Política

Crise evolutiva na ADI : Drones assassinos no parlamento

«Hoje as guerras se fazem pelos generais a distância usando as tecnologias, e os líderes já não vão para o terreno. Usam os drones, e alguns drones assassinos, e alguns estão dentro desta sala», declaração do Presidente da Assembleia Nacional, para os seus companheiros da bancada da ADI.

Abnilde Oliveira aconselhou os deputados da ADI a continuarem «a vossa guerra usando o comando à distância, mas esses drones assassinos a mim não atinge».

Abel Veiga 

2 Comments

2 Comments

  1. Jxecove

    13 de Abril de 2026 at 21:51

    É, no mínimo, curioso, para não dizer revelador, assistir a esta súbita metamorfose política. O mesmo senhor que, em tempos não muito distantes, apontava o dedo, condenava e praticamente “crucificava” aqueles que hoje abraça sem pudor, surge agora ladeado pelos antigos “inimigos” como se a memória coletiva fosse descartável.
    Durante o auge no ADI, quando desempenhava o papel de fiel braço direito do então “general”, não havia espaço para ambiguidades.
    Os outros eram apresentados como criminosos, indignos, um verdadeiro obstáculo ao país. Hoje, com uma facilidade desconcertante, esse passado é reescrito, e o tal “general” passa a ser tratado como um desconhecido, quase um corpo estranho. Conveniente.
    Fica a impressão de que não houve mudança de convicções, mas sim de conveniências. O que antes era vício, agora é virtude; o que era condenável, tornou-se recomendável. Não é evolução política, é oportunismo em estado puro.
    E quanto ao jornalista, que deveria exercer o papel de escrutínio rigoroso, opta antes por estender a passadeira vermelha a estas incoerências gritantes. Em vez de confrontar, questionar e expor contradições, prefere acomodar narrativas e suavizar evidências. Assim, deixa de fazer jornalismo para se tornar cúmplice de uma encenação que subestima a inteligência dos cidadãos.

  2. Madiba

    15 de Abril de 2026 at 8:12

    Mas caros compatriotas; isto é notícia? Houve casos graves como os de conselheiros especiais do Presidente da República e do Primeiro-Ministro. E não se viu uma única palavra por parte dos informadores desta casa. E, agora já tem motivos para notícias? Desconfio haver aqui um problema com parcialidade das informações. Só que ao ser verdade, vem contrariar a génese que vinha sendo o comportamento deste jornal que tanto gosto. E caso estejam ao serviço de alguém que mudem, por favor!

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