Opinião

Ditado e Ditador: do passado ao passador

Caros leitores, alguém me perguntou se já não escrevia artigos de opinião que incomoda, desafia a mente, e eu apenas respondi que devia “dar um tempo” às letras. Naquela altura, eu ri, de achar tão engraçado como fui confrontado.  Sendo assim, mais uma vez, faço presente essa maldita mania adquirida de escrever o que as pessoas não querem ouvir; a vontade daquilo que nos move, nos incita e nos domina quotidianamente. Já nos basta o arroz e o circo das televisões, para quê então as abstrações e reminiscências de falsos politicos, de escritores desocupados, de pensadores remoques e de pregadores alienados no moderno contexto socio-político? O bom mesmo é ter dinheiro. Mas dinheiro em São Tomé e Príncipe é capim..! Desculpem-me a redundância. Oh! Glória vazia!

 

A nossa sociedade está sendo usada, explorada, enganada e depois de tantas repressões, crises  económicas e diante do descrédito da ideologia partidária do “dubaismo”   agora se voltam à busca das obras estruturantes, dos serviços públicos de qualidade, dos projetos de administração pública de excelência, da educação a todos os níveis, da moralidade no serviço público, da remodelação governamental, etc. Com esses discursos populistas e demagógicos, voltamos ao patamar inicial da civilização. Os partidos políticos, sem a efectiva definição política, não podem contar com a credibilidade e o engajamento dos eleitores, pois não há correntes sérias capazes de galvanizar o desenvolvimento do país ou mantê-la numa corrente programática conservadora e progressista, considerando que os princípios formadores de valores como a verdade, a honestidade, a honra, o respeito foram distorcidos de forma assustadora. Passou-se a existir uma   troca de atitudes repreensíveis, deletérias e arbitrárias. Impoem-nos a ser como os outros,  “dançando a sua música”, contra a nossa vontade. Portanto não somos o que éramos antes. Somos o que os outros oportunizam que sejamos. Já não temos personalidade própria. Que chatice pá! O exemplo comum são as afrontas a princípios basilares da convivência familiar, a base de construção de uma sociedade saudável. Daí o imperativo de uma oposição política viva, séria, libentíssima, ardente e combativa.

 

Meus caros leitores, sei que  gostam que eu escreva sobre casos fabulosos, em histórias passadas nas ruas e lucháns desse tempo de revoltas e de perca da valentia, do medo de sucumbir frente ao adversário. Sempre me solicitam a repetição de cenas cruas e pujantes. Por isso nunca pude discorrer sobre coisas mais tenras e humanas – não heróicas, que possa dividir percepções fecundas, teorias conflitantes, indecisões emblemáticas, experiências edificantes e superações animísticas partidárias de regimes politicos assustadores.  Hoje, compreender-me-ão, certamente, que é altura de homenagear um cidadão nascidiço e umbilical: Manuel Pinto da Costa.

 

O Presidente da República Manuel Pinto da Costa semeou o exemplo da prudência, da tranquilidade, humildade e da compreensão como antídoto às paixões deflagradas. Preferiu, em muitas situações, ser injustiçado  do que cometer injustiças, silenciar e calar para não ferir sensibilidades. E, hoje, me orgulho dele por ter contribuído, através de seu comportamento pessoal, para que o País reencontre sempre, na paz, o caminho da reconciliação nacional, numa sociedade dividida pelo ódio, pelo ressentimento, pela amargura e pela inoperância e incompetência de alguns dirigentes. O Presidente da República é o árbitro e não o protagonista. O que a muitos parecia fraqueza, na verdade, era a força da coragem para esta radical mudança na vida nacional, cuja consciência vivia submetida e entorpecida pela fúria e pelo receio da tutela. A sua meta era a de, sob qualquer sacrifício, criar uma sociedade verdadeiramente democrática, e não um simples exercício simulado de elites. Ele considera tornar-se necessário abrir espaços para a maioria desprotegida e pobre para que ela não somente tivesse o voto formal, mas também o poder de opinar, de participar, de decidir. Ele iniciou com a sua presidência um  tempo novo. O fim de uma era do monopólio dos privilegiados para que os são-tomenses se organizassem com liberdade para reivindicar de maneira firme. O Presidente da República absorveu, nos últimos tempos, aos ataques mais violentos, as injustiças de que é alvo, mas sabe que tudo faz parte de um momento de travessia do deserto.

