O CAOS político evoluiu sorrateiramente nas estruturas do maior partido de São Tomé e Príncipe a ADI, e veio à tona no início do ano 2025, mais concretamente no dia 6 de Janeiro quando o Presidente da República Carlos Vila Nova publicou o decreto presidencial número 1/2025 que demitiu o XVIII governo constitucional liderado por Patrice Trovoada.
Eleito Presidente da República como candidato da ADI, Carlos Vila Nova fez carreira política no partido liderado por Patrice Trovoada.
O desentendimento entre o Presidente da ADI e outros membros da direcção do partido já era conhecido na praça santomense, nomeadamente com o vice-Presidente da Assembleia Nacional Abnilde Oliveira.
Inicialmente a escolha pela ADI da ex-ministra da Justiça Ilza Amado Vaz, para substituir Patrice Trovoada no comando da governação de São Tomé e Príncipe, parecia uma decisão consensual do partido. O Presidente da República oriundo da ADI, também concordou e nomeou a jurista de profissão como primeira-ministra e Chefe do Governo.
No entanto, a nomeação de Ilza Amado Vaz, acabou por trazer à superfície a profundidade do caos político em que está mergulhado o maior partido do país. Com o líder Patrice Trovoada já ausente de São Tomé e Príncipe antes da investidura da primeira ministra nomeada, a ADI implodiu. O desentendimento entre as facções por causa da publicação nas redes sociais da lista dos novos ministros, antes mesmo de o Presidente da República receber a lista, foi uma das razões para Ilza Amado Vaz demitir-se antes de tomar posse.
A luta entre as facções agudizou-se. Adelino Pereira, o nome apontado para substituir Ilza Amado Vaz acabou por ser ignorado pelo Presidente da República que nomeou o militante, ex-secretário geral da ADI e deputado eleito, Américo Ramos como o novo primeiro-ministro.


A partir do estrangeiro o Presidente da ADI deu um grito de alerta. «O risco para a ADI é de facto de nos virmos a fraccionar e acabarmos por desaparecer».
Patrice Trovoada reconheceu também que o partido maioritário está a enfrentar o período mais difícil da sua existência. Apontou o dedo ao ex-militante Carlos Vila Nova, actualmente Presidente da República como sendo o arquitecto da desagregação política da ADI. O ex-Primeiro Ministro falou também de ingratidão.
Orlando da Mata vice-Presidente da ADI, marcou presença na tomada de posse dos ministros do XIX governo constitucional. Disse que o novo governo é competente, e está mais forte, pois conquistou a confiança até da oposição.
«Hoje nós temos uma figura da ADI no poder, nós temos um elenco maioritariamente da ADI com algumas áreas estratégicas. Nós vemos um governo competente e que terá muito apoio não só dentro da ADI como fora», assegurou o vice-Presidente da ADI.

O Presidente da ADI Patrice Trovoada defendeu a realização urgente de um congresso extraordinário para expurgar os militantes e dirigentes que abraçaram o governo de Américo Ramos, e que apoiam a decisão de Carlos Vila Nova.
Em democracia a maioria vence. Se de facto a maioria dos militantes e membros da direcção da ADI, está alinhada com Carlos Vila Nova e Américo Ramos, o congresso extraordinário poderá terminar com o expurgo da facção que apoia o Presidente do partido e ex-Primeiro Ministro Patrice Trovoada. Só o tempo vai dizer o desfecho do CAOS político que se instalou no maior partido político de São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga
Antonio Jose Cunha Matos
20 de Janeiro de 2025 at 11:15
Isto é o que dá quando um Partido Político tem dono. Patrice Trovoada para além de ladrão, corrupto, aldrabão, invejoso, burro, ganancioso, ele é um doente psicopata bipolar mas poucos sabem disso. Muito brevemente espero divulgar um relatório médico datado de 1989 no tempo ainda que o pai Miguel Trovoada era Presidente da República. Esse tipo não perde por esperar.
ADI na Quinta da Beloura
20 de Janeiro de 2025 at 11:56
Congresso ja para expurgar Patrice dos seus lacaios, meus irmãos, São Tomé e Príncipe respira melhor desde que Patrice saiu, não brinquem com esse demónio
ANCA
20 de Janeiro de 2025 at 20:39
Ao partido, instituição política ADI
É tempo de unir o partido, jamais de clivagens, ódio, rancores, etc…expulsões, corrupção, vingança, jamais, jamais, se quiserem se manter como tal…sejam inteligentes, é na crises que se deve estar unidos para vencer, jamais o contrário.
Isto sim, abrirá brechas e fraccionamento do partido.
Devem estar aberto, a sociedade, ao pensamentos e opiniões contrárias, pois é marco da liberdade, e da democracia.