O ex-Secretário Geral da ADI, membro da direcção do partido e candidato à presidência da ADI regressou ao terreno. Américo Ramos, actualmente primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, chefia um governo que ele próprio designa sempre, como sendo do ADI.
Como em 2021, enquanto secretário geral liderou o combate político da ADI no terreno para a vitória nas eleições presidenciais daquele ano, e também sozinho no terreno com os militantes(o Presidente do Partido sempre ausente do país), levou a ADI a vitória nas eleições legislativas de 2022, Américo Ramos decidiu neste momento em que a ADI vive uma crise evolutiva, reunir as bases do partido, para «𝗼𝘂𝘃𝗶𝗿, 𝗲𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗲 𝘂𝗻𝗶𝗿 𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗱𝗼», declarou numa comunicação feita nas redes sociais.

A acção política de terreno começou no distrito de Lobata. Américo Ramos acompanhado pela deputada Vasth Santos, ex-secretária geral adjunta do partido mobilizou as bases da ADI, para debater a nova visão para o futuro.
«Começámos pelo distrito de Lobata, onde tivemos a oportunidade de partilhar, com transparência, a nossa visão para o futuro do ADI. Foi um momento de diálogo aberto, de proximidade com as bases e de reafirmação do compromisso com uma nova dinâmica interna», disse Américo Ramos.
O primeiro-ministro e Chefe do Governo tinha antes apelado aos militantes da ADI, que exigissem ao Presidente Patrice Trovoada a realização do congresso electivo. A reunião magna da ADI tinha sido marcada para 4 de abril. Uma tentativa do Presidente do partido de adiar ou suspender o congresso, acabou por ser anulada pelo Tribunal Constitucional.
Américo Ramos disse aos militantes que a acção política em curso, não é contra pessoas, mas sim pelo fortalecimento da ADI.
«Defendemos um ADI mais participativo, mais transparente e mais fiel às suas próprias decisões. Isso passa, necessariamente, pelo funcionamento normal dos órgãos do partido e pela realização do Congresso já deliberado, como espaço legítimo de debate, renovação e consolidação interna», fundamentou Américo Ramos.

Depois de Lobata, o distrito de Cantagalo foi o segundo palco da reunião das bases da ADI com o primeiro-ministro.
«Foi mais um momento de escuta, diálogo e proximidade com as bases. Partilhamos a nossa visão e reforçámos o compromisso com um ADI mais aberto, participativo e fiel às suas decisões. Esta caminhada está apenas a começar. Seguiremos para outros distritos e também para a Região Autónoma do Príncipe, levando a mesma mensagem: 𝘂𝗻𝗶𝗿, 𝗼𝘂𝘃𝗶𝗿 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗶𝗿 𝗷𝘂𝗻𝘁𝗼𝘀.. Acreditamos que unidos somos mais fortes», pontuou o candidato à presidência da ADI.

A crise evolutiva no maior partido político do país continua a marcar a actualidade nacional, no ano das eleições gerais em São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga