Sociedade

Pesca artesanal ganha certificação profissional em São Tomé e Príncipe

Em São Tomé e Príncipe, milhares de famílias dependem diretamente da pesca, sendo o peixe responsável por mais de metade da proteína animal consumida no país.

Com mais de quatro décadas no mar, o pescador Gervásio Almeida olha com preocupação para o futuro da pesca artesanal. “Há cerca de quatro a cinco anos, a brisa começou a arrastar peixes na baía, tornando a atividade cada vez mais difícil. Hoje vamos ao mar sem a certeza de garantir o sustento das nossas famílias”, lamentou.

Gervásio integra agora um grupo de pescadores e palaiês que, pela primeira vez, recebe formação profissional com enfoque na sustentabilidade.  “Para que possam pescar hoje sem esquecer a futura geração”, sublinhou Virgínia Godinho, técnica da Direção das Pescas e Aquacultura.

Estamos a reforçar a sua capacidade para que atinjam um novo patamar de entendimento e sejam reconhecidos dentro e fora do país”, acrescentou Olávio Aníbal, coordenador do projeto FISH4ACP.

Ao todo, 200 pescadores e igual número de palaiês beneficiam desta capacitação, que lhes confere certificação profissional nas respetivas áreas.

Na sessão de abertura, o Governo anunciou novas medidas de apoio ao setor.

Avançamos com a aquisição de 200 botes de fibra de vidro, um investimento concreto que vai transformar as condições de trabalho dos nossos pescadores. Além disso, o Estado comparticipará em 30% o custo dessas embarcações”, garantiu o Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.

A profissionalização enquadra-se na estratégia da FAO para reforçar a cadeia de valor da pesca em São Tomé e Príncipe, através do projeto FISH4ACP, financiado pela União Europeia e pela cooperação alemã.

José Bouças

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