Aspirações São-tomenses – O Beco com saída

POR : Filinto Costa Alegre // “Torna-se necessário constituir-se uma contra força consubstanciada numa aliança entre os segmentos reformistas ou renovadores existentes no interior dos organismos do Aparelho do Estado, dos partidos políticos, da sociedade civil, do sector privado; congregando ainda individualidades independentes, as juventudes, o cidadão comum, irmanados pela vontade de romper com o status quo, e lançar as bases de um novo São Tomé e Príncipe”.

ASPIRAÇÕES  SÃO-TOMENSES – O Beco com saída

POR : Filinto Costa Alegre

Os são-tomenses aspiram ao progresso e ao desenvolvimento, ao bem estar, à harmonia, a viverem com dignidade, a respeitarem-se e a serem respeitados, a serem solidários, uns com os outros e com os outros povos. Numa palavra, aspiram à felicidade possível e realizável. Não obstante o momento particularmente difícil por que passam, não obstante os sucessivos enganos e desenganos, os são-tomenses mantêm-se fiéis as sua aspirações, embora mais manhosos, mais astutos e vivazes, menos audazes e mais inseguros no jogo que preenche, absorve e adensa o seu dia a dia.

O são-tomense comum interroga-se: Porque será que não consigo dar um prato de banana com peixe aos meus filhos, antes de eles irem para a escola? Porque será que o paludismo ataca com essa violência toda? Porque será que não tenho emprego? Porque será que na sociedade não há oportunidades para jovens com potencialidades? Porque será que só sendo militante ou dirigente de um partido tenho oportunidades? Porquê que para sobreviver só resta aos jovens serem palaiês, lavadeiras, motoqueiros ou vendedores ambulantes?

Onde está a Pátria Renovada, o São Tomé e Príncipe para todos, em que acreditámos?

No meio dessas dúvidas e incertezas, desse sofrimento atroz e desesperado, emerge uma certeza: – Existem dois São Tomé e Príncipe!

Um, em que sobrevive a maioria, feito de desemprego, de pobreza e pobreza extrema, de escolas com alunos esfomeados e professores desmotivados e mal preparados; de hospitais e centros de saúde sem água, sem medicamentos, sem pessoal qualificado; de jovens desempregados, discriminados e abandonados, que se refugiam na droga, na prostituição e em outras formas de marginalidade; feito de crianças abandonadas que erram pelas ruas, tornando-se presas fáceis da malícia de degenerados; enfim, um São Tomé e Príncipe de abandonados, explorados e excluídos; e,

Outro, em que se banqueteia a minoria. É o São Tomé e Príncipe do regabofe, da elite política, dos donos da terra, dos que querem, podem e mandam, numa palavra, o São Tomé e Príncipe dos “ três Vs” – Viaturas, Vivendas e Viagens!

É o São Tomé e Príncipe daqueles que, à custa do Estado, da corrupção e de más práticas, adquirem, da noite para o dia, Viaturas e Vivendas de luxo e passam a vida a Viajar “ em representação do Estado”! A factura de tudo isto é paga, em parte, por nós todos e, em parte, para cúmulo das aberrações, pela caridade da comunidade internacional. Em contrapartida, estes senhores quase nada trazem de retorno para o país e as suas gentes. Ou melhor, para si trazem o enriquecimento rápido e ilícito, para o cidadão comum, o empobrecimento contínuo.

É esta divisão profunda e antagónica que explica, em última análise, a crise profunda e de consequências imprevisíveis em que vivemos.

Com a conquista da nossa independência herdámos o Estado colonial que nos precipitámos a adoptar como “nosso”, sem qualquer questionamento quanto à sua adequação aos objectivos que proclamávamos prosseguir. Com o decorrer dos tempos, fomos remendando o aparelho de estado herdado, acentuando o seu caracter autoritário e repressivo, aumentando desrazoavelmente os seus efectivos, configurando-o como um vasto aparelho burocrático centralizado e ineficiente, totalmente alheio aos interesses, direitos, liberdades e garantias do cidadão comum.