Cabe a ele o dever de exercer em plenitude o Comando Supremo do nosso território, consciente de que entre as suas atribuições está a de zelar pelo prestígio da segurança dos cidadãos e de comandos e hierarquização militar. Estes cumprem seu dever constitucional de garantir a transição social, e exercem sua missão com impecável lealdade à Nação.  Mas, para que esse processo possa fluir livremente, é indispensável a liberdade. E a nossa  liberdade existe, e jamais poderá ser retórica, pois dá força e permeia o processo da unidade, consciência, cidadania e dos direitos que devem ser exercidos. Julgo que a partir daí começa a pertencer a todos o poder político, que é a síntese de todos os poderes e não a democracia formal e sem povo. O grande ideal da República Democrática de São Tomé e Príncipe, é a de integração e inclusão popular consubstanciado constitucionalmente na  unidade, disciplina e trabalho, que há 40 anos perseguimos, começa a se esvaziar. Para muitos, esse panorama em ebulição é a anarquia, a debilidade, que exige força de  autoridade. Para os verdadeiros democratas essa paisagem e efervescência não constituem  a necessária afirmação de vitalidade e mudanças, é sim manifestação patológica de artistas políticos sem escrúpulos.

E para compreendermos esse fenómeno é inevitável compreender a formação histórica de São Tomé e Príncipe. Já assistimos, atentamente, todos dias os documentários do filme “ I’m The President”. E, estamos  muito próximos dos factos, para vê-los em profundidade. E o nossso Presidente da República compreendeu e conhece os caminhos da liberdade. Mas nós, os são-tomenses, temos que reconhecer que somos parte dos próprios factos, protagonistas, participantes, actores e público, sujeito e objecto dele, como um todo. Eu tenho a consciência de que somente essa postura transformaria a sociedade, como sempre referi nos artigos que escrevi num passado recente. Outra atitude levaria ao confronto, à violência, à derrota da democracia. A absoluta atmosfera de liberdade que respiramos sepultou o tempo dos temores, dos truncamentos institucionais, das ameaças de golpes, das conspirações, das fraudes, das interferências governamentais para influenciar e deformar a vontade do povo, das baixas práticas eleitorais, do aproveitamento político, das nefastas manobras para a continuidade no poder. E essa conquista a sociedade deve encará-la com equilíbrio e naturalidade, sem cair no fosso de um desencanto insatisfeito, nem subir à euforia de quem acha que tudo foi alcançado.

Em nenhuma das eleições realizadas durante o tempo em que o Presidente Manuel Pinto da Costa não esteve à frente dos destinos da Nação são-tomense, houve qualquer arguição de sua interferência na governabilidade do país quer interna ou externa. Nenhuma denúncia de manipulação, nenhuma querela eleitoral, nenhum show off televisivo. E tivemos várias eleições em duas decâdas. Sei que é difícil ver esse comportamento de isenção, porque ele não se insere no rol dos bens materiais.  Ao meu ver,  ele continua sendo relevante obra política e, portanto, imbatível. E a memória política vive do instante, das luzes momentâneas das vitórias ou da escuridão solitária das derrotas. Ela não tem a perpetualidade e a neutralidade da rocha. A liberdade que conquistamos prova que viramos a vertente da História. E a História não fala somente daqueles que construíram estradas, levantaram templos, cadeias e monumentos ou reinauguraram chafarizes; ela acolhe principalmente aqueles que criaram sistemas, apontaram caminhos, formaram quadros, guiaram com probidade sua conduta de governante, edificaram e consolidaram as instituições democráticas e respeitaram os direitos do Homem e fizeram da nossa luta uma Democracia sem recessão.

