Opinião

Ao Primo Artur

O Cristo viveu na contracorrente com os poderes, a má-fé e o deboche das mulheres e homens da sua época. Carregou o peso da sua cruz, arqueado, morreu crucificado, ladeando-o, tendo por companhia dois amigos do alheio (ladrões), que perdoou.

O primo escolhido por entre os pares tomou posse como presidente do Tribunal Constitucional, arqueado sob o peso de um enorme crucifixo, a lembrar a paixão do Cristo. Foi gozado, ridicularizado, tal Cristo à sua época.

Saiba, primo, não é o tamanho das representações do sofrimento do Cristo que faz os homens elevados; são as suas ações do quotidiano, nos nossos mais pequenos atos.

Hoje é moda a ambição se acoitar na fé e nas igrejas.

A nossa família, pese embora entronque num tocador de lata de bailé da localidade de Zequenxi-Glangí, em Changra, tem sido temente a Deus e divulgadora, por prática e exemplo, das ações de Jesus Cristo.

A minha falecida e saudosa prima Nélia, que o criou e educou na fé em Jesus Cristo, perto dele estará a pedir a Deus que ilumine o seu caminho e as decisões que toma no exercício do cargo público em que está investido.

Um homem do seu tamanho, elevado ao mais alto cargo do poder judicial, só pode decidir conforme as Leis da República, o ordenamento jurídico no seu todo e em defesa da coesão nacional.

Em nome dos valores profundamente cristãos que professa, seja Attur. Não se aproprie do Tribunal Constitucional. Mais: não espere vir a ser perdoado na Cruz por práticas idênticas às dos companheiros da paixão de Cristo.

O primo (Genito) que se assume Mé n Pián di Klêkê, resgatando a memória e os valores dos nossos ancestrais.

Abraço fraterno, “Manuel Alfinete/Mé n Pián di Klêquê”

15 de agosto de 2026

Inspirado nas trapalhadas do TC, a propósito da recusa na aceitação dos processos de candidatura dos novos partidos políticos, algum dentre eles, eu, muito confidencialmente, não gosto, porque liderado por quem acredita ser o novo messias, estou certo, trará mais estragos do que benefícios ao povo.

Contudo, é assim a democracia: deixa que o povo escolha, em liberdade, quem o queira representar.

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