Com o acentuar do distanciamento entre o Estado e o cidadão, este passou a ver naquele uma força de bloqueio à igualdade a que tinha direito, no acesso às  oportunidades e à realização integral dos seus direitos de cidadania activa e participativa.

Ainda inspirados no modelo colonial, criamos e promovemos outras formas de representação política e social, como partidos políticos, sindicatos, organizações sociais, culturais e comunitárias, organizações não-governamentais, em geral. Pensavamos que estas organizações iriam apoiar, complementar e reorientar os esforços desenvolvidos no sentido de se forjar o restabelecimento daquilo que Basil Davidson, no seu livro  intitulado “ O Fardo do Homem Negro”, convencionou chamar “ laços internos vitais”, entre a elite, por um lado, e os pobres, os abandonados e excluídos, por outro. Pois, só este compromisso entre a elite e a grande massa de deserdados em que a maioria dos são-tomenses se vêm transformando, pode fazer ressuscitar o projecto nacionalista, recentrando-o na luta pelo progresso e pelo desenvolvimento económico, social e cultural e pela modernidade.

Esta é a saída que ainda nos resta do beco a que fomos confinados, mercê da gula insaciável da elite a que, à partida, confiamos a condução do nosso destino colectivo e que acabou por nos trair. Desengane-se quem pense que o caminho rumo a saída é fácil. Nada disso. Ele está eivado de sinuosidades, embustes, armadilhas, pelo que todo o cuidado, toda a determinação e toda a sabedoria serão necessárias para acalentarmos a esperança de sairmos vencedores.

Na caminhada rumo a saída, espera-se que a elite se regenere, controle a podridão, a ganância, a apetência pelo lucro fácil e à margem das leis que grassa no seu seio; que deixe para trás a arrogância e o oportunismo, a subserviência em relação aos seus amos; e comece a pensar o país e as soluções para os seus problemas com a sua própria cabeça e a partir da realidade efectivamente existente. Como levar a elite a adoptar esta nova atitude?

Torna-se necessário constituir-se uma contra força consubstanciada numa aliança entre os segmentos reformistas ou renovadores existentes no interior dos organismos do Aparelho do Estado, dos partidos políticos, da sociedade civil, do sector privado; congregando ainda individualidades independentes, as juventudes, o cidadão comum, irmanados pela vontade de romper com o status quo, e lançar as bases de um novo São Tomé e Príncipe.

Momento particularmente delicado da estruturação e relançamento desta força renovadora será aquele em que ela se dotar de uma liderança, que terá que ser forte, competente, dedicada, descomprometida, honesta e muito corajosa. Vai ser necessária muita coragem, muita força de vontade e muita sabedoria mas também muita tolerância e respeito pela diversidade para se congregar a contra força necessária para se romper com as más praticas e, paulatinamente, ir inventando as instituições do novo Estado que os pobres, os desempregados e excluídos aceitem e respeitem como válido, porque é capaz de assumir e representar os seus interesses e proteger os seus direitos.

Começa-se, assim, a glosar o mote da Bienal de Arte e Cultura da CACAU, REDESENHANDO o Estado são-tomense. Neste processo, progressivamente, várias outras instituições carecerão de ser redesenhadas, com especial atenção para os partidos políticos que nos últimos tempos, cada vez mais se vêm posicionando como parte substancial dos problemas com que o país se confronta e não como parte da respectiva solução, como em regra devia ser.

Os partidos políticos, mercê da cobertura e protecção que dão à corrupção, a começar pela compra criminosa de votos, através do “ banho “, da total ausência de transparência das suas fontes de financiamento, da desregrada apetência pelo dinheiro, venha de onde vier, do desnorte em que se encontram, excepto no concernente à defesa intransigente dos seus lideres, constituem parte substancial dos problemas com que o país se confronta.

A materialização das aspirações das são-tomenses exige uma acção consertada com vista à alteração dos paradigmas actuais.

