do Comércio, o sr Delfim Neves, a srª ministra dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Saúde e provavelmente o primeiro Ministro. Mas esperemos que, quem sabe o Sr presidente da república, possa realmente fazer jus ao tão propalado combate a corrupção assumido por ele!!!! O povo espera muito ansioso, muito mesmo!! Poupem-nos por favor, que estamos fracos e sentimos cada vez sós neste país!!!!! Chega, chega, chega!!!

  22. arlindo nazare

    10 de Julho de 2013 as 16:12

    Muitas vezes, o conteúdo de alguns títulos/tópicos pode definir a natureza de quem escreve e sobretudo quando estamos num momento em que tudo é ataque politico não obstante o tema pode não atingir os cúmplices quando é o caso. Esse tema (a contra prenda do 38º aniversário de 12 de Julho) por exemplo, não gostei apesar do artigo ser bom, e um são-tomense lúcido também teria a mesma reação. Todos sabemos do arroz e também que as pessoas querem tirar lucros avultados quando se trata de negócios dessa natureza e isso não tem nada a ver com 12 de julho. Respeitemos cada coisa, poupem dignidade das pessoas nos termos a utilizar. A nossa data suprema é 12 de Julho e se não sabem a cada 12 de Julho a quem chora por aquilo que passou e pra o melhor que há-de vir, não inventemos nem transfiramos citações de maledicência ao povo. Pode-se condenar o arroz e censurar todos intervenientes nesse processo doutra maneira. Todos sabemos do arroz e que isso não tem nada a ver com 12 de julho. A TVS está a fazer algumas apresentações/testemunhos sobre 12 de julho por algumas pessoas, e digo também acerca disso, nós os são-tomenses devemos começar a prespectivar a união, estar mais unidos no sentido patriótico (esta aterra que nos faz todos são-tomenses) apenas isso já seria o princípio para um são tomé melhor pra todos. O país já viveu um bom tempo com o princípio de governantes (ministros e deputados) de um lado e são-tomenses doutro lado (cidadão comum). Acho que deveríamos começar a cultivar e a priorizar o princípio da união e isso iria nos ajudar a superar muitas causas.

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