A marcha de protesto começou diante do edifício da empresa de electricidade, a EMAE. Os manifestantes disseram que protestavam contra a incapacidade dos sucessivos governos em garantir a energia eléctrica e água potável à população.

Apolinário Zeferino “Pindó” disse ao Téla Nón que o povo está cansado desta calamidade provocada.
Já na Praça Yon Gato diante do Palácio do Governo a chuva veio, para dizer ao país que a água é abundante no arquipélago, e pode ser utilizada também para produzir energia eléctrica.
O líder da manifestação concordou. Apolinário Zeferino disse que o país tem tantos rios e nascentes e que poderia vender água para todo o planeta terra. Acrescentou que a água é tanta que poderia garantir também a produção de energia hidroeléctrica.

Nem a chuva, nem os relâmpagos calaram a voz da manifestação. “Pindò” reconheceu que a maioria da população não se importa com a causa da manifestação, por isso a moldura humana foi muito fraca.

Poucos mas determinados, o grupo de cidadãos são-tomenses deu mais um grito, para despertar os decisores políticos, sobre a necessidade urgente de satisfazer as necessidades básicas do povo.
O leitor deve ouvir a entrevista dada pelo organizador da manifestação, para conhecer outros detalhes do movimento de protesto que tomou banho de chuva, nesta terça feira na capital – São Tomé.
Abel Veiga