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    Barão de Água Izé Responder

    O Beco com saída terá que ser descoberto com o redesenhar do Estado, se a politica económica que deu intervenção ao Estado centralizador e proprietário, através das nacionalizações for aberta e livremente discutida, sem pruridos ou constrangimentos ideológicos. Será fácil colocar em causa as nacionalizações, que são o calcanhar de Aquiles da Economia Sãotomense, impedindo que esta produza riqueza, livremente baseada na intervenção da sociedade civil, da actividade empresarial privada?
    Muitos anos passaram e os resultados estão à vista, na pobreza que grassa, em que gerações têm sido impedidas do mínimo de dignidade de vida.
    Terá que haver muita coragem para se alterar a posição latifundiária do Estado, reprivatizando o que não deve estar na posse do Estado, pois este em várias áreas e não só em STP, demonstrou ser um péssimo gestor da Economia.
    A abertura de concursos públicos nacionais e internacionais para a reprivatização de empresas agrícolas e outras e imóveis urbanos ou rústicos, não será fácil enquanto os que têm poder para lançar a discussão não assumirem que é um passo importante para iniciar o combate efectivo à pobreza e ao renascimento do nosso País.

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      Bunzu Responder

      Granda lata!

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        Barão de Água Izé Responder

        Caro Bunzu: Acha que não há pobreza em STP? Ela resulta ou resultou de quê? Discutir eventual a reprivatização do que foi nacionalizado, espanta quem? Em todo o Mundo, o processo tem sido idêntico: Se uma politica económica baseada nas nacionalizações não resulta, há que colocar em prática a alternativa.
        Não pode haver dogmas políticos ou o receio de se admitir que não resultou, apesar da escolha da politica económica ter sido feita com as melhores intenções e ideais, quando está em causa o bem-estar, a felicidade e qualidade de vida da esmagadora maioria da população.
        STP é um estado independente e não é por se reprivatizarem os meios de produção e outros, que altera a sua soberania. Paradoxalmente o Estado Sãotomense só teria que ganhar com isso.
        Onde estão os nacionalistas e patriotas que ousem colocar o assunto em discussão?
        A propósito, há quanto tempo não vai, por exemplo, a Monte Macaco, ou Micoló?

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    Barão de Água Izé Responder

    Caro Filinto Alegre: Quer ser o primeiro a lançar a discussão pública, sobre o redesenhar do Estado através das reprivatizações? Não será fácil já que várias roças (empresas agrícolas)e suas dependências, estão na posse de pessoas sem meios e mesmo com meios, não os aplicam pois não só não têm perfil para enfrentar o risco decorrente de investimentos, como não têm vocação para a actividade produtiva agrícola. Pode STP ser inundado dos benefícios do petróleo (quando chegar), que as reprivatização da Economia Sãtomense terá que ser encarada mais tarde ou mais cedo. Mas, face á pobreza em que que vive o povo, será melhor, mais cedo.

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    graca Responder

    obrigado por reconhecer essas qualidades humana nos santomenses…
    pena!… que os nossos diregentes nunca,mais nunca reconhecem essas qualidades que seu povo tem…
    os diregentes que temos nao sao dignos de povo que tenhem…

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    Tânia Responder

    este país é um cumulo. so enriquece quem pode e tem padrinhos. nós jovens não temos oportunidades em nada.

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    Danilo Salvaterra Responder

    Caro Filinto Costa Alegre, como advogado que é, peço-lhe que saia em defesa da democracia e liberdade em S.Tomé e Príncipe. Ontem foram detidos jovens de Diogo Vaz. Há dias foram destinados outros que se haviam manifestados. Estes jovens e todos que se manifestam contra o retorno aos atropelos aos valores da liberdade, precisam do apoio de um advogado.

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      E. Santos Responder

      Confesso que também não percebo porque é que neste país, pessoas de bem, com conhecimento e algum bom posicionamente na sociedade, se calam diante de algumas atrocidades flagrantes….têm medo de quê? De serem marginalizadas?

