Sociedade

Ex-cônsul em Roma ofertou materiais cirúrgicos ao Hospital Ayres de Menezes

Michele Sciurba, antigo cônsul de São Tomé e Príncipe em Roma-Itália, ofertou um kit de equipamentos cirúrgicos ao hospital Ayres de Menezes. O encerramento desde 2010, do consulado em Roma, é segundo Sciurba, prejudicial para o país. Uma delegação de 11 operadores privados italianos trouxe a ajuda médica.

Diversos equipamentos cirúrgicos compõem o kit, que Egidio Alagia, colaborador do ex-cônsul de São Tomé e Príncipe em Roma- Itália, ofertou ao hospital Ayres de Menezes.

Numa altura de crise financeira internacional, a delegação de empresários italianos que visita São Tomé, está a analisar as potencialidades do mercado nacional.

Algumas empresas italianas estão interessadas em fugir da pressão fiscal que enfrentam actualmente na Europa, para se posicionarem em África. São Tomé e Príncipe pode ser um destino.

Turismo é uma das áreas que está a despertar grande atenção do grupo de 11 empresários italianos, que está a descobrir as potencialidades do país. Os empresários admitem a possibilidade de promover voos entre São Tomé e Príncipe e Roma com ligação também a Milão, para trazer turistas.

Em declarações ao Téla Nón Egídio Alagia, deu o exemplo de Cabo Verde, que tem o mercado italiano como um dos principais emissores de turistas. O chefe da delegação empresarial italiana que se reuniu com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, entregou a Natália Umbelina uma carta endereçada pelo ex-cônsul Michele Sciurba.

Um cidadão italiano, apaixonado por São Tomé e Príncipe, que continua interessado em dar a sua contribuição pelo progresso do arquipélago, referiu Egídio Alagia.

Para além da oferta de equipamentos cirúrgicos para o hospital central, São Tomé e Príncipe, poderia beneficiar de outras oportunidades, nomeadamente a orientação dos investidores italianos para o mercado nacional. Mas o consulado em Roma está encerrado desde o ano 2010, constituindo um entrave, uma desvantagem, precisou Alagia.

Após 5 anos como cônsul de São Tomé e Príncipe em Roma, Michele Sciurba, foi afastado das funções por uma decisão do Governo são-tomense no ano 2010. Na altura Tribunal de Potsdam – Alemanha, emitiu uma ordem de detenção contra o cônsul por alegado crime de burla, relacionada com um caso de hipoteca que aconteceu em 1999.

A acusação não foi devidamente provada. O cônsul foi posto em liberdade algumas horas depois.  Em Agosto de 2010, o Tribunal Supremo de BUNDESGERICHTSHOF- Alemanha, decidiu anular a decisão do Tribunal de Potsdam que tinha indiciado Michele Sciurba por prática de alegado crime de corrupção.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. anônimo

    31 de Dezembro de 2013 as 17:37

    Todos os Países sérios têm uma representação em Roma. Acho. Ótima idéia retomar o consulado de Roma, Cabo Verde por exemplo o seu centro emissor. Do turismo é. Itália. além disto termos mais uma ligação. A Europa parece ser muito boa idéia retomar. Só. Desenvolvempos STP se conseguirmos levar o País ao Mundo, isto é saímos deste nosso espaço pequeno e passarmos a pensar Grande.

  2. tela mu

    1 de Janeiro de 2014 as 10:30

    Pois é boa ideia mas muito cuidado com as mafias italianas .Vão com cuidado analizar muito bem ;esses projectos pode haver alguma coisa por detraz .

  3. nilton carvalho

    1 de Janeiro de 2014 as 17:01

    falar de mafia e facil quando piri piri arde no cu dos outros,mas quem mafiou primeiro foi sao tome aos italianos na altura da contrucao de casas pre- fabricadas no sitio de kilombo.aquelas casas iriam abranger mais localidades nao sei se e de vosso conhecimento.

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