
Nos arredores do bairro de elite, mais concretamente na zona verde que confina com a estrada pública, o Téla Nón, descobriu com apoio de um militar das forças armadas e agentes do ministério da agricultura, a rede de desvio de água da canalização que alimenta o hospital central.

Ronísia Brito uma das mães que está internada com o seu filho na pediatria II do hospital Ayres de Menezes, explicou a situação de imundice que se vive no hospital central, por causa da falta de água. «Não há água, nem se quer para tomar banho. Ficamos com fraldas das crianças com fezes amontoam-se na pediatria provocando mau cheiro. As enfermeiras zangam bastante e com razão, mas o que fazer se não há água», afirmou Ronísia Brito.
Numa altura em que São Tomé e Príncipe está a ser assolado por calor intenso, os pacientes vivem um inferno no hospital Ayres de Menezes. Muita secura no hospital de referência, porque o poder político e financeiro instalado no campo de milho decidiu tomar para si a água que foi canalizada especialmente para o hospital.

O Ministro da Saúde Arlindo Carvalho, que denunciou tal situação na semana passada, reafirma que o hospital central está a ser vítima de desvio de água. Situação que em condições normais nunca poderia ter acontecido. «Como foi desviada não sei. Se a água não chega ao hospital, há duas hipóteses ou há rotura do cano, ou há desvio. E o desvio está confirmado», referiu o ministro.
Arlindo Carvalho reconhece que a falta de higiene é grave no centro hospitalar. «A situação é difícil nas enfermarias. Para problemas ligados a infecções temos tentado colmatado com a importação de desinfectantes para as mãos, mas não é suficiente. Há o problema de higiene dos próprios doentes, higiene dos lençóis e do próprio hospital», pontuou.
Com tanta falta de higiene por causa da vandalização da conduta o hospital que deve tratar de enfermidades, transforma-se no principal fogo de transmissão de doenças. O estado são-tomense através do governo que deveria exercer autoridade para repor o fornecimento de água ao hospital, não fez nada para resolver o problema através de medidas coactivas. Aliás o exercício da autoridade em defesa do bem público como o hospital, fica difícil quando são exactamente os homens e mulheres fortes da nação que estão a praticar pirataria, cortando água ao hospital central.
Abel Veiga
Eula
19 de Maio de 2010 at 13:35
Esta não é a situação nada agradável.
Espero que esse PROBLEMAÃO já esteja resovido.
PESSOAL!Temos que dar mais atenção a saúde da população.Muitos problemas de saúde que STP apresenta poderiam muito bem ser resolvido por nós mesmos com extrema facilidade, se tivessemos EMPATIA, INICIATIVA E COMPRIMISSO.
Atenciosamente Eula
Marilsel
20 de Maio de 2010 at 13:04
Mas o q fazer a uma situação cm esta?! É muita má fé por parte destes senhores. Só um país cm S.Tomé e Príncipe para ter coisas dessas , muita vergonha. Quando estamos rodeados de rios por toda parte…
Helmer Neves
23 de Maio de 2010 at 18:32
Realmente, muita vergonha, muito frustrante essa situação, ainda mais quando todo mundo sabe que ninguém vai ser penalizado pela “pirataria”, como disse o ministro da saúde. Ou seja, a situação vai se repetir em outros lugares e de outras formas. Os são-tomenses devia começar a respeitar menos os ditos “senhores”, tirando, claro, almas que ñ o merecem…! Mas infelizmente isso não vai acontecer porque parece que quem devia punir faz parte da mesma teia que os piratas…..é muita brincadeira!