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    Lëde di alami sa ua Responder

    Pois e……………………………

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    Gente da Terra!!! Responder

    Meus caros,
    Esta visão não é merecedora de quaiquer aplausos por inumeras razões mais irei concentrar-me apenas nas seguintes:
    1. A dicotomia apresentada pela por não deixar espaço para aqueles que não se enquadram nem numa nem na outra. Quererá o Dr. Filinto dizer que ele é do grupo da maioria que sofre? Pela critica aqui apresentada também não se vê, concerteza, como parte do grupo VVV.
    2. O proprio Dr. Filinto faz parte da elite politica deste país e não deveria, assim esperava, lançar a ideia de que TODOS que fazem politica nesta terra são bandidos. Se sim ele também o é tendo em conta a sua passagem pelo PCD, pelo Novo Rumo e a sua recente candidatura as Presidenciais.
    Honestamente, acho, que o mal deste Senhor está no único facto de entender ser o melhor dos Santomenses e o único capaz de que poderá promover STP ao almejado desenvolvimento.
    Como reza o ditado, Dr. Filinto: Unha dedu tãn na ca tilá idu ni cabeça fâ.Se formos juntos seremos capazes de atingir o bom porto.

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      joão pedro Responder

      Caro amigo.
      só poderá ser por má fé ou vazio de intelecto,para suscitares tamanha contingência ao respeito do D. Filintro.
      Tenho que admitir que vosmecê vive alheado das realidades dos seus compatriotas,porque,o que escreveu até por falta de honestidade e sonancia,chega ao exterior numa espécie de sons nebulosos que só teem efeitos para os aliados dos teus pensamentos.
      O D.Filintro por não pactuar com as liberticidades dos partidos politicos ora invocados por vós,ja é demostração bastante de um grande patriota,de um homem que se alinha na trincheira dos desfavorecidos.
      Permita-me desviar um pouco deste raciocínio para invocar uma analogia que me veio por acaso no atalho da foice. – Na luta dos negros americanos para a conquista da igualdade de direito,nas suas fileiras também faziam partes individuos de pele branca.Mas deixemos isto para trás,apenas serviu-me de desabafo,pois podia o sr. achar que pelo o facto de o D. Filintro ter uma vida hipoteticamente remediada não poderia alinhar-se ao lado do povo que sofre.
      Sem mais assunto,atenciosamente.

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        Gente da Terra!!! Responder

        Meu caro,
        Muito o agradeço pela sua nobre e culta resposta. Por ser vazio de intelecto prefiro não lhe responder com as palavras que o meu Ego insiste que utilize. Mas vamos com calma. Se o bem bom amigo cultua uma profunda admiração pelo Dr. Filinto entendo que a sua admiração deve ser respeitada. Até porquê os cães mais espertos também demonstram a sua esperteza aos seus donos.
        Porém entendo que seja qual for o proposito deste Sr. ele deve deixar de se “enDeusar” cobrindo-se com a manta de salvador da patria pois ele não o é. Teve inumeras oportunidades para fazer diferente e não o fez. Sabe porquê? Pergunte ao seu “deus”. Distanciou-se do povo e agora aparece como alguem que sempre foi imaculado. So pra quem não o conhece.
        Fique bem…

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    Carlos Semedo Responder

    Meu Caro Filinto
    Li e reli o teu artigo que elevou o meu orgulho de me sentir próximo de ti e da tua amizade distante. A tua voz e dura como um punho de ferro que martela nas consciências dos possuidores da nossa terra os betodo e mussandas !!!
    Mas e também suave como a espuma do nosso mar que refrigera o calor dos corações e consciência dos homens de bem!
    Querido amigo és a reserva moral deste nosso miserável povo governante e uma cunha cravada nos corações vampiros!
    Comungo do teu credo e estarei nas tuas fileiras, sempre por Santome, por ser como tu “made in aime”
    Grande abraço

    Carlos Semedo

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    Vunvu Responder

    ????????????? E depois?

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    Jornalista Amador Responder

    Meu caro politico demagogo,
    O que fez para mudar isso? Não teve oportunidade para tentar mudar?
    A sua mulher e filho esteve cá em Portugal recentemente a fazer tratamento numa clinica….. então isso tambem esta incluido no seu belo discurso demagogico?

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    Poto Zamblala Responder

    Senhor Filinto!?
    Quem te viu e quem te ve?
    .Você que sempre foi um pessimista do caraças, sempre falou mal deste pais e dos seus governantes só porque não estavas nas “lid’s” politicas e agora que tem um tacho para o fantasmagorico projecto financiado pelo PNUD, a que decidiram chamar “STP-pós 2015″, já achas que o país é um beco com saida.
    Voce deixou claro que também muda de musica conforme o tacho.
    Francamente! Deixa essa forma de pensar e de agir em função das oportunidades para os chamados funcionários de campanha.
    Para ti fica muito feio e assim voce descredibiliza o proprio projacto.