São Tomé e Príncipe saiu de longa noite com os olhos cansados de pesadelos e, hoje, queremos um sorriso aberto nos lábios mas que represente a confiança na liberdade para entendermos e caminharmos não sobre a debilidade, mentira e omissão,  mas sim, com a prudente conduta de um efectivo e firme exercício de governabilidade, eficiente para afastar violências e exorcizar traumatismos, consolidar  e assegurar o respeito aos direitos fundamentais. Nós optamos, com carácter irreversível, pela democracia e contra a recessão, contra os excessos e abusos,  preferindo crescer e defender o trabalho e o emprego,  afastando toda medida que represente desajustes desumanos. Em São Tomé e Príncipe, o desemprego mata toda força de expansão do movimento trabalhador, pois o seu poder de participar das decisões é quase completamente nulo. Com o desemprego não há transformações políticas importantes. Hoje, vivemos a maior taxa de desemprego da nossa história. Neste sentido é difícil, penoso e incapaz de dar sentido ao direito de viver com dignidade, conforme as convenções internacionais.

O Presidente Pinto da Costa tem  prestado uma contribuição valiosa, em nome de nosso País. Torna-se necessário agora que os valores democráticos que construímos sejam capazes de responder às questões do sofrimento, miséria, criminalidade, pobreza, desigualdade, exploração e violência que se derrama, diariamente, na nossa sociedade. Que esses nobres valores da democracia dêem esperança a essa juventude faminta e desprotegida do país, presa fácil dos grupos de drogas, muitas vezes esquecida, e permanentemente expostas ao crescimento da densidade populacional do imersionismo partidário do poder, que vê-se apressado no próximo embate eleitoral. A nossa juventude com as escassas oportunidades que tem é versão de uma adolescência miserável que perpassa as páginas mais tristes do tempo presente, face à uma economia mundial efémera e em constante mudanças com graves desiquiíbrios sociais, cujos efeitos devem ser rapidamente corrigidos nas nossas comunidades.

Caros leitores a nossa liberdade é presente e é futuro. E quem perde a liberdade perde o futuro no flagelo da autodestruição, do desencanto, do pessimismo, do niilismo, da sedução permanente do terror  maquiavélicos de prisão de alta segurança e escravidão.   A missão do homem da lei é lançar uma ponte sobre o abismo que separa os adversários e a oposição. Temos a obrigação de construir nossas aspirações sob o império da lei. Como intelectuais e políticos, vivemos a angústia entre o ideal e os meios. O intelectual é o homem da justiça absoluta; enquanto o político é aquele que busca a arte do possível, com os instrumentos da contingência. Mas quem governa vive suas circunstâncias… E é minha convicção que a oposição saberá  que não deve decidir sobre abstrações, mas sobre factos!

O nosso Presidente da República está deixando o exemplo do respeito, até ao limite dos exageros, observa a liberdade de imprensa, do rádio e da televisão, porque entende, certamente, que a prática da liberdade corrige os excessos. Não apenas nos veículos de comunicação, mas em todos os níveis de circulação de informações da sociedade.  A Presidência tem poderes, contudo nunca usou como força inibidora da crítica, nem para intimidar, promover a autocensura, policiar consciências, discriminar os médias e fazedores de opiniões. O Chefe do Estado desempenha as funções que lhe são inerentes de forma responsável com naturalidade, maturidade,  pedagogia e com sentido de Estado que sempre o caracteriza e a mestria que lhe é peculiar. Relembremos a sua coragem em assumir os males do passado, ao contrário dos muitos “mitológicos deuses”  e pagou os custos políticos pela ausência de resultados do nosso desenvolvimento social tornando-se o mais agredido e combatido Presidente da  Nação São-tomense. Em benefício da transição resistiu a tudo e a todos mas encontrou forças no cumprimento do dever pátrio, com austeridade pessoal e no respeito aos seus concidadãos. Ele será, sem dúvida, no porvir, objecto de análise de historiadores e cientistas económicos e políticos.  Bem-haja! A nossa história como  Nação, raríssimas vezes, tivemos um movimento de massa crítica, da consciência nacional, de tamanha profundidade. A partir deste momento, o povo deve acordar e redescobrir a sua força e passar a exercer os seus direitos e viver a cidadania sem medo, abusos, distorções e corrupção.

