Cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2013

Relatório diz que doença afetou 9 milhões no ano passado; Brics têm quase metade de todos os casos de tuberculose no mundo; Brasil, um dos 22 países com maior fardo da doença, alcançou metas de redução de casos, segundo OMS.

 

Foto: ONU/Fardin Waezi

A Organização Mundial da Saúde lançou, nesta quarta-feira em Genebra, o Relatório Global sobre a Tuberculose. Segundo o documento, a doença infectou 9 milhões de pessoas no ano passado e causou 1,5 milhão de mortes.

O Brasil é um dos 22 países mais afetados pela tuberculose. Segundo a OMS, o país alcançou as metas de 2015 de redução de casos e mortes causadas pela doença.

Casos

Os outros países da lista são: Camboja, China, Etiópia, Filipinas, Tanzânia, Uganda e Vietnã. Já Índia e Mianmar, que também pertencem ao grupo dos 22 com maior fardo da doença, estariam em vias de fazê-lo até 2015.

O documento afirma que, juntas, estas nações têm 46% da população mundial e 47% de incidência estimada de casos em 2013.

Segundo o documento, entre as vítimas fatais estão 360 mil que viviam com HIV.

Estimativas

A publicação relata, no entanto, que a taxa de mortalidade causada pela doença continua caindo, e desceu 45% desde 1990. O número de pessoas infectadas estaria baixando, em média, 1,5% por ano.

De acordo com estimativas, 37 milhões de vidas teriam sido salvas através de diagnóstico e tratamento efetivos desde 2000. No entanto, o relatório destaca que grande número de pessoas continua a morrer por conta de uma doença curável.

Além disso, cerca de 3 milhões de pacientes não têm a doença detectada pelos sistemas de saúde.

Recursos

Segundo a publicação, recursos insuficientes estariam prejudicando o combate à “epidemia global”. Estima-se que US$ 8 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 19,7 bilhões, seriam necessários a cada ano para uma resposta completa. No entanto, atualmente haveria um déficit anual de US$ 2 bilhões, ou cerca de R$ 4,9 bilhões.

O documento menciona os países dos Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Juntos, eles teriam quase metade dos casos da doença e estariam em posição de mobilizar grande parte ou todo o recurso necessário de fontes domésticas.

 

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