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    Bingo Responder

    Filinto Costa Alegre tem, de facto, o costume de se colocar muito acima de todos e de adoptar um tom de quem só sabe dar lições de moral, como se achasse que é perfeito e não tem nenhum dos defeitos dos nossos políticos, sendo ele um deles. Isso afecta os seus pontos de vista mesmo quando tem razão.Obrigado.

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    estou cá Responder

    Em qual desses stp fases parte, certamente do 2º, como é bom falar olha a dimensão da roça que tens em ôquê maquina; será que pensas na coletividade?

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    jonas Responder

    E outra, nao podemos continuar a ustilizar as nossas paleies, lavadeiras. é també uma profissão. hoje temos muitos doutores que são filhos de paleies e lavadeiras.
    Mas sim temos que institucionalizar essas profissões.
    Quando é o momento das eleições todos lembram da paleies, mas são os mesmo que descriminam a classe.
    Se nao houvesse as palaies, quem que levaria o peixe, tomate, banana etc… para o mercado.
    Dr. Filintro se voce está zangado com PCD, nao utiliza a situação do país, para saires vitorioso, porque sabemos que voce é igual a eles. só falar, só falar, só escrever palavras bonitas, palavras bonitas. basta!

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    Aristides Barros Responder

    Nós os santomenses só temos boas ideias para o país quando estamos fora do poder(presidencia, governo e parlamento). Vi muitos dos nossos compatriotas que estiveram na diáspora chamaram de corruptos a tudo e todos que se encontram no país mas, quando vieram e conseguiram ser directores e ministros foram campeões de corrupção. Sinto-me constrangido quando oiço os nossos compatriotas ex ministros e ex deputados a falarem da corrupção, a criticarem a governação com toda a legitimidade mas eu gostaria de lhes perguntar o que é que fizeram para mudar enquanto lá estiveram.Não podemos ser cegos, mudos e surdos enquanto estamos dentro do esquema e sermos visionários enquanto estamos fora pois, é de dentro que temos a maior possibilidade de mudar as coisas.
    Temos muitos compatriotas que usurparam empresas do Estado e que agora nem sequer empregam trabalhadores e claro que não produzem nada só fazem belas vivendas lá dentro para o fim de semana.Esses com esta atitude também estão a dar cabo deste país.
    Na verdade, não são só os ex membros do governo ou os actuais que têm ou fazem parte do grupo dos “três Vs”. Há muitos funcionários do Estado e não só que também estão incluídos. Uns porque apoderaram ilegalmente dos bens públicos e outros porque aproveitaram a desorganização do aparelho do Estado para “legalmente” usufruirem desses bens. Para mim, essas duas categorias fazem parte do mesmo grupo. Do grupo que tem contribuído para a miséria da população e para o atrazo económico de S. Tomé e Príncipe, do grupo que tem fartura e fica satisfeito quando vê pessoas que lhes pedem 50.000 dobras para dar refeição aos filhos e põem a gabar-se que ajudam, do grupo que fala que o país está mal de boca pra fora.Nunca pensemos que somos melhores do que os outros, que só nós podemos e que se formos Presidente da República vamos mudar tudo para melhor.Os grandes ditadores foram assim forjados.
    As aspirações do povo santomense não mudaram.Existe o trabalho NLTPS feito em STP e liderado pelo Dr Leonel Mário d’Alva. É um trabalho que foi amplamente descutido no país que só precisa ser actualizado. É um plano a longo prazo que precisa ser apropriado pelo governo.
    Criemos um grupo de pressão da sociedade civil “sem política” para ajudar na governação do país.

