Cultura

Rei Amador

Arquivo Histórico Santomense, acolheu a celebração do Dia do Rei Amador neste sábado, onde o Ministro da Educação e Cultura, Jorge Bom Jesus, homenageou a figura emblemática da história de São Tomé e Príncipe, considerado líder da revolta dos escravos em 1595 que destruiu mais de 70 engenhos de cana-de-açúcar e todos os outros líderes, a sua história é cercado de mitos e mistério.

O Capitão General da Guerra e Rei, Amador Vieira, auto proclamado em 28 de julho de 1595; atacou a cidade de São Tomé com 5000 homens que correspondia na altura cerca da metade de toda a população escrava desta ilha. A referida revolta começou com o primeiro grito de alerta na cidade da Trindade aos sete quilómetros com a capital, surgindo diversas morte aos colonos que assistiam a missa na Igreja de Santíssima Trindade e o Amador bebeu o vinho na taça do padre no Altar; para justificar o novo poder e autoridade livre da escravatura.

O Rei Amador, que foi “Amo do Tenente Viera na reserva “ tomou a consciência e a liderança do nacionalismo santomense e furtou a vigilância da divergência de disputa do poder na ilha, entre o Bispo e o Governador português, que pretendiam levar a melhor. Apostou no assalto a cidade em quatro frentes de combate a saber: Madre Deus na tutela do Rei Amador, Igreja de Santo António hoje Artes Gráficas no Ponte Tavares com Capitão Lazaro, Matos Bois ou Espalmador que são zonas do Estádio e Cinema, ao cargo do Capitão Cristóvão de Angola e a frente do São João capitaneado pelo Domingos Pinto. Embora com este cerco a cidade colonial a intenção não foi consumada devido certa desorganização, mas; durante esta revolta os escravos impuseram respeito de medo que levou muitos brancos partirem para o Brasil, devido a raiva da destruição das fábricas que eram maiores inimigos dos oprimidos e o fogo que vigorava na redução da economia dos ricaços.

Durante a homenagem e a colocação de uma coroa de Flôr no Busto do Rei Amador, o Ministro da Cultura, disse que o caminho é determinado pelo primeiro passo e a nação santomense estranhas as suas raízes históricas e genéticas na longa noite de resistência cultural e anticolonial, consubstanciada no estridente grito de pantera saído do peito revoltado do mítico escravo Amador Vieira, o guerreiro-Rei.

“ Daí precisemos de ensinar aos mais novos, educando os seus olhos e ouvidos virgens, a saber ver e escutar os mistérios dos nossos Ôbos, o deslizar e a calma da cobra preta faminta, o barulho ensurdecedor da cascata de São Nicolau, o silêncio da noite fria de gravana, o ardor da maguita tua-tua; tudo isso sussurra-nos o heroísmo do Rei Amador e os seus contemporâneos, desde os longínquos anos do último quartel do século XVl, ecos épicos que chegam até nós, transportados pelo temporal da história que só autoriza embarque das singularidades que transcendem o comum dos mortais,” afirmou o Ministro da Educação e Cultura, Jorge Bom Jesus.

O Bom Jesus, deixou um alerta consagrado o anonimo para a mobilização de sinergias e parcerias de se conseguir financiamentos consequentes para apoiar a Cultura que se encarregará por seu turno de financiar o desenvolvimento sustentado do arquipélago santomense e não confinar a cultura no restrito espaço do folclore.

“ A economia criativa baseada na cultura pode ser uma salvação para a crise financeira e solução para mobilizar recursos em divisa-os serviços e bens culturais aliados ao turismo, a arquitetura local, a restauração, a agricultura limpa e outras áreas de desenvolvimento são com certeza uma mais-valia para a nossa economia,” acrescentou o Ministro da Cultura Santomense.

A revolta fracassou depois porque o primeiro: o escravo que recebeu a ordem de matar o padre da referida igreja, não acatou e deu uma fuga ao padre, que fugiu para a cidade e comunicou a força organizada do Rei Amador, que imediatamente o Bispo da Igreja católica e o Governador tiveram de se unirem as forças para combater os revoltosos com armas sofisticadas da altura, porque a guerra estava avisada enquanto o Rei Amador preparava surpresa. Segundo se registou-se algumas e outras falhas sem falar dos armamentos contra machins, flecha e zagaias, que obrigou recuar dos escravos e em seguida a fuga desordenada.

Consequência final deste reinado; o Rei Amador foi traído e preso, depois executado e esquartejado pelos colonos portugueses em 14 de Agosto de 1595, devido os dias da ira, assombração e avultados prejuízos causados nos engenhos de fabricação mundial do Açúcar em Africa e a partida de muitos colonos.

A Assembleia Nacional sobre a proposta do Albertino Bragança, institucionalizou o dia 4 de Janeiro como feriado Nacional, alusivo ao Capitão General da Guerra e Rei, Amador Vieira, e a sua insurreição inédita, em termos da sua dimensão, duração e impacto; foi uma das maiores revoltas de escravos de toda a história atlântica. Por outro lado para refrescar a memória das gerações, o Estado Santomense aplicou um Busto do tal Rei nas notas do Banco Central de São Tomé e Príncipe, com a obra do magnífico e brilhante pintor falecido da ilha do Príncipe, Protásio Pina filho.

Inter Mamata

    4 comentários

4 comentários

  1. António Menezes

    6 de Janeiro de 2014 as 8:02

    ” O Capitão General da Guerra e Rei, Amador Vieira, auto proclamado em 28 de julho de 1995; atacou a cidade de São Tomé com 5000 homens que correspondia na altura cerca da metade de toda a população escrava desta ilha.”
    Será que não esta nada de errado na data nessa discrição? Agradeço que os mais informados nos diga algo.

    • Cidadão

      6 de Janeiro de 2014 as 9:41

      Sr. António Menezes, aprenda a ler melhor.

  2. Ayta Lima

    6 de Janeiro de 2014 as 18:51

    gostaria de saber quem foi que fez esse busto.

  3. armando

    7 de Janeiro de 2014 as 9:24

    Um bom trabalho de Inter Mamata e Jorge Bom Jesus. Precisamos aprender melhor a nossa historia.

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