Nos próximos dias, a escassez de água em algumas localidades do país poderá ser atenuada com a instalação, em diferentes pontos de São Tomé, de sistemas modulares de captação e distribuição de água tratada.
“Por exemplo, aqui em Agostinho Neto vamos conseguir captar cerca de 100 metros cúbicos de água por hora, que serão injetados na rede para cobrir toda a cidade de Guadalupe, Moro Peixe e arredores. Vamos conduzir esta intervenção ao longo do país”, afirmou Nelson Cardoso, Ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais.
Numa primeira fase, serão instalados oito sistemas, avaliados em 870 mil euros, financiados pelo fundo do contrato de partilha de produção das empresas petrolíferas, através da Agência Nacional de Petróleo.

Trata-se de uma solução transitória, enquanto se aguarda pelo lançamento do projeto de reforço da rede de abastecimento de água potável para a cidade de São Tomé e zonas periféricas, financiado pelo Banco Europeu de Investimento em mais de 60 milhões de euros.
“O projeto passa pelo aproveitamento da água do Rio d’Ouro e do Rio Manuel Jorge, que irá abastecer toda a cidade capital. Não se limita apenas ao fornecimento de água, mas inclui também a requalificação integral da rede de distribuição”, acrescentou o ministro.
Este investimento pretende dar uma resposta mais duradoura às dificuldades no abastecimento de água, numa altura em que a situação energética em São Tomé e Príncipe já se encontra estabilizada, após uma crise que se prolongou por cerca de um ano.
José Bouças