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      Horácio Will Responder

      Aristides Barros:
      Achei interessante o raciocíno. Em dois aspectos (apesar de todos pertinentes) sinto-me muito próximo de tudo quanto escreveu:
      1 -”Criemos um grupo de pressão da sociedade civil “sem política” para ajudar na governação do país.” Neste aspecto,com a minha vida ocupadíssima, sem tempo para participar activamente em causas sociais, estarei de alma e coração com quem quiser de facto enveredar por aí. Foi um apelo muito sentido que fiz quando escrevi “O QUINTO PODER”
      2 – “Vi muitos dos nossos compatriotas que estiveram na diáspora chamaram de corruptos a tudo e todos que se encontram no país mas, quando vieram e conseguiram ser directores e ministros foram campeões de corrupção.” Com pouca vontade para julgar e muito menos condenar, vou-me perguntando se as pessoas que de facto conheci como sofredoras e hoje se encontram sujeitas a críticas dessas já eram impostores procurando a visibilidade para surgir ou se de facto há algo em STP tão capaz de alterar as boas consciências. A dúvida que estas pessoas me provocaram tornam um incómodo real quando penso no país e na esperança que teríamos nas pessoas para o desenvolvermos.

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      kwatela Responder

      Meu caro Aristides,estou na Diáspora, mas não me impede de dar o meu contributo como membro da sociedade civil,juntos podemos ter um país melhor. se vc estiver em stp por favor pegue no tal documento documento feito por Leonel Mário D Alva enriqueça-o com ajuda de possíveis interessados e programe uma conferencia nacional apartidária para discutirmos o país e pressionarmos os detentores de poder(autorizo o tela nón a fornecer-te o meu email para possivel contacto)
      por stp façamos algo que futuras gerações se orgulhem!!!

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    Maria Responder

    Ironico o discurso do sr. F.Costa Legre!!!!
    O Senhor quer nos dizer que pertence a classe cumum?? E esta preocupado com a situaçao desta mesma classe ( cumum ))???
    Calado do Senhor é um poeta!!!!
    Todos nós Santomenses sabemos decor que o Senhor faz parte dos 3vs ( vivenda, viatura, e viaguens) !!!!!!

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    Culorado Responder

    Caros Compatriotas,

    Com esta maneira de pensar e comentar não vamos a lado nenhum, creia-me…

    Com excepção do Carlos Semedo, vosso comentário deixa-me confuso e sem qualquer rumo nem orientação.

    Quem sou eu para ser advogado do diabo, não sou nem quero ser.

    Mas pensem comigo:

    Dr. Filinto, como sabemos, pertence sim, ao grupo 3vs de STP. Mas isso não lhe retira o direito de pensar, dizer e agir de forma a mudar a política de forma a promover o desenvolvimento de STP.
    Confesso-vos, é imperioso que se faça alguma coisa para mudar a situação de pobreza rumo ao desenvolvimento de STP.

    E essa tarefa não será alcançada necessariamente só pelo primeiro grupo sofredor. É indispensável a colaboração e se possível a liderança dos corajosos e consciente de alguns do grupo 3vs.

    O ideal e mais fácil param se conseguir a melhoria de condições de vida para todos os São tmeses, seria que todos os que pertencem a 3vs correspondessem a essa corajosa chamada de consciência que Dr. Filinto teve a hombridade de fazer.

    Depois de reflectirem melhor sobre esse assunto, estou convicto que irão mudar de posição para o lado de Dr. Filinto, a quem desde já ofereço o meu humilde préstimo.

    Vamos unir em torno da tarefa de combate a pobreza e marginalidade em STP.

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    Maria de Lemos Responder

    Beco com saída!!!
    Pais de muitas coisas juntas!!
    Não há escassez de recursos!!!
    Taiwan injeta 12 milhões de dolares anualmente, basta isso, sem controle.
    Há uma classe politica dominante com tudo, outra classe , na sua maioria composta por oriundos de Angola e Cabo Verde, constantemente sovado pelas forças da ordem. Diogo Vaz, Etc., sem nada, com teto das casas a desabar, sem agua, sem eletricidade. STP tem muitos rumos precisa definir um melhor. Uma elite jovem de quadros formados arrogantes, sem escrúpulos. Interessa o Caos!!