Olhando para o Morro da Trindade, muitas vezes senti o apanágio de  solidão do Presidente da República na crença de seus êxitos. Mas ele manteve a perseverança do desejo de acertar.  O Presidente de um país democrático precisa compartilhar responsabilidades e permitir que se volta a sonhar e a ter confiança, embora permaneçam os efeitos do pior momento de nossa História, um quadro de pessimismo e a paisagem devastadora das injustiças sociais. Não venho, contudo, perder-me no lamento. Mas sim proponho conjurar a neurose dos índices assustadores da nossa economia e da miséria. Distante da minha terra, o destino não me leva de tão longe para ser sinapse da catástrofe, mas confiante de exercer, e exercerei, sempre os meus direitos com determinação e coragem. A omissão e a dúvida podem ser marcas mas por formação e experiência próprias medito, pondero, analiso, ouço e sou prudente na arte de viver. Acerto e posso cometer equívocos mas a minha determinação é e será sempre a mesma, consagrada numa sociedade livre de equimoses politicas e sociais, pacífica, duradoira e democrática.

 

Caro leitores, termino, espero que os intelectuais, a sociedade civil organizada, cidadãos ávidos de liberdade, os injusticados pela hispoosmia administrativa do nosso país e, sobretudo, os partidos políticos da oposição são-tomense que me tenham compreendido a mensagem. É imperativo sério, um dever patriótico homenagear os filhos da Nação Sãotomense.  Hummm! alguns amigos,  hão-de interrogar-me. Responderei, com humildade e justeza de alma: – a vossa luta também é a minha…

Desejo-vos a todos e, em especial, ao Presidente da República Manuel Pinto da Costa e ao Povo são-tomense, Festas Felizes e um Ano Novo 2016 repleto de Prosperidades.

 

Júlio Neto

23 de Dezembro de 2015.

    5 comentários

5 comentários

  1. jojo

    24 de Dezembro de 2015 as 8:43

    Muito bem Júlio Neto

    Obrigado por este rico artigo

    Há ainda muitos Santomenses com princípios e que vai fazer esse pais sair deste marasmo. Um dia havemos de ser os Santomenses que sempre nos orgulhamos ser. Pessoas de respeito, de princípios e com vontade e orgulho do nosso São Tomé e Príncipe.
    Um bem haja…

  2. ADI-ARROZ SUJO

    25 de Dezembro de 2015 as 13:33

    Parabéns Júlio Neto pelo extraordinário artigo na hora certa! Acho q n é novidade sobretudo para os mais esclarecidos, q vivemos um momento muito preocupante da historia da nossa jovem republica! Tão preocupante, q exige uma tomada de consciência de todos em relação a àquilo q, pela pratica quotidiana do PATRICE TROVOADA + dos “VARELAS”, cheira mais a DITADURA do q tudo! Utilizando os mesmos truques do GURGULHO(enganando com doces os jovens), não escapa aos olhos de ninguém q P.TROVOADA´ está preparar terreno para vir dar “PAU” AOS SANTOMENSES q se lhe opõem! Artigos como esse alertam os santomenses para o cuidado q devem ter com os valores da liberdade e democracia q não têm preço! PÕVÔ BÍLÍ UÊ…DECONFIAR SEMPRE DO PARECE OURO! Fui é….

  3. João Sarakulo

    2 de Janeiro de 2016 as 21:50

    Caro Júlio Neto

    Na política como na vida quotidiana cada um pode escolher o caminho que quer seguir. É cmomum dizer que o caminho mais fácil é o do conformismo, do imobilismo, do individualismo e da resignação diante dos problemas que nos cercam. É uma tendência comum na actualidade. Mas temos , é urgente, que considerar que o caminho mais correcto é o da solidariedade, da mobilização e da organização de todas as forças sociais que de qualquer forma se contrapõem aos interesses exarcebados da classe do poder. Devem todos fazer do conhecimento e da política instrumentos da luta pela transformação social, pois só assim vossa ética e vossa moral estarão a serviço da satisfação das necessidades humanas, ou seja, de todos aquelas mulheres e homens do vosso país que são diariamente impedidos pelo poder e seus representantes de viverem com liberdade e dignidade.