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    O Analista e Censurador Responder

    O senhor Filinto quer tapar a face, mais esqueceu que tem o traseiro aberto. Lá vão trinta oito anos da nossa liberdade, tempo suficiente para mudança de mentalidade e nada foi feito. Gostaria de deixar uma pergunta para o senhor em questão: Depois da Independência, faltou-lhe algum dia um prato de banana com peixe para seus filhos?…Numa analise espontâneo esta aspiração do senhor parece uma humilhação para sociedade dos mais carenciados e não espírito de boa vontade em ajudar os mais precisam. Vejamos; A questão de que as oportunidades é somente para os dirigentes de Partido ou militantes, não é novidades para o Povo, porque é uma situação que permanece a longo de muitos anos. Pode-se dizer que já se tornou numa herança.
    O Beco na realidade tem saída, mas para tal acontecer é necessário que, os dirigentes tal como senhor tira os obstáculos que tem impedido a dita saída que o povo muito precisa.

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    Carlos Jorge da Silva Responder

    Nada de Novo se não o reconhecimento de que o próprio Dr. Filinto Costa Alegre é o exemplo mais vil da teoria dos 3 Vs. Pois n pagou nada pelo terreno onde construiu a sua Vivenda no campo de milho. Tem como a sua herança a vivenda do antigo colono do tempo da cívica em Fruta- fruta. Vive passeando na Viatura nas horas pagas com Valores de Vanco central, Vive em Viagens, num Vai e Vem para Portugal ou Nigéria em fim.Umas Vezes sociadade Civil e outras falando mal dos Partidos Políticos. A este Rítmo vamos caminhar para doutrina de 10 Vs. Somos todos Daki, meu caro

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    luisó Responder

    Bonitas palavras, mas eu acrescento que quem as leva é o vento e nada mais.
    Sempre foi assim.
    Os que se aproveitam do poder (vvv) e a grande maioria que só fica a vvver.
    Este é o martírio, infelizmente, de toda a nação africana. Não há um só exemplo de democracia, de integridade, de futuro, na nossa África.
    Foi o colono embora há 38 anos e a culpa continua a ser dele. E então o que fizemos desde a independência para virar o País?
    Depois de 15 anos de partido único mudámos para a democracia e onde está ela?
    Não há emprego, educação ahahaha, PIB é de gritos, ninguém quer trabalhar no campo, as roças estão a cair, os jovens ou nada fazem ou andam a vender pelas ruas cueca e pilha ou a cambiar, e que futuro?
    Acham que estes governantes dos 38 anos olharam para o povo? Nada…
    Quando estão doentes vão a lisboa, passar férias igual, compras igual, é vê-los a passear, segundo me dizem, no colombo ás compras, etc.
    Mas isto é em toda a África dos PALOPS.
    Mas porquê?
    Herdaram dos pais o dinheiro?
    Enfim mais do mesmo e não vejo nenhum futuro risonho, para nossa infelicidade.
    Cada vez mais me convenço que está nos nossos genes, eu viro-me e tu desenrasca-te.

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    Negro de STP Responder

    A isto chama-se de hipocrisia.
    Este senhor já usufruiu do regabofe tem roças vivendas etc.etc a custa da politica ,agora aparece como quem não tem nada a ver com a a disgraca de S.Tome .Isto e que não podemos admitir.
    Este senhor quer candidatar -se ja para algum cargo politico e para voltar a mamar.
    Na classe politica em S.Tome não há santinhos e bom que o povo saiba disto.

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    Eu também sou filho da terra Responder

    O beco só terá a saída, com a saída daqueles que criaram o beco.

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      Eusébio Pinto Responder

      Caro “Eu também sou filho da terra”,

      O seu comentário é curto, mas muito realista! Subscrevo-o!

      Eusébio Pinto
      Luanda – Angola

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    Amadeu Fernandes da Costa Responder

    Filinto Costa Alegre
    Este nunca se assumui ser politico como tal: isto e, sempre se posicionou como o observador das mas praticas que se tem imposto ao meio social.
    Quando jovem, foi um elemento activo da extinta Associacao Civica, mas sempre posicionu-se como quem tivesse o medo, nao sei de que. Sempre colocou um pe a tras como sendo o contraforte para evitar que nao houvesse sedencia.
    Ve e interpreta da sua forma a situacao do nosso Pais como qualquer um pode fazer, e, pode interpretr. Digo que o nosso Pais e tao minusculo , que todos nos deveriamos ter uma vida a cima da media exigida.
    Quer seja ela lavadeira, Palaie ou outra, deveria ser auxiliados pole Estado, de modo, que o seu rendimento economico nao fosse a baixo do valor minino economico estabelecido.
    O nosso Pais precisa ser estrurturado. Os nossos ploticos sabem disso, mas nada fazem, porque este precisam destas desorganizacao para reinarem.
    Se o homnem santomense quiser, de noita para o dia, o Pais estara como deve ser. Para viver bem e estar bem com a vida.

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    CEITA Responder

    Drº Aristides Barros estou plenamente de acordo com sua ideia mas…gato queimado com agua quente tem medo de agua fria, eu nasci antes da independência, já conheci muitas organizações governamentais outra nem por isso, que acabam desaparecendo devido pressão politica, outros nem por isso (GRUPO ESPERANÇA)de Levi Nazaré onde andam? sabes que eles os(politico)não querem perseguição nem pessoas com essas ideias, quando Drº diz passo a citar “grupo de pressão da sociedade civil(sem politica)” nota bem, logo que se organiza esse grupo, já constitui um obstáculo para governação(assim pensam eles)todos que lutaram pra bem deste povo estão todos identificado. porque somos todos santomense, Drº Filinto esta a gozar com pessoas que realmente não conseguem fazer uma refeição, o senhor esta mais perto do poder politico, nada fez enquanto advogado vários casos de corrupção, situação que merecia sua abordagem senhor nunca sentiu a coragem de o fazer, senhor se calhar veio medir a temperatura do povo, estamos atento mesmo com beco sem ou com saída.

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    filho da terra sofrida Responder

    ele está a se fazendo igualzinho ao Pinto da Costa, enganando o Povo com palavras bonitas, para o povo cair feito um patinho

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    vergonha Responder

    Se cada caso de corrupção que tem estado a assolar o país, Filinto como jurista deveria estar a sair ao público manifestar com a sua escrita e conhecimentos juridicos para ajudar o País. Nada disso encontra opinião deste senhor. O que diz Filinto sobre o assalto ao poder do PCD, MLSTP e MDFM? Nada disso escreveu. O que diz o Filinto sobre a prorrogação do poder camarário e dos orgãos governativos do Príncipe, nada diso escreve e outras coisas da sua área de formação não escreve, porque sabe que está feito com todos esses senhores!
    Dê prova do seu nacionalismo e dê provas de que estás com STP e com o povo sofredor destas ilhas, meu caro Filinto

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    Délcio Responder

    Quem é esse Filinto Costa Alegre para falar de moral e futuro.

    Ele nunca quer assumir responsabilidades.

    Só quer é estar a criticar…
    Nunca dá contribuições.
    Ganha dinheiro sem fazer nenhum

    Vejam só no Banco Central! O que faz lá?
    Agora faz partde da comissão para STP-Desenvolvimento-2015.

    Preguiçoso

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    de Ceita Responder

    Sou santomense, falando claramente, S.T.P é um beco sem saída, não é por ser pessimista mais pela seguinte razão: Nós somos o resulta de missigenação de vários povos e culturas, infelizmente esta missigenação resultou em um povo desunido, digamos uma missigenação com resultado torto. Se repararmos bem quando ,e quê que nos uniu desde 12 de Julho de 1975, infelizmente, nada.

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    Mina Zequentxi Responder

    Gente da Terra, ee um grande invejoso, pelo facto de nao ter tido a ideia de se retratar, acha que mais ninguem tem o dom de o fazer. O Dr. Filinto ate pode fazer parte da elite politica, mas isso nao implica de nao possa se posicionar do lado dos que sofrem! O que querera esse senhor (que aparece com o nome de Gente da terra) dizer?? De que terra sera que nao se compadece com os que sofrem em S.Tome e apenas quer saber com que armas “atacar” quem o faz?? faca-me o favor de se calar, porque boa fechada nao entra mosca?

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