    Lembre-se, que essa sua vocação pela escrita é um compromisso apaixonado pela dignidade do seu povo e é, sobretudo, uma contribuição para um bem maior, para algo além de si mesmo – a liberdade. Tenho a maior convicção de que o seu trabalho em si é um factor de realização colectiva e, como indivíduo, dedicado às causas do povo que amas, ainda que não haja dinheiro ou promoções em jogo.

    Por isso aconselho o autor, vivamente, a não acreditar na possibilidade de que muitos políticos reproduzam nas suas actividades quotidianas os mesmos valores e tenham o mesmo comportamento, pois estarias a alimentar uma ilusão. Compreender que a sociedade actual tem como base a desigualdade económica e social e, sendo assim, os interesses dos indivíduos que participam mais activamente da vida política são distintos, não significa que devemos aceitar que cada político faça o que bem entender de sua campanha ou de seu mandato, pois não podemos aceitar passivamente a mentira, a corrupção ou o ataque permanente aos direitos fundamentais e aos direitos humanos, prática comum da maioria daqueles que ocupam hoje cargos nos poderes legislativo ou executivo.

    A ética praticada pelos indivíduos numa sociedade dividida em classes sofre a influência da moral, e a moral é um produto do desenvolvimento histórico-social. A governação lida com esta equação de uma forma complexa aceita a condição de substituir a participação autodeterminada por uma participação baseada num princípio de selecção segundo o qual apenas alguns actores, interesses ou vozes são admitidos a participar. Para contrapor a este principio urge a participação da sociedade civil como garante das democracias que deve e pode ser autónoma, mas não assim os critérios de escolha dos participantes. Daí a existência de benefício para os que são admitidos, mas sempre à custa da invisibilização dos preteridos.

    Só podem ser considerado profissionais, sem dúvida nenhuma, aqueles que oferecem as melhores experiências, os que trabalham mais felizes e os mais bem sucedidos naquilo que fazem, independentemente da profissão. Conhecendo suficientemente o seu país, sinto-me, seguramente, à vontade de parabenizar o autor por este valioso contributo. Ao contrario daquilo que enunciava, escreve para ser ouvido. É mais um dos raros pensadores destas ilhas. Este artigo poderia servir para pensarmos numa nova tese sobre a política e desenvolvimento da liderança em África.

    Desejo ao autor, os maiores sucessos, e que os actores políticos deste pobre país leiam e releiam o texto. Especialmente, aqueles a quem é dirigido o conteúdo de sapiciência do texto. Pelo bem do vosso país.

    Saudações e Bom Ano Novo para todos.

    • MIGBAI

      4 de Janeiro de 2016 as 17:01

      Meu caro “João Sarakulo”.
      O seu testemunho é caso para se dizer, “quem sabe sabe e o resto são cantigas”.
      Que fique bem claro que gostei imenso da sua exposição, contudo, existe um palavra que empregou no fim da sua exposição/comentário e que não gostei particularmente, estou a referir-me á expressão “parabenizar”.
      O meu caro João usou um português perfeito até ali, e podia perfeitamente substituir parabenizar por parabéns.
      Mas isto é só um aparte no seu maravilhoso texto.
      Um excelente ano de 2016 para si e para todos os seus, com imensa saúde.

  4. Genito Cruz

    5 de Janeiro de 2016 as 17:18

    Senhor Julio Neto
    Um autêntico artigo que retrata de a-z os contornos politicos e sociais de São Tomé e Príncipe. Uma profunda análise e reflexão da governabiliadade presente e dos os desafios do futuro do país. O autor está mais uma vez de parabéns. Gostei, super! Que Deus te proteja, e um Bom Ano 2016.

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